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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Pouco mais de um mês após a odisseia no CAN Angola-2010 - "Mambas" voltam a ser cartaz

 

QUANDO somente passa pouco mais de um mês após a odisseia no Campeonato Africano das Nações Angola-2010, a Selecção Nacional de Futebol volta a ser cartaz.

 

Pouco mais de um mês após a odisseia no CAN Angola-2010 - "Mambas" voltam a ser cartaz

Esta tarde, a partir das 15.00 horas, no Estádio da Machava, a equipa de todos nós desce ao relvado para uma missão que, apesar do seu carácter amigável, não deixa de ser motivo de interesse junto dos adeptos. O adversário chama-se Botswana, de quem não guardamos boas recordações, pois a sua última passagem pelo Vale do Infulene valeu-nos uma inexplicável derrota, embora posteriormente tenhamos sido compensados com a transição para a derradeira etapa de apuramento para CAN e Mundial deste ano.

 

Desta vez, e aproveitando a data-FIFA, os "Mambas" enfrentam as “Zebras” em preparação das eliminatórias zonais para o CAN-Interno Sudão-2011. O adversário do nosso país é o Malawi, com o primeiro desafio a realizar-se já no dia 13 do mês em curso, em Blantyre.

Para o embate de hoje, o último treino da selecção, realizado na manhã de ontem, no campo do Costa do Sol, deu boas indicações.

 

Os jogadores estiveram super empenhados ao longo da hora e meia de treino, deixando transparecer que estão bem rotinados, sobretudo os do Ferroviário, algo perceptível visto que iniciaram a sua preparação mais cedo, por força do compromisso nas Afrotaças. Mas, no cômputo geral, foi agradável ver a forma como os 22 atletas presentes no treino se aplicavam para chegar à bola com mais rapidez e roubá-la ao adversário.

É que Miguel Chau, que assumiu interinamente o cargo de treinador principal, dividiu o grupo em duas equipas de 11 cada.

 

De um lado, com os coletes cor de laranja, estiveram o guarda-redes Gervásio; os defesas Fanuel, Campira, Gabito e Zainadine Júnior; os médios Whisky, Momed Hagy, Carlitos e Danito Parruque; e os avançados Jerry e Ruben, tendo na segunda parte este último jogador trocado com Tony, autor do único golo da “peladinha” do time das camisolas pretas, composto por Pinto, na baliza; João Mazive, Mustafá, Nelsinho e Josimar, na retaguarda, com este último a fazer toda a ala direita, uma novidade, assim como foram os casos de Mustafá e Nelsinho, dois médios de raiz adaptados na zona central; Isac, Nelson e Mendes, na linha intermediária; Luís, no ataque, que teve na primeira parte a companhia de Tony e na segunda de Ruben.

 

Foi um jogo bem disputado, com os de colete laranja a superiorizarem-se, até porque era a equipa mais equilibrada e melhor entrosada. Nota para a integração, na linha média, de Whisky, Momed Hagy e Danito Parruque, o trio campeão nacional que esteve muito bem nas transições de jogo e na cobertura dos espaços. Carlitos, da Liga Muçulmana, completou o losângulo no meio-campo e hoje é bem provável seja uma das primeiras apostas de Miguel Chau.

 

Aliás, pelo que nos foi dado a observar, é quase certo que o onze inicial seja o seguinte: Gervásio; Fanuel, Campira, Gabito e Zainadine Júnior; Whisky, Momed Hagy, Carlitos e Danito Parruque; Jerry e Tony.

 

MAYUNDA E BINÓ LESIONADOS

 

NEM tudo são boas notícias no seio dos “Mambas”. Mayunda e Binó, que haviam sido convocados para o desafio desta tarde, frente ao Botswana, não se apresentaram nos treinos por se encontrarem lesionados.

 

São duas baixas de vulto, se se atender que Mayunda, após a sua excelente prestação no Torneio da Cosafa, no ano passado, no Zimbabwe, tinha ganho o lugar no lado esquerdo da defesa, enquanto Binó é o sucessor indiscutível de Kampango na baliza dos “Mambas”. E, para colmatar a ausência de Binó, foi convocado Pinto.

