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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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30.Nov.18

Renato Caldeira: o atleta por detrás do escriba

Caldeira

 

O futebol nos anos 60, era uma loucura. Nos bairros, o destaque ia para Mafalala e Xipamanine, com tudo a culminar no “chilunguine”. Ter acesso a um campo e poder ver estrelas como Abel Miglietti, Carlitos ou Mombaça, que tinham nível para entrar “de caras” nos chamados três grandes de Portugal era quase um sonho.

Tinha eu 16 anos, provinciano recém-chegado de Quelimane, olhos e olhares esbugalhados perante o “néon” da então Lourenço Marques. Comecei a jogar nos juniores do Belenenses, II divisão, que treinava no campo do Ferroviário da baixa, às terças e quintas, das 21 às 23 horas. Jogávamos ao domingo de manhã.

Mas a paixão principal era pelo atletismo, em que treinava todos os fins de tarde, excepto aos sábados e domingos em que aconteciam as provas no Parque dos Continuadores. E ainda estudava à noite, na Escola Industrial. Uma vida bem preenchida!

Jornalismo: “paredes-meias” com as corridas e pontapés

Ano de 1966. Vivia eu o desporto, no nervo e no sangue. Naquele tempo, dificilmente um jovem praticava uma só modalidade. Eu não era excepção.

Porém, havia que dar prioridade à profissão de tipógrafo. Mesmo assim, como produto de alguma irreverência, surgiu um outro “bichinho”: escrever para o desaparecido “Diário de LM”, jornal que ficava ao lado da Catedral. Fazia pequenas crónicas dos jogos das II e III divisões, mais as partidas de juniores. O “salário”? Um cartão de livre-trânsito que permitia assistir a todas as competições desportivas. Assim, esmerava-me, era assíduo porque ao possuir um “livre-trânsito” até me considerava bem remunerado. Saía do Bairro de Chamanculo, com amigos e era o único que não tinha que aguentar filas e empurrões nos portões.

Crescer e aparecer

Entrar na Redacção do Diário de LM e beneficiar de uma secretária para rabiscar as minhas croniquetas sem eu ter “a cor adequada de então”, era na altura uma aventura. Uma raridade.

Recordo-me que no dia 29 de Junho de 1968, fui indigitado a cobrir um combate de boxe para o título mundial, realizado na Praça de Touros, engalanada, entre um norte-americano negro chamado Curtis Cokes e o sul-africano Willie Ludick, de raça branca, combate que veio para Maputo por causa do racismo na vizinha RSA. Com o meu melhor fatinho, lá me sentei numa das cadeiras da 1.ª fila para reportar o autêntico massacre que o americano infligiu ao nosso vizinho, num combate que acabou no 3.º assalto. No dia seguinte, já como espectador, vivi as emoções do Portugal-Brasil na inauguração do actual Estádio da Machava. Foi assim que o bichinho entrou, para ficar, já lá vão 50 anos.

Um atleta mediano

O ambiente no atletismo do Sporting era excepcional. A rivalidade era face ao Desportivo e Ferroviário. Nos “leões”, a fraternidade entre atletas masculinos e femininos era a razão principal da minha assiduidade. Lucrécia Cumba, Abdul Ismail, António Fernandes, Magid Osman e outros, eram as estrelas treinadas por Luís Revez, técnico recentemente falecido.

Da minha parte, com marcas modestas, a paixão pela corrida proporcionava-me grande vantagem no futebol.

No desporto-rei, sem ter tido uma carreira brilhante, joguei no Belenenses dos juniores aos seniores, actuando a defesa central, de 1965 a 1969. Era considerado pendular, ao ponto de ter sido “namorado” pela Académica de Coimbra, na sua digressão por Moçambique no final da década 60.

Seguiu-se uma temporada no Ferroviário de Inhambane em 1970 e no ano seguinte no Sporting de Tete, sempre como titular e campeão nos dois distritos de então.

