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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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TÊXTIL, 1-FER. BEIRA, 2 Revés aproveitado

O JOGO era tão aguardado entre as duas partes, bem como pelo público amante da “modalidade-rainha” da cidade da Beira e não só, como, igualmente, de outros quadrantes do país aficionado pelas cores dos dois clubes.

 

Saiu o Têxtil, mas foi o Ferroviário da Beira que, mesmo jogando em sua própria casa na condição de visitante “arrumou as carruagens” e montou a “locomotiva”, passando dai a acelerar para junto da baliza do seu adversário, cujo sufoco foi até pelo menos 10 minutos, faltando apenas a concretização das oportunidades de golo eram criadas.

 

O Têxtil teve a primeira contrariedade logo nos minutos iniciais com a saída do seu “capitão” e lateral direito, Tony, e, já na segunda parte, quando o resultado estava em 1-1, teve a segunda adversidade com a saída do central nigeriano Judy, também por lesão numa altura em que as substituições nos “fabris” haviam esgotado.

 

Aos 16 minutos Reinildo, em grande forma, arrancou uma jogada em tabelinha com o ‘’capitão’’ Maninho e já dentro da área do guardião Miguel, que já estava batido, rematou forte para o poste quando já se gritava golo no ’caldeirão’’.

 

Com esta avalanche atacante, adivinhava-se que o Ferroviário seria primeiro a marcar. E mais: o capitão dos “fabris” e lateral direito Tony foi forçado a sair devido à lesão ainda muito cedo. Aos 26 minutos e numa jogada de contra-ataque rápido do Ferroviário, o sul-africano Mfiki rematou forte, tendo Mário desviado a bola com um toque magistral para o primeiro golo dos “locomotivas”.Depois do golo, o Têxtil, ao invés de reagir e correr atrás do prejuízo, continuou a não ser clarividente nas suas incursões, faltando ideias para o efeito até ao intervalo.

 

No reatamento, os “fabris” de José Augusto entraram dispostos a contrariar o pendor atacante adversário, rectificando os erros da etapa inicial, e aos 47 minutos João fez o 1-0 depois de uma bela jogada de Tinho.

 

Acusando o golo, os pupilos de Lucas Bararijo refrearam, mas depois da segunda contrariedade do Têxtil, que ficou reduzido a 10 unidades devido à lesão do central nigeriano Judy, e porque as substituições já estavam no limite, o Ferroviário passou a jogar a seu bel-prazer e, como fruto disso, Mário ampliou a vantagem para 1-2, isto aos 76 minutos resultado com que terminou a contenda.A equipa de arbitragem esteve perfeita.

 

FICHA TÉCNICA

 

Árbitros: Afonso Xavier, auxiliado por Amisse Juma e Dias Sigaúque. Gimo Patrício

foi o quarto. 

TÊXTIL: Miguel, Kadri, Judy, Tony (Kufur), Micas, Xirico, Carlos, Tinho (Djongue), João, Hassane (Mouka) e Tó.

FER. BEIRA: Willard, Elísio, Emídio, Mambucho, Edson, Reinildo, Paíto, Carlitos, Maninho (Gildo), Mário (Sankanie) e Mfiki (Nelito).

 

ANTÓNIO JANEIRO

Fonte:Jornal Noticias

FERROVIÁRIO,1 - COSTA DO SOL,2 - Pezinhos de lã de Ruben e golpe fatal de Mazive

COSTUMA-SE dizer que os grandes jogadores aparecem nos grandes jogos e ficou, uma vez mais, patente com o ressurgimento de Ruben (andava apagado).

 

O pequeno/grande jogador fez duas assistências primorosas para os dois golos da vitória do Costa do Sol sobre o Ferroviário, por 2-1, colorindo uma partida que, no cômputo geral, foi descolorida, sobretudo na primeira parte, período em que deu para ver por que razão Ferroviário e Costa do Sol ocupam posições muito abaixo do esperado.

 

Viu-se duas equipas a pautarem por um futebol monótono, sem harmonia, ritmo, em alguns momentos chegou a dar sono, sobretudo na primeira parte. Duas equipas cansadas que até dava a impressão que estão em final de época.

