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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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17.Out.13

“Águias” devoradas em Chibuto

O DESPORTIVO ficou praticamente arredado da final da Taça de Moçambique/mcel depois de, na tarde de ontem, ter sido copiosamente goleado, fora de casa, pelo Clube do Chibuto, por 4-0, em jogo da primeira “mão” das meias-finais.



 

O Chibuto demonstrou ser, durante todo o jogo, a equipa mais consolidada e perigosa no ataque. O triunfo dos “guerreiros” de Gaza não merece, por isso, qualquer tipo de contestação. Aliás, no final do jogo, Artur Semedo, treinador dos “alvi-negros”, referiu que a sua equipa esteve irreconhecível.



 

Stanley, com dois golos apontados, foi a figura do encontro, e deixou o Chibuto com um pé na final da Taça de Moçambique/mcel. O goleador Johane também deixou a sua marca ao apontar um tento de penalte.



 

Em aberto estão as meias-finais entre Ferroviário de Nampula e da Beira, visto que terminou empatado a zero golo.A eliminatória continua em aberto e a segunda “mão”, a disputar-se na Beira, espera-se muito bem disputada.A Liga Muçulmana é o actual detentor do troféu, mas já está afastado da prova.




Fonte:Jornal Noticias

10.Out.13

Estreia infeliz

A SELECÇÃO Nacional de Voleibol Sénior Masculina perdeu na estreia com a equipa da casa, o Botswana, por 3-0, na primeira jornada da Fase Zonal (Austral) de qualificação ao Mundial a decorrer na Polónia em 2014.


 

Hoje a equipa nacional mede forças com o Lesotho, uma selecção de menor expressão, e que está, por isso, ao alcance dos voleibolistas moçambicanos.A turma moçambicana está obrigada a vencer os próximos jogos se quiser transitar para a fase final africana de acesso ao Mundial. Amanhã será a vez de defrontar o Zimbabwe e no sábado termina a sua campanha batendo-se com a Namíbia.


 

Para a fase final de apuramento ao Mundial apuram-se as primeiras duas selecções, sendo que o Botswana é potencial candidato a ocupar o primeiro lugar.

 



FEMININOS AFINAM ÚLTIMOS DETALHES 


 

Para marcar presença na mesma competição a equipa feminina ultima a sua preparação em solo nacional para no próximo dia 21 rumar à Zâmbia para disputar, juntamente com a selecção anfitriã, Zimbabwe, Namíbia, Botswana e Suazilândia o acesso à fase final africana de apuramento ao Mundial.




Fonte:Jornal Noticias

10.Out.13

“Mambinhas” intensificam preparação

A SELECÇÃO Nacional de Futebol de Sub-20 trabalha tendo em vista o Torneio da Cosafa, a realizar-se de 3 a 14 de Dezembro no Lesotho.



Os “Mambinhas” estão a observar treinos bi-semanais desde o mês passado, no campo do 1º de Maio, sob orientação da dupla Augusto Matine e Aquimo Rachide. Nesta primeira fase, que se prologará até princípios de Novembro, a equipa técnica procura conferir maior enquadramento aos pouco mais de 24 pré-seleccionados.


O grupo de trabalho está reforçado pela rapaziada afecta à Academia da Namaacha, que ascendeu da categoria de Sub-17. Aliás, maior parte dos pré-convocados saíram desta selecção, atendendo que a Selecção de Sub-20 deixou de ser convocada desde que foi afastada da corrida para o último CAN da categoria.

Salientar que o torneio será disputado em quatro séries, sendo que os primeiros classificados transitam para as meias-finais.



A última edição teve lugar há sensivelmente dois anos, no Botswana, onde a Zâmbia sagrou-se vencedora, derrotando Angola na final por 2-1.

O torneio, que terá como palcos a capital Maseru e a cidade de Mafeteng, será sorteado este mês.



Fonte:Jornal Noticias

10.Out.13

Decisão do título na última prova

O CAMPEONATO de Karts da Cidade de Maputo chega ao fim e a rivalidade entre os pilotos Karl Pitzer e Laher Maciel prevalece, a uma jornada do fim do certame, que tem como palco o kartódromo do Automóvel & Touring Clube de Moçambique.



