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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Ferroviário já é líder

Adpetos do Ferroviario e Desportivo

O FERROVIÁRIO de Maputo e a Liga Muçulmana venceram ontem, fora de portas, o Incomati e o Ferroviário de Nampula, por 2-0 e 1-0, respectivamente em partidas em atraso inseridas na segunda jornada do Moçambola-2012.

 

Com este desfecho, o Ferroviário não só alcançou o Desportivo no comando da prova, como também passou à posição de líder devido ao melhor “goal-average” em relação aos “alvi-negros”.

 

 Os “locomotivas” e “alvi-negros” somam seis pontos, com mais um golo de vantagem para os primeiros, enquanto a Liga Muçulmana tem quatro, os mesmos da HCB e Vilankulo FC.

 

Estes dois encontros ficaram adiados no fim-de-semana devido à participação da Liga e do Ferroviário nas Afrotaças.

A próxima jornada contempla os embates Ferroviário de Nampula-Incomati, Ferroviário de Maputo-Chingale, Ferroviário da Beira-Costa do Sol, Chibuto-Têxtil do Púnguè, HCB-Maxaquene, Desportivo-Vilankulo e Liga Muçulmana-Ferroviário de Pemba.

 

 

CLASSIFICAÇÃO ACTUAL

 

 

                                  J          V         E          D         B          P

FERROVIÁRIO       2          2          0          0          3-0       6

Desportivo                2          2          0          0          2-0       6

HCB                        2          1          1          0          1-0       4

Liga Muçulmana       2          1          1          0          1-0       4

Vilankulo FC           2          1          1          0          1-0       4

Costa do Sol           2          1          0          1          1-1       3

Chingale                  2          0          2          0          1-1       2

Fer. da Beira           2          0          2          0          0-0       2

Chibuto                   2          0          1          1          1-2       1

Fer. de Pemba        2          0          1          1          0-1       1

Maxaquene             2          0          1          1          0-1       1

Têxtil do Púnguè     2          0          1          1          0-1       1

Incomáti                 2          0          1          1          0-2       1

Fer. de Nampula    2          0          0          2          0-2       0

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

Na “poule” há muitos “jogos” de interesse - denuncia Mohmed Munir, presidente do Desportivo de Nacala

Futebol em nampula

O PRESIDENTE do Desportivo de Nacala, na província de Nampula, Mansur Munir, disse num passado recente em entrevista ao “Notícias”, que nos campeonatos de futebol, vulgo “poule” de apuramento para o Moçambola, referentes à zona norte do país, isto é, envolvendo representantes daquela província e os de Cabo Delgado e Niassa, há muitos “jogos” de interesse de certas pessoas que fazem com que haja um vencedor antecipado do certame, prejudicando deste modo as equipas que por mérito próprio deveriam ser apuradas para o Moçambola bem assim o desenvolvimento que se pretende seja da modalidade naquela região.

 

Aquele dirigente de uma das colectividades desportivas mais importantes do norte do país referiu que a prevalência desta situação contribui também para a inutilização dos esforços que as direcções dos clubes que movimentam o futebol fazem com vista a conferir a competitividade não só dos campeonatos provinciais, como também e, sobretudo, da “poule” de apuramento para o Moçambola na zona.

 

Munir afirmou que a competição inicia com o programa já feito no que respeita fundamentalmente à equipa que deverá ser apurada, o representante do próximo Moçambola é escolhido com antecedência e tudo se faz para que isso aconteça, prejudicando dessa maneira as outras equipas que praticam um bom futebol capaz de representar a zona condignamente no campeonato nacional da modalidade.

 

O entrevistado argumentou a sua afirmação dizendo, por exemplo, que na passada “poule” de apuramento daquela zona para o presente Moçambola, cujo vencedor foi representante da província de Cabo Delgado, Ferroviário de Pemba, o Desportivo de Nacala, na sua óptica, foi o conjunto superior em todos os capítulos, mercê da entrega e ambição dos seus jogadores jovens incluindo a equipa técnica que fez um bom trabalho, acabou não vencendo a competição por ter sido alegadamente prejudicada.

