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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Equipas nacionais redimem-se

 

O FERROVIÁRIO de Maputo e a Apolitécnica, representantes moçambicanos na Taça dos Clubes Campeões Africanos em Basquetebol Feminino, redimiram-se ontem perante os seus adversários na sua segunda aparição na prova, depois de uma estreia inglória na sexta-feira e sábado, respectivamente.

 

A campeã Ferroviário derrotou o Kenya Ports Authority, por 84-58, depois da derrota no jogo inaugural com o Interclube de Luanda, por 42-57, isto no Grupo A. Por seu turno, a Politécnica venceu United States Internacional University, também do Quénia, por 53-41, após quedar-se frente ao First Bank da Nigéria, por 59-65, no Grupo B.

 

O Ferroviário volta a entrar em cena esta noite, a partir as 18.00 horas, diante da FAP dos Camarões, enquanto a Apolitécnica fica hoje de fora.

 

 

LOCOMOTIVAS” PASSEIAM CLASSE

 

 

As “locomotivas” não deram trela à equipa adversária, assumindo uma postura ofensiva bastante forte logo à partida, o que facilitou bastante as suas manobras dentro do rectângulo do jogo. Entrando de início com o mesmo cinco do jogo da estreia, tendo outra vez Anabela Adriana como esteio no ataque, isto pelo corredor direito, o Ferroviário surpreendeu pela positiva pela velocidade com que abordava o seu jogo. Aliás, foi muito feliz nas alternâncias que foi experimentando ao longo do prélio, com as jogadoras a corresponderem às expectativas do técnico Leonel Manhique.

 

Assistiu-se ontem a uma equipa “locomotiva” técnica e tacticamente apurada e com uma forte mobilidade. Aliado a isso, estava a vontade de vencer e com essa postura o Ferroviário acabou tendo a missão bem facilitada diante de um adversário que deu réplica, mas sem no entanto poder quebrar a velocidade e o ritmo com que as “locomotivas” se desdobravam no terreno.

 

Pela eficácia ofensiva e excelente capacidade de finalização colectiva, valendo-se da excelente prestação das norte-americanas Rachel Mitchell e Brea Morgan, para além das grandes contribuições de Ingvild Mucauro, Elizabeth Adelino e Ana Suzana, a campeã nacional teve os caminhos abertos para a concretização dos seus objectivos e foi pontuando ao ritmo do cronómetro perante umas quenianas que denotaram muitas fraquezas, sobretudo no seu sector defensivo.

 

As quenianas foram muitas vezes surpreendidas em contra-ataque, para além da dificuldade de segurarem o seu jogo quando partissem para o ataque, mas arrancaram algumas faltas que lhes ajudaram a elevar a fasquia no marcador, mas sem contudo poder estancar o poderio ofensivo das “locomotivas”, que chegaram ao fim da primeira parte vencendo com a diferença de 21 (48-27), com a extremo poste Anabela Adriana em destaque no marcador, com um total de 11 pontos frutos de três triplos e dois lançamentos livres.

 

Com esta vantagem, as “locomotivas” entraram para a segunda parte mais relaxadas e já contavam com 50 por cento de vantagem sobre as quenianas (60-30) ao fim da primeira metade do terceiro período, numa altura em que as quenianas acusavam incapacidade de resistência perante a grandeza da campeã nacional. Não espantou a ninguém que ampliassem a vantagem para 66-34 ao fim deste período. Mais uma vez, Anabela Adriana chamou a si a responsabilidade nas manobras ofensivas, rasgando o meio-campo adversário pela direita para fazer bem o que sabe. Fez mais três triplos ampliando a sua contagem individual para 22 pontos. Nessa altura, o Ferroviário estava bem embalado no ataque e a contagem foi engordando enquanto o jogo caminhava para o fim. Portanto, encerrou o terceiro período com 32 pontos de vantagem (66-34) e não precisou de muito esforço para fazer mais 18 pontos, fixando o resultado final em 84-58. 

