Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

Comentário: O jogo que me tira sono

O JOGO de domingo entre os “Mambas” e a Tanzania não me deixa sossegado. Tira-me sono porque se Moçambique perder ficará sem competir na prova mais prestigiada do continente durante cerca de um ano.

 

Oxalá isso não aconteça, porque o país ficaria “riscado” do mapa do futebol africano durante todo esse período, com consequências imprevisíveis para o nome de Moçambique no “ranking” africano e do Mundo, até para o próprio desenvolvimento da modalidade, internamente.

 

Seria, de facto, um revés para o futebol nacional que começa a colocar alguns jogadores pelo mundo fora, depois de um período de interregno. Falo dos casos de Mexer, na França, Simão Mathe, na Espanha, Zainadine Júnior e Reginaldo, em Portugal, e tantos outros que vão despontando na Alemanha, filhos de emigrantes moçambicanos naquele país europeu, campeão mundial.

 

Os “Mambas” devem lutar com todas as “armas” de que dispõem para não ficarem fora da fase de grupos. Nesta etapa, os “Mambas” encontrarão como adversários a vizinha Zâmbia, o irmão Cabo Verde e o “desconhecido” Níger.

 

Seria mar sobre o azul se conseguíssemos atingir, pelo menos, a fase de grupos, e daí em diante lutarmos por uma vaga na fase final do próprio CAN, que terá lugar em Marrocos.

 

Porém, desde que vi o jogo da primeira “mão”, em Dar-Es-Salaam, nunca mais dormi sossegado, porque os tanzanianos exibiram-se acima da média e em algum momento sufocaram os “Mambas”, remetendo-os para a sua defesa, justificando plenamente a razão de terem afastado, na pré-eliminatória, um “colosso” do futebol regional, o Zimbabwe.

 

Todas as precauções para este embate da segunda “mão” devem ser tomadas desde o trabalho psicológico dentro da equipa, até ao apoio do público no Zimpeto, que mais uma vez é chamado a ser o 12.º jogador. Aliás, neste tipo de encontros o factor casa tem sido determinante e devemos explorá-lo ao máximo. Até porque neste momento o resultado de 2-2 está a nosso favor. Podemos empatar até a um golo, desde que não percamos o jogo.

 

Mas de momento temos é de pensar na vitória. E só a vitória é que nos interessa para dar maior condimento à qualificação e transitarmos para a outra fase em grande e com os galões que os moçambicanos merecem.

 

 

Entretanto, estão confirmadas as ausências dos “estrangeiros” Mexer e Simão Mathe. Dois jogadores que pela sua importância poderiam dar outro rumo ao espectáculo. Mas, no lugar de lamentarmos estas ausências, devemos unir todas as forças e enfrentarmos a Tanzania. Temos de lutar com o que dispomos e de forma coesa e humilde sem nos embandeirarmos em arco. Até porque o velho adágio diz que “quem não tem cão caça com gato”.Vamos todos ao Zimpeto, no domingo, disciplinadamente unidos, apoiar os “Mambas”.

Combinado?

GIL CARVALHO ( olhavracgil@yahoo.com.br)

 

 

Fonte:Jornal Noticias

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.