 

Contudo, neste mar de falta de ideias, os “locomotivas” eram os que conseguiam, por vezes, espevitar a partida muita graças à boa actuação do experiente avançado Luís, o mais inconformado em campo, que viu o seu esforço compensado aos 14 minutos, com um golo apontado na sequência de um pontapé de canto. Fica a impressão que terá havido falta sobre o guarda-redes Gervásio. O certo é que os donos da casa se puseram em vantagem e poderiam ter dilatado a vantagem por Andro e Diogo. Mas como no futebol não há lógica, foi o Costa do Sol a marcar por intermédio de Manuelito I. Os “canarinhos”, que não tinham feito nada para merecerem, poderiam até terem saído para o intervalo em vantagem, se Rodrigues tivesse dado melhor seguimento a uma assistência primorosa de João Mazive.

 

O regresso à segunda parte foi bem mais enérgico. As equipas entraram com outra disposição e coube a Chimango, médio do Costa do Sol, dar o primeiro sinal de perigo. Foi sol de pouca dura para os comandados de Nelson Santos, já que os minutos que se seguiram foram dominados pelos treinados de Victor Pontes. Luís poderia ter bisado, mas o seu remate com o pé esquerdo, por sinal o pior, saiu desastroso. Era um Ferroviário com os olhos postos na baliza, mas que falhava na finalização conforme ficou reflectido no falhanço de Andro. Só com o “keeper” pela frente não teve arte nem engenho para fazer um desvio vitorioso. Graven, que tinha entrado para o lugar de Luís, viu o seu remate ser desviado para canto. O Ferroviário viu a sua vida ficar facilitada com a expulsão de Campira por acumulação de amarelos.

 

O jogador impediu com a mão que a bola fosse para a baliza e originou um livre perigoso dentro da meia-lua e na marcação Diogo encontrou a barreira do inspirado Gervásio e minutos depois o mesmo jogador mostrou que o seu forte não é o jogo de cabeça com um remate desastroso quando tinha tudo para fazer a bola “beijar” as redes. Não marcou a turma “locomotiva”, marcou a equipa “canarinha”, já na ponta final, e numa altura que o adversário jogava também reduzido devido à expulsão de Chico por acumulação de cartões amarelos. Ruben, o senhor das assistências, voltou a estar em foco com um centro milimétrico a que João Mazive só teve que encostar para o fundo da baliza.

 

Mais uma derrota que penaliza os graves problemas de finalização que têm apoquentado o Ferroviário ao longo de 11 jornadas.     O árbitro, Mário Tembe, esteve bem, num jogo de decisões complicadas, tal como na mão de Campira. Pareceu ser em cima da entrada da grande área, embora os “locomotivas” tenham ficado a pedir grande penalidade.

 

ÁRBITRO: Mário Tembe, auxiliado por Nelsa Jeque e Carlos Mussane. Quarto é Virgílio Macune.  

FER. MAPUTO: Pinto; Barrigana, Gabito, Chico e Edmilson; David, Tchitcho e Timbe (Danito Parruque); Andro, Diogo e Luís (Graven).

C.SOL: Gervásio; João Mazive, Dário Khan, Campira e Dito; Manuelito I, Chimango, Manuelito II (Tchaka) e Rúben; Paulo e Rodrigues (Parkim).

DISCIPLINA: Amarelos para Parkim e Gabito, Campira. Vermelhos para Campira e Chico por acumulação de amarelos.

GOLOS: Luís (14 min); Manuelito II (38 min) e João Mazive (90+3min)

 

IVO TAVARES

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

 

Maxaquene “despenha-se” em Nampula

O MAXAQUENE de Chiquinho Conde vai de mal a pior esta temporada. Depois de um início retumbante, aos poucos vai caindo vertiginosamente. Ontem, por exemplo, consentiu a quinta derrota consecutiva da época. Quatro no Moçambola e uma na Taça de Moçambique.

