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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Impõe-se pragmatismo para conter a violência

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 A VIOLÊNCIA nos recintos desportivos, que neste início da temporada futebolística de 2014 está a ganhar proporções alarmantes, particularmente na zona norte do país, foi objecto de uma acesa discussão e de consequentes recomendações severas na 7.ª Reunião Nacional dos Chefes do Departamento do Desporto, a acontecer entre quarta e hoje na cidade de Inhambane.

 

 

Este facto decorre das cenas de vandalismo vividas recentemente nas províncias de Cabo Delgado e Niassa, onde foram vítimas da incontida selvajaria dos adeptos alguns treinadores e árbitros, tendo-se chegado, inclusive, ao cúmulo de destruir as suas propriedades.

 

 

Na discussão do Regulamento de Segurança nos Recintos e Espectáculos Desportivos, aprovado em Julho do ano transacto pelo Conselho de Ministros, constatou-se que os organizadores das competições (federações, ligas, associações e clubes) ainda não comprimiram com o estabelecido na lei, que impõe, nomeadamente, a criação de regulamentos específicos, sob pena de ficarem interditos de organizar qualquer espectáculo desportivo.

 

 

Para tanto, os participantes no encontro recomendaram a necessidade urgente de se efectuar a divulgação do regulamento à escala nacional, junto dos fazedores do desporto e dos adeptos, através de uma acção concertada com a PRM, tendo em conta que a corporação nacional não somente é parte integrante do processo como também elemento-chave na prevenção e combate à violência. Igualmente, apelou-se para a adopção de medidas educativas, por via dos órgãos de Comunicação Social, criando-se assim uma frente comum que nos leve ao sucesso desta operação.

 

 

O encontro, que decorre sob o lema “Jovens e Desportistas na preservação da paz e unidade nacional”, deteve-se também nos projectos de massificação do desporto infanto-juvenil, como são os casos da “Juventude Ocupada, Juventude Saudável” e “Ginásio ao Ar Livre”. Em relação a este último, direccionado para o acesso dos cidadãos à prática da cultura física e do desporto, o Director-geral do INADE, António Munguambe, anunciou que já se encontra no país o material-modelo para a montagem do primeiro ginásio, devendo as províncias interessadas neste projecto-piloto apresentarem as suas candidaturas até ao dia 10 de Maio.

 

 

No concernente às infra-estruturas desportivas, para além da apreciação do curso das obras de conclusão do Complexo Desportivo de Pemba e do Centro de Excelência de Gondola, este último prestes a ser inaugurado, foi anunciado o início de uma grande campanha de construção nos distritos de campos de futebol de relva sintética e de pavilhões multiuso, como forma de minorar a problemática da falta de instalações desportivas com que o país se de debate. Mas, adjacente a este assunto, levantou-se a questão da manutenção e gestão desses recintos, dado ser um calcanhar de Aquiles em todas as províncias.

 

 

A 7.ª Reunião Nacional dos Chefes de Departamento do Desporto foi aberta pelo Secretário Permanente do Governo de Inhambane, Fernando Campine, que, na sua alocução, referiu-se ao trabalho em curso na província com vista à consolidação e expansão do parque desportivo, de modo a absorver ainda mais a crescente quantidade de jovens talentos que despontam em várias modalidades.

 

 

Por seu turno, a Directora Nacional do Desporto, Amélia Cabral Chavana, chamou a atenção para o facto de a meta estar próxima (fim do mandato), daí o chefe do departamento do desporto assumiruma importância extraordinariamente sublimenesta acção. “É verdade que o chefe do departamento do desporto tem à sua frente o director provincial, a quem responde em primeira instância, mas o chefe do departamento do desporto é o verdadeiro ponta-de-lança na sua direcção e mesmo a nível da província.

 

 

Segundo ela, não se pode conceber, por exemplo, que o chefe do departamento do desporto não conheça a legislação que regulamenta a actividade desportiva no país, não esteja a par dos campeonatos que se desenrolam na sua província, dos campeões que se produzem, das infra-estruturas existentes e que nem sequer ele próprio seja conhecido no seio dos desportistas.

 

 

Por isso, se na verdade somos pontas-de-lança, então, temos de marcar golos. Temos de ser vitoriosos. Temos de fazer com que as nossas direcções sejam actuantes e realmente liderem o desporto na província. Temos, acima de tudo, de fazer com que o desporto na nossa província esteja em primeiro lugar e seja um ponto de convergência de moçambicanos dos mais variados estratos sociais. Temos de ser verdadeiros artífices na dinamização da juventude, aproveitando o seu potencial, o seu talento e a sua natural disposição para a prática desportiva”, concluiu.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

 

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