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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Ferroviário da Beira promete recorrer à justiça

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A DIRECÇÃO do Ferroviário da Beira prometeu, ontem, agir judicialmente por sentir-se burlado pelo jogador de futebol Dário (ex-Textáfrica), que depois de ter assinado um contrato de trabalho com a equipa do Chiveve rumou para a União Desportiva do Songo (UDSongo) sem qualquer justificação.  

O facto foi tornado público pelo vice-presidente para a Alta Competição daquela colectividade, Carlos Crispim, sublinhando que o seu elenco pretende saber do jogador sobre as causas que o levaram a tomar esta posição e se não for convincente só a Justiça poderá dirimir o caso.  

Crispim acrescentou que o atleta vai ter de arcar com as despesas da contratação de um outro jogador, porque ele enganou o clube e não foi obrigado a rubricar o contrato.

Não estamos a conseguir encontrar um jogador com as suas características, porque já estão comprometidos com outras equipas e teremos de recorrer ao mercado internacional para fecharmos essa lacuna, mas não temos dinheiro para tal”, queixou-se.

O dirigente “locomotiva” revelou ainda que o atleta tem dois vínculos contratuais com a sua colectividade assinados no ano passado.

O Dário mostrou disponibilidade de fazer parte da nossa equipa na pré-temporada do ano passado. Nessa altura assinou um contrato por duas épocas mas não ficou connosco porque afinal ainda tinha contrato válido por uma época com o Textáfrica, contrariamente ao que nos tinha informado”, contou Crispim.  

Para a presente temporada, ainda de acordo com Carlos Crispim, Dário voltou a assinar um contrato de dois anos em Novembro de 2019 porque já estava livre da antiga equipa e recebeu uma parte do valor do contrato para 2020 que iniciou no primeiro dia do mês de Janeiro corrente.

Ficámos surpresos quando no dia 13, na abertura da época, o jogador não se apresentou no clube, e nem justificou a sua ausência”, lamentou.  

ASSINEI PELA UD SONGO POR INSTRUÇÕES DO TEXTÁFRICA

Abordado telefonicamente pela reportagem, Dário confirmou ter rubricado contrato com o Ferroviário da Beira para a presente época desportiva, mas defendeu que neste momento é jogador da UDSongo.

Depois de assinar contrato com o Ferroviário da Beira também assinei pela UDSongo porque a antiga Direcção do Textáfrica informou-me que deveria rumar para Songo porque já me havia inscrito e não podia fazer mais nada”, contou Dário.

Recordou ainda que após saber do caso manteve um contacto com um dos dirigentes do Ferroviário no sentido de cancelar a inscrição, mas tal não foi possível.

Segundo o atleta, a UDSongo fez pedido para a antiga direcção cedê-lo sem que ele soubesse e agora que essa direcção demitiu-se tudo ficou complicado.

Sobre o valor que o Ferroviário da Beira afirma ter pago referente uma parte do contrato Dário respondeu que nada podia dizer porque se tratava de um assunto entre ele e o Ferroviário da Beira.

 

Fonte:Jornal Noticias

Mambas enfrentam Camarões e Costa do Marfim na caminhada ao mundial

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A selecção nacional de futebol, os Mambas, está inserida no grupo D de qualificação ao campeonato do mundo do Qatar, em 2022, juntamente com as congéneres dos Camarões, Costa do Marfim e Malawi.

O sorteio da fase de grupos de qualificação ao mundial do Qatar, em 2022, realizado na noite desta terça-feira na sede da CAF, ditou que os Mambas voltariam a cruzar o caminho dos Camarões, com quem estão no grupo de qualificação ao CAN-2021, mas também a Costa do Marfim, com quem disputaram o último jogo na eliminatória de acesso ao mundial de 2010, eliminatória que acabou por sorrir para os “Elefantes”. Já com o Malawi, os Mambas empataram a última partida disputada, no torneio Cosafa, deste ano, a um golo.

 

Todos adversários conhecidos

O grupo de Moçambique mostra-se extremamente difícil de transpor, tendo em conta que somente uma selecção, a que terminar em primeiro lugar, se qualifica à terceira e última fase de apuramento. Difícil e não impossível, tendo em conta que cada uma das selecções do grupo D são conhecidos pelos Mambas, uma vez que já disputou com elas eliminatórias ou fases de grupos das competições continentais.

