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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Estádio Machava em bodas de ouro este ano

 

O Estádio da Machava comemora este ano as suas bodas de ouro a 30 de Junho de 2018. Baptizado com o nome de Estádio Salazar, fizeram o jogo inaugural Portugal e Brasil, numa reedição do Mundial-66, ganha pelos lusos por 3-1. Depois dessa partida seguiram-se vários acontecimentos naquele mítico recinto dos locomotivas, com destaque para o içar da bandeira de Moçambique independente pela primeira vez.

 

Quarenta e quatro anos depois da sua fundação (1924), o Ferroviário de Maputo realizou o seu sonho de ostentar um campo de referência naquele tempo, construído numa área de 31 hectares (parcela oficialmente concedida a 11 de Novembro de 1961, na zona da Machava), que veio mais tarde a beneficiar-se de mais uma área de 23 hectares, concedida pelas então autoridades da região da Matola.

 

Com a edificação deste estádio, o Ferroviário de Maputo “deixava” de utilizar com frequência nos seus jogos o campo do Ferroviário das Mahotas, que também se chamou Marcial de Freitas e Costa, nome do empreiteiro daquele empreendimento, que fora construído em 1933.

 

Apesar do desenho arquitectónico de louvar, as obras projectadas nem todas foram executadas. Faltou a conclusão de um centro de estágios. Os balneários que passaram a ser utilizados desde o jogo inaugural até aos dias de hoje não chegam a proporcionar o conforto propriamente dito aos jogadores.

 

Os escritos sobre a história da construção do estádio referem que foi a29 de Junho de 1963 que foi iniciada a terraplanagem do local em que foi erguida a infra-estrutura. Seguidamente, pela magnitude das obras, foram mobilizadas várias acções, como serões musicais, festas, rifas e churrascos para a angariação de fundos.

 

Em 1965 deu-se início à construção das bancadas para uma assistência de quarenta e cinco pessoas sentadas. Foi nesse período que foi lançada a relva na área idealizada para o rectângulo de jogos. Dois anos mais tarde (1967) procedeu-se aos acabamentos da obra, para depois a Federação Portuguesa de Futebol convidar o Brasil para defrontar a selecção portuguesa a 30 de Junho de 1968. De referir que nessa partida Eusébio da Silva Ferreira não chegou a se deslocar a Moçambique e dos nascidos em Moçambique fizeram parte da selecção das Quinas Mário Coluna e Vicente Lucas da Fonseca. Este foi considerado o primeiro grande acontecimento desportivo ocorrido em Moçambique, de maior mediatização internacional e de maior mobilização humana (trazendo à capital moçambicana pessoas de diversos quadrantes).

 

Joca Estêvão

 

 

Fonte:Desafio

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