Curta, mas apaixonada, foi a carreira deste escriba, que subalternizou o desporto, primeiro pela gráfica, abraçando, com paixão, poucos anos mais tarde o jornalismo como profissão, até aos dias de hoje.

 

Fonte:Opais

30.Nov.18

O título de A a Z

AaZ

 

A:Amor esteve no ar na final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos.  A expressão deste sentimento nobre veio, precisamente, no final do jogo Ferroviário de Maputo vs Inter Clube, quando ao anúncio do mestre-de-cerimónias o noivo de Odélia Mafanela” irrompeu pelo pavilhão e pediu a “power forward” em casamento. Caros patrícios, foi lindo e expressa o que Carlos Drumond de Andrade escreveu:  “O amor que move o sol, como as estrelas.” “O verso de Dante é uma verdade resplandecente, e curvo-me ante a sua magnitude. Ouso insinuar, sem pretensão a contribuir para se que desvende o mistério amoroso: Amar se aprende amando. Sem omitir o real quotidiano, também matéria de poesia.”

B:Bandeira, único árbitro internacional de basquetebol da actualidade, foi o juiz acompanhante do Ferroviário de Maputo. Não comprometeu na sua actuação, tendo feito o seu trabalho com  rigor e profissionalismo. Preocupa, nesta altura, o facto de ser o único árbitro internacional e nos próximos tempos ter deixar de apitar provas internacionais dada a idade. Um TPC para um país que já teve um arbitro a apitar os Jogos Olímpicos de 2008, em Beijing, China, e Mundial de basquetebol de 2006, no Japão: Abreu Muhimua.

C:Carlos Ibrahimo Aik. Primeiro treinador campeão africano de clubes, em 1991 pelo Maxaquene, teve a sua “mão” na conquista do título pelo Ferroviário de Maputo. Pois é: Aik desempenhou a função de assessor técnico, tendo marcado presença sempre atrás do banco do Ferroviário de Maputo dando o seu contributo quando justificasse.  Já agora, saibam, Carlos Aik foi a figura que lançou Leonel Manhique, actual treinador do Ferroviário de Maputo, para este clube em 2011 tendo ambos conquistado a Liga Nacional de Basquetebol.

D:Delma Zita. Aos 20 anos, a base estreou-se numa fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos, depois de ano passado somente ter sido ambientada a equipa na fase preliminar da zona VI, em Gaborone, Botswana. Fez cinco dos sete jogos da equipa, terminando a prova com média de 4.8 pontos/jogo, 2.2 assistências e 1.6 turnovers. Aqui cheira futuro.

E:Experiência Emulou, claramente, na Astrida Vicente, jogadora do Inter Clube que completou 40 anos no passado dia 6 de Outubro. Vicente já foi campeã africana de clubes pelo D’ Agosto e Inter Clube. Aisha Mohamed, jogadora do First Bank que tem 33 anos, voltou a pisar a quadra do pavilhão do Maxaquene, recinto no qual conquistara a Taça dos Clubes Campeões Africanos em 2003 e o Campeonato Africano de basquetebol em seniores femininos ao serviço da Nigéria. O tempo passa, nê?

F:“Farra”. Celebrou-se, até o sol raiar, a conquista da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol pelo Ferroviário de Maputo. Patuscada das grandes quer nos bares próximos ao pavilhão do Maxaquene quer nas tascas dos bairros. Afinal, o patriotismo falou mais alto e mola não faltava uma vez que o problema do apagão da SIMO estava resolvido.   

G:Groupement Sportif des Pétroliers (GSP) da Argélia. Adversário do Ferroviário de Maputo nos quartos-de-final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de 2017, em Luanda, Angola, o Groupement Sportif des Pétroliers (GSP) da Argélia foi um dos grandes ausentes da presente edição. O GSP, uma equipa com boa estrutura, foi igualmente adversário do Ferroviário de Maputo nos “quartos” em 2016, tendo as campeãs nacionais vencido por 69-57.