Com os Camarões, com quais fará uma dupla jornada já em Março, para o grupo de qualificação ao CAN, os Mambas realizaram quatro partidas, com um saldo de uma vitória, em 1983, e três derrotas. A última partida entre ambos data de 11 de Abril de 1999, quando os Leões Indomáveis golearam os Mambas, no Estádio da Machava, por 1-6.

A Costa do Marfim, por seu turno, já cruzou caminho dos Mambas por cinco ocasiões, duas delas em fases finais do CAN, nomeadamente em 1996 e 1998. Estatisticamente, os “Elefantes” venceram quatro jogos e os Mambas apenas conseguiram um empate, na última partida entre ambos, em 2008, numa eliminatória de acesso à fase de grupos de qualificação ao mundial 2010.

Já com o Malawi, selecção que mais vezes já defrontou os Mambas dentre as três, há um equilíbrio no que diz respeito aos confrontos. Em 28 partidas disputadas, os Mambas levam vantagem por terem vencido 10 jogos, contra nove vitórias do Malawi e outros nove jogos que terminaram empatados.

Logo a seguir ao sorteio, Luís Gonçalves, seleccionador nacional, reagiu nos seguintes termos: “Este grupo no qual ficamos integrados com o Malawi, Costa do Marfim e novamente com os Camarões, é um grupo realmente difícil. E não podemos nos esquecer que só o primeiro desta fase é que passa a fase seguinte, ao play off, mas apesar de ser difícil não é impossível. Naturalmente que vamos fazer de tudo para nos qualificar. Devemos ser optimistas para podermos atingir os nossos objectivos. É uma qualificação que só vai começar em Outubro e nós temos que nos focar nestes dois jogos de Março com os Camarões. Nós continuaremos a fazer o nosso trabalho de uma forma apaixonada e dedicada e optimista

 

Outros PALOP’s em grupos difíceis

Relativamente a ouras selecções dos PALOP’s, destaque vai para Angola, que cruza caminho Egipto, Gabão e Líbia, no grupo F, enquanto Cabo Verde vai enfrentar a forte selecção da Nigéria, para além da República Centro Africana e a Libéria, no grupo C. A Guiné-Bissau, por seu turno, inserida no grupo I, está com o Marrocos, a Guiné-Conacry e Sudão.

Enquanto a fase de qualificação ao mundial não chega, as atenções estão ainda viradas para o apuramento ao CAN dos Camarões, em Março.

Recorde-se que a fase de qualificação ao mundial 2022 inicia em Outubro deste ano e termina em Novembro de 2021.

 

 

GRUPO A

Argélia

Burquina Faso

Níger

Djibuti

 

GRUPO B

Tunísia

Zâmbia

Mauritânia

Guiné Equatorial

 

GRUPO C

Nigéria

Cabo Verde

Rep. Centro Africana

Libéria

 

GRUPO D

Camarões

Costa do Marfim

MOÇAMBIQUE

Malawi

 

GRUPO E

Mali

Uganda

Quénia

Ruanda

 

GRUPO F

Egipto

Gabão

Líbia

Angola

 

GRUPO G

Gana

Africa do Sul

Zimbabwe

Etiópia

 

GRUPO H

Senegal

Congo

Namíbia

Togo

 

GRUPO I

Marrocos

Guine

Guiné-Bissau

Sudão

 

GRUPO L

RD Congo

Benin

Madagáscar

Tanzânia

 

Fonte:Opais

Presidente da República felicita velejadoras

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O presidente da República, Filipe Nyusi felicitou, hoje, a dupla Denise Parruque e Maria Machava por ter conseguido o apuramento aos Jogos Olímpicos na classe 470. O Chefe de Estado diz ainda que o apuramento orgulha os moçambicanos.

Através da sua conta no facebook, o presidente da República endereçou uma mensagem de felicitação para a dupla moçambicana de vela Denise Parruque e Maria Machava. A mensagem diz e passamos a citar.

Parabéns, meninas! Tomei conhecimento da qualificação, no último final de semana, da dupla moçambicana Denise Parruque e Maria Machava, para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, ao vencer o torneio de apuramento na classe 470, ocorrido em Luanda, Angola. Sinto-me orgulhoso por esta proeza que vai permitir que Moçambique, na qualidade de campeão africano, represente o continente nas olimpíadas nesta especialidade”, diz o comunicado que não deixa de fazer menção a qualificação da também velejadora Deisy Nhaquila.

