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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Maxaquene despromovido da Liga de Basquetebol!

 

 

Isso mesmo! O clube “tricolor” foi despromovido da Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB), em seniores masculinos, ao terminar em sexto lugar a sua participação no Campeonato Nacional, que ontem encerrou a fase regular.

 

O histórico Maxaquene perdeu na sétima e última jornadas desta fase diante do Ferroviário de Maputo (69-60), facto agravado pela vitória do Costa do Sol sobre A politécnica (66-61). Entretanto, a partir da próxima quarta-feira joga-se para as meias-finais, com os embates Ferroviário de Maputo-A Politécnica e Ferroviário da Beira-Desportivo.

 

Com o sexto lugar da classificação regular, o clube com mais títulos nacionais (19), incluindo um “africano” (1985) terá de disputar uma prova de acesso à Liga na próxima época!

 

O Campeonato Nacional de Basquetebol ou Liga de Basquetebol da presente edição tem sido surpreendente. Mas entre os factos inéditos está a desqualificação do clube com mais troféus nacionais e o único conjunto moçambicano com um título africano em masculinos. O Maxaquene, depois de ter conquistado o seu primeiro canecão em 1979, foi se mostrando um autêntico dono da bola ao cesto, chegando a conquistar África em 1985, num total de 18 títulos nacionais, sendo que o último ergueu no bicampeonato de 2010.

 

Agora só ficaram recordações. A crise atingiu o pico, chegando, pelo menos a nível do basquetebol, a dever sete meses de salários aos seus atletas, que depois abandonaram o Campeonato da Cidade de Maputo e mais tarde optaram por uma greve, regressando apenas para o Campeonato Nacional. No fim do encontro contra o Ferroviário de Maputo Ricardo Ferreira, treinador do Maxaquene, desabafou nos seguintes termos:

 

- Os jogadores não treinaram durante três meses, sentiram-se obrigados a decretar uma greve e vocês sabem quais foram as razões. Portanto, quando se está três meses sem treinar e quatro sem competir é normal que o ritmo não seja o mesmo com o que as outras equipas tenham, com muito mais condições do que nós. Temos as nossas limitações. Poderíamos trabalhar um pouco mais, mas fizemos o suficiente para estar aqui e representar o clube,lamentou o técnico.

 

 

Fonte:Desafio