H:Hegemonia: foi quebrada, domingo, a hegemonia das equipas angolanas nos últimos cinco anos que dividiram os títulos na Taça dos Clubes Campeões Africanos: 1º de Agosto, campeão em 2015 e 2017 e Inter Clube, vencedor em 2013, 2014 e 2016.

I:Isidro Abibo Amade, homem do desporto. Homem forte do departamento de basquetebol do Ferroviário de Maputo. Fora da quadra, fez um grande trabalho para que o Ferroviário de Maputo chegasse ao olimpo de África. Sempre presente com a equipa, Isidro Amade foi persistente e com foco construiu uma equipa que, hoje por hoje, tem o continente a seus pés. Phambeni, Isidro.

J:Jasmin Nwajei, base nigeriana de 23 anos, agradou os olhos de quem acompanhou esta competição. Com enorme potencial, foi a primeira escolha para a posição um no First Bank da Nigéria, liderando a equipa em pontuação (109 pontos em sete jogos) para além do registo de 23 assistências e 35 turnovers. Salvo as diferenças, fez-nos lembrar Dominique Wilson, base americana que em 2017 em Angola reforçou o First Bank e fez parte do cinco ideal.

K:Kardápio Kaseiro, bem na baixa da capital, foi um dos locais must para desanuviar os desaires e celebrar as vitórias por parte de alguns dirigentes, amantes de basquetebol e até…treinadores não envolvidos na competição. Ao ritmo de som trazido pelo DJ e ao sorver de um gole, lá se fizeram os prognósticos, lamentou-se e renovaram-se as esperanças.

L:Lucas. É o apelido da fabulosa, fantástica e, porque os adjectivos são tantos, terminanos no exemplar, base americana naturalizada angolana: Italee. Capacidade de fazer o passe no timing certo, drible em progressão, bom tiro curto e exterior, fazem dela uma jogadora que da gosto ver jogar. Espalhou, para não variar, o seu perfume no pavilhão do Maxaquene e no final foi indicada MVP. Thats why we love this game.

M:Mabê, como é tratado pelos próximos o Leonel Manhique, deu da melhor forma continuidade a um ciclo vitorioso iniciado em 2014, quando destronou a galáctica equipa da Liga Desportiva e conquistou o seu primeiro título de campeã nacional. África, o grande objectivo, está no papo. Foi, no entanto, preciso lutar: um terceiro lugar em 2015, e duas finais perdidas: 2016 e 2017.

N:Ngulela, a Deolinda outrora fabulosa base da Académica e selecção nacional, deixou para trás o clubismo (é a actual coach do Costa do Sol) e juntou-se a causa Ferroviário de Maputo para transmitir algumas das antigas colegas a sua experiência e encorajamento. Primeiro, aceitou o convite da Associação de Veteranos de Basquetebol (Moz Basket) para interagir com as atletas. Depois, marcou presença no pavilhão do Maxaquene para apoiar a equipa.

O:Odélia Mafanela. Estoica e combativa, emprestou garra e determinação na quadra.  Os seus números são elucidativos da influência na equipa: média de 10.6 pontos/jogo (terceira melhor marcadora da equipa) e 7.6 ressaltos (melhor ressaltadora das campeãs nacionais). De resto, Mafanela foi a jogadora com maior eficiência por jogo: 13.6.

P:Público. Esteve, assim-assim, no pavilhão do Maxaquene nos primeiros dias da competição. Qual ovo de Colombo, no dia da final a catedral rebentou pelas costuras com o público a exultar com o sucesso da equipa da casa. Pudera, estava em causa um país.

Q:Quatro títulos continentais de clubes. É o registo de Anabela Cossa e Odélia Mafanela, as únicas basquetebolistas moçambicanas que já conquistaram a Taça dos Clubes Campeões em quatro ocasiões: Desportivo de Maputo (2007, em Maputo, e 2008, no Quénia), extinta Liga Desportiva (2012, na Costa do Marfim) e Ferroviário de Maputo (2018, em Maputo).