 

“Os últimos jogos que realizámos em Pemba foram uma autêntica roubalheira da arbitragem. Não quero falar da última partida entre os Ferroviários de Pemba e Nacala, mas ouvi que tudo se fez para que o de Pemba ganhasse. Falando já do último jogo que realizámos em Pemba, dizer também que a arbitragem foi realmente tendenciosa, que nos prejudicou abertamente, sem nenhum peso de consciência, aliás, veio para matar, anulando o nosso golo perfeito e nítido, visto por todo o mundo que esteve presente”, disse Munir.

 

Ele acrescentou que o pior de tudo é que as próprias estruturas competentes do nosso futebol têm assistido a estes actos vergonhosos nos nossos campos, nada fazem em termos de tomada de medidas correctivas para o bem do desenvolvimento do desporto, em particular o futebol.

Dado aos transtornos que trazem os “jogos” de interesses no seio dos clubes ou jogadores de futebol, Mohmed Munir defende que seja feito desde já, um trabalho sério e responsável por quem de direito, no sentido de a partir da próxima “poule” de apuramento da zona norte para o Moçambola de 2013, não se registem esses “jogos” que acabam tirando competitividade e principalmente credibilidade da competição.

 

 

RIVALIDADE CONTRIBUI PARA EVOLUÇÃO DO FUTEBOL


Na cidade de Nacala, o Desportivo e Ferroviário são eternos rivais. Mas mesmo assim, logo que as duas formações foram apuradas para disputarem juntamente com o Ferroviário de Pemba (Cabo Delgado) e Águias do Planalto (Niassa) a “poule” de apuramento da zona norte para o Moçambola deste ano, em representação da província de Nampula, pensou-se que Nampula estaria em vantagem, pois que, eventualmente, uma poderia facilitar outra, o que não aconteceu, aventando-se a hipótese de que isso tinha sido devido à rivalidade daquelas colectividades.

 

Sobre isso o presidente do Desportivo de Nacala reconheceu a existência de fortes rivalidades entre os dois clubes, mas refutou que tal tenha contribuído para que uma delas, sobretudo o Desportivo não saísse vencedor da última “poule” de apuramento, pelo contrário conferiu ainda mais a competitividade da mesma, e que apenas foi manchada pela interferência de “interesses obscuros”.

 

A fonte disse que ao contrário do que se pensa, as rivalidades contribuem para o desenvolvimento do futebol na cidade de Nacala, é uma rivalidade sã, claro que não se defende que as pessoas protagonizem escaramuças ou cenas de violência. Explicou que não houve aproximação entre os dois clubes no sentido de uma facilitar a outra porque até à última jornada ambas tinham possibilidade de vencer, se não houvesse essa alegada injustiça.

 

Por conseguinte, Mohmed Munir apelou ao governo de Nampula para que trace desde já, um plano de apoio às equipas que disputam a “poule” de apuramento da zona norte em representação da província, pois que tem faltado a mão do executivo, facto que igualmente contribui para que elas enfrentem várias dificuldades.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

Dois atletas moçambicanos qualificam-se para Londres-2012

Atletismo de paraolímpicos
Dois atletas moçambicanos acabam de conseguir os tempos mínimos para os Jogos Paraolímpicos de Londres-2012. Trata-te Gildo Zacarias e Maria Uchavo, que nas provas de 200 metros foram cronometrados os tempos de 24,75 e 29,00 segundos, respectivamente.

A proeza foi conseguida numa das séries dos 200 metros, do Meeting Internacional da Tunísia, que é igualmente qualificativo para os Jogos Paraolímpicos de Londres-2012.

 

é preciso destacar que, nesta prova da Tunísia, Moçambique já contabiliza duas medalhas de prata. A primeira foi conquistada por Celso Simbine, na prova de 800 metros, na qual foi cronometrado o tempo de 2.18 minutos. A segunda pertence a Maria Muchavo, medalha de bronze nos Décimos Jogos Africanos de Maputo-2011, que se estreou nesta competição correndo na especialidade dos 200 metros, ocupando a segunda posição da final.


Moçambique deposita, ainda, em Gildo Zacarias a esperança de conquista de nova medalha, o qual se qualificou para a final dos 200 metros, depois de ganhar a primeira posição da penúltima etapa desta especialidade, com o tempo de 29,00 segundos. Finalmente, Sebastião Torres, nos 400 metros, e  Hélio Vembane, nos 1 500 metros, vão entrar em prova hoje.