Felicito ainda a velejadora Deisy Nhaquila, que foi a primeira atleta moçambicana a garantir o apuramento aos jogos Olímpicos, ao conquistar o campeonato africano de vela, na classe laser radial, prova realizada em Outubro último, em Argel, na Argélia

 

Fonte:Opais

Campeão nacional busca rodagem no estágio na África do Sul

 

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Dez dias é o período em que a equipa do Costa do Sol irá ficar em estágio na vizinha África do Sul para preparar a época 2020. O conjunto partiu de autocarro, no último domingo, para Nelspruit, província escolhida para os trabalhos de pré-época.

Fonte ligada ao clube avançou que estão previstos quatro jogos – para dar rodagem ao grupo - com equipas da primeira e segunda divisão daquele país, sendo que há contactos feitos com as equipas, mas “porque estão em competições é preciso aferir a sua disponibilidade”, avançou a fonte para depois falar das equipas de Mbombela United FC, TS Sporting FC como opções.

A mesma fonte avançou, sem citar nomes, que está para breve a contratação de três jogadores estrangeiros - tendo avançado apenas as nacionalidades nomeadamente: malawiana, namibiana e liberiana - para fortificar o plantel, pois, lembre-se, a equipa perdeu dois jogadores preponderantes no esquema táctico de Horácio Gonçalves. São os casos de Eva Nga, melhor marcador do Moçambola 2019 com 24 golos – que foi ao Bidvest Wits da África do Sul, equipa da primeira divisão – e Chawa que “fugiu” para TS Sporting, formação da segunda divisão daquele país.  

 

“Caso Chawa” vai à discussão na sexta-feira


Trata-se de um golpe que o Costa do Sol não estava a espera. Como “O País” já havia noticiado, o internacional malawiano, Chawa “abandonou” o Costa do Sol e foi juntar-se ao TS Sporting, equipa da segunda divisão da vizinha África do Sul, onde está o moçambicano e central Chico, saído do Ferroviário de Maputo.

Segundo contou um responsável do clube, no ano passado, o jogador pediu melhoria de “condições” ao clube “canarinho” e como imposição, este exigiu que o jogador assinasse por mais tempo – dois anos – sendo assim, o médio ofensivo tinha um contrato que terminaria em 2021. Sucede porém, que o jogador “pulou a cerca” e abandonou o projecto “canarinho” depois de se ter sagrado campeão nacional na época passada.

Face a esse cenário, o clube de Matchiki tchiki emitiu um comunicado datado de 13 de Janeiro que dizia que “o clube tomou conhecimento, pelas redes sociais, que o atleta Chawangwa Jaonga, mais conhecido por Chawa, se encontra a treinar no clube TS Sporting, da segunda divisão da África do Sul. O Costa do Sol foi, mais tarde, contactado pelo clube sul-africano a pedir a libertação do jogador, de nacionalidade malawiana”.

E porque tanto o jogador assim como o clube sul-africano pontapearam os regulamentos da FIFA, os dois clubes acordaram negociar para acabar com a contenda. O encontro está previsto para esta sexta-feira na casa do Costa do Sol.

Lembre-se que Chawa foi determinante na conquista do título pelo Costa do Sol 12 anos depois e foi responsável por marcar 9 golos, tendo sido o terceiro melhor marcador da equipa, depois de Eva Nga e Isac.

 

Fonte:Jornal Noticias

Dário Monteiro é certo no Desportivo de Maputo

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É oficial… Dário Monteiro irá continuar a comandar a equipa de futebol do Desportivo Maputo na época 2020.

A garantia foi dada pelo próprio presidente daquela colectividade desportiva, Inácio Bernado, que disse que já houve entendimento entre o clube e a Federação Moçambicana de Futebol – uma vez que o técnico é seleccionar nacional sub-20 – para que o técnico assuma a equipa num contrato de um ano.

Ainda de acordo com o dirigente “já temos tudo para fechar, sendo que deverá iniciar com os trabalhos com a equipa a partir desta quarta-feira”.

A direcção disse ainda ter ficado convencido das competências do técnico, uma vez que, ano passado assumiu a equipa na décima primeira posição com 29 pontos e conseguiu conquistar os precisos 11 pontos que garantiram com que os alvi-negros permanecessem na fina-flor do futebol moçambicano. Aliás, Dário Monteiro, sucedeu a Artur Semedo que viu seu contrato interrompido devido aos maus resultados.

