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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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05.Mar.18

Inacção que degrada o “Repinga”

 

O Circuito de Manutenção Física António Repinga, na capital do país, está a degradar-se de forma gradual por conta do mau uso e negligência por parte das autoridades municipais que, para além de não fazerem a devida manutenção, deixaram o local transformar-se em parque de estacionamento e lavagem de viaturas.

 

O estado de abandono é tal que há quem ouse usar o local como depósito de lixo diverso, ao mesmo tempo que foi tomado por marginais, vivendo nele no maior sossego.

 

Por isso mesmo, já são poucos que ousam se fazer ao “Repinga”, a qualquer momento, por receio de serem assaltados por indivíduos de conduta duvidosa.

 

O “Repinga” transformou-se hoje num espaço de capim alto, águas estagnadas, cheiro nauseabundo, lixo, criminalidade, marginais e cães vadios, enfim, um conjunto de vicissitudes que já deveriam ter merecido a atenção de quem de direito.

 

Transeuntes entrevistados pelo “Notícias” sugerem que se houver dificuldades de gestão deste espaço nobre da cidade de Maputo por parte do Conselho municipal deveria-se pensar numa iniciativa privada para o bem dos utentes e da urbe, em geral.

 

É comum hoje ver citadinos a acotovelarem-se com carros estacionados nas pistas à procura de espaço para a corrida de manutenção física. Alguns recorrem às praças, passeios e outros locais não destinados para o efeito.

 

Aristides Paulo, 25 anos, é um sem tecto que viu no “Repinga” um lugar para viver. Ele conta que os pais separaram-se, tomando cada um o seu rumo. Devido a dificuldades em encontrar um emprego fixo, decidiu abandonar os irmãos em busca de sustento.

 

Vim para aqui e junto dos meus companheiros apanho latas e garrafas para vender. No entanto, isso rende tão pouco que gasto tudo que ganho em alimentação”, disse Paulo.

 

O interlocutor indicou que graças a uma fonte de água subterrânea ali existente, ele e os outros companheiros mantêm a higiene e confeccionam as refeições em latas apanhadas na via pública.

 

No dia que não têm nada, vêem-se obrigados a procurar alimentos nas lixeiras da baixa da capital.

 

Os indivíduos que moram no “Repinga” transformaram os balneários do local, cujas condições de higiene e comodidade são péssimas, em dormitórios.

 

Alguns dormem nos antigos sanitários, mas as condições não são boas e nem cabemos todos. Eu, por exemplo, molhei muito nas últimas chuvas porque não consegui espaço no interior”, disse.

 

Oportunidade de negócio

 

AS reclamações da falta de parque de estacionamento automóvel e a aparente segurança que o circuito oferece concorrem para que vários trabalhadores desta zona da cidade parqueiem as suas viaturas no espaço, enquanto trabalham.

 

Esta é, no entanto, uma oportunidade para jovens de várias idades ganharem dinheiro, guarnecendo viaturas a troco de 20 meticais, num trabalho que pode render 100 meticais por viatura, se incluir o serviço de limpeza.

 

Em dias movimentados, controlo e lavo mais de 20 carros. O valor cobrado depende do tempo que a viatura permanece”, disse António Cuambe, residente no Benfica, cidade de Maputo.

 

Outro polidor é Ernesto António, residente no bairro Kongholote, no município da Matola, que de segunda a sexta-feira faz do Circuito de Manutenção António Repinga o seu local de trabalho. Graças ao que ganha neste espaço sustenta o filho.

 

Ernesto António deu conta que o “Repinga” está a ser mal aproveitado de tal jeito que passou a ser frequentado por consumidores de droga, que “caçam” as suas vítimas em busca de carteiras e telemóveis.

 

Ao princípio da noite não é seguro circular por aqui por causa dos malfeitores que assaltam pessoas. Eu, particularmente, já presenciei algumas situações. É por isso que, nalgumas vezes, a PRM faz rusgas, bate e prende os marginais”, apontou António.