 

 

Fonte:O Pais

VILANKULO FC, 1 - FERROVIÁRIO DE PEMBA, 0 - Início promissor dos “marlins”

VFC

GARRA, determinação, pressão alta ao homem com a bola, marcação na zona, fecho das linhas de passe e contra-ataques rápidos são para já os requintes do sistema táctico dos pupilos de Chiquinho Conde que, neste princípio da época, estão a interpretar na procura de melhor caminho para vencer os seus adversários.

 

Depois de ter “roubado” pontos ao campeão em título na abertura da prova, o Ferroviário de Pemba, não resistiu sábado passado em Vilankulo a esta forma dos “marlins”, baqueando por uma bola sem resposta, resultado suficiente para o VFC conquistar a sua primeira vitória no Moçambola.

Eurico, carinhosamente tratado por Yoyó, depois de ter sido melhor marcador durante o estágio realizado na Africa do Sul, sete golos, foi quem “fuzilou” a baliza pela primeira a vez esta temporada, naquilo que também foi o primeiro golo na baliza defendida por Neco.

 

O jogo foi difícil para ambos os intervenientes. Zainadine Mulungo antevendo as dificuldades que ia encontrar, alinhou uma equipa com uma defesa bem organizada e muito bem comandada por Emídio, no seu regresso ao futebol desde a sua saída do Desportivo do Maputo. No meio-campo, o melhor sector dos pembenses, Lindo é o senhor da situação onde com César Bento são os municiadores do jogo.

 

Entretanto, no seu estilo característico, o Vilankulo, que assinou uma bela exibição no Maputo, queria ganhar a todo custo. Tenday e Yoyó foi a dupla de ataque escalada na frente dos “marlins”. No miolo do terreno, Matlombe e Silvério foram espalhando o perfume de muita técnica, situação que baralhou por completo o esquema do adversário. Sissoko servia como o primeiro tampão da defesa fazendo parelha com Belmiro.

 

Esta disposição táctica confundiu por completo o Ferroviário de Pemba que até nos primeiros minutos foi ousado, tentando trocar a bola no meio-campo onde Lindo antes de acusar cansaço quis dar ar da sua graça.

 

Três subidas dos “marlins”, uma resultou em golo por intermédio de Yoyó aos 41 minutos ao concluir com êxito cabeceamento de Tenday num canto cobrado por Osvaldo do lado esquerdo do ataque do VFC. Ainda na primeira, Reginaldo foi obrigado a substituir o guarda-redes para tirar a bola já na linha de golo num remate de Mathombe.  O segundo tempo começa com o remate de Tenday devolvido pelo ferro.

 

O Vilankulo, um pouco mais tranquilo, foi gerindo com muitas dificuldades a vantagem da primeira parte. Pemba, inconformado, tentou bombardear a área contrária, mas não atingiu o alvo porque a defesa local não permitiu. Neste período, Simplex, internacional malawiano, demonstrou por que afinal é jogador da selecção daquele país vizinho, poderá ter sido o melhor em campo.

Ainade Ussene não teve problemas para ajuizar o jogo. Exibiu quatro cartões amarelos.

 

Ficha Técnica


Árbitro: Ainade Ussene, auxiliado por Gimo Patrício e António Amilton. Quarto árbitro: Celso Alvação

 

Vilankulo FC: Simplex; Félio, Tcharles, Ali Cadre e Osvaldo; Sissoko, Belmiro (Getinho), Silvério e Matlhombe; Tenday (Sergito) e Eurico (Mauro).

 

F. Pemba: Neco; Inácio (Patrik), César Bento, Emídio e Lindo (Filipe); Albachir, Ozias, Reginaldo (Henry) e Bobó; Vivaldo e Edmundo.

 

Acção disciplinar: Amarelos para Eurico, Tcharles, Silvério, todos do VFC, e Edmundo, do F. Pemba.

 

Golo de Yoyó, aos 41 minutos.