 

FICHA TÉCNICA

 

FERROVIÁRIO: Ingvild Mucauro, Odélia Eusébia, Rachel Mitchell, Anabela Adriana e Ornélia Pérola.

 

KPA: Mercy Ayitso, Natalie Akinyl, Indasi Luvandwa, Belinda Aluoch e Selina Adongo.

 

UNIVERSITÁRIAS” PERSISTENTES 

 

 

A Apolitécnica arrancou ontem uma vitória preciosa sobre a United States Internacional University do Quénia (53-41), deixando a impressão que não está apenas para participar, mas sim corresponder positivamente ao convite da FIBA-África para colmatar a vaga deixada em aberto pelo INSS da RDCongo.

 

Este resultado abriu espaço para uma nova abordagem desta competição pelas “universitárias”, terceiras classificadas no último “Nacional”, que estão num grupo onde está a campeã africana 1º de Agosto. A turma moçambicana teve um início fulminante pela excelente eficácia com que se exibiu durante toda a primeira parte até à entrada do terceiro período.

 

Porém, começou a afrouxar perante o despertar da equipa queniana que, até ao intervalo, perdia por 31-19. Foi nesse ritmo algo apático que se debateu com alguma crise, sobretudo no seu sector defensivo, permitindo que as quenianas lograssem os seus intentos na sequência da pressão que já exerciam no reduto das universitárias, arrancando faltas que lhes permitiram amealhar mais pontos e reduzindo desse modo a desvantagem para sete pontos ao fim do terceiro período (39-32).

 

Foi necessário paciência e muita determinação no último período, altura em que as quenianas já acreditavam numa reviravolta para o golpe já na recta final. Chegaram a reduzir a vantagem das “universitárias” para oito pontos, a dois minutos do fim da contenda, mas o triplo de Isabel Carlos, a jogadora mais ousada no ataque da Apolitécnica, relançou a confiança na turma moçambicana, que foi obrigada a rever já na etapa final e de minuto a minuto o seu estilo de jogo para fazer face às adversidades que lhes eram impostas pelas quenianas.

 

O técnico da Apolitécnica, Hélio Sousa, foi monitorando o jogo com pedido de descontos de tempo para acertar na estratégia da actuação da sua equipa. Foi assim que conseguiu estabelecer vantagem de 10 pontos (51-41) a 40 segundos do término da partida. A partir daqui, a Apolitécnica começou a fazer contenção do tempo, com mais circulação de bola e saiu-se bem neste aspecto até que Benezita Argentina furou a zona do garrafão para arrancar mais dois pontos a cinco segundos do fim da contenda, fixando o resultado final em 53-41 para o gáudio dos moçambicanos que apoiavam e aplaudiam com muita emoção a actuação da equipa da casa.

 

FICHA TÉCNICA

 

APOLITÉCNICA: Benezita Argentina, Isabel Carlos, Yolanda Cecília, Carmen Rosária e Nilza Valente.                                                                                                                                                                       

UNITED STATES UNIVERSITY DO QUÉNIA: Cynthia Irankunda, Diane Nikuze, Melissa Otieno, Georgia Otieno e Maureen Afwance.

 

JOGOS E RESULTADOS

 

HOJE

Grupo A

 

13:30 h – Etoile Filante Togo-KPA Quénia

18:00 h – FAP Camarões-Ferroviário

Grupo B

 

15:45 h – USIU Quénia-1º Agosto

20:15 h – GSP Argélia-First Bank Nigéria

 

SEXTA-FEIRA

 

Grupo A

 

KPA Quénia-FAP Camarões (42-57)

Ferroviário-Interclube Angola (43-57)

Sábado

 

Grupo B

 

1º de Agosto Angola-GSP Argélia (74-57)

First Bank Nigéria-Apolitécnica (65-59)

 

 Ontem

 

Grupo A

 

Etoile Filante Togo-Interclube (30-94)

KPA Quénia-Ferroviário (58-84)

Grupo B

USIU Quénia-Apolitécnica (41-53)

1º de Agosto Angola-First Bank Nigéria (76-62)

 

Fonte:Jornal Noticias

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