 

A contar para a décima primeira jornada da prova máxima do futebol nacional, os “tricolores” perderam com o Ferroviário de Nampula, por 1-0, e já estão em quarto lugar com 17 pontos contra 21 dos “locomotivas” da capital do norte, que ocupam a segunda posição de parceria com a HCB, que no sábado, bateu o Desportivo de Maputo, por 1-0. O Costa do Sol, por sua vez, está a subir de rendimento, depois de derrotar o Clube do Chibuto, na quarta-feira, por 2-1, em partida em atraso da décima ronda, ontem venceu o Ferroviário de Maputo, seu rival, no Estádio da Machava, pelo “score”.

 

O Clube do Chibuto deve ter feito também ontem as pazes com os seus adeptos ao receber e golear o Desportivo de Nacala, por 4-1. A Liga Muçulmana, actual líder destacado da prova, empatou na Beira com o Estrela Vermelha local a zero golo. O Ferroviário de Pemba bateu em casa o seu homónimo de Quelimane, por 2-0. O Têxtil do Púnguè perdeu com o Ferroviário da Beira, por 2-1. Na próxima jornada teremos como destaque o HCB-Costa do Sol e Desportivo de Maputo-Ferroviário de Nampula.

 

Fer. Nampula, 1 – maxaquene, 0: Um penalte que decidiu o jogo

 

O JOGO iniciou com as duas equipas balanceadas ao ataque, mas foi o Ferroviário quem aos poucos se foi assenhorando. Jogavam os donos da casa a toda a largura do terreno, e produziam jogadas que levavam muito perigo. Foram várias as perdidas dos “locomotivas” tanto em jogadas construídas a partir do seu meio campo, como em contra-ataques e também de bola parada.

 

Aliás, os últimos quinze minutos desta etapa inicial, o domínio territorial dos donos de casa foi uma constante, o que obrigou toda a equipa do Maxaquene a recuar para o seu meio campo e sacudir de qualquer maneira a pressão contrária.

 

Já se jogava o tempo de compensação quando Vivaldo, dentro da grande área dos “tricolores”, remata em direcção à baliza. A bola foi embater na mão de um contrário e o fiscal de linha Arsénio Marrengula, levanta a bandeirola a assinalar grande penalidade contra o Maxaquene, confirmada pelo árbitro. Um penalte quanto a nós muito forçado que, chamado a cobrar Dondo, atirou a contar ante a reclamação dos jogadores e do banco dos visitantes.

 

Se por um lado o Ferroviário de Nampula tinha maior posse de bola e pressionava forte o seu adversário, como dissemos com um domínio territorial inquestionável, por outro o penalte que lhe levou a vantagem no marcador foi duvidoso. Até porque o árbitro estava próximo da jogada e não assinalou, mas o seu fiscal, esse viu o que muitos não viram… “mão à bola”.

 

Este golo decidiu a história do jogo, pois na segunda parte foi o Maxaquene quem andou a pressionar o seu adversário à procura do golo da igualdade. Aliás, o Ferroviário preocupou-se muito cedo em defender a vantagem, dando azo para que os visitantes povoassem o seu meio campo.

 

Mas essa toada de jogo apenas não resultou em golo porque os jogadores comandados por Chiquinho Conde jogavam mais com a alma do que com a cabeça. Espevitados os atacantes não tinham a calma necessária para ultrapassar os defesas contrário.

 

O trio de arbitragem para além do lance mal ajuizado do penalte teve muitos erros. Na primeira parte permitiu alguma violência ao não assinalar algumas faltas e já na segunda tentou compensar apitando às vezes em benefício do infractor. Mostrou um total de oito cartões amarelos a maioria dos quais justificados.

 

FICHA TÉCNICA

 

ARBITRO:Amosse Lázaro assistido por Arsénio Marrengula e Isac Domingos, tendo como quarto árbitro Júlio Gonçalves.

FER. NAMPULA:Germano; Ernest (Foster), Stélio, Vazil e Dando; Kalanga, Hipo, Scaba (Betinho) e Massaua; Vivaldo (Óscar) e Calton.

MAXAQUENE:Simplex; Zabula, Narciso, Moniz (Rachide) e Calima; Vling, Matlombe (Buramo), Isac e Maurício; Macamito e Madeira (Ronaldo).