 

Concluída a sexta (penúltima) prova, Karl Pitzer lidera a classe maxterino, que é o principal escalão desta competição, com a vantagem de 11 pontos sobre Laher Maciel (514-503), facto que faz antever uma luta bem renhida na derradeira prova a realizar-se no dia 20 deste mês.Maciel, que luta incansavelmente para superar o seu principal adversário na corrida ao título, vai tentar pela última vez alcançar o objectivo que persegue, que é dar o golpe de misericórdia e conquistar o campeonato.



 

Porém, o último confronto directo entre ambos provou que Karl Pitzer está em melhores condições de festejar o título. Dominou a última prova com 106, num fim-de-semana em que Laher Maciel esteve muito aquém das expectativas. Foi relegado ao terceiro plano por Eric Kasa, curiosamente o terceiro melhor piloto do campeonato. Laher Maciel fez 90 pontos, menos seis que Erik Kasa, que contabiliza no total 455 pontos.



 

Na classe relativamente inferior, a de cadetes, onde desfilam apenas três pilotos, Nathan Trust sagrou-se virtual campeão, depois de ter ganho a última prova com 100 pontos, que lhe conferem neste momento a vantagem de 128 pontos sobre Ricardo Pereira, seu mais directo perseguidor. Nathan Trusta soma actualmente 514 pontos, contra 386 de Ricardo Pereira. Na cauda, Lagson Leão, prejudicado pela entrada tardia na competição, contabiliza, ao fim de apenas quatro provas, 299 pontos. Mesmo assim, deixou excelentes marcas, ao sobrepor-se a Ricardo Pereira nas provas em que participou. 



 

PILOTOS DO ATCM CORREM NA RAS



Seis pilotos do ATCM deixaram, há dias, boas marcas na corrida que marcou o encerramento do campeonato sul-africano, em Pretória, e que atraiu os melhores pilotos de todas as províncias daquele país vizinho. Os pilotos nacionais, nomeadamente Karl Pitzer, Laher Maciel, Cristian Bouché, Eric Kasa, Lagson Leão e Allen Remane, experimentaram uma condução dura e rápida.


 

Cristian Bouché foi nono na classe Max Challenge, desfilando deste modo entre os melhores 10 do campeonato sul-africano.Quem teve a melhor classificação entre os moçambicanos foi Lagson Leão (sétima posição). Na classe maxterino, que teve 23 pilotos na grelha de partida, desfilaram Laher Maciel, Karl Pitzer, Eric Kasa e Allen Remane, mas sem grande êxito.


 

A participação moçambicana no evento serviu para a melhoria da performance dos pilotos nacionais para competições internacionais. 





Fonte:Jornal Noticias

10.Out.13

Zainadine com Taça em risco

O DEFESA internacional moçambicano Zainadine Jr. deve falhar a estreia do Nacional da Madeira na edição 2013/2014 da Taça de Portugal frente ao Santa Maria, marcada para 20 de Outubro.



O moçambicano queixou-se durante a partida com o Sporting de Braga, tendo, inclusivamente, sido substituído à entrada para os últimos 20 minutos do encontro.

Exames complementares realizados segunda-feira revelaram um estiramento na face posterior da coxa esquerda que o deve colocar fora do próximo compromisso oficial dos madeirenses.



Além de Zainadine, também são clientes do Departamento Clínico alvi-negro o defesa Bruno Moura (traumatismo no joelho esquerdo), o médio Edgar Abreu (recupera de intervenção cirúrgica), e o avançado Mateus (tendinite no adutor da coxa esquerda).



De resto, o professor também não pôde contar com Aly Ghazal, Mário Rondon e Djaniny, que ficaram pelo ginásio em gestão de esforço, enquanto Miguel Rodrigues se encontra ao serviço da selecção portuguesa de Sub-21.



Fonte:MAISFUTEBOL

08.Out.13

Liga travada em Vilankulo

A LIGA Muçulmana perdeu dois pontos na deslocação ao reduto do Vilankulo FC, onde empatou a uma bola no jogo da 20ª jornada do Moçambola. Mesmo empatando, a Liga mantém-se no trono, com 40 pontos, mas viu o Maxaquene e o HCB aproximarem-se perigosamente.


Os “tricolores”, com um triunfo sobre o Estrela Vermelha da Beira, e o HCB, ao derrotar o Ferroviário, passaram a somar 34 e 35, respectivamente.A Liga somou o quarto empate, enquanto o Vilankulo ganhou um ponto precioso na luta pela permanência na prova, edição 2014. Mas os “marlins” ficaram mesmo perto dos três, já que permitiram o empate já aos 97 minutos.



Fonte:Jornal Noticias

08.Out.13

Vilankulo FC, 1-Liga Muçulmana, 1: Acabou aos tiros!

O DESAFIO entre o Vilankulo e a Liga Muçulmana acabou aos tiros, com a Polícia a procurar dispersar a multidão enfurecida com o trabalho da equipa de arbitragem, por ter concedido um minuto a mais do estabelecido no prolongamento. E foi precisamente nesse minuto (97) que a Liga chegou ao empate (1-1) na conversão de uma grande penalidade marcada por Sonito.


 

Os adeptos dos “marlins” não gostaram e cercaram o túnel do estádio, pedindo a cabeça do juiz da partida, Sérgio Lopes, por ter supostamente influenciado o resultado final do jogo.Não houve invasão do campo, tudo aconteceu fora das quatro linhas, com os furiosos a procurarem cercar o túnel da saída dos árbitros.


 

De referir que o golo de penalte surge na sequência de vários pontapés de canto, alguns até “oferecidos” pelo primeiro árbitro auxiliar, Salomão Filipe. Num desses cantos a bola bate com uma violência no braço de Osvaldo. Logo após o empate obtido pela Liga o árbitro dá por concluído o encontro, ao que se seguiu uma veemente contestação.

 


No cômputo geral, o árbitro do jogo, Sérgio Lopes, foi largamente prejudicado pelo seu auxiliar, Salomão Filipe, ao tomar decisões que acabaram influenciando no resultado final.

 

O jogo iniciou-se com os líderes da prova pressionantes, tendo faltado frieza para violar a baliza à guarda de Martinho.


 

Mas com o decorrer do jogo o Vilankulo “acordou”, ganhou confiança e acreditou que era possível jogar de igual para igual com a poderosa Liga. Matlhombe foi o primeiro a criar perigo. Minutos depois Santos cabeceou à figura do guarda-redes e a terceira foi de vez. Aos 40 minutos Fernando colocou o Vilankulo a vencer.



 

Para dar a volta aos acontecimentos, Litos fez entrar Muandro, Rachide e Imo, mas a Liga continua a jogar muito longe da área, mercê do esforço redobrado da equipa da casa, que enchia por completo o seu meio terreno, deixando apenas Santos na frente. A defesa anulou completamente os perigosos avançados da Liga Sonito e Reginaldo.

 



FICHA TÉCNICA


 

ARBITRO: Sérgio Lopes; auxiliado por Salomão Filipe e Bento Chengernao. Salvador Cumbe foi o quarto árbitro.


 

VILANKULO FC:Martinho; Norberto, Ali Cadre, Cumbula e Madeira; Abílio, Gildo (Osvaldo), Pires e Matlhombe; Sérgio (Félio) e Fernando (Luís).


 

LIGA MUÇULMANA: Milagre, Cantoná (Rachide), Miro, Chico e Eusébio; Liberty (Imo), M. Hagi, Josimar, Josephy (Muandro); Sonito e Reginaldo.


 

ACÇÃO DISCIPLINAR: Cartão amarelo para Félio, do Vilankulo FC.


 

GOLOS: Fernando (40 min.) e Sonito (97 min.)




Fonte:Jornal Noticias

08.Out.13

Diamantino Miranda, os ladrões e a sopa

A LIBERDADE de expressão é dos valores mais nobres que uma sociedade moderna confere aos homens e mulheres que a compõem. No entanto, ela por vezes é banalizada por indivíduos que muitas vezes tentam escamotear o óbvio, recorrendo à demagogia e à insolência, aos adágios e às mais variáveis figuras de estilo, tal é a sua lábia.



Vem isto a-propósito de um “ilustre” treinador de futebol, excedentário no seu país mas que, pelo tempo que está no nosso, ainda (!!!) lhe está a ser dada a oportunidade de provar utilidade para o futebol no Clube de Desportos da Costa do Sol. Seu nome é Diamantino Miranda, que rima, se avaliarmos pelo verbo quando ganha e quando perde, com a incongruência, hipocrisia, malcriadez e apaniguados.