  • Victorino Xavier

 

Fonte:Jornal Noticias

TAÇA XIRICO: Gigantes fazem valer estatuto

A SEXTA jornada da Taça Xirico em hóquei em patins serviu para os gigantes na modalidade evidenciarem a sua superioridade. O Ferroviário, que já tem assegurado praticamente a conquista do troféu, não teve dificuldades para vencer o Estrela Vermelha, por 9-3, enquanto o Desportivo bateu a Liga Muçulmana, por 8-2.

 

Os “locomotivas” somaram a sua sexta vitória consecutiva e ao mesmo tempo consolidaram a liderança agora com 18 pontos.

Os “alvi-negros” regressaram aos triunfos, após o desaire com a turma “locomotiva”, um triunfo que serve apenas para carimbarem o segundo lugar, visto que é quase impossível serem primeiros classificados, mesmo sabendo que em termos matemáticos tal é possível.

 

É que actualmente, os “verde-e-brancos” apresentam um conjunto mais forte e organizado quando comparado ao combinado “alvi-negro”, principal concorrente.

 

Refira-se, que faltam por disputar três jogos, sendo que na próxima semana Ferroviário e Desportivo protagonizam mais um confronto de titãs.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

Têxtil, 0 –HCB, 0 - Crise generalizada?

Têxtil de Púnguè

TUDO parece caminhar para uma crise generalizada de falta de golos e no jogo entre o Têxtil do Púnguè e HCB, a regra não fugiu. Oportunidades de golos foram tantas mas, infelizmente, ninguém ou nenhum dos atacantes se ousou em concretizá-las.

 

Havia, inicialmente, muita ansiedade por parte dos amantes do desporto-rei sofalenses em ver até que ponto o seu representante, voltado ao convívio dos ‘’mais velhos’’ passadas quatro épocas, iria enfrentar um dos clubes que, a pouco e pouco, vai ganhando espaço no panorama futebolístico nacional, o HCB, este que na jornada inaugural bateu (e com classe e categoria) o Costa do Sol, um dos assíduos concorrentes aos lugares de pódio.

 

Saíram os ‘’fabris’’ mas foram os visitantes que logo demonstraram que não tinham ido à cidade costeira da Beira apanhar ar fresco nem para saborear camarão, mas sim para jogarem de forma desinibida e com o intuito de vencer a partida.

 

Só cinco minutos mais tarde é que os locais conseguiram equilibrar os acontecimentos em campo mas sem fulgor nem chama de clamor entanto que donos de casa, pecando, tal como o seu adversário, na leitura de esquema de jogo e finalização.

 

Nessa altura, Narci, recém-contratado, fez uma incursão pela esquerda e o seu cruzamento encontrou uma defesa bastante apertada do guardião Chico para canto que, no entanto, não foi bem aproveitado.

 

Aos 22 minutos aconteceu o golo de classe por intermédio de Michael. Livre indirecto, na opinião do juiz Mateus Infante, só que o jogador local não entendeu a sinalização e rematou directo para as redes de Chico sem hipótese de defesa para este. Houve gritos de golo e festa, mas o árbitro disse que não valeu pois ninguém tocou na bola antes de entrar a não ser o próprio jogador que chutou.

 

Acabou ai a gritaria. Se de um lado havia preocupação de chegar ao ataque com precisão, do outro, havia sim, isso sim, uma preocupação acrescida porque, apesar de jogar em casa com toda a pressão dos adeptos, a vitória era a única coisa que lhes interessava para conseguir, desde já (e aos poucos) amealhar os pontos para garantir a manutenção que é um dos fortes objectivos.

 

O segundo tempo não teve nada de novo. As duas equipas continuaram a ter uma mão cheia de oportunidades de golos mas os atacantes nada faziam crer que o dia era deles. Hilário Manjate e Victor Urbano até tentaram refrescar as suas equipas com jogadores do ‘’banco’’ mas, mesmo assim, tudo continuou na mesma, ou seja, crise quase generalizada de engodo pela baliza.

 

E para ‘’colorir’’ a festa dos falhanços, ainda na etapa inicial a fiscal de linha da bancada central sol, Arminda Augusto, teve que pedir socorro porque se sentiu mal. Foi prontamente assistida por uma equipa de massagistas e passou o susto a ponto de continuar mas desta feita como quarto árbitro em substituição de José Mandava, que foi ocupar o seu lugar. Fantástico!