 

CARLOS COELHO

 

 

 


Fonte:Jornal Noticias

 

Estrela impõe primeira derrota ao Ferroviário

NO desafio mais atractivo da sexta jornada do Campeonato de Hóquei em Patins da Cidade de Maputo, o Estrela Vermelha venceu o Ferroviário, por 4-2, impondo desta forma a primeira derrota dos “locomotivas” na prova.

 

O Estrela Vermelha reavivou, com este triunfo, a sua luta pelo título, visto que passou a somar nove pontos ficando a apenas um do Ferroviário. Aliás, os verde-e-brancos viram, nesta jornada, o Desportivo alcançá-los na liderança, depois da goleada sobre Académica por 15-3.

 

Mas no que respeita à partida entre o Estrela e o Ferroviário, de salientar que foi um jogo híper emotivo, sobretudo na segunda parte, período em que os “alaranjados” fizeram a reviravolta no marcador, depois de terem saído ao intervalo a perderem, por 2-0, com golos de Mitó e Mafamba.

 

SIGA QUASE FUROU A REDE

 

O quarteto composto por Kiko, Siga, Maninho e Mercy Mungói foi de uma resistência descomunal. Não descansaram um segundo, realçado que Maninho jogou ferido na cabeça depois de um golpe de Nando (pareceu despropositado), e mesmo assim encontraram forças para dar a volta aos acontecimentos. Houve muito mérito na forma como bloquearam qualquer tentativa de Ilídio Canda fazer uso da sua extraordinária stickada e na marcação cerrada que fizeram ao pensador do jogo “locomotiva”, Fernando Oliveira.

 

Maninho com um belo golo de rasteira deu o mote para o início da derrocada “locomotiva”. Mas o golo do dia iria surgir do stick de Siga. À entrada do meio-campo adversário, encheu-se de confiança, cerrou os dentes e com toda a raiva do mundo enviou uma bomba. A bola foi anichar-se no canto superior.

 

Hélio Canda não podia fazer nada ante uma bomba, cujo fabricante ainda está por ser intendificado. Kiko, não quis ficar atrás, naquele seu jeito de patinador artístico, mas com uma força de braços de jogador de basebol, disparou forte, antes de entrar, a bola ainda bateu caprichosamente no poste, ficou a impressão que terá arrancado uma parte da tinta, tal a velocidade alucinante que a bola levava.

 

O quarto e o último golo é da autoria de Mercy Mungói, que concluiu da melhor maneira, uma jogada vistosa dos comandados de Pedro Pimentel.

Hoje se realiza a sexta jornada: Ferroviário-Académica (19:00 horas) e Estrela-Desportivo (20:00 h).

 

 

 


Fonte:Jornal Noticias

Pugilato no Futebol de Manica

A OITAVA jornada ou seja a penúltima da primeira volta do Campeonato Provincial de Futebol de Manica ficou manchada por cenas de pugilato protagonizadas por alguns jogadores do Chimoio Futebol Clube que agrediram o árbitro Lázaro Vicente. 

 

Trata-se do jogo de cartaz desta jornada que colocou frente-a-frente os combinados do Textáfrica de Chimoio e Chimoio FC, estando na origem da pancadaria a marcação de uma grande penalidade logo aos três minutos da primeira parte.

 

Entretanto, a agitação foi portagonizada pelo jogador Norberto do Chimoio FC, que agrediu o juíz principal da partida, depois de ter assinalado o penalte o que culminou com a sua explulsão por acumulação de amarelos.

 

Chamado a cobrar o castigo máximo, Evans atirou com êxito para a festa dos adeptos dos ″fabrís do planalto″ fazendo 1-0 resultado com que as duas equipas recolheram aos balneários.

 

Na segunda parte, o jogo não teve muita história, valendo pelo segundo golo do Textáfrica apontodo por António, resultado com que terminou a partida.

 

Com esta vitória, o Textáfrica cimentou a liderança na prova.Os outros jogos forneceram o seguinte quadro de resultados, Matchedje de Chimoio, 1-Pipeline da Maforga, 0, Sporting de Tembwe, 1-KACOL FC,0.

 

 O Desportivo de Manica-Atlético de Gondola foi adiado devido à participação da segunda equipa nos oitavos-de-final da Taça de Moçambique/Mcel. A Liga Muçulmana ficou de fora.