 

TSWANAS TREINARAM NA MACHAVA


A SELECÇÃO do Botswana realizou, ontem, no Estádio da Machava, o habitual treino de adaptação ao recinto da contenda. Com uma comitiva de cerca de 30 elementos, entre jogadores, técnicos e dirigentes, os “Zebras” chegaram ao Vale do Infulene pouco depois das 10.00 horas da manhã e saíram quase que a correr do autocarro para fazerem o reconhecimento ao relvado. O treino durou pouco mais de uma hora.

Em Assembleia-Geral Ordinária: Maxaquene elege nova Direcção

 

O CLUBE de Desportos da Maxaquene reúne esta noite em Assembleia-Geral Ordinária, com um único ponto na agenda: eleição dos novos corpos sociais para o quinqiénio 2010-2014.

 

Solomone Cossa (dir.) com Abdul Carimo Issá

Tudo indica que apenas uma lista concorre neste escrutínio, ou seja, a reunião magna da colectividade “tricolor”

vai apenas confirmar Solomone Cossa como presidente do clube, na sequência do voto de confiança que lhe foi concedido pelos sócios, face ao bom trabalho realizado pela comissão de gestão que dirigiu durante os últimos oito meses.

 

A referida comissão de gestão foi criada para preencher o vazio de direcção, depois de abortar a realização das eleições nas primeiras duas sessões da Assembleia-Geral, entre Abril e Maio do ano passado, devido à falta de consenso nos esforços visando a constituição de uma única lista entre Solomone Cossa e Rafindine Mahomed, este último a concorrer para o segundo mandato.

 

A Assembleia-Geral desta noite é o prosseguimento da sessão extraordinária convocada para 30 de Janeiro último, com o intuito de analisar as acções levadas a cabo pela comissão de gestão. O acto culminou com a aprovação dos relatórios de actividade e de contas da comissão, mandatada a 23 de Maio de 2009 para dirigir os destinos do clube.

 

CANDIDATO DOS SÓCIOS

 

Solomone Cossa disse ontem ao nosso jornal que concorre como candidato dos sócios, confiado para levar a cabo um projecto que traga coesão entre os membros do clube e acelere o desenvolvimento da colectividade, o que passa pela revitalização de parte das suas infra-estruturas, como é o caso do pavilhão, e a conclusão do negócio do campo de futebol da Baixa, que ainda não conheceu um desfecho.

 

O segundo aspecto é assegurar a sustentabilidade do clube, através de uma gestão transparente e que permita aos patrocinadores depositarem maior confiança à colectividade e poderem, deste modo, continuar a dar o seu apoio.

 

Solomone Cossa referiu que, para além da LAM e dos Aeroportos de Moçambique, os patrocinadores oficiais do clube, os “tricolores” contam com o apoio do Millennium bim, que assegurou a reabilitação do pavilhão, para além de outros parceiros, onde se conta a Petromoc.

 

“Posso assegurar que, nos esforços com vista a criar um clima de coesão, já temos os nossos sócios no clube. Para além de participarem activamente nas reuniões da colectividade, reúnem-se às quintas-feira e têm trazido grandes contribuições para a vida do Maxaquene.

 

Daí que garanto que já não existem alas no seio dos sócios”, disse, ajuntando que todos os membros que têm vontade de trabalhar em prol do desenvolvimento do clube foram e são convidados a participar nas actividades da colectividade.

Miguel Chau e Calton: Dupla interventiva

HÁ sensivelmente três anos que não se via a selecção a ser orientada por técnicos nacionais.

 

Miguel Chau (dir.) e Calton Banze

Miguel Chau e Calton Banze, treinador principal e adjunto, respectivamente, são os que irão comandar o destino da equipa de todos nós até que seja anunciado o novo timoneiro.

 

Esta dupla esteve bastante interventiva, sempre com um puxão de orelhas aos jogadores, quando assim fosse necessário. Miguel Chau ia observando com atenção o sistema de fora-de-jogo e insistentemente pedia para que os atletas saíssem em linha no “timing” certo.

