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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Nilton Mujovo entra em acção

 

O JUDOCA nacional Nilton Mujovo estreia-se hoje no Campeonato Mundial de Veteranos, que decorre desde ontem em Amsterdão, na Holanda. Nilton irá combater na categoria de -81kg e terá pela frente Kondakov Aleksander, da Rússia.

 

Nilton Mujovo, que em várias ocasiões defendeu as cores nacionais ao mais alto nível como integrante da equipa sénior, será o único representante moçambicano na prova e o primeiro a competir num evento do género.

 

Refira-se que apesar de exercer as funções de secretário-geral da federação de judo, Nilton Mujovo nunca deixou de praticar a modalidade. A preparação do judoca decorreu no Clube da EDM. O judoca sente-se confiante e promete boa prestação. “Sinto-me preparado para atingir um lugar cimeiro e dignificar o país com uma medalha”, garantiu.

 

Fonte:Jornal Noticias

Moçambique estreia-se amanhã frente à anfitriã

 

A SELECÇÃO Nacional Sénior Feminina de Basquetebol estreia-se amanhã no Campeonato Africano da modalidade (Afrobasket), que arranca em Yaoundé, capital dos Camarões, defrontando a equipa anfitriã a partir das 17.30 horas de Maputo.

 

Frente aos Camarões, a Selecção Nacional está longe do favoritismo pois a sua recente participação nos Jogos Africanos, que tiveram lugar recentemente em Brazzaville, denunciou muitas lacunas.

 

Não é para menos, Moçambique fez sete jogos na capital congolesa tendo apenas ganho um, perdendo os restantes. Num grupo forte, onde para além dos Camarões, que, recorde-se, dificultou há dois anos, em Maputo, sobremaneira a vida do combinado nacional nas meias-finais do Afrobasket, figura também o poderoso Mali.

 

A Selecção Nacional encontra-se inserida no Grupo “A”, no qual para além dos Camarões e Mali figuram Uganda, Gabão e África do Sul.

 

O Afrobasket é disputado por 12 equipas, dividas em dois grupos, passando as quatro primeiras para os quartos-de-final. Os dois priores classificados de cada grupo irão disputar as classificativas do nono até ao 12 lugar.

 

A primeira fase vai até 30 do mês em curso, enquanto os quartos-de-final serão disputados a 0 de Outubro. As meias-finais terão, por seu turno, lugar no dia seguinte. A final está prevista para 3 de Outubro.

 

Moçambique procura o primeiro título numa competição em que é vice-campeão (o título é detido por Angola). O vencedor apura-se directamente para os Jogos Olímpicos do próximo ano, que terão lugar em Rio de Janeiro, Brasil. O finalista vencido apura-se para o Torneio Pré-Olímpico que dá acesso às Olimpíadas do Rio de Janeiro.

 

EIS O CALENDÁRIO DA PRIMEIRA FASE

 

24 DE SETEMBRO

17.30h - Camarões-Moçambique

25 DE SETEMBRO

11.30h - Moçambique-Uganda

26 DE SETEMBRO

13.30h - Moçambique-África do Sul

28 DE SETEMBRO

15.30h - Mali-Moçambique

29 DE SETEMBRO

19.45h - Gabão-Moçambique

 

 

Fonte:Jornal Noticias

Desportivo queda-se e espreita zona de risco

 

O DESPORTIVO de Maputo sofreu uma pesada goleada, domingo, no “caldeirão” do Chiveve, frente ao Ferroviário da Beira (0-3) e está novamente numa situação bastante complicada, portanto sobre a linha de água, quando faltam três jornadas para o fim do Moçambola-2015.

 

Os “alvi-negros”, que já sentiam algum alívio, sofreram três derrotas consecutivas, curiosamente diante dos Ferroviários de Nacala, Maputo e Beira, resultados que complicaram em grande medida as suas contas na luta pela manutenção. As restantes jornadas serão decisivas. Para já, o Desportivo tem uma missão difícil frente ao Costa do Sol, neste que é o jogo de cartaz da 24.ª jornada.

 

FER. BEIRA, 3 - DESP. MAPUTO, 0 - Quando o contra-ataque é letal     

    

RAPIDEZ na transição das jogadas de trás para a frente foi a principal arma que levou o Ferroviário da Beira a sair com os preciosos três pontos em pleno “caldeirão” do Chiveve diante de um Desportivo de Maputo que joga com a máquina calculadora, fazendo as contas para a sua manutenção na alta-roda do futebol nacional.

 

Ambas formações entraram em campo muito cautelosas. Por um lado, o Desportivo de Maputo sabia que os donos da casa  andam motivados com ambições de atacar o título e queriam ganhar para alimentar as suas aspirações.

 

Do outro lado, os “locomotivas”  estavam cientes de que a “águia” está numa cadeira não muito confortável.  Assim, o Desportivo entrou mais agressivo até que parecia que estava a jogar no seu burgo, com clara tendência de resolver o jogo o mais cedo possível. Só que, para sua infelicidade, foi desperdiçando as oportunidades de golo que criava, enquanto a turma da casa se organizava a partir do seu meio-campo tentando também partir para o contra-golpe.

 

Como resultado dessa forma de estar, os “alvi-negros” engendraram, aos quatro minutos, uma jogada de contra-ataque rápido. Houve um cruzamento para o interior da área, onde surgiu Sataca Jr. a rematar forte para uma defesa incompleta de Willard. Pensava-se que era o aviso à navegação. Apesar disso, o Ferroviário da Beira procurava trocar com muita técnica a bola e, numa jogada rápida, Reinildo roubou a bola e passou por dois contrários no  corredor direito, cruzando depois para a área onde apareceu Edson a rematar contra o corpo do adversário. Na recarga, Maninho atirou a contar para o gáudio dos beirenses. Estava assim feito o primeiro quando eram já transcorridos 11 minutos do jogo.

 

Depois do golo, a partida ficou mais animada com o Desportivo à procura de golo de empate, mas era o Ferroviário da Beira, em contra-ataque, criava calafrios à baliza de Helvêncio. Aos 20 minutos, os donos da casa chegaram ao segundo golo por intermédio de Nelito. Novamente, numa jogada de contra-ataque rápida, Reinildo cruzou para Mário, este serviu a Nelito, que apareceu a emendar para o 2-0.

 

Dário Monteiro foi obrigado a mexer no seu xadrez, tirando o médio Sataca Jr. para a entrada do experiente Mambo, mas mesmo assim as coisas não correram bem para a turma “alvinegra”. Com 2-0 foi-se ao intervalo.

 

No reatamento, o jogo não teve muita história. O Desportivo de Maputo apareceu novamente disposto a virar o resultado, mas tal como na etapa inicial as suas iniciativas eram sempre anuladas. Enquanto isso, o Ferroviário da Beira continuava a optar pelo contra-ataque, mas a não ter igualmente calma suficiente no momento da verdade. O bis de Nelito para o Ferroviário da Beira surgiu aos 80 minutos do jogo. Houve um cruzamento de Elísio e a bola foi parar nos pés de Reinildo, que, de imediato, serviu Nelito. Este não se fez rogado, tendo encostado para o fundo das malhas da baliza à guarda de Helvêncio, e assim estava feito o 3-0.

 

Resumidamente, as duas equipas jogaram taco-a-ataco e o Desportivo de Maputo merecia sair da Beira pelo menos com um golo, tendo em conta o que produziu durante os 90 minutos do jogo. O juiz da partida e a sua equipa estiveram bem.

 

FICHA TÉCNICA:

 

ÁRBITRO: Luís Jumisse, auxiliado por José Mhula e Carlos Alberto. O quarto árbitro foi Manuel Castigo.

FER. BEIRA: Willard; Elísio, Cufa, Mambucho, Edson; Reinildo, Paíto, Ricardo (Mussa), Maninho (Siaca); Mário (Jacob) e Nelito.

 

DESP. DE MAPUTO: Helvêncio; Sidique, Hagy, Henriques e Laque: Sataca Jr. (Mambo), Carlitos (Ernesto), Jorge, Nana (Dércio); Lanito e Lalá.

Amarelo para Jorge do Desportivo de Maputo.

 

LAITON SIFA

 

Fonte:Jornal Noticias

Sporting e Chingale na fase final no centro

 

AS formações do Sporting da Beira e do Chingale de Tete terminaram a primeira fase da “poule” de apuramento ao Moçambola-2016 em primeiro lugar nas séries (A e B), que decorreram nas cidades da Beira e Tete, respectivamente, isto ao nível da zona centro.

 

 O Sporting da Beira venceu, no pretérito sábado, a contar para a última jornada da fase de grupos, o Textáfrica de Chimoio, por 2-0, num jogo que arrastou muita gente ao campo do Ferroviário da Manga, porque envolvia equipas inquilinas do Moçambola. Com a vitória, a turma “leonina” passou a somar nove pontos, frutos de três vitórias em igual número de jogos, enquanto o primeiro campeão de Moçambique, Textáfrica de Chimoio, ficou em segundo lugar com seis pontos.

 

A contar para a mesma jornada, a formação do Achawa FC de Tete venceu, por 1-0, o Benfica de Quelimane. Achawa terminou a prova com três pontos, na terceira posição, enquanto a formação do Benfica de Quelimane ficou em último lugar e sem qualquer ponto.

 

Assim, qualificaram-se para as meias-finais, na série “A”, as formações do Sporting da Beira e do Textáfrica de Chimoio.

 

Já na série “B”, o Chingale de Tete qualificou-se em primeiro lugar com sete pontos. Os tetenses venceram, na última jornada, a Universidade Pedagógica de Manica, por 3-0. Nesta série, o destaque vai para desqualificação do histórico Têxtil do Púnguè, que à entrada para a última jornada era o segundo classificado, com três pontos. Mas acabou perdendo o lugar a ser derrotado pelo Sporting de Quelimane, por 3-2, jogo disputado no campo do Ferroviário de Moatize, a 20 km da capital provincial de Tete.

 

Com este resultado, a turma da terra do “coco” segue para a outra fase com cinco pontos, na segunda posição. O Têxtil terminou em terceiro, com três, enquanto a UP de Manica ficou na última posição com um ponto.

 

Assim sendo, transitam, na zona centro, para as meias-finais as equipas do Sporting da Beira e do Textáfrica de Chimoio, para a série “A”; Chingale de Tete e Sporting de Quelimane, para a série “B”. Nas meias-finais, que serão disputadas em duas mãos, o Sporting da Beira vai defrontar o seu homónimo de Quelimane, enquanto o Chingale medirá forças com o Textáfrica de Chimoio.   

 

MATCHEDJE TRAVADO PELO INCOMÁTI

 

O Matchedje foi travado com empate, em Xinavave, pelo Incomáti (0-0), em partida da segunda jornada da “poule” da zona sul, isto na série “A”. Com a derrota, os “militares” partilham a liderança com o seu adversário da ronda, ambos com quatro pontos.

 

A contar para a mesma jornada, o Ferroviário de Inhambane redimiu-se da estreia inglória na prova, arrancando uma preciosa vitória na recepção à Associação Desportiva de Chókwè (1-0). Com o triunfo, os “locomotivas” de Inhambane seguem na terceira posição (penúltima), com três pontos, enquanto a AD Chókwè é “lanterna vermelha”, sem ponto.

 

Enquanto isso, o Estrela Vermelha de Maputo deu um passo positivo rumo à fase seguinte, isto na série “B”. Os “alaranjados” somaram a segunda vitória consecutiva na prova, tendo derrotado, fora de portas, a Universidade Pedagógica da Maxixe, por 1-0.

 

Noutro encontro, o Ferroviário de Gaza recebeu e bateu o Ntumbuluko FC, por 2-0. Esta é a primeira vitória dos gazenzes, que se estrearam com derrota frente ao Estrela. Com este desfecho, o Estrela lidera isolado com seis pontos, seguido pelos “locomotivas” gazenses, com três. Ntumbuluko e UP Maxixe estão na cauda, ambos com um ponto.

 

A fase preliminar ao nível da zona sul termina este fim-de-semana.

 

BENFICA DE MONAPO E DES. LICHINGA PARTILHAM LIDERANÇA NA ZONA NORTE 

 

A “poule” nortenha está bem renhida. Decorridas três jornadas, o Benfica de Monapo e o Desportivo de Lichinga partilham a liderança, ambos com cinco pontos, frutos de uma vitória e dois empates para cada lado.

 

Os “encarnados” defrontaram, no fim-de-semana, o Ferroviário de Pemba, inicialmente visto como principal candidato à ascensão, jogo que terminou empatado a zero. Enquanto isso, o Desportivo de Lichinga consentiu igualmente um empate frente ao Ferroviário também da capital provincial do Niassa (2-2).

 

A dupla da frente está bem pressionada pelas formações dos Ferroviários de Pemba e de Lichinga e Liga Desportiva de Monapo, todos com quatro pontos. A Liga de Monapo foi a equipa mais feliz da ronda, tendo goleado o seu homónimo de Pemba, por 3-0.

 

Salientar que a “poule” nortenha é disputada num sistema de todos contra todos e numa única volta, faltando duas jornadas para o seu fim. 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

Manyanga entra forte

 

A ESCOLA Secundária Francisco Manyanga entrou com força nesta que é a nona edição do Torneio Interescolar do Basquetebol Infanto-Juvenil, vulgo Basket Show, a nível da cidade de Maputo, ao bater sem apelos e nem agravos a Bonifácio Gruveta, por 62-21.

 

Era o jogo mais esperado da segunda jornada do certame e augurava-se algum equilíbrio, mas a Francisco Manyanga não facilitou, ganhou com uma expressiva vantagem de 41 pontos.

 

Noutra partida da ronda, a Malhazine, um dos fortes candidatos ao título, não deixou os seus créditos em mãos alheias, derrotando a Noroeste I, por 67-53.

 

No torneio feminino, apenas houve um jogo, ainda assim, muito equilibrado. A Josina Machel venceu a Malhazine, por 33-32. No tempo regulamentar, as duas equipas saíram empatadas a 30 pontos. Foi preciso recorrer ao prolongamento para se ter um vencedor.

 

A próxima ronda, a terceira, será disputada na tarde de sábado no pavilhão do Maxaquene, a nova casa desta competição.

 

Fonte:Jornal Noticias

“Finta-finta” lançado hoje em Milão

finta finta.jpg

 

O LIVRO finta-finta, da jornalista italiana Paola Rolletta, será lançado hoje, na Expo, em Milão, na Itália. Trata-se da versão em italiano desta obra, com 224 páginas, originalmente publicada em duas línguas, Português e Inglês, em 2011, em Maputo, sob a chancela da Texto Editores.

 

Finta-fintaé uma homenagem a todos os jogadores e treinadores moçambicanos, famosos e anónimos, sonhadores, e que fizeram e fazem a história do futebol e da nação moçambicana. No livro, estão 31 retratos e servem como uma amostra de quanto Moçambique tenha contribuído ao desenvolvimento do futebol mundial, como Matateu, Mário Coluna, Eusébio, Shéu, Calton Banze, Tico-Tico, entre os outros “príncipes da bola”, segundo refere João Paulo Borges Coelho.

 

Finta-finta, como os moçambicanos dizem “jogar à bola”, é uma expressão associada às partidas dos meninos, na praia ou nos descampados, partidas de onde saíram no passado tantos campeões, mas que hoje em dia escasseiam.

 

 Apesar do papel importante na vida de todos os dias em Moçambique, o futebol nunca teve, de acordo com Coelho, um lugar especial na história, mas sabe-se que o futebol é também história. Para enfatizar, Coelho recorre ao poeta-mor de Moçambique, José Craveirinha, que refere, numa das suas intervenções, que através de uma simples bola, a maneira de jogar, de organizar uma partida, pode se conhecer a história de um povo.

 

Rico de informações históricas, contém fichas técnicas e numerosas fotografias, o livro foi traduzido e publicado na Itália em 2015.

 

Referir que Paola Rolletta vive em Moçambique e trabalha como freelancer para órgãos de informação nacionais e internacionais. O futebol é uma das suas paixões, mas como não tem talento no relvado diverte-se a escrevê-lo.

 

Salientar que o dinheiro da venda do livro será utilizado para a realização do projecto “Finta-finta Mabilibili” promovido por Time For Africa, com a colaboração da Escola Comunitária de Mabibilbili, do distrito de Matuituíne, em Moçambique, para a construção de um campo de futebol que é necessário para favorecer a prática desportiva dos jovens.

 

 

Fonte:Jornal Noticias

Ponto final!

 

É já esta noite que se vai dar o ponto final aos Jogos Africanos Congo-Brazzaville 2015, com a cerimónia habitual de desfile das delegações ainda presentes no evento. Pela maneira como os ensaios foram decorrendo ao longo da semana, tudo indica que será uma cerimónia memorável, com a intervenção do Chefe de Estado congolês, Denis Sassou Nguesso, que certamente irá desejar boa viagem a todos aqui presentes.

 

Muita música, actividades culturais tradicionais e fogo-de-artifício irão colorir a festa da olimpíada africana no majestoso coberto Estádio de Brazzaville, construído para acolher o evento e não só, com capacidade para 60 mil espectadores em três anéis. Moçambique vai estar presente com a delegação que ainda se encontra aqui em Brazzaville, com destaque para alguns atletas medalhados do atletismo adaptado, para além das duas selecções de basquetebol, dirigentes, pessoal de apoio e jornalistas. Contudo, a maior preocupação das delegações é saber em que lugares ficaram na classificação geral, uma vez que a base de dados, onde deviam ter sido lançadas as medalhas de cada país e modalidade, em nenhum momento existiu e muito menos a sala de Imprensa, onde os jornalistas pudessem realizar o seu trabalho sem se acotovelarem com as restantes pessoas que para aqui se deslocaram.

 

Aliás, os jornalistas moçambicanos contactaram ainda ontem a Direcção do Comité Organizador destes jogos (COJA), junto da sua sede, no sentido de obterem dados sobre o posicionamento do país na classificação geral de medalhas, mas não lhes foi satisfeita a sua vontade.

 

Há informações segundo as quais membros do COJA tentam, junto de cada delegação, encontrar dados sobre as medalhas que cada uma conseguiu ao longo das provas. Trata-se de um trabalho aturado que provavelmente levará o seu tempo e algumas delegações correm inclusivamente o risco de deixarem Brazzaville sem saberem em que lugar ficaram.

 

Entretanto, África do Sul, Egipto, Argélia, Tunísia são algumas nações que puxam para si a vitória global dos jogos, mas tudo ainda continua no segredo dos deuses. Destacar que Moçambique conquistou nestes jogos seis medalhas, sendo uma de ouro, três de prata e duas de bronze.

 

SALOMÉ MUGABE LANÇA MUITO CURTO

 

SALOMÉ Mugabe, que chegou a estes jogos depois de uma polémica porque as suas marcas eram muito duvidosas, terminou o lançamento de peso em quarto lugar.

 

A moçambicana só lançou o peso para uma distância de 13,74 metros, longe da polémica marca de 14,46 que a trouxe para Brazzaville, e ainda muito distante da registada pela vencedora, uma camaronesa, com 16,86 metros. Pelo que, nas próximas ocasiões, Moçambique deveria verificar muito bem as marcas dos seus atletas para não passar vergonha neste tipo de eventos.

 

GIL CARVALHO, em Brazzaville

 

Fonte:Jornal Noticias

“Nacionais” de atletismo a partir de 28 deste mês

 

OS Campeonatos Nacionais de atletismo vão decorrer de 28 deste mês a 4 de Outubro próximo, na capital do país, mais concretamente no Estádio Nacional do Zimpeto, com a participação de atletas de todo o país e alguns estrangeiros convidados.

 

Depois de terem sido adiados devido à falta de fundos, em Agosto, e posteriormente por causa da realização do XII Festival dos Jogos Escolares em Pemba, finalmente os “Nacionais” iniciam com certos estrangeiros provenientes da África do Sul, Suazilândia e Zimbabwe, alguns destes detentores de recordes da zona nalgumas especialidades.

 

Segundo o presidente da Federação Moçambicana de Atletismo (FMA), Shafee Sidat, as competições terão lugar no Zimpeto, pois estamos a um ano dos Jogos Olímpicos e o Estádio Nacional é o único no país com pista de dimensões internacionalmente reconhecidas, ou seja, propício para testar o pulsar competitivo destes.

 

Ainda segundo a mesma fonte, todas as províncias já confirmaram a presença na prova que será inteiramente suportada pela FMA nas despesas de alojamento, transporte e alimentação. Cada delegação está limitada a oito atletas, sendo que todos, à excepção de Gaza e Inhambane, vão viajar para Maputo via aérea fruto da parceira entre as Linhas Aéreas de Moçambique e a FMA.

 

Uma das novidades deste ano é a introdução do sistema da photo-finish manual (marcador electrónico dos tempos das corridas), o que confere a aceitação, desde já, dos resultados “Nacionais” pela Federação Internacional da modalidade, o que não acontecia nos anos anteriores devido o sistema analógico vigente.

 

A partir de agora, os mínimos nas provas nacionais passam a ter eficácia no plano internacional e podem servir de qualificativas para vários eventos regionais ou continentais.

 

A foto-finish junta-se ao relógio electrónico recentemente introduzido nas provas nacionais. Para o manuseamento da foto-finish, alguns técnicos nacionais serão capacitados, próxima semana, por um grupo de especialistas sul-africanos em Maputo.

 

Refira-se que nos “Nacionais”, os três primeiros classificados de cada especialidade terão prémios monetários e troféus.

 

Fonte:Jornal Noticias

Frustração total!

 

AS delegações participantes nesta XI edição dos Jogos Africanos deixam Brazzaville bastante frustradas. Os motivos? É que ninguém sabe em que posição ficou no quadro do medalheiro geral e nem onde será a próxima edição desta que é a olimpíada africana. Sinceramente que ninguém estava à espera, depois destes longos dias de sofrimento, sair daqui de Brazzaville sem saber em que lugar ficou na classificação geral e muito menos o vencedor da prova e quem será o anfitrião dos próximos jogos.

 

É deveras frustrante para os chefes das delegações que todos os dias se deslocam à Comissão Organizadora dos Jogos Africanos (COJA) ou contactam a direcção deste organismo para, no mínimo, terem a ideia do seu posicionamento na classificação geral, nem que seja a título provisório.

 

Os jornalistas que acompanham as respectivas comitivas também já não sabem o que enviar para os respectivos órgãos de comunicação social acerca do assunto. Ainda no sábado, no período da manhã, antes da cerimônia de encerramento, à noite, muitos foram dar à sede do COJA à procura de informações. Mas também saíram de lá frustrados e exaltados, inclusivamente a mandarem bocas.

 

Entretanto, um dos membros do COJA, com quem dialogámos, disse-nos, por exemplo, para contabilizarmos as nossas medalhas, metermos nas malas e chegado o dia da viagem seguirmos o nosso caminho de regresso à casa, porque o quadro de medalhas não existe e talvez nem existirá daqui a um ano.

 

Este pronunciamento e tantos outros deixam claro que estes Jogos foram péssimos a nível de organização. A mesma fonte explicou que em nenhum momento foi criado um banco de dados para o lançamento das medalhas que fossem conquistadas ao longo da prova. E que tudo era feito manualmente, e alguns registos se foram perdendo com o tempo. Aliás, essa explicação não nos surpreendeu, uma vez que mesmo as acreditações ocorreram em dois momentos, primeiro manualmente e depois via electrónica.

 

O local de imprensa, com um edifício enorme de três pisos, construído para servir aos jornalistas, nunca chegou a funcionar. As salas em nenhum momento abriram as suas portas e sempre nos disseram que o material electrónico estava a caminho. Pelo que estes Jogos vão ficar na memória de todos que aqui estiveram pelo seu lado negativo na organização e pelo lado positivo nas infra-estruturas de ponta construídas para o efeito.

 

TÍTULOS DE BÁSQUETE PARA ANGOLA E MALI

 

AS selecções de Angola, em masculinos, e do Mali, em femininos, conquistaram, na noite de sexta-feira, o torneio de basquetebol destes Jogos. O Mali, que foi carrasco de Moçambique logo na primeira jornada da fase de grupos, foi paulatinamente dominando a primeira fase ao fim da qual terminou em primeiro lugar.

 

Na segunda fase, o do "mata-mata", ou seja a eliminar, o Mali foi impondo o seu poderio, chegando a final com todo o mérito.

Enquanto a Nigéria, que ta

mbém esteve no grupo de Moçambique na fase preliminar, e saiu vitorioso, foi demonstrando algumas fragilidades na etapa subsequente, vencendo, em algumas vezes, sem convencer, e acabou chegando à final também com algum mérito.

 

Porém, tal como Moçambique, a Nigéria está a renovar a sua equipa, e apareceu com muitas caras jovens e desde já se adivinhavam dificuldades diante do Mali, que tem uma equipa bastante coesa e equilibrada.

 

O Mali, com o apoio do seu público que ocupava maior parte das cadeiras do pavilhão, acabou vencendo com muita naturalidade, por 73-57, depois do 17-10, 30-26 e 51-43 nos três primeiros períodos. Em terceiro lugar, portanto com medalha de bronze, ficaram as angolanas, que bateram o Senegal no encontro de apuramento desta posição.

 

Já em masculinos, Angola entrou demolidora frente ao Egipto. Aproveitando-se da habilidade e técnica dos seus jogadores - excelentes lançadores de triplos - os angolanos foram enchendo o saco ao ponto estarem a ganhar aos seis minutos do primeiro período por 16-0, altura em que os egípcios conseguiram os dois primeiros pontos.

 

O primeiro período terminou com Angola a vencer, por 24-8. Porém, foi a partir do segundo período que os egípcios se impuseram com toda força. Colocaram em campo todos os seus jogadores mais possantes e altos. Bloquearam todas as linhas de passe e de lançamento. Pressionaram em baixo da tabela, tanto na ofensiva, como na defensiva. E daí em diante foram reduzindo a desvantagem até 10 pontos de diferença (39-29) no intervalo.

 

Mas os angolanos reencontraram-se e controlaram os dois últimos períodos, acabando por conquistar o torneio com uma vitória de 10 pontos de vantagem (83-73). Assim, Angola, em masculinos, e Mali, em femininos, saem destes Jogos com ouro no basquetebol. Recorde-se que Moçambique terminou a competição em quinto lugar, em masculinos, e em sexto, em femininos.

 

SENEGAL E GANA DOURADOS NO FUTEBOL

 

O SENEGAL, em masculinos, e o Gana, em femininos, ficaram com o ouro no futebol. Tanto o Senegal como o Gana venceram pelo mesmo "score" de 1-0 nas respectivas finais frente ao Burquina Faso e Camarões, respectivamente.

 

Entretanto, apesar da equipa da casa, em masculinos, ter ficado fora ainda cedo deste torneio, ao perder com o Zimbabwe, por 1-0, o público continuou a acorrer em massa aos campos de jogos.

 

Fonte:Jornal Noticias

SASSOU NGUESSO EXIBE MUSCULATURA

 

O PRESIDENTE da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, exibiu toda a sua musculatura na cerimónia de encerramento dos Jogos Africanos de Brazzaville. Na presença de alguns chefes de Estado dos países vizinhos e amigos, como o da República Democrática do Congo e da Guiné Equatorial, Nguesso chamou o seu povo para o majestoso estádio de Brazzaville, recém-construído, para mostrar o quão é querido, numa altura que já faz campanha para as eleições presidenciais do próximo ano.

 

O povo respondeu à solicitação do seu líder com actividades culturais/tradicionais, exibidas com tecnologia de ponta assessorada pelos chineses que ergueram as belíssimas infra-estruturas para estes Jogos.

 

Foi um momento vivido com muita alegria, não só pelos nativos, mas também pelos convidados e participantes nesta olimpíada africana. Dísticos com dizeres como “obrigado papa Denis Sassou Nguesso” foram novamente estampados à volta do estádio e em todo complexo desportivo de Kintele, um bairro em expansão que começa a dar nas vistas de qualquer um que escala o local.

 

É a maior infra-estrutura de que os congoleses se devem orgulhar, incluindo o próprio Presidente da República, e a ponte de 22 quilómetros e meio que dá acesso a Kintele e que veio colocar fim ao sofrimento de milhares de cidadãos deste país, que eram obrigados a percorrer vários quilómetros para chegar àquela região do país. Nguesso recebeu, inclusivamente, do "Rei" Pelé uma mensagem de felicitação a si e ao seu povo por terem aceite acolher os Jogos, ao mesmo tempo que apela para uma paz duradoura dos africanos.

 

Na ocasião, houve muita coreografia, para além de fogo-de-artifício montado pelos chineses e que iluminou os céus de Brazzaville na noite de sábado. Apesar do vento forte que "varreu" a cidade e de chuva intermitente, o público saiu à rua para festejar. Estes Jogos vão ficar na memória dos congoleses pelos ganhos nas infra-estruturas e que sem eles talvez não fossem construídas. E por este feito, o presidente Nguesso e o seu povo estão de parabéns.

 

 

Fonte:Jornal Noticias