 

Entretanto, apesar de os automobilistas acharem o local seguro para parquear as suas viaturas, reconhecem que não é apropriado “matar” este espaço concebido para a prática de ginástica.

 

Eu gosto de estacionar aqui porque é seguro, não há risco de rasparem a sua viatura ou ser bloqueado por estacionamento irregular, como acontece em muitas partes da baixa da cidade. Além do mais, é um local fresco, onde dá para relaxar no intervalo laboral”, considerou Miguel Comiche, condutor.

 

Obras de requalificação arrancam em Maio

 

EXISTE um plano de requalificação do circuito de manutenção, mas a indisponibilidade financeira impediu o avanço da ideia.

 

O director Municipal de Jardins e Parques, Inocêncio Alberto, garantiu que em Maio poderão ser dados os primeiros passos rumo a um circuito de manutenção física moderno, com novas infra-estruturas prontas para melhor servir o público.

 

Já foi designado um empreiteiro para executar as obras. Agora, esperamos pelo visto do Tribunal Administrativo que fica pronto dentro de dias. No entanto, Maio é o mês ideal para arrancar com o trabalho de requalificação, uma vez que ainda estamos na época chuvosa”, assegurou a fonte.

 

Explicou que a prior, o local será vedado para impossibilitar a entrada de automobilistas que fazem do circuito um parque de estacionamento.

 

O director avançou que será reestruturada a pista, reabilitados os sanitários e repostos os equipamentos de manutenção física. Também está previsto um ginásio que será constituído por serviços de acompanhamento.

 

O circuito de manutenção António Repinga terá melhores condições. Prevê-se a construção de mais balneários, um café para que as pessoas possam usufruir de melhores momentos no local e o reforço de segurança”, indicou.

 

Avançou que o investimento será reajustado, consoante a situação económica actual, uma vez que em 2014 o projecto estava orçado em 200 mil dólares norte-americanos.

 

De lá para cá o custo de material de construção subiu, o que implica que o valor que estava previsto para a execução do projecto deverá ser reajustado”, concluiu.

 

 

Fonte:DesafiJornal Noticias

05.Mar.18

Oitos dos 15 países da COSAFA ainda sonham com os “grupos”!

 

A primeira mão dos 16-avos-de-final da Taça CAF disputa-se entre amanhã e quarta-feira, havendo a realçar que dos 15 membros que compõem o bloco do Conselho das Associações de Futebol da África Austral (COSAFA, na sigla inglesa) oito ainda sonham com um lugar na fase de grupos da 15ª edição da competição.

 

Dos quinze membros só não aparecem equipas do Botswana, Reunião, Lesotho, Malawi, Namíbia, Seychelles, Suazilândia e Zimbabwe, havendo a ressalvar que pelo menos o Botswana e a Suazilândia têm uma equipa cada nas eliminatórias da Liga dos Campeões Africanos, nomeadamente Township Rollers (que amanhã joga com o Young Africans da Tanzania) e Mbabane Swallows (que na quarta-feira defronta o Zanaco da Zâmbia.

 

Eis a marcação completa dos jogos da primeira mão dos 16-avos-de-final da Taça CAF:

 

AMANHÃ

 

DC Motema Pembe (RD CONGO)-Deportivo Niefang (GEQ)

CS LA MANCHA (CONGO)-El Ahly Shandy (SUDÃO)

Atlético Petróleos de Luanda (ANGOLA)-Supersport United FC (RAS)

CHABAB RIADHI BELOUIZDAD (ARGÉLIA)-Nkana FC (ZAM)

Renaissance Sportive de Berkane (MARROCOS)-Club Africain (TUNÍSIA)

Raja Club Athletic (MARROCOS)-FC Nouadhibou (MAURÍCIAS)

 

QUARTA-FEIRA

 

Clube de Desportos da Costa do Sol(MOZ)-Cape Town City(RAS)

AS Maniema Union (RD CONGO)-U.S.M Alger (ARGÉLIA)

OLYMPIC STAR F.C (BURUNDI)-Al Hilal Elobied (SUDÃO)

CARA BRAZZAVILLE (CONGO)-US BEN GUERDANE (TUNÍSIA)

