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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Resgatar a Nucha para ser campeã africana pelo Ferroviário

 

Uma nova oportunidade, para relançar a carreira, se abre para a basquetebolista Dionilde Cuambe, ela que em 2016 deixou a A Politécnica para se juntar ao projecto do Ferroviário de Maputo, que na véspera ia disputar o campeonato africano de clubes campeões em basquetebol. 

 

A poste/extremo de 23 anos, diga-se, não conseguiu impor-se como muito se esperava dela, e agora, com a SIMECQ como uma nova luz, Dionilde diz-se preparada para resgatar os ofícios do passado que lhe valeram a cobiça e contratação pelos locomotivas da capital. 

 

É semente dos jogos desportivos escolares, dos quais, por duas ocasiões (2007 e 2008) representou a província de Inhambane, sua terra natal.

 

Aliás, há quem considera que poderá sido as suas boas prestações nestes dois eventos que terão convencido os responsáveis do ISPU, hoje A Politécnica, a prescindir da poste/extremo de 1,80 m para as suas formações de basquetebol. Permeio, os jogos universitários de 2008 e 2010, em Tete e Nampula, respectivamente, dissiparam qualquer dúvida do talento que a menina da terra de boa gente apresentava. Ingressada na actual A Politécnica no ano 2011 de onde permaneceu até 2016, Dionilde Cuambe, rimou o basquetebol e os estudos, e o fruto é que a Nucha, aos 23 anos, é uma licenciada em Ciências de Comunicação.

 

Com germe na terra de boa gente, foi, no entanto, na A Politécnica onde desenvolveu as capacidades de ser e estar no basquetebol de alto rendimento.

 

– Já jogava basquetebol na cidade de Inhambane, é verdade que debaixo de condições precárias, mas a vontade estava lá e sem me aperceber, afinal iria chegar longe. Na memória ficam as duas presenças nos jogos desportivos escolares na Zambézia (2007) e Niassa (2008) como tambem os jogos universitários em Nampula (2010).

 

Mas foi quando cheguei no ISPU, onde pude sentir e viver nova realidade sobre o basquetebol e, felizmente, enquadrei-me bem e fui campeã em juniores. Foi sorte grande para mim conhecer, em Inhambane, pessoas como Bush, Eva, Avô, Maria, Aniceto, Papanhane e Zé; chegado na A Politécnica, pessoas como Carlos Aik (Bitcho), que por sinal é meu treinador no Ferroviário o Mata, Amílcar, Macuácua ou Hélio; no Ferroviário, tenho muito que falar do Coach Mabê, Bitcho e Gerson Novela, que de certa forma, são pessoas que me marcaram. Além, naturalmente, das minhas colegas, tanto na A Politécnica como no Ferroviário, exemplos da Ingvild, Dulce, Suzana, Anabela, Cecília, Onélia ou Elisabeth, que são referências e que sempre puxaram por mim,afiança a poste/extremo do Ferroviário de Maputo.

 

Gilberto Guibunda

 

 

Fonte:Desafio