 

Mateus Infante não teve problemas para uma partida bastante pobre em termos de jogo jogado e foi bem auxiliado.

 

 

FICHA TÉCNICA


ÁRBITRO: Mateus Infante, auxiliado por Célio Mugabe e Arminda Augusto. José Mandava foi o quarto juiz.

 

TÊXTIL: Daudo, Nando, Maninho, Mano, Obel, Nuro, Luís (Mendes), Issama, Narci (Santos), Michael e Brean Deane (Betinho).

 

HCB: Chico, Gervásio, Rogério, Mucuapel, Júlio (Henry), Elídio, Fabrício, Dangalirai, Charles (Gerald), André e Mário (Marufo).

 

DISCIPLINA: Amarelo para Mucuapel por jogo perigoso.

  • ANTÓNIO JANEIRO

 

 

Fonte:Jornal Noticias

Mariano Maia campeão da Liga “B”

O XADREZISTA Mariano Maia sagrou-se campeão da Liga “B”, no sábado, ao vencer no desempate com Ilídio Chunguane, após a igualdade pontual ao fim das oito jornadas de acesso à Liga “A”, que apura o campeão nacional de seniores masculinos.

 

Mariano Maia e Ilídio Chunguane terminaram a prova igualados em seis pontos entre os nove representantes das três regiões do país que concorriam aos quatro lugares na Liga “A”, que será disputado entre Abril e Maio próximos.

 

O acesso à Liga “A” discutiu-se até às últimas consequências, sendo que a última jornada, a nona,  foi bastante renhida. Mariano Maia acabou confirmando o seu melhor talento no fim, quando primeiro venceu Person Abrantes, enquanto o seu mais directo perseguidor, Ilídio Chunguane, superava Arlindo Bernardo.

 

Entretanto, mantêm-se na Liga “A” os xadrezistas Donaldo Paiva, Miguel Maconi, Wilton Calicoca, Nilton Botão, Pedro Ventura e Mateus Viageiro.

 

RESULTADOS DA ÚLTIMA JORNADA


Chambule x Panhassy (0-1)

Armindo x Nivaldo (0-1)

Ilidio x Arlindo (1-0)

Maia x Person (1-0)

Amad - folga


CLASSIFICACAO FINAL


1. Mariano Maia - 6 pontos

2. Ilidio Chunguane - 6

3. Person Abrantes - 5.5

4. Nivaldo Ventura - 5.5

5. Pedro Chambule - 4

6. Armindo Foliche - 3

7. Arlindo Bernardo - 2

8. Amad Sadique - 2

9. Panhassy Mutequíua - 2

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

Ferroviário, 0 – AL AHLY SHANDI, 1: Presos na armadilha sudanesa

Ferroviario

FOI um duro golpe para o Ferroviário que lutou incansavelmente à busca no mínimo da igualdade para minimizar a desvantagem e acreditar na possível viragem no encontro da segunda “mão” frente ao Al Ahly Shandi do Sudão do Norte.

 

Infelizmente, os “locomotivas” acabaram pagando caro pelo único erro de palmatória cometido pelos “centrais”, que não estiveram à altura de interceptar o centro geométrico de Fariz para os pés de Francis que, antes de visar, ainda se deu ao luxo de escolher o melhor ângulo, para o gáudio dos forasteiros, poucos minutos depois do início da segunda etapa do jogo.

 

 

Os sudaneses venceram na estratégia defensiva, que tornou a sua segunda metade praticamente intransponível. Exigia-se do Ferroviário uma outra dinâmica no seu sistema ofensivo, que conferisse maior velocidade ao ataque. Por outro lado, exigia-se maior capacidade individual dos atacantes para romper a grande área a partir da zona frontal, porque os flanqueamentos tornavam-se menos exequíveis perante as “torres” que protegiam a área.

 

Tanto Imo, pela direita, e Vling, pela esquerda, ensaiaram alguns despejos, sem sucesso, porque os sudaneses se defendiam muito bem nas alturas. Uma das alternativas ensaiadas foram os cruzamentos à meia-altura, mas não surtiram o efeito desejado.

Actuando de forma indiferente e explorando o factor surpresa, os sudaneses foram muito perigosos nas suas descidas e passavam, nalguns momentos, por despercebidos no reduto mais recuado dos “locomotivas”, mas sem atinarem perfeitamente com a baliza.