AS Port Louis 2000 (MAURÍCIAS)-FOSA JUNIORS (MADAGÁSCAR)

Energie (BENIN)-Enyimba FC (NIGÉRIA)

Wolaitta Dicha SC (ETIÓPIA)-Zamalek (EGIPTO)

Simba Sports Club (TANZANIA)-Al Masry Club (EGIPTO)

Al Ittihad (LÍBIA)-Akwa United FC, Uyo (NIGÉRIA)

Djoliba AC de Bamako (MALI)-APR FC (RUANDA) 

 

 

Fonte:Desafio

05.Mar.18

Telinho desfeita regresso de Chambal

 

Um golo solitário de Telinho à passagem do minuto 53, através da conversão do castigo máximo, foi suficiente para a Liga Desportiva de Maputo vencer, ontem, na Matola “C”, o ENH de Vilankulo, no jogo da primeira jornada do Moçambola que marcava igualmente o regresso de Alcides Chambal, cinco anos depois, no Moçambola. 

 

À entrada para esta primeira jornada do Moçambola entre estas duas formações há que passar a lupa em alguns dados relevantes que nos ajudam a compreender a produção de ontem na contenda. Aos “muçulmanos”, agora sob alçada da austeridade – foi o novo termo encontrado pela Direcção para justificar a redução do orçamento para grandes aquisições – decretou um novo conceito de ser e estar no futebol nacional, que passa pela aposta em sangue novo, sem no entanto descurar da experiência de alguns matreiros do passado que ainda resistem do tal período de “galácticos”, ou seja, em que os melhores da ribalta na arena futebolística nacional reuniam-se na sua capoeira. Foram-se os tempos e a decisão, acertada dos muçulmanos, até poder­á dar frutos no futuro, porque Akil Marcelino tem no seu plantel um arsenal com muita pólvora, capaz de dizimar alvos maiores, com algum destaque para as prestações do trinco Ambalilo, Caldino, Kabine, Neymar ou Telinho. Gerson continua dizendo presente!

 

Do lado dos hidrocarbonetos a primeira impressão é a estrutura técnica. Saiu João Chissano e a solução encontrada foi trazer ao barulho do Moçambola Alcides Chambal, fora desta competição desde 2013, quando representava o Matchedje. De lá para cá o professor se juntara no projecto da Federação Moçambicana de Futebol como adjunto de Abel Xavier – esteve na tribuna para ver a estreia do antigo companheiro – na equipa nacional. Chegado a Vilankulo o técnico juntou o útil ao agradável. ­É verdade que perdeu dois ou três jogadores de valor reconhecido mas a espinha dorsal está lá, ou seja, uma mescla de jogadores maioritariamente experientes com uma juventude atrás de lugar no sol.

 

 

Gilberto Guibunda/Eliseu Patife 

 

 

Fonte:Desafio

05.Mar.18

Ainda há muita coisa por melhorar

 

Tivemos duas equipas que trabalharam para produzir um bom espectáculo. Marcámos cedo, que era o nosso objectivo. Fomos superiores em todos os capítulos do jogo. 

 

O objectivo era entrar a ganhar na primeira jornada. Ainda há muita coisa por melhorar. Nos últimos instantes do jogo, a jogar com menos um jogador, e com muito calor a fazer-se sentir, baixámos a intensidade do jogo. - Nélson Santos, treinador do Fer. Maputo

 

 

Fonte:Desafio

05.Mar.18

Locomotiva usa Kamo-Kamo para desmoronar operários

 

O Ferroviário de Maputo conseguiu a melhor marca no arranque do Moçambola-2018, ao vencer o 1º de Maio de Maio de Quelimane por 3-1, numa partida em que os forasteiros demonstraram claras lacunas a defender como no momento da verdade. Com este resultado os pupilos de Nélson Santos estão no topo da prova.

 

A Direcção do Clube Ferroviário de Maputo introduziu uma estratégia para arrastar o público aos seus jogos e teve um resultado satisfatório, embora os espectadores tenham preenchido a bancada central sombra e a tribuna de honra. Foram cerca de três mil espectadores num jogo em que a sua equipa enfrentou um adversário com objectivos bem diferentes dos seus.

