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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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06.Jun.18

Seis chicotadas em apenas 10 jornadas!

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EM apenas três meses de uma prova que se prolonga por pouco mais de oito já deixaram os respectivos clubes seis treinadores, entre abandonos, despedimentos e pedidos de demissão, e muitos outros estão à espreita.

 

Dizia, em tom irónico e até sarcástico, um colunista de um dos jornais da praça que o Moçambola-2018 corre o riso de ter mais trocas de treinadores do que golos.

 

 A verdade é que na prova-mãe do nosso futebol marcam-se poucos golos e os treinadores são despedidos às catadupas e, mais, no fim das contas a escassez de golos pode até ser o principal móbil dessas desvinculações precoces, pois se alguns deixam os clubes por maus resultados, estes são amiúde provocadas pela falta de golos.

 

O último treinador a deixar o comando de uma equipa foi Chiquinho Conde, despedido na tarde de segunda-feira do comando técnico da União Desportiva do Songo, clube com o qual foi campeão no ano passado e conseguiu apuramento inédito para a fase de grupos da Taça CAF.

 

Uma sucessão de maus resultados - Moçambola, Afrotaças e Taça de Moçambique - foi a razão principal para os “hidroeléctricos” despedirem o antigo capitão dos “Mambas”. Fala-se de Luís Gonçalves, antigo seleccionador nacional adjunto, como possível substituto.

 

Mas esta dança de treinadores começou em Abril, quando, contra todas as expectativas, a direcção do Costa do Sol decidiu colocar o ponto final ao vínculo contratual com a dupla argentina Fabio Costas e Dardo Valenzuela que, para muitos, estava a fazer um bom trabalho. O português Horácio Gonçalves foi chamado para a batuta, sendo que de lá para cá ainda não convenceu. Um empate, duas milagrosas vitórias e duas derrotas.

 

Seguiu-se Rogério Balate “Zulu”, despedido do Ferroviário de Nacala por alegados maus resultados. Para o seu lugar ingressou Sérgio Faife, sendo que Zulu foi segunda-feira oficializado no Sporting de Nampula.

 

Depois de Zulu, foi a vez de Sérgio Faife deixar Nacala, no caso concreto o Desportivo daquela cidade portuária, alegando falta de ambiente de trabalho e problemas salariais, que afectavam jogadores e a equipa técnica. José Augusto foi chamado para dirigir a nau.

 

Ainda em Nampula, um empate entre o Sporting e o 1º Maio de Quelimane enfureceu os adeptos “leoninos”, que foram até à casa do treinador Danito Nhampossa ameaçá-lo de morte caso continuasse a comandar a equipa.

 

Danito largou o comando, mas a direcção quis continuar com os seus adjuntos, mas a intenção foi frustrada pelos adeptos que impediram uma sessão de treinos, ao invadir o campo. Sem alternativas, a direcção comandada por Mussito Jr. rescindiu com Danito e os seus dois adjuntos. Para o seu lugar já está Zulu.

 

Segunda-feira foi a vez de Chiquinho, despedido por razões já descritas. Pelo meio, há um caso especial: Victor Matine deixou a UP Manica, mas por motivos nobres, foi contratado pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF) para dirigir a Selecção Sub-20.

 

A direcção dos “pedagogos” aceitou o pedido da FMF e também fez as vontades do técnico Matine, mas queixou-se do timing em que foi operada a rescisão, pois o Moçambola já estava em marcha.

 

No Ferroviário da Beira já há muito que os alarmes começaram a soar, assim como na ENH de Vilankulo, onde as coisas tardam a engrenar.

 

 

Fonte:Jornal Noticias