A mais recente das suas auto-descrições (sim, cada vez que mexe os músculos bucais se está a revelar) deu-se no fim-de-semana antepassado, depois de, conforme as crónicas, ter levado um banho de bola em Vilankulo, onde o Costa do Sol apanhou por – apenas, de novo segundo as crónicas – “escassos” 2-1. Depois do jogo, bem à sua maneira quando perde, evocou, à socapa, falta de seriedade “de todos”. Disse que aqui os jornalistas são enganados por um prato de sopa e que neste país “todos são ladrões”.



Acho que desta vez este imigrante passou dos limites. Não sabe com que linhas se cose este país e, no lugar de contribuir com o parco que se lhe acreditava saber quando alguém o foi buscar à fila de sopa algures na Ibéria, de língua em riste dá-se ao luxo de, sem contexto, insultar-nos a todos. Todos, incluindo aqueles que honesta e dedicadamente lutam todos os dias para que Moçambique seja melhor que aquele em que pontificaram os que, a seu tempo, auguravam que sem eles jamais seríamos civilizados ou saberíamos cuidar dos nossos destinos ou desenvolver seja o que for. Todos, o que inclui também dirigentes e sócios do Costa do Sol, à custa de quem enche o papo.



A mim não interessa se falou em “off” ou “on the record”, como alguém quis algures sugerir, em jeito de água à fervura, porque palrar é o que faz Diamantino Miranda na maioria das vezes que perde. O que deve acontecer é alguém pôr guizo a este gato. Não é admissível alguém vir aqui chamar-nos nomes principalmente para justificar o seu insucesso. Há ladrões e mendigos aqui, tal como há chulos e hipócritas, ingratos, nados e vientes (no nosso moçambicanismo quer dizer imigrante), pelo que as generalizações só servem para descrever o seu mau carácter e mau perder; ou a incapacidade de explicar por que é que defraudou as expectativas todas depositadas em si.



Ladrões, oh Diamantino, são também aqueles que roubam as emoções dos adeptos, substituindo-as pela depressão nas vésperas, durante e após os jogos da sua equipa. Trabalham por sopa, oh Diamantino, aqueles necessitados que, depois de darem muitas voltas à cabeça, às vezes usando o disfarce da competência ou da super-sensatez que estão longe de ter (senão teriam lugar no Benfica ou mesmo num clube mediano em Portugal ou noutro do “primeiro mundo”), vivem à custa dos que consideram desprezíveis. E às vezes mesmo, oh Diamantino, os necessitados em sopa trabalham para ladrões e estão conscientes disso…



A Liga Moçambicana de Futebol foi sensata ao reagir com rapidez a esta mais uma diamantinada, suspendendo-o preventivamente. Estamos ansiosos e à espera que ajam também outras autoridades – das desportivas às políticas –, porque aquela garrulice ultraja-nos a todos.




Fonte:Jornal Noticias

08.Out.13

Fer. Nampula, 1-Chibuto, 0 - Arbitragem tendenciosa

 

O QUE se pode dizer logo à partida sobre este jogo é que a equipa de arbitragem chefiada por Estêvão Matsinhe procurou evitar a derrota do Chibuto (1-0) na partida diante do Ferroviário de Nampula.


 

Deixou transparecer atitudes grosseiras e de falta de domínio das regras de futebol, pois em várias ocasiões tolerou até ao extremo certos comportamentos anti-desportivos protagonizados por jogadores “forasteiros”, que cortaram belas jogadas dos avançados locais que podiam resultar em golos, principalmente na primeira parte.


Em suma, foi uma arbitragem tendenciosa, num jogo em que os nampulenses dominaram, tendo falhado no capítulo da finalização, se assim não fosse a vitória teria sido mais expressiva.Destaque para o falhanço de Óscar e Gildo ainda na primeira parte.


Os “locomotivas” entraram para a etapa complementar com a mesma disposição ofensiva até que aos 86 minutos foi feita a justiça. Massawa marca para os anfitriões, levando o Estádio 25 de Junho ao delírio.Diga-se que o Chibuto não existiu durante toda a segunda parte. Jogou sempre “encurralado” na sua área defensiva.

 



 

FICHA TÉCNICA


 

ÁRBITRO: Estêvão Matsinhe, auxiliado por Ivo Muiambo e Daniel Viegas.


 

FER. NAMPULA: Simplex; Vasil, Ernest, Foster, Dondo (Scaba), Óscar, Kalanga, Vivaldo, Hipo, Balito (Samito) e Gildo (Massawa).


 

CHIBUTO:Zaca; Nito, Lalá (Jossias), Duda, Palatão, Johane (Adebayor), Stanley, Mambucho (Ndjusta), Nhabanga, Bush e César Bento. 


