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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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12.Mar.18

Do calvário à vontade de ser bom treinador!

 

Os verdadeiros campeões são aqueles que não desistem depois de um percalço da vida. Rodrigo, antigo guarda-redes que se notabilizou ao serviço do Ferroviário de Maputo, é um exemplo de persistência e resiliência após o grande dilema da lesão no joelho esquerdo.

 

Hoje, treinador de formação dos locomotivas, diz que pretende ser o melhor no trabalho que faz. 

 

O ano 2006 foi um verdadeiro martírio para Rodrigo Alexandre Gulabe. Na tarde de 3 de Fevereiro daquele ano, o Ferroviário de Maputo discutia, em Acra, o derradeiro jogo de acesso à fase de grupos da então Liga dos Campeões Africanos, com o poderoso ganês Asante Kotoko, no estádio Baba Yara,  depois do nulo registado na Machava – acabou perdendo 2-1 – acabando por ficar em terra. Duplo desaire para Rodrigo, antigo guarda-redes hoje com 38 anos e a treinar os miúdos da formação do Ferroviário de Maputo.

 

 

Aos três minutos da partida, em choque frontal com um adversário, o antigo internacional não podia receber a triste notícia da sua vida: tinha fracturado a canela no seu joelho esquerdo e o prognóstico reservado, foi-lhe comunicado pelos médicos na África do Sul, onde permaneceu para os exames, que não era o fim da carreira e que podia regressar a fazer o que mais gostava: evitar que os golos entrassem na sua baliza. A verdade é que mesmo de debelada a lesão, Rodrigo nunca mais voltou a ser o mesmo.

 

Para trás ficava uma carreira promissora, até ao momento saldada em três campeonatos, uma Taça de Moçambique e uma Supertaça – todos ao serviço doslocomotivas -; ainda conserva o recorde de 2005, de guarda-redes menos batido, com três golos sofridos em 22 jornadas. Tinha o esteio duma equipa cotada com Simão Mate, Kito, Fred, Secanhe, Matofe, Momed Hagi, Danito Parruque, Cantoná, Maurício, Luís, Chinwa, Chano; a presença mais que regular nas selecções de inferiores e a presença, pela primeira vez em 2003, com 22 anos, nas escolhas do ucraniano Viktor Bondarenko para a Selecção Nacional – integrou como mais novo dos guarda-redes, com Kampango e Victor Magaia como concorrentes, a comitiva que foi estagiar um mês na Itália.

 

Gilberto Guibunda

 

Fonte:Desafio