 

BERNARDO JEQUETE

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

Costa do Sol ressuscita

O COSTA do Sol regressou às vitórias. Ontem, no acerto do calendário, décima jornada do Moçambola-2014, venceu o Clube do Chibuto, por 2-1, numa espectacular reviravolta e saltou do sétimo para o quinto lugar, agora com 14 pontos.

 

O Ferroviário da Beira, por sua vez, derrotou o Estrela Vermelha também da capital de Sofala, por 2-0, o mesmo resultado conseguido pelo líder destacado da prova, a Liga Muçulmana, frente ao Ferroviário de Nampula. Os “locomotivas” beirenses pularam da 11.ª para a sexta posição.

 

Os “muçulmanos” comandam a prova com 26 pontos, mais oito que a dupla Ferroviário de Nampula e HCB.

 

 


Fonte:Jornal Noticias

COSTA DO SOL, 2- CLUBE DO CHIBUTO,1 : Obra de arte, emoção e reviravolta

O JOGO entre Costa do Sol e o Clube do Chibuto pode ser resumido em dois momentos de alto nível: O primeiro tem assinatura de Johane. Uma verdadeira obra de arte e um golo de antologia aos 18 minutos. Da linha do fundo fez um cruzamento de letra, mas esse gesto de belo requinte técnico saiu-lhe melhor que encomenda, pois a bola foi bater no poste antes de entrar, deixando perplexo Gervásio e todos que assistiam ao jogo. O segundo pode ser contado dos 78 aos 80 minutos, período em que o Costa do Sol fez a reviravolta.

 

Houve condimentos de um grande jogo: emoção e incerteza no resultado. A jogar em casa, a turma “canarinha” procurou controlar o jogo, mas esbarrou numa sólida e personalizada equipa do Chibuto que dificultou a vida aos “canarinhos”.

 

Contudo, nos primeiros dez minutos até viu-se um Costa do Sol audaz, a procura do golo. Dário Khan, na sequência de um canto, ameaçou de cabeça, às redes aguarda de Zacarias. Mas não tardou para que os visitantes assentassem o seu jogo, até porque tinham unidades capazes de causar desequilíbrios, caso do regressado Johane. O habilidoso burundês não só marcou, como causou muitas dores de cabeça à defesa “canarinha”.

 

Completamente desencontrada a defender e atacar, o Costa do Sol passou maus bocados durante a primeira parte e poderia ter saído a perder, não fosse a defesa espectacular de Gervásio a remate de Cedric. Eram os comandados de Victor Urbano que dominavam o jogo, enquanto a turma “canarinha” procurava responder em contra-ataque, mas fazia-o de forma atabalhoada. Todavia, numa dessas saídas para o ataque, Manuelito II é carregado dentro da grande área, num lance claro para grande penalidade, mas Farisse Chirindza deixou seguir sob acesos protestos da equipa da casa.

 

Se na primeira parte o jogou pendeu para o lado do Chibuto, na segunda, mandou o Costa do Sol. Chikuepo, que entrou ao intervalo para o lugar de Chimanga, deixou o aviso com um remate ao lado, estavam jogados apenas quatro minutos.

 

Com o Chibuto a jogar praticamente encostado a sua grande área, o Costa do Sol jogava o tudo por tudo para chegar pelo menos ao empate. De bola parada, Dário Khan aplicou um portentoso remate a que Zacarias respondeu com uma arrojada defesa.

 

Nelson Santos, que fez a sua estreia como treinador dos “canarinhos”, apercebeu-se do crescimento ofensivo dos seus pupilos e fez entrar mais um elemento para o ataque: Parkim. Uma aposta ganha visto que aos 78 minutos viria a fazer o golo do empate, colocando justiça no marcador, se se atender que antes do golo, Manuelito II e Parkim tinha ficado perto de violar à baliza contrária.  

 

Motivado, mais fresco fisicamente, os anfitriões continuaram a carregar no acelerador e bastaram apenas dois minutos para passar para frente do marcador. Paulo, curiosamente um dos jogadores mais baixos em campo, fez de cabeça o golo do empate, sentenciado o encontro.