 

Já Calton apelava para uma rápida circulação da bola. Foram várias as vezes que o ouvimos a gritar para os artistas jogarem a bola para frente e não andarem em “rodriguinhos”. “Isac joga a bola para frente.

 

Assim não vamos lá”. Foi uma das frases que o ex-craque usou para manifestar o seu descontentamento com algumas situações.


Recorde-se que a última vez que os “Mambas” tiveram à frente uma dupla nacional foi em 2006, na ocasião Artur Semedo, treinador principal, e Mussá Osman, adjunto.

Calendário do Moçambola-2010

 

1ª JORNADA

 

imagem corporativa do moçambola

Liga Muçulmana-Textáfrica

Fer. Beira-Matchedje

Maxaquene-Fer. Pemba

FC Lichinga-Desportivo

A. Muçulmano-Sporting da Beira

HCB de Songo-Costa do Sol

Fer. Maputo-Vilankulo FC

 

2ª JORNADA

 

Textáfrica-Fer. Maputo

Matchedje-Liga Muçulmana

Fer. Pemba-Fer. Beira

Desportivo-Maxaquene

Sporting da Beira-FC Lichinga

Costa do Sol-A. Muçulmano

Vilankulo FC-HCB de Songo

 

3ª JORNADA

 

Textáfrica-Matchedje

Liga Muçulmana-Fer. Pemba

Fer. Beira-Desportivo

Maxaquene-Sporting da Beira

FC Lichinga-Costa do Sol

A. Muçulmano-Vilankulo FC

Fer. Maputo-HCB de Songo

 

4ª JORNADA

 

Matchedje-Fer. Ma­puto

Fer. Pemba-Textáfrica

Desportivo-Liga Muçulmana

Sporting da Beira-Fer. Beira

Costa do Sol-Maxaquene

Vilankulo-FC Lichinga

HCB de Songo-A. Muçulmano

 

5ª JORNADA

 

Matchedje-Fer. Pemba

Textáfrica-Desportivo

Liga Muçulmana-Sporting da Beira

Fer. Beira-Costa do Sol

Maxaquene-Vilankulo FC

FC Lichinga-HCB de Songo

Fer. Maputo-A. Muçulmano

 

6ª JORNADA

 

Fer. Pemba-Fer. Maputo

Desportivo-Matchedje

Sporting da Beira-Textáfrica

Costa do Sol-Liga Muçulmana

Vilankulo FC-Fer. Beira

HCB de Songo-Maxaquene

A. Muçulmano-FC Lichinga

 

7ª JORNADA

 

Fer. Pemba-Desportivo

Matchedje-Sporting da Beira

Textáfrica-Costa do Sol

Liga Muçulmana-Vilankulo FC

Fer. Beira-HCB de Songo

Maxaquene-A. Muçulmano

Fer. Maputo-FC Lichinga

 

8ª JORNADA

 

Desportivo-Fer. Maputo

Sporting da Beira-Fer. Pemba

Costa do Sol-Matchedje

Vilankulo FC-Textáfrica

HCB de Songo-Liga Muçulmana

A. Muçulmano-Fer. Beira

FC Lichinga-Maxaquene

 

9ª JORNADA

 

Desportivo-Sporting da Beira

Fer. Pemba-Costa do Sol

Matchedje-Vilankulo FC

Textáfrica-HCB de Songo

Liga Muçulmana-A. Muçulmano

Fer. Beira-FC Lichinga

Fer. Maputo-Maxaquene

 

10ª JORNADA

 

Sporting da Beira-Fer. Maputo

Costa do Sol-Desportivo

Vilankulo FC-Fer. Pemba

HCB de Songo-Matchedje

A. Muçulmano-Textáfrica

FC Lichinga-Liga Muçulmana

Maxaquene-Fer. Beira

 

11ª JORNADA

 