Para esta temporada, a direcção quer que equipa supere o oitavo lugar alcançado no ano passado. “Ainda não pensamos no título, mas desejamos que possamos conseguir estar entre os quatro melhores classificados. Isso é possível. Acredito que com trabalho que estamos a desenvolver o Desportivo pode ser campeão nos próximos três ou quatro anos”, esperançou Inácio Bernardo.

 

Dário Monteiro acumula experiências como treinador

Lembre-se que o moçambicano foi seleccionador de sub-17 entre 2013 e 2014, no início da sua carreira de treinador de futebol. Depois dos Mambinhas sub-17, Dário Monteiro foi treinador da Liga Desportiva de Maputo e mais tarde do Desportivo Maputo, antes de regressar a Académica de Coimbra, onde foi jogador de futebol durante muitos anos, mas desta feita, como treinador dos sub-23 daquela formação.

Como jogador, Dário Monteiro teve passagens pelo Desportivo Maputo (no início e no final da carreira), pela Liga Desportiva de Maputo, Académica de Coimbra, Vitória de Guimarães e Estrela de Amadora, ambos de Portugal, Nea Salamis do Chipre, Mamelodi Sundowns e Supersport United, estas duas últimas da vizinha África do Sul, além do Al Jazira dos Emirados Árabes Unidos.

 

Fonte:Opais

REGRESSO AOS TRABALHOS COM ADVERSÁRIOS JÁ CONHECIDOS

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Depois das mini-férias concedidas por Milagre Macome para os jogadores passarem as festas do Natal e do Fim do Ano com as respectivas famílias, a equipa sénior masculina de basquetebol do Ferroviario de Maputo retomou semana finda, no seu pavilhão da baixa, aos trabalhos de preparação tendo em vista a sua participação na Liga Africana de Basquetebol, vulgarmente denominada Basketball Africa League (BAL), cujo arranque está previsto para Março próximo.

O maior evento basquetebolístico, recorde-se, deverá passar por seis cidades africanas sorteadas, nomeadamente Cairo (Egipto), Dakar (Senegal), Lagos (Nigéria), Luanda (Angola), Rabat (Marrocos) e Monastir (Tunísia), devendo a fase final, ou seja, a final-four e final reservados para Kigali no mês de Maio. Trata-se de um regresso aos trabalhos já com o conhecimento, pelo menos, teórico dos adversários com os quais se vão gladiar para o inédito apuramento para a fase seguinte, pois a FIBA-África já sorteou as 12 equipas em dois grupos de seis cada para a novata edição da BAL. Desta forma, aos campeões nacionais calhou no Grupo B, o mesmo que perfilam o Petro de Luanda, Zamalek do Egipto, Union Monastir da Tunísia, Patriots do Ruanda e o Gendarmerie Nationale Basketball Club, GNBC, do Madagáscar, este último carrasco das meias-finais da turma locomotiva no apuramento à BAL em Dezembro passado em Kigali.

O Grupo A, teoricamente acessível, está a equipa marroquina do AS Sale, os argelinos da GS Petroliers, a FAP dos Camarões, Rivers Hoopers da Nigéria, AS Police do Mali e os senegaleses do AS Douanes.

Para esta ronda inaugural da Nando, Muchate e Baggio BAL, cada uma das 12 equipas participantes deverá inscrever 16 jogadores, o que significa que o Ferroviário, além do sempre disponível Alvaro Manso, tem abertos três lugares por preencher na sua equipa. Estes lugares devem passar por jogadores das outras realidades fora de África, como preconiza o modelo desportivo avançado pela equipa de Amadou Gallo Fall, presidente do evento. Com isto, equivale dizer que Macome tem esta obrigação de ir escolher as mais-valias para os sectores da sua equipa que entende que carecem de reforços.

Quatro equipas transitam para a próxima fase e o Ferroviário deverá lutar para fazer parte deste restrito número. Dos adversários, o representante nacional na BAL conhece de forma directa o GNBC, rival das meias-finais e com quem inexplicavelmente perdera por 90-94. Com o Patriots, anfitrião na fase de apuramento, não chegaram a se cruzar, mas trata-se de um adversário bem ao nível dos campeões nacionais. Os restantes adversários são da realidade “desconhecida” do Ferroviário, aspecto a ser ultrapassado, como apurámos, pelo estudo do mesmo através de vídeos de jogos disponíveis.

