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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Não prestámos atenção ao regulamento da prova

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A FEDERAÇÃO Moçambicana de Futebol (FMF), através do seu secretário-geral, Filipe Johane, assumiu ontem em conferência de imprensa culpas no incidente com a camisola do médio da Selecção Nacional, Kambala, que escondeu um dos algarismos através de fita adesiva no jogo frente a Madagáscar da primeira jornada do Grupo “A” da Taça COSAFA, que decorre na África do Sul.

 

A situação provocou tanta ira no seio dos amantes do futebol e não só, pelo país dentro, sendo que as imagens da camisola do jogador dos “Mambas” até tornaram-se virais nas redes sociais acompanhadas de críticas pouco abonatórias à Selecção, FMF e aos seus dirigentes.

 

Segundo Filipe Johane, o que aconteceu é que a COSAFA ordenou, através do regulamento de competições, que todas as selecções participantes do torneio que decorre na África do Sul tivessem que vestir as camisolas com números que variam de 1 a 20, que é o máximo dos jogadores que cada delegação pode ter nesta prova.

 

Acontece que ninguém da FMF consultou o regulamento das competições, sendo que a Selecção Nacional foi surpreendida pelo árbitro faltando escassos minutos para o arranque do jogo frente à Madagáscar, numa altura em que todos já estavam equipados e Kambala com a camisola 26, a sua habitual pelos “Mambas”.

 

Em face da falta de camisola 6 e com a proibição de se jogar com números acima de 20 (ignorância da lei não aproveita a ninguém), o árbitro aconselhou ao “staff” técnico dos “Mambas” a recorrer à fita adesiva para corrigir a desatenção e conformar-se com o regulamento da COSAFA.

 

Foi a primeira vez que nos deparámos com um cenário idêntico, isto é, com o regulamento de competições que impede números acima de 20 e isso nos apanhou desprevenidos. Assumimos que não prestámos atenção ao regulamento. Por outro lado, é preciso realçar que desde que estamos com o “mister” Abel Xavier como seleccionador os jogadores têm números personificados e os mantêm em todos os jogos. Fomos a África do Sul com “kits” que não continham o número 6, pois quem normalmente veste essa camisola não foi convocado. Kambala, normalmente, utiliza o número 26”, explicou.

 

Johane reconhece que este foi um “incidente grave e que belisca a imagem do país, numa competição que é vista internacionalmente”.

 

NÃO DEVEMOS NADA AOS JOGADORES

 

Entretanto, na noite de segunda-feira circularam nas redes sociais informações segundo as quais os jogadores dos “Mambas” estariam a observar uma greve supostamente porque a FMF não lhes teria pago alguns prémios de jogo.

 

Johane, abordando este assunto, negou que haja agitação na Selecção Nacional, realçando que a FMF honrou sempre com os seus compromissos para com os jogadores e, no caso concreto da Taça COSAFA, os atletas receberam inclusivamente o “pocket-money” no dia em que deixaram o país.

 

São especulações típicas de quando não se ganham jogos. Acredito que se tivéssemos ganho, especulações como estas não teriam surgido. Não estaríamos igualmente a discutir a camisola de Kambala, mas como perdemos o jogo (1-2) com Madagáscar, tudo virou assunto”, lamentou.

 

O representante da Lacatoni, empresa de material desportivo que veste a Selecção Nacional, Filipe de Azevedo, presente na conferência de imprensa, por sua vez, distanciou a instituição que representa do incidente com a camisola de Kambala, sublinhando que “sempre cumprimos com as nossas obrigações para com a FMF”.

 
 
 
 
Fonte:Jornal Noticias

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