 

Como era óbvio, deixaram o Ferroviário tomar a iniciativa do jogo, reagindo em situações concretas e sempre que houvesse espaço para tal, ou seja sem grandes aventuras. Muito bem nas desmarcações e na leitura do jogo, os sudaneses privilegiaram o futebol cumprido (passes longos), colocando o esférico sempre nos flancos quando descessem em contra-ataque e cruzamentos intensos para a área. Porém, Chico e Zabula responderam com perfeição, falhando na única mancha que deu espaço para o golo de Francis.

 

ABORDAGEM CONFUSA NA PRIMEIRA PARTE 


Para os sudaneses, a melhor forma de estancar as manobras ofensivas passava pelo exercício de maior pressão, para inibir o pensamento e, consequentemente, a reacção do adversário. A pressão começava à entrada do seu meio-campo, com o bloqueio das linhas de passe na zona frontal e nos flancos.

 

O Ferroviário era forçado a recuar e, com pressão, perdia o controlo do jogo, soltando nalgumas vezes o esférico para os pés do adversário, que partia logo em vantagem sobre os defesas, obrigando sobretudo os “centrais” a um esforço redobrado para evitar o pior.

Que o digam Chico e Zabula naquela primeira acção inimiga, em que Faris foi lançado em profundidade depois de uma perdida “locomotiva” nas suas “aventuras”. De traz para a frente, desfez-se da linha defensiva, dominou o esférico, sorte porque Pinto saiu em antecipação e a tempo de aliviar o esférico nos pés do atacante sudanês, que se preparava para violar a baliza moçambicana, aos seis minutos.

 

Até aqui o Ferroviário não tinha se encaixado perfeitamente no seu jogo, apesar do esforço para tal. E com sorte não sofreu o golpe de vista ensaiada por Nadir que, à esquerda do ataque, colocou o esférico na cabeça de Razak, tendo este desviado ligeiramente ao lado, aos 18 minutos.

 

Embora o Ferroviário descesse com frequência para o ataque, não encontrava espaço para rematar com sucesso, porque os sudaneses continuaram a defender-se bem até ao fim da primeira parte.

 

UMA CORRERIA DEBALDE


Pareceu-nos que os sudaneses tivessem colhido as melhores ilações para a segunda parte, pois em oito minutos tiveram resposta aos seus anseios, quando Francis aproveita o deslize da defensiva e faz o 1-0. Aliás, o sinal havia sido dado logo no reatamento do jogo, quando Nadir venceu em velocidade Zabula, em mais um contra-ataque, e vendo Pinto ligeiramente adiantado dos postes projectou o esférico com medida para o encaixe, mas o “keeper” foi à altura de alcançá-lo.

 

Minuto depois, a defensiva “locomotiva” perdeu o esférico na área e este chegou ao “capitão” Hamuda, porém não teve jeito e nem medida. O remate foi às alturas.

 

Estes acontecimentos não justificavam, porém, o domínio do Al Ahly Shandi sobre o Ferroviário. Mas sim, a capacidade dos sudaneses tirarem proveito das falhas do adversário e a sua visão na abordagem do jogo, que lhes proporcionava a possibilidade de reagir às circunstâncias da partida. O segredo continuou a consistir no seu sistema defensivo.

 

O Ferroviário correu que se fartou, mudando de um flanco para outro, mas sem solução. Acelerou a marcha, com a defensiva a subir mais no terreno para reforçar as manobras ofensivas, mas nada resultava. Nacir Armando foi mexendo no xadrez e a equipa foi elevando o caudal ofensivo, mas nada surtia o efeito desejado.

 

Nem o milagroso ponta-de-lança Clésio conseguiu trazer a solução, apesar da entrega desmedida.

Com o andar do tempo, o Al Ahly Shandi ficou completamente confinado ao seu reduto, reagindo apenas em contra-ataque, pois o Ferroviário subia em massa, ensaiando toda táctica possível. Imo foi um caso notável na ofensiva, mas os seus tiros saíam fracos e não atinou com a baliza nalguns lances de bola parada.