 

Fonte:Desafio

CAN volta a ser entre Janeiro e Fevereiro

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A FEDERAÇÃO Camaronesa de Futebol anunciou quarta-feira que o Campeonato Africano das Nações (CAN) vai voltar a disputar-se entre Janeiro e Fevereiro de 2021.

 Recorde-se que a última edição decorreu durante 21 de Junho e 19 de Julho de 2019, no Egipto, com Argélia a sagrar-se campeã.

A justificação para o regresso a estas datas prende-se com “questões meteorológicas”. Os responsáveis dos Camarões – país anfitrião – acreditam que entre Janeiro e Fevereiro estão reunidas melhores condições para a prática do futebol, ainda que isso implique que a prova se desenrole a meio dos principais campeonatos europeus, nos quais actuam boa parte das “estrelas” africanas.

A CAF concordou com a razões apresentadas pelos Camarões. Aliás, há semanas o presidente do organismo, Ahmad Ahmad, havia aventado a hipótese de se regressar aos meses de Janeiro e Fevereiro devido às questões climatéricas.

Iniciada em 1957, os Camarões, cinco vezes campeões em título, vão acolher a 33.ª edição da prova – a sexta neste país da África Central.

 

Fonte:Jornal Noticias

Selecção Nacional a caminho de Lisboa

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A SELECÇÃO Nacional de Futsal deixou Maputo ontem com destino a Lisboa, Portugal, onde vai cumprir a derradeira e última etapa de preparação do Campeonato Africano da modalidade, agendado para Marrocos, de 28 de Janeiro a 9 de Fevereiro. O estágio na capital portuguesa prolongar-se-á até 25 de Janeiro.

Em Lisboa, o combinado orientado por Naymo Abdul prevê realizar um mínimo de três jogos com equipas locais, incluindo a selecção portuguesa de sub-21.

Moçambique está integrado no Grupo “B” com Angola, Egipto e Guiné-Conacry. O conjunto nacional tem a sua estreia marcada para o dia 29 frente à Angola, seguindo-se a Guiné-Conacry no dia 31 para encerrar a fase de grupos diante do Egipto a 2 de Fevereiro.

O seleccionador nacional considera o grupo “extremamente difícil”, sobretudo pelo facto de Angola e Egipto encararem a prova com ambições de transitar para a fase seguinte que dá possibilidades de qualificação ao “Mundial”.

Moçambique entrará para esta prova defendendo a medalha de bronze, conquistada em 2016 no último “Africano” disputado em Joanesburgo, África do Sul. O principal objectivo na competição é garantir uma das três primeiras posições que dão acesso direito a disputar o Campeonato do Mundo agendado para este ano na Lituânia, de 12 de Setembro a 4 de Outubro. O regulamento do CAN de Marrocos impõe que os primeiros dois classificados de cada grupo apuram-se para os quartos-de-final.

No “Africano” da África do Sul, em 2016, Moçambique esteve no Grupo “A”, tendo realizado uma boa campanha. Vitórias sobre África do Sul (7-4) e Tunísia (4-1), empate com a Zâmbia (4-4), percurso que lhe valeu o apuramento para as meias-finais, onde viria a perder com Marrocos (4-1). Os marroquinos sagraram-se campeões africanos. Já no jogo de apuramento do terceiro classificado, o combinado moçambicano derrotou a Zâmbia, por 2-1, na marcação de grandes penalidades.

Eis a convocatória final:

Guarda-redes:Nelson (Galácticos FC) e Custódio (Petromoc);

Fixos: Oseias, (GD Iquebal), Mauro (Petromoc), Edson (Liga de Chimoio);

Alas: Flávio, Ziraldo, José da Silva, Idelson (GD Iquebal), Vasquinho (Petromoc), Dino (Liga de Chimoio) e Abílio (Galácticos FC);

Pivot: Mário Jr.

 

Fonte:Jornal Noticias

Cancelamento do “Nacional”: Clubes e associações agastados com FMBoxe

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Os clubes e associações províncias que iriam participar do Campeonato Nacional de Boxe estão agastados com a Federação Moçambicana da modalidade (FMBoxe) por esta ter cancelado a prova sem apresentar justificação plausível para os associados.

A notícia do cancelamento do “Nacional” de Boxe que iria decorrer este fim-de-semana na cidade da Beira chegou como se de uma bomba se tratasse aos associados que estavam engajados na preparação dos pugilistas para o evento.

