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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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“LOCOMOTIVAS” DÃO GOSTO AO “CESTO”

 

Não foi para menos, pois se assistiu a uma campeã nacional muito séria na sua abordagem do jogo e perante uma adversária que se impôs e convidou as “locomotivas” para uma batalha que se iria prolongar por muito tempo, até quando se encaixaram nos “carris”, isto a partir do terceiro (penúltimo) período, altura a partir da qual renasceu a confiança e determinação para uma exibição de se tirar o chapéu.  

         

É que o Ferroviário (até se deu ao luxo de dar pontapé de saída no marcador) estava consciente que este seria mais jogo de risco, pois as camaronesas, que se estrearam vencendo também o KPA, estavam decididas em repetir a proeza que lhes asseguraria muito cedo a transição para a fase seguinte. Entretanto, este jogo era muito importante para ambas partes, daí que a FAP chamou a si todos créditos obrigando o Ferroviário a repensar de minuto a minuto no seu jogo.

 

Aliás, a reacção das camaronesas não tardou e o equilíbrio de forças no rectângulo do jogo foi-se evidenciando com o passar do tempo. Além disso, pela sua forte postura, as forasteiras foram a tempo de contornar a vantagem inicialmente estabelecida pelas “locomotivas” e fecharam o primeiro período à frente do marcador (14-10).

 

Feito isto, assistiu-se à alternância no marcador e as camaronesas revelaram-se mais astutas na leitura do jogo das “locomotivas”, bloqueando as tentativas de finalização. Sem ideias mais vistosas para contrariar tal pressão que lhe era imposta sempre que estivesse na posse de bola, o Ferroviário ficou por algum tempo neutralizado e algo nervoso enquanto as suas investidas não surtissem o efeito desejado. Nesta fase, a esteio da campeã nacional, Anabela Adriana, estava literalmente apagada, tanto na condução de jogadas para o ataque e muito menos inspirada para o lançamento dos habituais triplos. Na linha da frente, as extremos postes Ingvild Mucauro, Rute Elias e Vilma Palmira procuravam a todo custo romper a zona da finalização para os lançamentos de dois pontos. As “locomotivas” foram ganhando algumas faltas, mas não acertavam em pleno nos lançamentos livres. E foi com o triplo de Ingvild Mucauro que o Ferroviário partiu para a vantagem logo no arranque do segundo período. Porém, pela predominante alternância ofensiva, em virtude da persistente luta das camaronesas em busca de mais pontos, o marcador foi-se equilibrando até que Anabela Adriana fez outro triplo, abrindo caminho para que as “locomotivas” assumissem a dianteira até ao fim da primeira parte.

 

Aliás, foi com a devida vénia, porque lhe convinha enquanto anfitriã, que a campeã nacional teve de encontrar algumas saídas e desta vez Vilma Palmira havia reduzido o nervosismo e acertou nos lances livres. Assim terminava a primeira parte, com a vantagem de seis pontos (34-28).

 

“Locomotiva” arrebatadora

 

O ritmo ofensivo das “locomotivas” cresceu na segunda parte. O reaparecimento em peso da norte-americana Brea Morgan e a inspiração colectiva, com a base Ornélia Pérola a carregar a equipa para o ataque, elevaram a confiança das treinadas por Leonel Manhique. Foram acertando no marcador e chegaram ao fim do terceiro período com a vantagem de 14 pontos (60-46). 

 

A entrada para o último período trouxe um outro Ferroviário, bastante flexível, com um jogo bastante incisivo e certeiro. A dinâmica com que se debatia no jogo deixou as marcas de uma campeã batalhadora e mais atrevida. Mais uma vez o colectivo e o talento individual sobrepuseram-se à força e carácter aguerrido das camaronesas, que tudo fizeram para contornar as “locomotivas”. Porém, não conseguiram e o jogo terminou com o marcador a indicar 79-59.

 

SALVADOR NHANTUMBO

 

 

Fonte:Jornal Noticias

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