 

Buramo e Manucho estiveram igualmente na “quebrada” infrutífera. O primeiro desferiu um tiro que passou escassos centímetros do travessão, aos 73 minutos. Antes havia igualmente falhado por pouco o alvo, ao desviar um lançamento longo de cabeça quase a roçar o poste.

No entanto, o pior desperdício pertenceu a Imo que, assistido por Tó de cabeça e na boca da baliza, prendeu o esférico ao invés de fazer a tabela para o golo, aos 75 minutos.

 

Dai para a frente, assistiu-se a uma luta inglória “locomotiva” até ao fim dos 90 minutos regulamentares.

O árbitro da partida, Joshua Bondo, não foi isento de erros, mas não esteve mal.

 

FICHA TÉCNICA


Quarteto de arbitragem do Botswana, liderado por Joshua Bondo. Meshacie Medupi e Moemedi Monaianane foram o primeiro e segundo auxiliares. O quarto árbitro foi Omphile Phuthego.

 

FERROVIÁRIO – Pinto; Butana, Zabula, Chico e Vling (Diogo); Rachid (Tó), Tchitcho, Buramo e Imo; Manucho e Clésio.

 

AL AHLY SHANDI – Abou Baharam; Sadam, Malik, Anur e Faris (Francis); Zacario Nacio; Bachir, Hamuda (Walid) e Razak; Faris e Nadir (Mussa).

 

DISCIPLINA: cartolina amarela a Razak.

  • Salvador Nhantumbo

 

 

Fonte.Jornal Noticias

Maxaquene irreconhecível

Maxaquene vs Desportivo

O MAXAQUENE está irreconhecível neste início do Moçambola. Decorridas que foram as duas primeiras jornadas ainda não saboreou a vitória. Depois de ter empatado, em casa, na ronda inaugural, com a recém-promovida formação do Ferroviário de Pemba, ontem, novamente no seu reduto, perdeu com o Desportivo, por 0-1, somando apenas um ponto até aqui.

 

O Desportivo, por sua vez, está imparável e ontem somou a sua segunda vitória e já vai à frente na classificação, isolado com seis pontos, podendo apenas ser alcançado pelo Ferroviário de Maputo caso vença quarta-feira em Xinavane, ao Incomáti.

 

Entretanto, este Moçambola está bastante carente de golos. Os avançados demonstram uma gritante falta de atracção pela baliza. Isso ficou visível nos jogos do fim-de-semana em que foram apontados apenas três tentos, dois no sábado e apenas um ontem.

 

Mesmo assim, à excepção do Desportivo, que já vai isolado na liderança, as restantes equipas continuam com diferença pontual mínima. O Ferroviário de Nampula, que joga quarta-feira com a Liga Muçulmana, é a única equipa que ainda não pontuou.

 

 

Fonte:Jornal Noticias

Liga Muçulmana, 2 - Dynamos FC,2 : Empate com sabor amargo

Dynamos do Zimbabwe

O EMPATE a duas bolas obtido pela Liga Muçulmana frente ao Dynamos do Zimbabwe teve um sabor amargo, isto porque ficaram por marcar mais golos, sobretudo na segunda parte, período em que o campeão nacional deixou de respeitar em demasia a formação zimbabweana e passou a acreditar mais no seu potencial.

 

Ouso afirmar que se a Liga não tivesse levado tanto em consideração a superioridade do palmarés e até de experiência do panorama futebolístico continental do Dynamos, outro galo teria cantado.  Aliás, o facto de Semedo ter apresentado um “onze” sem nenhuma referência de ataque e ter optado por povoar o meio-campo reflecte, por si só, o receio existente.

 

No entanto, contra todas as dificuldades que podiam advir da ausência dos chamados “artilheiros”, a Liga, na sequência de um pontapé de canto, criou uma situação flagrante de golo e esteve bem perto de inaugurar o marcador, aos seis minutos, quando Carlitos desferiu um cabeceamento forte e colocado, valeu a intervenção do guarda-redes zimbabweano.

 

Este lance veio apenas disfarçar a falta de um verdadeiro homem de área já que daí para a frente a Liga não conseguiu criar uma situação de ataque digna de registo pese embora os “muçulmanos” tenham ficado a pedir uma grande penalidade, quanto a nós existente, visto que Magaripo terá metido mão à bola após centro de Telinho.