As associações de boxe de Sofala (que seria a anfitriã) e de Nampula, para além de clubes como o Ferroviário, Matchedje, Academias Lucas Sinóia e Nhiuane, esta última campeã da cidade de Maputo, receberam de forma enfurecida a “má notícia da FMBoxe”.

A Federação justifica o cancelamento com a instabilidade política na zona centro, sobretudo na província de Sofala, onde há ataques armados supostamente protagonizados pela Junta Militar da RENAMO, o que impede que se viaje por terra. A par disso, é que a FMBoxe não tem dinheiro para custear viagens via aérea a cerca de 60 pessoas que sairia de Maputo, Gaza e Inhambane para a cidade da Beira.

Esta justificação não conforma os clubes e as associações, que alegam que a FMBoxe devia procurar alternativas que, segundo eles, existem, nomeadamente a mudança do local da prova, ou parcerias para as viagens aéreas, pois é mau o “Nacional” não acontecer numa altura em que os atletas estavam a trabalhar de forma abnegada para o evento.

ERNESTO SIXPENCE: O boxe não devia parar como a vida não pára

O BOXE não devia parar, como a vida não pára. Sabemos que há instabilidade política, mas há alternativas; ou a prova decorre em Maputo, ou em qualquer outro ponto do país. Assim diminui-se as despesas de transporte e acontece o Campeonato. Por outro lado, na EN1 viaja-se todos os dias, muita gente usa aquela estrada, pois as medidas de segurança foram reforçadas pelo Governo”, palavras de Ernesto Sixpence, presidente da Associação de Boxe de Sofala que acrescenta que “a FMboxe devia procurar parcerias para viagem aérea, os dirigentes estão para isso ou se transferir a prova para Maputo, onde está a maioria dos participantes”.

Sixpence afirma que a cidade da Beira estava na expectativa de receber a prova, mas ficou abalada com o cancelamento e a intransigência da FMBoxe. “Quando contactamos o presidente da FMBoxe não nos atende, não sabemos o que isso significa. Nós, por exemplo, não recebemos os 50 mil do fundo do maneio no ano passado, verba que serve para despesas correntes como papel, toner, água e luz. Tudo fizémos à nossa maneira”, lamenta.

Sixpence diz que a província de Sofala projectava participar com sete pugilistas no “Nacional” que devia acontecer este fim-de-semana.

O dirigente realçou ainda que 2019 foi um ano de muitas actividades na Beira, onde se realizou seis a sete torneios de rodagem.

ELÍSIO MANHIÇA: Situação triste

O RESPONSÁVEL pelo departamento de boxe no Ferroviário de Maputo, Elísio Manhiça, classifica o cancelamento do Campeonato Nacional como algo “triste” e que desmotiva os atletas.

É triste colocar-se pugilistas a treinar em vão. Os atletas estavam na expectativa de irem competir na cidade da Beira, mas debalde. Se não há condições para se realizar o campeonato em Sofala que se transfira a prova para aqui em Maputo”, sugere.

Manhiça diz não compreender como é que a FMBoxe invoca falta de dinheiro para provas internas, quando facilmente consegue dinheiro para viagens longas, nomeadamente para fora do país.

Há dinheiro para se ir longe, mas não temos nada para o território nacional. Os atletas não descansaram, ficaram muito tempo a treinar-se, mas à última hora não vão competir”, lamenta Manhiça que acrescenta que o Ferroviário levaria quatro pugilistas para esta prova.

LUCAS SINÓIA: Temos que assumir o contra-tempo

LUCAS Sinóia, patrono da Academia com o mesmo nome, tem uma opinião diferente doutros associados, defendendo que se é por causa da instabilidade na EN1 não há muitas alternativas senão mesmo parar-se com o Campeonato Nacional.

Ainda não aprofundei as razões que invoca a federação, mas se for por causa da insegurança penso que é plausível a justificação. Não se pode colocar em risco as vidas humanas. A vida é um bem importante que não pode se sacrificar por causa do desporto. Senão houver dinheiro para o transporte aéreo, paciência. Temos que assumir o cancelamento”, defende Sinóia que tinha sete pugilistas para atacarem o “Nacional”.

JOAQUIM MARINGUE: Decisão frustrante

O PRESIDENTE da Associação de Boxe da Província de Nampula, Joaquim Maringue, classifica de “frustrante” a decisão da FMBoxe de cancelar o “Nacional”.

