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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Enquanto houver jogo há esperança

 

A Selecção Nacional Sub-17 de futebol perdeu no último sábado, em Moroni,  capital das Ilhas Comores, por 1-2, diante da sua congénere local, em partida a contar para a primeira “mão” da primeira eliminatória de acesso ao Campeonato Africano de Futebol  (CAN), cuja fase final terá lugar no Madagáscar em 2017.

 

Na prática Moçambique precisa de marcar apenas um golo e não sofrer nenhuma derrota caso queira carimbar o seu passaporte para a próxima eliminatória.

 

O resultado conseguido pela equipa adversária pode até certo ponto ser um motivo de alegria para comorianos, que acabaram, graças ao apoio do seu público, diga-se de passagem, conseguindo um resultado positivo em casa. Mas, na prática, nada ainda está resolvido, pois Moçambique, jogando em casa, também deverá tirar o maior proveito disso, mercê do golo positivo alcançado fora de portas.

 

Não precisamos de ter uma fórmula exacta para chegar à conclusão que o futebol continua sendo uma daquelas caixinhas cheias de surpresas! Se estão recordados, estimados leitores, em 2014 a Selecção Sub-17, ora orientada por Dário Monteiro, teria conseguido uma vitória frente à sua similar de Angola por 2-1 em Maputo mas no jogo da segunda “mão” viria a perder, já em Luanda, por 2-0, amputando o sonho de Moçambique de se qualificar para o CAN que teve lugar no Níger em 2015. Enfim, razões que bastam existem para não se confiar em resultados enganadores…

 

A capital das Comores parou, literalmente, para receber a inestimável visita dos seus vizinhos (Moçambique), separados pelo mesmo oceano (Índico). Nem a chuva miudinha que se fez sentir na tarde de sábado e muito menos as nuvens escuras que se assemelhavam a cinzas do temível vulcão Karthalaforam capazes de inibir os hospitaleiros e simpáticos habitantes de Moroni, e não só, de assistir ao jogo que colocaria pela primeira vez na história frente-a-frente estes dois países em selecções desta categoria.

 

E para a nossa surpresa, a prestação dos “Mambinhas” não passou despercebida aos olhos dos calorosos adeptos, mesmo pelo facto de o combinado nacional, apesar de ter perdido, não ter deixado os seus créditos em mãos alheias, espalhando o charme e perfume  do seu talento colectivo e individual.

 

O atacante Zidane, autor do tento moçambicano, e o “pequeno” Jerry, este último que chegou a ser alvo de rasgados elogios, foram as unidades que mais se destacaram pelas suas habilidades, mesmo jogando perante “matulões”. Sim, matulões, porque a avaliar pela compleição física dos atletas das Comores nenhum aparentava ter abaixo dos 17 anos de idade.

 

 

 

Fonte:Desafio