R:Reforços. EUA, a pátria do basquetebol, tem sido o ponto preferencial para “apetrechar” as  equipas participantes na Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol. Este ano, não houve se fugiu a regra. O Ferroviário de Maputo “recrutou” Carmen Thomas e Cierra-Warren Robertson, atletas que se esperava muito mais daquilo que deram. O mesmo se pode dizer de Amanda Thompson, “power forward”, e Surriya MC Guire, “shoting guard” que reforçaram o Inter Clube e estiveram muitos furos abaixo do que se esperava. E não se viu melhor na Malaika Green, base americana que reforçou o First Bank.

S:Sally Custódio Maciera. Uma aficcionada pelo basquetebol. Faça chuva, sol ou vento lá está ela a dar o seu calor as equipas moçambicanas. Foi, é e continuará a ser bonito ver a imagem de Sally Custódio Maciera não só no pavilhão do Maxaquene mas também a correr o mundo com as suas vibrações através do sitio da FIBA e das redes sociais.
 
T:Triplista da prova. Dois anos depois, Anabela Cossa voltou a ser considerada melhor triplista da Taça dos Clubes Campões Africanos de basquetebol em seniores femininos. Continua a ser competente na zona dos 6.75 metros. É a nossa menina bomba que figurou ainda no cinco ideal da competição continental de clubes.

U:União. Foi uma das palavras-chave para o sucesso do Ferroviário de Maputo nesta competição. As atletas, que haviam perdido nas meias-finais de 2015, em Angola, e finais de 2016, em Maputo, e 2017, em Angola, uniram esforços para conquistarem o tao almejado título. E soube a bem, ate porque foi a “vingança” da derrota sofrida há dois anos no pavilhão do Maxaquene.

V:Vombe: apelido do Mauro que levou ao mundo a viagem através do registo fotográfico a 24ª edição da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos. Baixinho de estatura, mas grande no profissionalismo, fez um trabalho que dignifica os moçambicanos.

W:Workaolic. Sim, traduzido, alguém viciado no trabalho. Ingvild Mucauro, a capitã do Ferroviário de Maputo, é viciada no basquetebol. Da intensidade ao jogo, defende com tudo e não desiste facilmente. Mostrou atitude. E, com 12.6 pontos, foi a terceira jogadora da equipa com maior eficiência por jogo. No ano em que conquistou o seu segundo título continental de clubes, foi a terceira melhor ressaltadora da equipa.

X:Xivite, uma expressão usada pela geração de ouro que teve em Aurélia Manave Esperança Sambo  a expressão maior, serviu de inspiração para que o Ferroviário de Maputo colocasse em sentido o Inter Clube. Raiva, na tradução livre e no bom sentido, foi nota dominante na abordagem dos jogos por parte das atletas.

Y:Youth: traduzido para português: juventude. Há, sim, muita juventude no Ferroviário de Maputo para se sonhar com mais títulos continentais de clubes e fazer-se uma transição de gerações com tranquilidade. A equipa do Ferroviário das Mahotas, que foi vice-campeã, é constituída maioritariamente por jovens com enorme potencial que no futuro podem ser enquadradas na equipa principal: Madina Camara, Paula Orlando, Dilma Roldão, Miza Zita, entre outras. O futuro está garantido.

Z:Zinóbia Dulce Machanguana, em tempos defensora por excelência, fez parte da equipa do Ferroviário de Maputo que disputou a primeira final na história do clube, em 2006, no Gabão. Hoje, tem um papel ao nível do departamento de basquetebol e acompanhou a par e passo esta luta pelo título desde 2015, em Angola, quando a equipa terminou em terceiro lugar.