 

Pelos últimos pronunciamentos dos dirigentes do 1º de Maio de Quelimane, fazendo referência à falta de condições para encarar o Moçambola, quase todos os espectadores deslocaram-se ao vale do Infulene com a certeza de que o resultado final seria bastante desnivelado. Os instantes iniciais da partida também apontavam para uma goleada histórica. Aliás, nos primeiros segundos o Ferroviário espreitou com enorme perigo a baliza de Mahite, como forma de avisar sobre a sua disposição no jogo.

 

Logo no decorrer do segundo minuto Kamo-Kamo, o esquerdino locomotiva que foi uma das grandes surpresas no onze escolhido por Nélson Santos, conseguiu abrir uma grande “cratera” na ala direita do seu ataque e com toda a força disponível investiu num remate que fez a bola sobrevoar uns metros, parando quando embateu no fundo das redes adversárias.

 

Foi um enorme delírio dos adeptos locomotivas e seguidamente denotaram-se enormes insuficiências a defender por parte dos visitantes, que não resistiram a mais um golpe, com Liberty a responder de cabeça a um cruzamento de Mitter, pela esquerda.

 

O “puto maravilha” dos locomotivas ainda teve uma grande oportunidade para incomodar o meio reduto contrário, mas foi o guarda-redes Mahite, com uma enorme defesa, que negou o terceiro golo aos pupilos de Santos. 

 

Joca Estêvão/Luís Muianga

 

 

Fonte:Desafio

05.Mar.18

Foi um bom jogo, mas…

 

Acho que foi um bom jogo, mas o árbitro interrompeu muito a partida e isso acabou prejudicando o espectáculo. 

 

Acho que os principais protagonistas de um jogo devem ser os jogadores e os treinadores, o que não se verificou nesta partida. Contudo, se houve uma equipa que procurou ganhar o jogo foi o Costa do Sol. Infelizmente o jogo não terminou como desejávamos, mas a equipa tem qualidade e vai continuar a trabalhar humildemente em todas as frentes em que está envolvida. Hoje empatámos e daqui em diante vamos preparar o jogo de quarta-feira, diante do Cape Town City. - Leonardo Costas, técnico do Costa do Sol

 

 

Fonte

05.Mar.18

Manuelito não deixa canário voar

 

Muito por "culpa" de um corte "in-extremis" de Manuelito I, Costa do Sol e Maxaquene dividiram pontos (0-0) sábado último no Ma Tchiki Tchiki, em jogo referente à jornada inaugural do Moçambola-2018,

 naquele que, aliás, seria o último ensaio sério antes da recepção canarinhna ao Cape Town City, quarta-feira, às 19.00 horas, no EN Zimpeto, em despique inserido na primeira mão da primeira eliminatória de acesso à fase de grupos da Taça CAF.

 

O equilíbrio era a nota dominante da partida entre o vencedor da Taça de Moçambique e o visitante Maxaquene, com algum ascendente para esta segunda equipa, que, aliás, foi a primeira a chegar com perigo notável  na grande área contrária, numa lance em que Jair recebe uma assistência dentro da área, descaído para a direita, tendo optado por um remate algo forte e rasteiro, porém ligeiramente ao lado do poste direito da baliza defendida por Guirrugo.

 

Pensou-se que era o prenúncio de uma tarde provavelmente com muito espectáculo, mas quem assim pensou enganou-se rotundamente, já que a tendência inicial do jogo, por um lado, acabou ficando paulatinamente invertida a partir do minuto 23, altura em que o veterano Campira foi admoestado com uma cartolina vermelha directa, num lance em que estorvou pelas costas o atacante Zequito, à entrada da área, para um livre que o capitão Isac não soube aproveitar, ao tentar rematar com jeito, mas contra a barreira tricolor. Por outro lado, o Costa do Sol não conseguiu tirar proveito do retraimento adversário.

Reginaldo Cumbana

 

 

Fonte:Desafio