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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Só os resultados ditam prioridades no desporto - António Munguambe, director-geral do INADE

 

 

OS resultados desportivos das modalidades colectivas nos eventos desportivos internacionais, nos quais as delegações nacionais participam sob comando da Missão Moçambique, órgão também responsável pela preparação das respectivas selecções, não têm sido das melhores.

 

 

Apesar dos esforços para inverter o cenário que permanece inalterável durante muitos anos, o desempenho continua longe das expectativas, facto que obrigou a apostar muito nas modalidades individuais, que têm sido a bóia de salvação de Moçambique além-fronteiras. Esta realidade preocupa o Governo que, através do Instituto Nacional do Desporto (INADE), reconhece a tendente viragem da pirâmide que conferiu às principais modalidades colectivas o estatuto de prioritárias, tanto ao nível de investimento, como em termos de resultados.

 

 

A última experiência foi nos IX Jogos da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) recentemente realizados em, Luanda, Angola, onde Moçambique foi honrado pelo atletismo para a pessoa portadora de deficiência (paralímpico ou adaptado), que conquistou cinco das seis medalhas de ouro que Moçambique amealhou no evento e igual número de prata. A outra medalha de ouro foi amealhada pelo atletismo convencional. As restantes medalhas, de um total de 21 conquistadas no cômputo geral, são de bronze.O facto de as modalidades colectivas não terem conseguido ouro ou prata relegou Moçambique da terceira posição conseguida em Mafra-2012, em Portugal, para a quarta.

 

 

Chamado a tecer considerações sobre esta situação, o director-geral do INADE, António Munguambe, explicou que, apesar de Moçambique ter adoptado a política de modalidades prioritárias, ficou sempre claro que se referia, de modo geral, à massificação do desporto no país. Porque, segundo elucidou, o que normalmente se impõe quando se fala de alta competição são os resultados. E isso significa, de acordo com a fonte, que os que se imporem exigirão maior intervenção e concentração do Governo em relação a outras.

 

 

Portanto, não há aqui um outro barómetro que possa medir aquilo que deve ser o apoio a merecer na alta competição se não forem os próprios resultados desportivos. E as individuais continuarão a merecer especial atenção e apoio se continuarem a responder a este desafio como acontece agora”, sublinhou.

 

 

Porém, negou que isso queira significar a perda de apoio que as modalidades colectivas sempre mereceram enquanto modalidades com maior expressão ou prioritárias.

 

 

Eu não gostaria de ir nesse diapasão. É que na alta competição propriamente dita os resultados desportivos é que ditam as performances. Por exemplo, se nós temos atletas que se qualificam para o Mundial, naturalmente que conquistaram o lugar por mérito próprio e serão apoiados por essa capacidade, independentemente se são de uma equipa colectiva ou individual.E não há dúvidas de que se forem também muitos a registar êxito, ao nível de modalidades individuais, por mérito próprio, terão maior patrocínio do Governo quando falamos do investimento total”, anotou.

 

 

 

Chamado a comentar sobre o que tem sido o desempenho das selecções nacionais das modalidades colectivas, relativamente às individuais, no âmbito da Missão Moçambique, em particular para os Jogos da CPLP, António Munguambe afirmou o seguinte: “pela sua particularidade, as modalidades colectivas concorrem, numa competição pluridesportiva como esta, para uma medalha, enquanto as individuais disputam várias. Portanto, há atletas que ganharam medalhas nas suas especialidades, mas existem outras que nem uma amealharam. Portanto, não há uma comparação directa que se possa fazer em relação a esta situação”, justificou. 

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias