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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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31.Mar.15

Estreia de seis jogadores entusiasma João Chissano

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O DOMINGO foi um dia histórico para seis jogadores moçambicanos, nomeadamente Salomão, Elias, Gildo, Luís, Allan e César. Todos eles somaram a sua primeira internacionalização pela Selecção Nacional, os “Mambas”.

 

A estreia dos seis jovens jogadores não poderia ter sido melhor, já que foi baptizada com uma vitória sobre o Bostwana, por 2-1, no estádio Lobatse , recinto localizado a 70 quilómetros da capital tswana, Gaberone. A exibição do sexteto deixou entusiasmado o mister João Chissano.

 

Estou satisfeito com a prestação deles apesar de não se terem apresentado no limite das suas capacidades, algo que se percebe, pois foi a primeira vez que representaram a Selecção principal e entraram algo nervosos. Vimos a dupla de centrais a oferecer algumas bolas ao adversário, mas na segunda parte rectificámos. Falamos com os jogadores no sentido de melhorarem alguns aspectos, e na segunda parte melhoraram muito.

 

chissano.jpg

 

A equipa entrou mais pressionante, o rendimento cresceu consideravelmente e acabámos marcando o segundo golo. Penso que merecidamente”, disse, acrescentando que ficaram mais por marcar. “Podíamos ter feito mais golos, já que falhámos três golos de baliza aberta. Numa dessas oportunidades, Dominguez até passou pelo guarda-redes e o defesa, mas não conseguiu marcar. Acho que o conjunto esteve bem”, arrematou.

 

O saber reagir a uma situação de desvantagem foi um aspecto que o seleccionador realçou como sendo uma indicação clara da forte personalidade dos seus atletas. “Gostei da reacção da equipa quando se encontrava em desvantagem.

 

Como disse, nós falámos com eles, dizendo que estavam em desvantagem, mas não em inferioridade em termos de jogo jogado, embora o Bostwana em dois, três toques conseguia criar oportunidades de golo e pontapés de canto, e através de um deles, marcaram o seu único golo. Mas a equipa teve uma personalidade muito forte. Valeu o facto de termos jogadores com maturidade, caso do Dominguez , Momed Hagi e Kito, que conseguiram segurar os jogadores mais jovens e dar à volta ao resultado”, defendeu.

 

 Mostrou-se ainda entusiasmado pelo facto de o leque de jogadores, dos Sub-23, terem ganhado maior experiência internacional.

 

Este jogo serviu para preparar a equipa para COSAFA, mas também para dar algum traquejo internacional a alguns jogadores dos Sub-23 que fizeram parte desta Selecção. Temos que ir para o Gana confiantes naquilo que estes jogadores fizeram hoje (domingo)”, considerou , lamentando o facto de não ter podido trazer mais atletas dos sub-23, “Infelizmente não conseguimos trazê-los a todos porque o convite do Botswana foi dirigido à equipa principal, então seria uma falta de respeito para com a República do Botswana se trouxéssemos toda a equipa dos Sub-23. Esse era o nosso desejo, mas acabámos misturando com alguns jogadores que estarão na COSAFA e no CAN-Interno”.

 

Ressalvou ainda ao facto desta partida proporcionar uma subida no ranking da FIFA. “Este jogo tinha ainda importância de contar para a data-FIFA, e com esta vitória esperamos subir alguns degraus noranking da FIFA”.

 

De referir que a Selecção Nacional chegou a Maputo na manhã de ontem por volta das 8.00 horas depois de cerca de pouco mais de 10 horas de viagem. Uma viagem de autocarro que se iniciou em Gaberone na noite de domingo, às 21.30 horas.

 

 Mostrou-se ainda entusiasmado pelo facto de o leque de jogadores, dos Sub-23, terem ganhado maior experiência internacional. “Este jogo serviu para preparar a equipa para COSAFA, mas também para dar algum traquejo internacional a alguns jogadores dos Sub-23 que fizeram parte desta Selecção.

 

Temos que ir para o Gana confiantes naquilo que estes jogadores fizeram hoje (domingo)”, considerou , lamentando o facto de não ter podido trazer mais atletas dos sub-23, “Infelizmente não conseguimos trazê-los a todos porque o convite do Botswana foi dirigido à equipa principal, então seria uma falta de respeito para com a República do Botswana se trouxéssemos toda a equipa dos Sub-23. Esse era o nosso desejo, mas acabámos misturando com alguns jogadores que estarão na COSAFA e no CAN-Interno”.

 

Ressalvou ainda ao facto desta partida proporcionar uma subida no ranking da FIFA. “Este jogo tinha ainda importância de contar para a data-FIFA, e com esta vitória esperamos subir alguns degraus noranking da FIFA”.

 

De referir que a Selecção Nacional chegou a Maputo na manhã de ontem por volta das 8.00 horas depois de cerca de pouco mais de 10 horas de viagem. Uma viagem de autocarro que se iniciou em Gaberone na noite de domingo, às 21.30 horas.

31.Mar.15

Treinadores apreensivos com o nível de formação

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TREINADORES de basquetebol da cidade de Maputo manifestaram grande preocupação com o nível de formação no primeiro “workshop” por si organizado no último sábado, no Pavilhão do Estrela Vermelha, e que serviu de troca de experiência entre si com vista à melhoria da qualidade competitiva, tendo como finalidade a profissionalização desta disciplina desportiva.

 

Baseado em três temas, nomeadamente marketing desportivo, modelo de jogo para o basquetebol moçambicano e defesa individual, o evento, da iniciativa da “capitã” da Selecção Nacional e treinadora da equipa sénior feminina do Costa do Sol, contou, nesta primeira fase, com a participação de treinadores da capital do país e outros interessados ligados à modalidade.

 

Dissertando sobre o tema modelo de jogo para o basquetebol moçambicano e que mereceu maior atenção dos participantes e mais tempo de debate, o professor António Azevedo, com nível três de formação em basquetebol, disse que antes de atacar o problema devia-se buscar as referências existentes do passado, fazer una retrospectiva do presente e definir o que se pretende no futuro.

 

Alertou, por exemplo, que o modelo de jogo de seniores masculinos é diferente de femininos, o que pode não estar a ser observado por alguns treinadores devido à fraca formação, lembrando, adiante, que o grande objectivo em todo trabalho que é feito pelas equipas tem como último fim ter atletas de qualidade capazes de fazer a diferença na Selecção Nacional.

 

Para o melhor desempenho da Selecção, Azevedo afirmou que é importante conhecer os dados estatísticos das selecções adversárias. Fazendo uma breve comparação entre as selecções participantes no último Campeonato Africano de seniores femininos realizado em Maputo (Afrobasket-2013), o professor Azevedo disse que era imperioso que Moçambique tivesse antecipadamente os dados estatísticos das equipas adversárias tais como a altura média dos bases, extremos e postes para fazer melhor comparação com o que tem ou existe.

 

Por exemplo, a altura média dos postes moçambicanos é de 1,90 metro e, de acordo com António Azevedo, não podem ser sacrificados ou lançados ao fogo, porque, em norma, um poste deve ter acima de dois metros, sendo que atletas com aquela medida são candidatos a postes. Com a crise de postes a solução passa por pôr os atletas com 1,90 a treinarem mais horas.

 

Aliás, a realidade de cada país determina a média da altura dos atletas e esta é uma das razões que concorrem para a adequação de um modelo de jogo no que respeita à característica dos jogadores moçambicanos.

 

MODELO UNIFORMIZADO

 

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Os participantes no “workshop” ora terminado foram unânimes quanto à uniformização do modelo do jogo, de modo a permitir que haja um padrão ou seja a mesma filosofia de treinamento e que permita uma adaptação rápida dos atletas ao sistema de jogo quando chegarem à Selecção Nacional.

 

Foram trazidos vários exemplos de escolas internacionais de basquetebol. Por exemplo, o técnico da equipa sénior masculina do Costa do Sol, Milagre Macome, disse que o que faz a diferença nas equipas são os orçamentos que vão determinar a qualidade de jogadores que cada um dos plantéis terá em virtude da sua capacidade de aquisição de atletas de alto gabarito no mercado nacional e internacional.

 

Intervindo nesta matéria, o professor Azevedo elucidou que um modelo uniformizado não significa implicitamente que as equipas vão jogar à mesma maneira, por que o que faz diferença entre as equipas é o talento individual e colectivo. Porém, permitirá que cada jogador que chegar à Selecção Nacional se adapte facilmente ao modelo do jogo, visto que quem vai traçar o modelo de jogo é o seleccionador nacional em concertação com os treinadores das equipas.

 

COMPONENTE COMPETITIVA

 

O professor Azevedo chamou atenção para os procedimentos que se devem ter em conta nos escalões de formação relativamente às componentes técnica e táctica, ou seja, o que se deve fazer, por exemplo, com uma equipa de iniciados nas questões defensivas e ofensivas. Segundo o orador, essas questões devem ser levantadas antes de se ir à acção, sendo que há particularidades que se devem ter em conta na formação, porque ela difere da alta-competição.

 

Quanto ao modelo de jogo para seniores, Azevedo anotou que é preciso ter especialistas, por exemplo, atletas abalizados para lançamentos triplos (lançadores de três pontos) e capazes de defender postes.

 

BÁSQUETE MOÇAMBICANO NÃO SE SERVE DA ACADEMIA

 

Um dos participantes questionou se a academia era aproveitada pelo basquetebol moçambicano ou continuava-se a trabalhar empiricamente. Em jeito de resposta, o professor Azevedo recordou que desde a Independência, em 1975, o desporto estava nas escolas e apontou para a importância da academia virar-se ao basquetebol com vista à profissionalização da modalidade.

 

A conclusão a que se chegou é de que são poucos que saem das Faculdades da Educação Física e Desporto para o basquetebol. Por outro lado, constatou-se que a maioria são poucos os treinadores com alto nível de treinamento e que alguns, senão a maioria, continuam a treinar empiricamente por falta de formação. Por exemplo, o professor Azevedo é um dos poucos com nível 3 de treinamento.

 

Neste ponto, António Azevedo foi peremptório ao afirmar que quem não tiver formação não deve treinar.  

Um treinador que se preze deve ter formação, e uma vez formado deve ir à reciclagem pelo menos uma vez por ano”, frisou.

 

SALVADOR NHANTUMBO

 

Fonte:Jornal Noticias

31.Mar.15

A Politécnica cilindra Ferroviário

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A  A POLITÉCNICA protagonizou uma das exibições mais emocionantes da sétima jornada do Campeonato de basquetebol da Cidade de Maputo em seniores masculinos, ao bater o Ferroviário, por 58-33, 25 pontos de diferença.

 

Numa partida em que os “locomotivas” eram tidos como favoritos, estes foram iguais à sua própria sombra, tendo saído da quadra do Pavilhão do Maxaquene humilhados, com uma desvantagem de meia centena de pontos.

 

Ainda na sexta-feira, o Costa do Sol protagonizou uma grande surpresa, vencendo o Maxaquene, por 66-62. O Desportivo derrotou a Universidade Pedagógica A, por 71-48, e a Universidade Pedagógica B superou o Aeroporto, por 63-52.

 

No sábado rodou a oitava ronda. O Desportivo derrotou o Costa do Sol, por 67-47. O Ferroviário redimiu-se da derrota do dia anterior, vergando o rival Maxaquene, por 57-63. A A Politécnica venceu o Aeroporto, por 62-30, e no duelo entre os “pedagogos”, a UP A bateu a UP B, por 65-37.

 

O Desportivo e o Ferroviário partilham o primeiro posto com 15 pontos.

 

Em femininos, rodou a sexta ronda, com a A Politécnica a derrotar a UP, por concludentes 94-47. O Costa do Sol vergou o Maxaquene, por 53-31, e o Ferroviário deu uma lição de basquetebol ao Desportivo, vencendo por desnivelados 95-35.

 

Fonte:Jornal Noticias

31.Mar.15

Maxaquene recebe “locomotivas” do Chiveve

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AS emoções do Moçambola 2015 prosseguem esta tarde com a efectivação de uma partida colocando frente-a-frente o Maxaquene e o Ferroviário da Beira para o acerto da terceira ronda, amputada devido aos compromissos da Selecção Nacional.

 

O embate tem início às 15.30 horas, no Estádio da Machava, e é de extrema importância para os dois conjuntos.

 

Os “tricolores” querem dar continuidade à senda vitoriosa neste início de campeonato, enquanto os “locomotivas” pretendem sacudir a crise de resultados que persegue a equipa neste limiar da temporada.

 

O Maxaauene venceu nas duas primeiras jornadas, tendo suplantado os Ferroviários de Nacala e de Maputo, por 1-0 e 2-0, respectivamente. Hoje segue-se mais um Ferroviário, o da Beira, num “derby” que se espera emotivo.

 

O Ferroviário da Beira, moralizado com o triunfo diante do seu homónimo de Quelimane na segunda ronda, olha para este desafio com uma espécie de input, não só para o resto do Moçambola, mas também para o desafio das Afrotaças domingo no Chiveve, frente aos congoleses de AS Vita Club.

 

Não se pode falar de favoritismo nesta partida, mas o factor casa pode ajudar os “tricolores”. A equipa treinada por Chiquinho Conde tem sido exímia a defender e pragmática no ataque.

 

Já o Ferroviário é uma equipa equilibrada em quase todos os sectores, mas tem um guardião Willard muito abaixo de forma.

 

Se os “tricolores” vencerem irão isolar-se no comando do campeonato com nove pontos, enquanto se os “locomotivas” triunfarem passarão a somar seis pontos, ocupando um dos cinco primeiros lugares.

 

Fonte:Jornal Noticias

31.Mar.15

Judocas moçambicanos passeam a sua classe no africano de judo

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 Os judocas  nacionais participarao durante o final de senmana na Swazilandia no campeonato africano de judo da zona VI.

 

 Dez judocas mocambiçanos brilharam, neste campeonato de Judo  da zona Austral que decorreu no territorio Suazi.

 

Eis a lista dos medalhados:

 

Natália taju 52kg cadete-ouro

Kevin loforte 66kg Júnior-ouro

Ayton siquir cadete 73kg-ouro

Yannick Martins cadete 100kg-ouro

Salman sénior 66kg-prata

Narciso Matos 73kg sénior-prata
Jacira Ferreira 52kg Júnior-bronze
 Samuel 55kg cadete-bronze
Artur Júnior 60kg cadete-bronze
Fredy cumbane 60kg Júnior-bronze
 
 
 
 
 

30.Mar.15

Chissano quer Strandberg

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O seleccionador nacional, João Chissano, pretende contar com o Carlos Strandberg, moçambicano que tem nacionalidade sueca, contratualmente ligado ao CSKA de Moscovo, para o compromisso da segunda mão da última eliminatória de acesso aos Jogos Africanos de 2015, mas sobretudo para os Mambas, no futuro. Refira-se que jogador já representou as selecções de Sub-17 e Sub-20 da Suécia. 

 

Depois de vários jogadores moçambicanos, que nasceram no país e fora dele, a evoluir desde tenra idade no estrangeiro, terem carta aberta para envergar a camisola da selecção nacional, abre-se uma nova hipótese. Trata-se de Sérgio Carlos Strandberg, um esquerdino que nasceu em Maputo e teve a primeira fase da sua infância no populoso bairro do Chamanculo. Strandbergtem gene de craque.É sobrinho do académico Cremildo Gonçalves, o craque que outrora desfilou a sua classe invulgar na Académica de Maputo, Maxaquene, Desportivo, Costa do Sol e selecção nacional, no final da década de 70 aos finais da de 80.

 

É com este avançado que João Chissano quer contar, se possível no jogo contra o Gana, mas, principalmente nos Mambas, num futuro breve. O avançado, contratualmente ligado ao CSKA de Moscovo, veio ao mundo a 14 de Abril de 1996, iniciando a sua carreira aos seis anos de idade, depois de viver em Gotemburgo, alinhando pelo Backa IF, clube que, mais tarde passou a chamar-se Hisingsbacka FC. Foi neste clube, que o avançado jogou pela primeira vez pelos seniores, no sétimo escalão do futebol sueco, aos quinze anos de idade.

 

Joga preferencialmente com o pé esquerdo é avançado, podendo evoluir a extremo, como a ponta-de-lança. Com um metro e oitenta e cinco centímetros e oitenta e cinco quilos de peso dá enorme trabalho aos defesas contrários e marca muitos golos. Aliás, esse seu poderio levou que o Sporting Clube de Portugal se interessasse por ele, apresentando, em 2014 ao BK Hacken, da Suécia, uma proposta de dois milhões de euros pelo jovem jogador.

 

Na altura, Strandberg, que em 2013 deu nas vistas no Mundial de sub-17, contribuindo para o terceiro lugar da Suécia (marcou um golo no jogo de conferiu essa classificação), disse que era uma boa opção, tendo em conta a sua apetência de trabalhar e lançar talentos para o futebol mundial, mas o negócio não teve desenvolvimentos.


Além dos golos que marca, o encanto do seleccionador nacional no jogador é a forma como ele confessa que trabalha: um jogador que trabalha duro e que dá sempre cem porcento para se superar.

 

Joca Estêvão

 

Fonte:Desafio

30.Mar.15

Natalia Taju conquista Ouro nos jogos africanos de Judo

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«O feito alcançado por estes atletas honra o desporto nacional, pelo que deve merecer elogio o alto nível desportivo demonstrado, confirmado pelos títulos obtidos neste Campeonato Afrcano de Judo da Zona VI, na Swazilandia».

 

 As vitória alcançada por estes atletas «testemunha que dedicação e perseverança desportivas são o melhor caminho para o sucesso e que Mocambique confirma o seu potencial para explorar várias modalidades, tornando-se um país de crescente excelência no desporto».

 

Natalia Taju(52 kg), Kelvin Loforte(66 kg),Yannick Martins + 100 e  conquistaram  medalha de ouro e Jacira Ferreira(52 kg) obteve a medalha de bronze .

 

 

30.Mar.15

“Mambas” envenenam Lobatsi

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Mas que grande recital de futebol a Selecção Nacional proporcionou na tarde de ontem aos cerca de seis mil adeptos que assistiram, no Estádio de Lobatsi, em Gaberone, a partida com o Botswana, de carácter amigável inserido na data-FIFA (período reservado para as selecções efectuarem jogos de preparação)!

 

A vitória por 2-1 foi justíssima, mas pecou por ser escassa, atendendo ao número de oportunidades criadas pela equipa moçambicana, que mesmo tendo feito alinhar no onze inicial sete atletas dos Sub-23 teve o controlo do jogo. É caso para dizer temos equipa para um futuro próximo.

 

A equipa nacional entrou a jogar de forma desinibida. Reflexo disso é que foi a primeira a causar apuros. Assistimos a um bom trabalho de Clésio pela esquerda, que culminou com um centro para Kito, que em boa posição para fazer golo deu mais um toque na bola e perdeu ângulo de remate.

 

Apesar do maior atrevimento dos “Mambas” foram as “Zebras” a rematarem primeiro. Estavam jogados seis minutos quando Sengolame atirou por cima. A reacção da selecção moçambicana foi pronta, na medida em que no minuto seguinte os respondeu com um remate violento de Gildo, no entanto longe do alvo.

 

Mas era no contra-ataque que a equipa tswana demonstrava ser perigosa. Já se tinha visto duas ou três investidas pelo flanco esquerdo. Numa jogada rápida, por esse corredor, Kebatho quase marcava, tendo valido a defesa arrojada de César para canto.

 

Na sequência do pontapé de canto a turma da casa chegou ao golo. Nato, solto de marcação, cabeceou colocado. Após o golo, sofrido aos 10 minutos, começou a ver-se a turma nacional a jogar mais no meio-campo adversário. Esta mudança de atitude deveu-se ao acerto defensivo e no meio e à classe de Dominguez, que viria a brindar os espectadores presentes no Lobatsi Stadium com uma daquelas suas jogadas mágicas. Num gesto bonito, sentou literalmente um adversário, pena que o remate tivesse saído ao lado.

 

Apesar da boa reacção, era do lado direito que o Botswana causava perigo. O defesa lateral direito Allan, talvez traído pela sua juventude, acusava algum nervosismo. Não acertava nas marcações. Foi desse lado que saiu a jogada que quase causava o segundo golo dos tswanas. Kebatho, jogador mais esclarecido dos anfitriões, ganhou a bola na zona central, tirou Salomão do caminho e rematou ao poste.

 

O ferro disse não ao golo dos comandados do inglês Peter Butler, e ainda bem, já que na jogada seguinte, e na sequência de um pontapé de canto, Moçambique chega ao golo de empate, aos 28 minutos, por intermédio de Luís. Nota de realce para o cruzamento milimétrico de Gildo, que encontrou Luís, curiosamente o jogador de menor estatura, a fazer um golo de cabeça, uma situação pouco habitual.

 

A partida aumentou de intensidade. Ficou mais aberta, com as duas selecções a procurarem chegar ao golo. Saiu a ganhar o espectáculo e as dezenas de espectadores, em particular os moçambicanos residentes no Botswana.

 

Até ao apito para o intervalo ainda houve espaço para duas oportunidades de golo, uma para cada lado, a primeira a pertencer à equipa moçambicana. Kito, com tudo para fazer o golo, cabeceou forte, mas na direcção do guarda-redes Phoko, e depois foi Kebatho, a ficar perto de gizar com sucesso as redes moçambicanas, César opôs-se com categoria ao remate do craque do Botswana.

 

A Selecção Nacional entrou melhor na segunda parte, com Luís em grande plano. Primeiro a desferir um remate fortíssimo e depois a oferecer de bandeja golos a Clésio e Jojó. Em ambos os lances não se percebe como os avançados não conseguiram fazer balançar as redes. Os primeiros 15 minutos foram caracterizados por um festival de falhanços. Até de Dominguez, que tem sido mais objectivo, mostrou-se hesitante na hora de atirar a marcar. Só com o guarda-redes pela frente, quis fintar, até conseguiu, mas perdeu ângulo do remate. Pelo meio destas perdidas dos comandados de João Chissano as “Zebras” poderiam ter feito o golo através de um cabeceamento portentoso de Richard a que César respondeu com mais uma estupenda defesa.

 

Diga-se de passagem  que o minuto 52 acabou sendo de sorte para o conjunto nacional, já que o melhor jogador do Botswana lesionou-se e teve que ser substituído. Kebatho vinha sendo um quebra-cabeças para a defesa nacional. Ainda bem porque os anfitriões passaram a ser menos perigosos e os “Mambas” passaram a atacar mais, e em mais uma oportunidade de golo, aos 87 minutos, poderiam ter chegado à vitória, quando Mosho desviou a bola ao poste na tentativa de fazer o corte.

 

Mas pelo que a selecção fez estava escrito que tinha que ganhar e foi na última jogada do encontro que deu a machadada final. E quem havia de ser? Dominguez! Ele mesmo deu o toque final após um trabalho excelente de Parkim, que partiu a defesa tswana até oferecer o golo ao “puto-maravilha”. O desafio terminou em festa gigantesca da claque moçambicana, que entrou no campo para saudar os jogadores, com Dominguez a ser o mais aplaudido até por alguns fãs do Botswana, que decidiram entrar nos festejos. Afinal o futebol é isto mesmo, uma festa sem fronteiras.

 

A equipa de arbitragem realizou um excelente trabalho. Apesar de ser do Bostwana, foi de uma imparcialidade de se-lhe tirar o chapéu.

 

FICHA TÉCNICA

 

ÁRBITRO: Omphile Phuthego, auxiliado por Meshak Medupe e Ketlogetswe Goitsemodimo. Quarto árbitro: Kutlawano Leso.

 

BOTSWANA: Phoko; Nato, Tapiwa, Katlego, Mosha; Obuile, Senwelo; Kabelo (Makgantai (Obonye) Sengolame; Tshireletso (Mpho) e Kebatho (Joel)

 

MOÇAMBIQUE: César; Allan (Cremildo), Salomão, Elias e Dito; Momed Hagy (Ussama), Kito (Isac) e Dominguez; Luís (Reinildo), Clésio (Jojó) e Gildo (Parkim)

 

DISCIPLINA: Amarelo para Obuile e Elias.

 

GOLOS: Nato (10 min), Luís (28’) e Dominguez (92’).

 

IvoTavares, em Gaberone

 

 

Fonte:Jornal Noticias

30.Mar.15

CLUBE DO CHIBUTO, 3 - DESPORTIVO DE MAPUTO, 1: Vitória sem “espinhas” dos “guerreiros”

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DEPOIS de estar a perder por uma bola sem resposta no primeiro quarto de hora, o Clube do Chibuto protagonizou uma revolta e venceu por 3-1.

 

Os golos do Chibuto foram marcados por Christopher, Chicualacuala e Chawa, numa partida dominada pela equipa de Gaza. 

 

Depois do habitual estudo mútuo, o Desportivo, de certo modo com demasiadas cautelas no seu reduto mais recuado, permitiu alguma ascensão atacante dos anfitriões, traduzida por um forte “pressing” à baliza defendida pelo guarda-redes “alvi-negro” Wilson, que pelo menos numa ocasião viu a bola ser devolvida pela trave num portentoso remate desferido à entrada da grande área pelo atacante Johane.

 

Contudo, seria a formação do Desportivo de Maputo, depois de ganhar alguma confiança, a chamar a si as rédeas do jogo, com Betinho e Lalá, este último antigo jogador do Clube do Chibuto, a virarem a tendência do jogo com jogadas bem elaboradas a partir do seu meio-campo.

