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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Com o sol a brilhar é o tudo ou nada nos maxacas

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É o fim do Moçambola 2019, mas não das decisões finais. Com o campeão encontrado, a última jornada vai dar a conhecer as equipas que descem de divisão, com o Maxaquene na corda bamba, a precisar de um misto de resultados para se manter na prova máxima do futebol moçambicano. O primeiro e mais importante resultado é vencer o Ferroviário de Maputo, na última jornada.

O epílogo do Moçambola é já este domingo! As únicas decisões restantes, depois de se conhecer o campeão nacional na última quarta-feira, referem-se as equipas que vão acompanhar o Baía de Pemba e o Têxtil de Púnguè na segundona, num grupo onde despontam clubes renomados e históricos, casos do Maxaquene, Ferroviário de Nampula e Liga Desportiva de Maputo, mas outros não menos destacados, casos do Clube de Chibuto, Desportivo de Nacala, ENH de Vilankulo e Ferroviário de Nacala.

Mas vamos olhar caso a caso, a começar pelos históricos:

 

Campeões em maus lençóis

São três campeões nacionais que podem experimentar a segunda divisão neste final do Moçambola, nomeadamente o Maxaquene, Liga Desportiva de Maputo e Ferroviário de Nampula. Dos três, o Maxaquene é que está numa posição nada agradável, já que defronta um grande, o Ferroviário de Maputo, a precisar de vencer e ainda depender de outros resultados.

Para os “tricolores” garantirem a manutenção precisam de: vencer os “locomotivas” da capital, já assentados na terceira posição, independentemente do resultado, e que já pensam na final da Taça de Moçambique. Mas não só: tem que esperar que dois dos restantes rivais, Desportivo de Nacala, Ferroviário de Nampula e Liga Desportiva de Maputo, percam nos seus jogos, para poder terminar com 37 pontos e ultrapassar essas equipas que tiverem perdido. Só assim se salvará.

Já o Ferroviário de Nampula e a Liga Desportiva de Maputo, que somam 36 e 37 pontos, a par do Desportivo de Nacala, que também soma 36 pontos, dependem somente de si para assegurar a manutenção. Basta que vençam os seus jogos para continuarem a desfilar na prova máxima do futebol moçambicano.

Os “locomotivas” de Nampula recebem o já campeão nacional, Costa do Sol, que certamente não vai querer facilitar, uma vez que receber a taça com uma vitória. Por isso não haverá facilidades para a turma de Akil Marcelino.

Já a Liga Desportiva de Maputo terá pela frente o Desportivo Maputo, que tem a manutenção assegurada, mas que vai querer vencer, não só para ajudar o seu vizinho, mas para se vingar da confusão que ocorreu na primeira volta, quando foram jogar na Matola e sem direito de usufruir do estatuto de dono de casa.

Por seu turno, os “alvi-negros” de Nacala tem deslocação a Beira, onde defrontam o já despromovido Têxtil de Púnguè, que não vai querer se despedir com uma derrota do Moçambola, ainda mais em sua casa.

Ou seja, feitas as contas é mais fácil o Ferroviário de Nampula e a Liga Desportiva de Maputo garantirem a manutenção, e não menos fácil para o Desportivo de Nacala sonhar. Mas é ainda mais difícil para o Maxaquene conseguir esta manutenção, até porque o Ferroviário de Maputo pode querer ajudar o seu homónimo de Nampula a estar no mesmo patamar junto, no próximo ano.

 

Provincianos também em risco

Por outro lado está o Clube de Chibuto, que recebe a União Desportiva de Songo, ferida no seu orgulho, depois de perder a luta pelo título de forma copiosa. Perdeu com o Costa do Sol por números gordos (4-2), depois de ter sido derrotado, três dias antes, pelo Ferroviário de Maputo, por 3-1. Ou seja, para uma equipa que em dois jogos sofreu sete golos e marcou três, este jogo pode servir para sacudir os fantasmas dos maus resultados, a pensar na final da taça, o que, de algum modo, seria uma forma de motivar os jogadores. É que os “guerreiros” de Gaza não só precisam vencer, mas esperar que todas equipas que estão acima na tabela classificativa, percam, para poder voltar a jogar no Moçambola 2019.

Mau grado porque a província de Gaza ficará sem representante, caso o Clube de Gaza não consiga permanecer na prova.

Outro provinciano em perigo, ainda que em menos dosagem, é a ENH de Vilankulo, que na deslocação a Pemba precisa apenas de um ponto para respirar de alívio, ou então, mesmo perdendo, que Desportivo de Nacala, Ferroviário de Nampula e Liga Desportiva de Maputo não vençam todos os seus jogos.

Mesma situação do Ferroviário de Nacala, que a par dos “hidrocarbonetos” soma 38 pontos, e neste domingo recebe o seu homónimo da Beira.

 

Prova boa para os “manos”

Quem vai tranquilo para esta jornada são as primeira sete equipas, que já garantiram a manutenção e, praticamente já conhecem os seus posicionamentos na tabela classificativa.

Costa do Sol na frente e já campeão, União Desportiva de Songo, vice-campeão, Ferroviário de Maputo, em terceiro lugar já assegurado, Ferroviário da Beira, quarto, também assegurado, são as equipas mais tranquilo nesta última jornada, tendo em conta o seu posicionamento definitivo.

Desportivo Maputo, Incomáti de Xinavane e Textáfrica do Chimoio, também tem a manutenção assegurada e vão lutar por um melhor posicionamento, nomeadamente o quinto.

Um final de campeonato tão emocionante quanto preocupante, em que ao árbitros são chamados a não serem os protagonistas e que, no final, teremos aqueles que vão sorrir de alegria e outros que vão chorar, por se despedirem da prova mor do futebol moçambicano.

 

Fonte:Opais