 

 

Fonte:Opais

30.Nov.18

“Mambinhas” já estão na Zâmbia

MAMBINHASvs

 

A SELECÇÃO Nacional de Futebol Sub-20 cumpre na manhã de hoje, sexta-feira, o seu primeiro treino em Kitwe, cidade zambiana que acolhe a partir de domingo até dia 12 de Dezembro próximo a 25ª edição do Torneio COSAFA da categoria. Os “Mambinhas” chegaram ontem a Lusaka, capital da Zâmbia, devendo seguir hoje para o palco da competição.

 

Fonte:Jornal Noticias

29.Nov.18

Tico-Tico: O mais internacional continua na 1ª linha

Tico

 

Mambas sem Tico-Tico eram bem diferentes de Mambas com Tico-Tico. Por detrás do seu físico franzino, ar cansado e falas mansas, está um autêntico guerreiro, um “rato da área”. A ele se ficaram a dever muitos dos momentos mais brilhantes da carreira da nossa Selecção Nacional.


Com a sua sagacidade, bastas vezes ergueu multidões, tanto no Estádio da Machava como na África do Sul. Os registos dizem tudo: trata-se do jogador moçambicano mais internacional de sempre, com 80 jogos efectuados contra 50 do segundo classificado, Pinto Barros. Mantém o recorde de maior marcador pós-independência com 27 tentos.

Além disso, as incontáveis assistências aos colegas, que tanto ajudaram a dar carisma aos Mambas. Estamos portanto diante de uma verdadeira “joia da coroa”, que inspira jovens e crianças por ter sido um dos mais exímios praticantes do desporto-rei.

Um falso lento

Aparecia e desaparecia do jogo, como se dispusesse de “alçapão” para se esconder e reaparecer depois. E quando a bola lhe era endossada, jogava simples, evitando o contacto físico. Porém, isso não representou nunca um virar das costas à briga. As suas armas principais? Simulação e o sentido de oportunidade, jogando muito no erro do adversário.

Calculista, quando os defesas se “esqueciam” da sua presença, aparecia nos espaços vazios. O que poderia então acontecer, ninguém sabia!... Por ventura nem ele próprio, pois com grande frieza, alterava as decisões em fracções de segundo. Mesmo depois de ensaiado o remate, já com o pé em suspensão, a decisão poderia ser “revogada”, para que o adversário “seguisse viagem” para ele passar das intenções à sua prática habitual de marcar golos.

Herói numa“tarde louca

O dia 27 de Julho de 1997 está registado nos anais do futebol moçambicano como um dos mais marcantes. Pela qualificação do país para o seu segundo CAN, mas sobretudo pela situação irrepetível de uma viagem no marcador nunca antes vivido no Estádio da Machava.

O Malawi vinha super-confiante, pois um empate bastar-lhe-ia. E quando, ainda na primeira parte, a turma dos países vizinho marcou um tento, o favoritismo foi reforçado. Foi delírio naquele país.

Para nós, moçambicanos, só a vitória nos qualificaria. Adelino, ponta de lança do Matchedje, marcou o tento de igualdade. A esperança renasceu, mas com o passar do tempo o desespero tomava conta dos moçambicanos…

De repente, o milagre aconteceu. Entrou-se no minuto 86 e Tico-Tico, de posse do esférico, tabelou com um colega, desmarcou e como que num golpe de magia, surgiu do nada entre os latagões malawianos para desferir o golpe de misericórdia. O país inteiro pôs-se a dançar. Os locutores gritavam até a rouquidão. Nos camarotes, abraços misturavam-se com choros.

A loucura foi total e prolongou-se pela escuridão da noite. A emoção atingiu o rubro numa memorável tarde futebolística no país, cujo herói tem um nome: Tico-Tico.

Escolinha de um Mamba que não se marimba

Arrumou as botas mas vive obcecado com a função de formador. Tico-Tico, campeão e ganhador, é patrono de uma escola em que a prioridade é formar estrelas mas também homens úteis à sociedade. Um Mamba que nunca se vai “marimbar” para o desporto que o tornou célebre.