 

Farrise Chirindza, árbitro do encontro, cometeu um erro grave ao não assinalar penalte a favor do Costa do Sol por falta sobre Manuelito II. E ficou aquém do ajuizamento disciplinar em alguns lances, com destaque para uma entrada perigosa de Ruben que atingiu com o pé a cabeça de Johane. Deveria ter visto no mínimo o cartão amarelo.

 

FICHA T]ECNICA

 

ÁRBITRO: Farisse Chirindza auxiliado por João Nhatuve e Luís Fortunato. Quarto árbitro: António Munguambe.

COSTA DO SOL: Gervásio; João Mazive, Dário Khan e Dito; Manuelito I, Manuelito II, Chimango (Chikuepo) e Paulo (Tchaka); Ruben e Rodrigues (Parkim). 

CLUBE DO CHIBUTO: Zacarias; Nito, Dário (Palatão), Chicualacuala (Njusta), Maninho, Nhabamga, Jossias, Obel, Cedric, Luís (Cristhophe) e Johane

GOLOS: Johane (18 min), Parkim (78 min) e Paulo (80 min)

DISCIPLINA: Amarelo

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

FER. BEIRA, 2- E. VERMELHA, 0: Quando o contra-ataque é letal

AS transições rápidas, principal arma do Ferroviário da Beira, e que já lhe permitiu num passado recente resolver jogos, voltaram ontem a dar frutos.

 

Assim, o Ferroviário entrou mais agressivo com clara tendência de resolver o jogo o mais cedo possível, porém, para sua infelicidade, foi desperdiçando e esbanjando as oportunidades de golo que criava, enquanto o seu antagonista se organizava a partir do seu meio-campo tentando também partir para o contra-golpe.

 

Como resultado dessa forma de estar, numa jogada de contra-ataque rápido, o atacante Mário cruzou para o interior da área onde surgiu o capitão Maninho  a dizer sim a bola, marcando um golo bastante festejado nas hostes “locomotivas”, jogavam-se então 37 minutos da contenda.

 

O Estrela tentou reagir, como lhe competia, mas não teve argumentos até que se chegou ao intervalo. No reinício, os “alaranjados” apareceram novamente dispostos a contrariar o seu opositor, mas tal como o faziam na etapa inicial, todas as oportunidades de golo criadas não eram aproveitadas ante um Ferroviário que sabia anular no momento exacto as investidas contrárias.

 

O Estrela trocava muito bem a bola por essas alturas, mas o Ferroviário da Beira voltou a marcar desta vez aos 65 minutos através de Mfiki, numa nova jogada de contra-ataque.

 

O combinado treinado por Lucas Bararijo podia mesmo ter aumentado a sua vantagem, mas lhe foi faltando alguma calma no momento da verdade, até que se chegou ao apito final.O trio de arbitragem teve um bom trabalho.

 

FICHA TÉCNICA

 

ÁRBITROS: António Amilton, auxiliado por Gimo Patrício e Manuel Nélson.

FER. BEIRA: Willard, Elísio, Emídio e Cufa; Edson, Reinildo (Gildo), Paito, Carlitos

(Nelito), Maninho, Mário, e Mfiki (Mandava).

ESTRELA VERMELHA DA BEIRA: Marcelino, Paiva, Henriques, Pai, Ozias (Kikito), Zé Rasta, Yussufu (Énio), Bino, Tchocolo, Mário e Bude.

Amarelos para Bino e Henriques, ambos do Estrela.

 

 

SIFA LAITON

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

LIGA MUÇULMANA, 2-FERROVIÁRIO DE NAMPULA, 0: Com ovos, omeleta sai fácil!

NUNCA esteve em dúvida a vitória dos “muçulmanos” sobre o Ferroviário de Nampula, a única dúvida se prendia com os números, isto a avaliar por aquilo que foi o volume do jogo. Desde cedo o representante de Nampula procurou dar iniciativa do desafio aos donos da casa, na perspectiva de explorar os contra-ataques.