 

DISCIPLINA: Amarelos para Johane, Nhabanga e Palatão (todos do Chibuto).




Fonte:Jornal Noticias

08.Out.13

CHINGALE, 0-DESPORTIVO DE NACALA, 0 - Crise instala-se no clube tetense

O CLUBE dos Desportos de Chingale vai de mal a pior. Os jogadores, apesar de terem os salários e os prémios de jogo em dia, não estão a render o suficiente para salvar a equipa, que de jornada a jornada está afundando e a agravar a situação da sua permanência no Moçambola da próxima edição.



 

Depois de uma derrota vergonhosa e humilhante em sua casa perante o Estrela Vermelha da Beira por duas bolas sem resposta, o Chingale está sim a perder pontos em casa e fora, situação não cómoda para a massa associativa do clube, os adeptos e outros amantes do desporto-rei na província de Tete.


 

Com este jogo de domingo último em casa se esperava uma outra atitude e comportamento dos atletas perante o Desportivo de Nacala com uma vitória para amainar os ânimos do seu público e encurtar a distância do caminho da despromoção para evitar ser o companheiro precoce do já despromovido Matchedje.



 

O JOGO


 

O Desportivo de Nacala, que foi a Tete a saber que iria encontrar dificuldades sérias para se impor, iniciou a partida a defender ao máximo e utilizando o sistema de contra-ataques para apanhar o adversário em contrapé. Este sistema de jogo levou o Chingale a ocupar sem dificuldades o rectângulo de jogos e a trocar a bola com passes de graça e a enviar a bola para a frente, mas na hora da verdade os seus artilheiros se encontravam distraídos e completamente falhados, sem o mínimo poder de pontaria.

 

Aos 10 minutos Charly rematou forte, obrigando Victor a uma defesa de se lhe tirar o chapéu.


O Chingale, que tinha outras obrigações, continuou na mó de cima, com ataques sucessivos mas sem veneno porque todos os tiros chegavam sem velocidade suficiente para a baliza de Victor. Foi um sufoco total para os homens de Nacala, que devido à alta temperatura que se fazia sentir na cidade de Tete naquele domingo não conseguiam correr para colocar e travar as jogadas dos inspirados atacantes do Chingale Charly e Tony, que de facto correram muito, mas sem lograr os objectivos.



 

O treinador do Desportivo de Nacala, Nacir Armando, que estava ainda sentado no banco para estudar o adversário, vendo as coisas mal paradas, preferiu levantar-se para um puxão de orelhas aos seus jogadores. Mas o empate prevaleceu até ao intervalo.



 

Na segunda parte o Nacala, vendo a pressão do adversário, voltou a concentrar-se na sua defesa, o que permitiu ao Chingale acampar no meio-campo do adversário à procura de um outro resultado, porque o empate não lhe interessava. A crise estava instalada no Chingale, com o banco técnico assumido por Ferreirinha, treinador-adjunto, e Gilberto Fidélis, director desportivo, a trocarem palavras feias perante o público, com o treinador Rogério Marianni fora do banco a cumprir um castigo do Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol.



 

Os jogadores do Chingale também, lá dentro do rectângulo de jogos, começaram a trocar palavras, principalmente entre Magaba e Silvério, o que influenciou bastante no rendimento da equipa. Nos últimos dez minutos o Chingale correu atrás do prejuízo, mas nada conseguiu porque mesmo com a baliza aberta e sem adversário os seus atacantes não conseguiram marcar. Para o Desportivo de Nacala, que praticamente já está assegurada a sua presença no próximo Moçambola, pegar um ponto em Tete já era muito bom e foi assim que não se esforçou à procura de um outro resultado melhor.Os árbitros Samuel Chiridza, José Mula, Adão Tchume e Ribeiro Manuel estiveram bem.



 

FICHA TÉCNICA


 

CHINGALE:Goodfrey; Clarêncio, Stélio, Tony, Silvério, Zé (Louis), Luís, Bem Chengo (Parkim), Alone (Magaba), Marlon e Charly.


 

DESPORTIVO DE NACALA:Víctor; Osvaldo, Tawinha, Billy, Rodjas, Daudo (Jonas), Leonel (Joaquim), Gito, Délcio, Gabito, Elfídio (Lamá).



Fonte:Jornal Noticias