Sporting da Beira-Costa do Sol

Desportivo-Vilankulo FC

Fer. Pemba-HCB de Songo

Matchedje-A. Muçulmano

Textáfrica-FC Lichinga

Liga Muçulmana-Maxaquene

Fer. Maputo-Fer. Beira

 

12ª JORNADA

 

Costa do Sol-Fer. Maputo

Vilankulo-Sporting da Beira

HCB de Songo-Desportivo

A. Muçulmano-Fer. Pemba

FC Lichinga-Matchedje

Maxaquene-Textáfrica

Fer. Beira-Liga Muçulmana

 

13ª JORNADA

 

Costa do Sol-Vilankulo FC

Sporting da Beira-HCB de Songo

Desportivo-A. Muçulmano

Fer. Pemba-FC Lichinga

Matchedje-Maxaquene

Textáfrica-Fer. Beira

Fer. Maputo-Liga Muçulmana

TAÇA DE HONRA TOP 6/SOJOGO - “Militares” voltam a surpreender

DEPOIS de ter vencido o Ferroviário por 2-1, na primeira jornada da Taça de Honra Top 6/SOJOGO, o Matchedje voltou a causar uma surpresa, ao derrotar ontem o Costa do Sol por uma bola sem resposta, em desafio em atraso referente à segunda ronda.

 

Igualmente em destaque esteve a Liga Muçulmana, vitoriosa no embate com o campeão nacional Ferroviário, pelo mesmo resultado de 1-0.


Depois destes jogos, e com o Desportivo firme no comando com oito pontos, o Matchedje é o segundo classificado com sete, enquanto a Liga Muçulmana saltou para a terceira posição com cinco pontos.A classificação actual é a seguinte:

 

J V E D G P

 

DESPORTIVO 4 2 2 0 3-0 8

 

Matchedje 2 2 1 0 4-2 7

 

Liga Muçulmana 3 1 2 0 3-2 5

 

Fer. Maputo 3 1 0 2 1-3 3

 

Costa do Sol 2 0 2 1 2-3 2

 

Maxaquene 3 0 2 1 1-4 2

Brasil : Maracanã modernizado para acolher o Mundial-2014

 

O MAIOR estádio do mundo, o Maracanã, no Rio de Janeiro, vai ser modernizado para acolher o Mundial de 2014 e, esta semana, começam os trabalhos de sondagem para a construção de quatro novas rampas de acesso.

 

O projecto da obra atenderá a todos os requisitos de exigência da FIFA sem descaracterizar o estádio, que está classificado pelo Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O prazo para a conclusão das obras é Dezembro de 2012. O estádio só será fechado no segundo semestre deste ano.

 

Orçadas em 100 mil reais (40,7 mil euros), as novas rampas facilitarão a acessibilidade e a segurança. Com estes novos acessos, o estádio poderá ser totalmente evacuado em oito minutos no caso de se verificar uma emergência, tal como determina a FIFA.

Nos próximos dois anos e meio, o “templo” mundial do futebol passará por uma ampla reforma, mas a sua fachada, um espaço classificado, será preservada.

 

Do custo total estimado para a obra, 600 milhões de reais (cerca de 245 milhões de euros), 75 porcento serão financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES).

 

O Maracanã é considerado uma das “maravilhas” do Rio de Janeiro e é também um importante património turístico e cultural do país.

 

Considerado como o “Templo dos Deuses”, o estádio foi construído em 1950 como sede do Campeonato Mundial e projectado para receber mais de 166 mil pessoas.

Hoje, após ter passado por reformas, tem capacidade para 114 mil pessoas.

 

O estádio é um grande ponto turístico e é visitado por muitos turistas que vão ao Rio de Janeiro, apenas perdendo em popularidade para o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar.

 

O estádio já foi palco de grandes espectáculos musicais como os de Frank Sinatra, Madonna, Rolling Stones, Tina Turner e Paul McCarthney.

O complexo desportivo do Maracanã ocupa uma área total construída de mais de 300 mil metros quadrados.


O seu nome oficial, Estádio Jornalista Mário Filho, é uma homenagem a um jornalista brasileiro.