 

Desiderato de certa forma infrutífero dado que a Liga pressionava o seu adversário a toda a largura do terreno, o que fez com que a partida fosse bastante viril, o que levou os atletas de ambas as partes a cometerem muitas faltas invariavelmente anuídas por António Massango.

A vontade de resolver cedo a partida foi evidenciada aos 12 minutos, quando Momed Hagy, em remate cruzado, obrigou Germano a fazer uma defesa apertada. A essas alturas os “locomotivas” andavam atrás da bola, só aos 23 minutos é que conseguiram responder por Vasil que desferiu um forte remate para a malha lateral.

 

Instantes depois, uma belíssima triangulação entre Hagy, Jerry e Liberty podia ter resultado num golo do zimbabweano que viu Germano a proporcionar-lhe uma enorme defesa na área.

 

A primeira parte termina sem golos. No reatamento tudo só deu Liga Muçulmana que com uma boa circulação de bola, transformou o adversário (nalguns momentos do encontro) em mero espectador. Já se adivinhava o golo do apagado Jerry, que surge aos 50 minutos, após um bom trabalho de Eusébio, na esquerda, que faz um passe primoroso ao seu companheiro que da zona da meia-lua aturou rasteiro a contar.

 

Sem muito espaço para reacção, os “locomotivas” desperdiçaram aquele que seria o golo de empate por Eboh, que na boca da baliza não conseguiu violar as redes de Milagre (atirando por cima), que havia saído em falso na tentativa de recolher um canto cobrado na esquerda.

 

Em seguida, a Liga sentenciou o jogo através do recém-entrado Zicco, que da zona frontal fez um portentoso remate que só foi parar no fundo da baliza de Germano. Jerry teve tudo para fazer o 3-0 e o segundo na conta pessoal, mas viu o seu remate a sair ao lado, pouco antes do seu companheiro Nando ver um defesa do Ferroviário a negar-lhe o golo em cima da linha da baliza, com Germano completamente batido.António Massango devia ter assinalado mais faltas e admoestado alguns jogadores por entradas perigosas, que de 0 a 10, merece 7 pontos.

 

FICHA TÉCNICA

 

ÁRBITRO: António Massango, auxiuliado por Júlio Muiango e Pedro Madala. Quarto foi Virgílio Macune.

LIGA MUÇULMANA: Milagre; Chico, Gildo, Eusébio (Mustafá), Kito, Liberty (Zicco), Nando, Imo, Muandro (Wit), Hagy e Jerry.

FER. NAMPULA: Germano; Ernest, Vasil (Tchitcho), Dondo (Eboh), Stélio, Kalanga, Óscar (Massava), Hipo, Skaba, Vivaldo e Calton.

Disciplina: amarelo para Hagy (Liga Muçulmana).

 

 

SÉRGIO MACUÁCUA

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

Matine suspenso

O TÉCNICO-adjunto do Ferroviário da Beira, Victor Matine, foi suspenso pela Liga Moçambicana de Futebol (LMF) por um período de um mês, na sequência de palavras difamatórias aos árbitros no jogo em que a sua equipa defrontou o Ferroviário de Nampula, semana passada, na capital do norte.

 

No jogo em alusão, Vítor Matine fora expulso no decurso da segunda parte e, para além da suspensão de 30 dias deverá pagar uma multa de quatro mil meticais.

 

Pesaram para a suspensão de Matine as seguintes palavras, segundo a LMF “aqueles senhores são burros, ladrões e gatunos”, referindo-se à equipa de arbitragem, liderada por Aureliano Mabote.

 

Com esta suspensão, Victor Matine deverá falhar quatro jogos do Moçambola, sendo que o primeiro foi cumprido ontem quando a sua equipa defrontou o Estrela vermelha, também da Beira.

 

O jogo entre Ferroviário de Nampula e Ferroviário da Beira, em atraso da nona jornada, terminou em 2-2. Os “locomotivas” da Beira estiveram a ganhar por 2-0, ao intervalo, com golos de Mário, aos 32 e 39 minutos, mas os pupilos de Rogério Gonçalves empataram na etapa conclusiva com dois golos de Dondo, ambos de grande penalidade, aos 73 e 90+4 minutos.

 

 

Fonte:Jornal Noticias