 

Seria efectivamente nessa toada de jogo que à passagem do minuto 12, e na sequência de um pontapé livre, Betinho teria inaugurado o marcador, sacudindo assim a pressão para a guerreira formação do Chibuto, que se lançou em contra-ataques perigosos à busca do golo de empate. Conseguiu restabelecer a igualdade quando eram jogados 44 minutos, resultado com que viria a terminar a etapa inicial da partida.

 

A segunda parte inicia com os donos da casa com uma atitude mais ofensiva, numa clara intenção de dar uma reviravolta ao resultado a seu favor, o que viria a acontecer, naturalmente, aos 59 minutos por intermédio de Chicualacuala e de Chawa, à passagem do minuto 70, em ambos os golos com Johane a ser determinante na condução das jogadas que resultaram em golos. 

 

Depois do golo de Chawa a formação treinada por Antero Cambaco começou a manifestar quebra física e anímica, o que permitiu que o Chibuto pudesse gerir a seu bel-prazer a ponta final da partida.Trabalho do juiz Paiva Dias, coadjuvado por Baltazar Hilário e Carlos Guambe, sem grandes reparos

 

QUADRO DE RESULTADOS E CLASSIFICAÇÃO ACTUAL

 

ENH - Desportivo de Nacala (1-0)

Fer. Nacala - Fer. Maputo (0-2)

1.º Maio - Fer. Nampula (1-0)

Chibuto - Desportivo de Maputo (3-1)

Fer. Quelimane - Costa do Sol (quarta-feira)

Maxaquene - Fer. Beira (terça-feira)

Liga Desportiva de Maputo - HCB (quarta-feira)

 

 

 

                                                J           V         E          D         B         P

1.º  Maxaquene                       2          2          0          0          3-0       6

2.º  Desp. Nacala                     3          2          0          1          3-1       6

3.º  Fer. Maputo                      3          2          0          1          3-2       6

4.° Costa do Sol                      2          1          1          0          1-0       4

5.° Liga                                   2          1          1          0          1-0       4

6.º  Chibuto                             3          1          1          1          3-2       4

7.° 1.° de Maio                        3          1          1          1          1-1       4

8.° Fer. Nampula                     3          1          0          2          2-2       3

9.° HCB                                  2          1          0          1          1-1       3         

10.° Fer. Beira                        2          1          0          1          1-2       3

11.° ENH                                3          1          0          2          2-3       3

12.° Fer. Nacala                      3          1          0          2          2-4       3

13.º Desportivo                       3          1          0          2          2-5       3

14.° Fer. Quelimane                2          0          0          2          0-2       0

 

 

PRÓXIMA JORNADA:Costa do Sol-Maxaquene; Fer. Maputo-ENH; Fer. Beira-Fer. Nacala; 1.º de Maio-Fer. Quelimane; HCB-Fer. Nampula; Desportivo de Maputo-Liga Desportiva; e Desportivo de Nacala-Chibuto.

 

Fonte:Jornal Noticias

 

30.Mar.15

Desportivo e Ferroviário de Nampula afundam

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DEPOIS de uma entrada airosa, com vitórias fora de casa, o Desportivo de Maputo e o Ferroviário de Nampula têm andado em curva descendente na presente edição do Moçambola.

 

Os “alvi-negros” perderam ontem na deslocação a Chibuto por 1-3 e os “locomotivas” descarrilaram em Quelimane frente ao novel 1.º de Maio. Feitas as contas, é preciso realçar que as derrotas colocam os dois conjuntos em maus lençóis na tabela classificativa. O Desportivo caiu para o 13.º posto e o Ferroviário para o oitavo, ambos com três pontos.

 

Ainda ontem o Ferroviário de Maputo venceu por 2-0 na deslocação a Nacala, onde mediu forças com o seu homónimo daquela cidade portuária, subindo para o terceiro lugar. Na tarde de sábado o ENH de Vilankulo estreou-se a vencer no Moçambola, ao vergar o até então líder Desportivo de Nacala por 1-0. A terceira jornada não ficou completa devido aos compromissos da Selecção Nacional. Assim, amanhã o Maxaquene recebe o Ferroviário da Beira. Na quarta-feira o Ferroviário de Quelimane bate-se com o Costa do Sol e a Liga Desportiva de Maputo mede forças com o HCB do Songo.

 

 

Fonte:Jornal Noticias

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