A escolinha do Tico está virada para um extracto social pobre de Massaca, arredores de Boane. Há um acordo assinado com o Real Madrid e o ex-internacional, divide o seu tempo e disponibilidade entre esta paixão e a de fazer parte da equipa técnica de um grande clube do Moçambola.

 

Fonte:Jornal Noticias

27.Nov.18

Abdenigo Machava e Zeferina Marinho conquistam Corrida Millennium Bim

BIM

 

O sul-africano Abdenigo Machava, e a moçambicana, Zeferina Marinho foram os grandes vencedores da 13ª edição da corrida pedestre patrocinada pelo Millenium BIM. Alberto Mamba, segundo na geral, foi o primeiro em masculinos, na categoria dos nacionais.
 
 13ª edição da corrida Millennium Bim! 13ª vez consecutiva que Maputo acolhe esta prova que congrega atletas nacionais e estrangeiros, que já conta no calendário anual do atletismo da cidade de Maputo. O principal objectivo desta prova é dar maior competitividade aos atletas nacionais, e quiçá, internacionais, para as suas competições oficiais.

Tratou-se da 13ª vez que o Millenium BIM organiza e patrocina a corrida pedestre que este ano teve a participação de mais de 500 participantes, entre federados, estrangeiros e nacionais, juvenis, veteranos, colaboradores do banco, pessoas portadoras de deficiência e, pela primeira vez, a corrida de bicicletas, que foi a grande novidade.

Com a partida no Parque dos Continuadores, os atletas percorreram várias artérias da cidades de Maputo, dentre elas as avenidas Julius Nyerere, marginal, Praça Robert Mugabe, 25 de Setembro e Samora Machel, tendo desaguado na Praça da Independência, bem em frente ao Conselho Municipal de Maputo.

Na hora de cortar a meta, Abdenigo Machava, atleta sul-africano, foi o primeiro a chegar, com o tempo de 41 minutos, 20 segundos e 37 centésimos, levando para a casa o prémio máximo, embora dividido em categorias, respectivamente nos estrangeiros. Mas Alberto Mamba, com o tempo de 42 minutos, 23 segundos e 24 centésimos, terminou na segunda posição na classificação geral, mas venceu o prémio na categoria de nacionais, tendo sido seguido por Flávio Sihohle, com 45 minutos, 29 segundos e 63 centésimos, e Samuel Machava, com o tempo de 45 minutos, 36 segundos e 90 centésimos.

Na categoria de femininos, Zeferina Marinho não teve oposição e terminou na frente com o tempo de 53 minutos, 19 segundos e 35 centésimos, sendo seguida por Madalena Quisito (57 minutos, 14 segundos e 41 centésimos) e Atália Pelembe (58 minutos, 56 segundos e 34 centésimos). Zeferina Marinho recupera o primeiro lugar perdido ano passado para a belga Anna Galle, depois de ter vencido em 2016.

Os primeiros classificados em federados, masculinos e femininos, receberam um prémio monetário de 25 mil meticais, enquanto os segundos receberam 20 mil e os terceiros classificados, 15 mil meticais.

 

Fonte:Opais

27.Nov.18

“Locomotivas” exaltam título inédito

RESCALDO

 

COM a conquista da Taça dos Clubes Campeões Africanos em seniores femininos, no domingo, por sinal o primeiro título da história do Ferroviário de Maputo na competição, vozes de dentro e fora do emblema exaltam a façanha e todos são unânimes em afirmar que já há muito que os “locomotivas’ mereciam o troféu, atendendo e considerando o seu investimento nos últimos anos que culminou na participação de três finais seguidas. As jogadoras do Ferroviário falam de um título difícil, conseguido graças ao sacrifício, que incluiu treinos à madrugada durante cerca de três meses.

 

Fonte:Jornal Noticias

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