 

Telinho que mostrava ser o homem de ataque agressivo voltou a estar em evidência aos 19 minutos quando rematou forte com o “keeper” contrário a desviar com uma palmada para canto.

 

Contrariamente à Liga, o Dynamos procurava jogar na defensiva, explorando ao máximo os pontos fraco da defensiva contrária. E foi propriamente num deslize da equipa muçulmana que o Dynamos chegou ao golo, aos 21 minutos, por intermédio de Chinyama. O avançado, tira proveito da falha de marcação da defesa muçulmana, com espaço livre pela frente galga alguns metros até tirar Nelinho do caminho e dar o toque vitorioso.

 

Os forasteiros cresceram e aos 26 minutos poderiam ter dilatado a vantagem, mas Nelinho teve uma excelente defesa.

Neste período, ficou evidente que era preciso mexer na equipa muçulmana para dar à volta ao marcador e a solução passava claramente por reforçar o ataque, embora Telinho e Muandro tentassem remar contra a sólida defesa zimbabweana.

 

Foi preciso esperar quase 20 minutos para ver um remate da Liga, outra vez por Telinho. Mas como o futebol não é uma ciência exacta e por vezes acontecem coisas inesperadas foi no mais “morto” período do encontro que a Liga chegou ao golo em cima dos 45 minutos. O médio mostrou ter faro de golo ao aproveitar um mau alívio da defesa contrária – mesmo em cima da linha – após cabeceamento de Muandro.

 

A Liga chegava ao empate na melhor jogada de encontro onde é de assinalar a abertura fantástica de Carlitos para Cantona executar um cruzamento milimétrico com Muandro a subir ao “primeiro andar” a cabecear colocado pena mesmo é que a defesa do Dynamos tenha rechaçado, mas não conseguiu evitar a recarga vitoriosa de Telinho.

 

O golo apareceu em bom momento, visto que veio dar alento aos comandados de Artur Semedo para etapa complementar.

Já com Reginaldo na equipa, que entrou para o lugar de Cantona, a Liga foi mais atrevida no ataque fazendo antever uma segunda parte triunfal. Mas sofreu um grande balde água fria quando estavam jogados 49 minutos com Chinyama a desferir um remate portentoso não dando quaisquer chances de defesa a Nelinho.

 

A Liga respondeu de pronto com um remate de Telinho. No seguimento da jogada, foi Nelson a cabecear por cima da trave. Estes lances galvanizaram o campeão nacional e aos 73 minutos, voltou a gritar-se golo. Muandro respondeu com categoria a um cruzamento de Nelson e restabeleceu a igualdade (2-2). Um resultado que já se justificava dado o ascendente atacante da Liga e as oportunidades de golo criadas.  

Aos 84 minutos, Sonito, que também já tinha entrado para o lugar de Carlitos, “roubou” a bola a Mbava e já na zona da meia-lua rematou para uma defesa arrojada do “keeper” zimbabweano.

Antes disso, Reginaldo tinha criado apuros junto a baliza de Arupon.

O árbitro do encontro, o namibiano Rainhold Shikongo, realizou um trabalho aceitável.

 

FICHA TÉCNICA


ÁRBITRO: Rainhold Shikongo, auxiliado por David Shaanika e Simson Shahunga. Quarto árbitro: Alex Tiyeho

LIGA MUÇULMANA: Nelinho; Aguiar, Mayunda, Kalima e Mustafa; Zé Luís, Carlitos (Sonito), Muandro, Cantona (Nelson) e Micas (Reginaldo); Telinho.

 

DYNAMOS FC: Washington Arupon; Dario Kutyauripo, Augustine Mbava, George Magaripo e Patson; Leo Kurauzivione (Mutuma), Devon Chafi (Mukapa), Tawanda Muparati (Chafa) e Martin Vengesai; Denver Mukamba e Takesure Chinyama. 

 

DISCIPLINA: Cartão amarelo para Kalima e Dario Kutyauripo, Makopa e Denver Mukamba.

 

GOLOS: Chinyama (21 e 49 min), Telinho (45 min) e Muandro (73 min).
  • Ivo Tavares

 

Fonte:Jornal Noticias