Esta decisão é má para os atletas que trabalhavam motivados. É frustrante, sobretudo pela forma como a informação nos chega. Mas enfim, temos de nos conformar, já que se invoca a insegurança, pois há que se salvaguardar as vidas humanas. O que deve fazer a Federação é tentar levar o Campeonato para outro ponto”.

Nampula participaria com cinco pugilistas no “Nacional”, segundo avançou Maringue.

Face ao cancelamento do “Nacional”, a associação de Nampula projecta realizar um torneio regional com pugilistas de Cuamba (Niassa) e da cidade portuária de Nacala.

Esta é a alternativa que encontrámos. Assim hoje deveríamos estar de viagem para Beira, porque sexta-feira iniciaria o campeonato”, deplora.

ALFREDO NHIUANE: Até tenho vergonha de encarar os atletas

ALFREDO Nhiuane, treinador e patrono da Academia Nhiuane, campeã da cidade de Maputo, mostrou-se, por seu turno, bastante desolado quando abordado pelo “Notícias”, realçando que tinha vergonha de informar aos seus pupilos que já não há “Nacional”.

Estamos mal com esta Federação. Fez-nos trabalhar para nada, em vão. Não fica bem o que estão a fazer connosco. Somos campeões da cidade, os pugilistas estão motivados e de repente recebem informação de que não há prova. Nós defendemos que a prova deve acontecer à todo o custo. A Federação deve procurar meios alternativos para que se compita. Aceitamos o adiamento, mas o cancelamento é mau porque somos de opinião que a situação pode vir a melhorar. O cancelamento é uma facada nas costas, por isso a Federação deve reconsiderar a sua decisão. Primeiro cometeu o erro de não se reunir connosco antes da tomada desta decisão. Os clubes e associações deviam ter sido ouvidos e depois decidir o que era melhor para modalidade, mas isso não aconteceu. A FMBoxe agiu de má-fé”, aponta.

A Academia Nhiuane iria atacar o “Nacional” com nove pugilistas, oito masculinos e um feminino.

WATCH ANTÓNIO: Estamos desiludidos

PARA Watch António, atleta e chefe do departamento do boxe no Matchedje, o cancelamento do “Nacional” é algo preocupante e que tende a ser recorrente na “nobre arte”.

 “Isto preocupa-nos porque como atletas a nossa expectativa era competir. Agora, à última hora, o ‘Nacional’ adiou e não teremos nada a fazer. Entendemos a razão, mas devia-se arranjar um meio-termo”, sugere.

Watch é de opinião que este ciclo de cancelamentos e adiamentos das provas do boxe só desmotiva os atletas e prejudicam a quem realmente trabalha.

Antes do campeonato da cidade de Maputo foi assim, adiamentos atrás de adiamentos e, nós, Matchedje, acabamos perdendo o título. Os atletas chegam à prova sem crença de que realmente ela iria acontecer”, deplora. O Matchedje levaria cinco pugilistas para o Campeonato Nacional.

 

Fonte:Jornal Noticias

Vólei de praia bem encaminhado para os Jogos Olímpicos

 

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As selecções nacionais de vólei de praia, em masculinos e femininos, garantiram a passagem para a segunda fase de qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.

As primeiras duplas apuradas foram as de masculinos, com Délcio/Aldevino e Justino/Carlos a somarem por vitórias os jogos realizados diante do Zimbabwe “A” e “B”, respectivamente, por 2-0, no sábado, e domingo frente à África do Sul pelo mesmo resultado.

Já as duplas femininas, compostas por Leocádia/Vanessa e Jéssica/Mércia, carimbaram a passagem para a fase seguinte, ontem, com triunfos convincentes sobre as selecções de eSwatini “A” e “B”, por 2-0, isto depois de no domingo terem batido os pares sul-africanos, também, por 2-0. 

Esta primeira fase, que termina hoje, está a ser disputada em Maputo na praia da Costa do Sol por seis países, nomeadamente Moçambique, África do Sul, Zâmbia, Zimbabwe, Botswana e eSwatini.

Na próxima fase Moçambique vai defrontar selecções de maior dimensão, casos das Maurícias, Angola, Egipto, Nigéria e Ruanda. Desta etapa transitam oito selecções, que depois lutarão por um lugar que dá acesso aos Jogos Olímpicos.

 

Fonte:Jornal Noticias

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