AFROTAÇAS-2010 - Flamingos Santos, 1-Costa do Sol, 3 : Soberbo "canário" frustra tswanas

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DIGA-SE, em abono da verdade, que o Costa Sol deu um banho de futebol aos tswanas, usando da sua experiência e frieza, sobretudo na segunda parte, na qual conseguiu virar o rumo dos acontecimentos a seu favor, depois de uma entrada menos clarividente e que abriu espaço para que a equipa da casa chegasse com alguma facilidade à baliza defendida por Abu.

Aliás, os “canarinhos” terão pecado, inicialmente, ao dar a iniciativa de jogo ao adversário, à espera de oportunidades para contra-atacar. Jogou primeiramente um pouco recuado, o que permitiu que, numa das ofensivas do Flamingo Santos, o lateral direito João Mazive travasse em falta um atacante tswana, na zona de rigor, à passagem do minuto 17. O árbitro da partida, o namibiano Shikongo Rainhold, estava próximo da jogada e assinalou grande penalidade. Chamado a cobrir, o ponta-de-lança Mogakolodi Ngele atirou contra o poste. Mas, infelizmente, o juiz da partida mandou repetir o lance, por razões pouco claras, e Ngele acabou acertando, dando vantagem aos tswanas.

O Costa do Sol, mesmo sem carburar o suficiente, arrancou algumas jogadas vistosas, das quais o artilheiro Tó, felizmente recuperado da gripe, tentou visar a baliza defendida por Chenjerai Dube, mas sem sucesso.

Com o golo, os tswanas ganharam mais motivação e o sonho de poderem inverter o resultado a seu favor dominou os seus corações, mas encontraram uma forte resposta da defensiva “canarinha”, baseada nos centrais Jonas e Kito, com este último a ser bastante demolidor, saindo sempre em antecipação aos homens mais avançados dos tswanas.

O Costa do Sol foi gradualmente ganhando mais confiança e calma, conseguindo deste modo organizar o seu jogo, com passes alongados à procura do homem melhor posicionado. Rúben e Tó, as apostas do técnico João Chissano na linha da frente, foram ganhando bravura e confundiram a defensiva contrária, que, paulatinamente, foi abrindo espaço, permitindo que o primeiro arrancasse alguns remates junto da grande área.

No primeiro lance de belo efeito, numa combinação bem articulada por Rúben e Tó, este último obrigou o “keeper” tswana a ceder pontapé de canto, aos 30 minutos.

Porém, o lance mais clarividente foi aquele em que Tó, mais uma vez assistido por Rúben – a jogada iniciou nos pés de Josimar – rematou contra o travessão, a poucos metros da baliza, e na recarga, o meio-campista Sanito atirou ao lado. Tó demorou rematar, quando tinha espaço para o fazer e, quando o fez, a bola levou algum efeito e embateu na barra transversal.

Esta falta de frieza e eficácia dominou o Costa do Sol até ao fim da primeira parte, quando deveria ter saído pelo menos a empatar. Josimar não deu o brilho que dele se esperava e demorou para entrar em cena. Aliás, desperdiçou uma das oportunidades mais soberbas que o Costa do Sol teve aos 40 minutos, ao desviar o esférico ao lado com o guarda-redes tswana já batido. Num outro lance em que Rúben desmarcou Tó, junto da linha do fundo, este galgou pela linha para, junto da grande área, desenha um centro geométrico para Josimar desperdiçar.

REGRESSO EMPOLGANTE


O lateral direito João Mazive faz o corredor e, próximo da linha do fundo, centra para o segundo poste, onde apareceu Josimar a acertar de cabeça, isto nos minutos iniciais da etapa complementar. Foi um tento que apareceu no momento certo e que galvanizou o “canário”, que daí para frente assentou os pés e começou a mostrar o que sabe no terreno. Era o início do fim do Flamingo Santos, que, desdobrando-se atrás do prejuízo, foi abrindo cada vez mais brechas para que o Costa do Sol fizesse o seu jogo à vontade.

Contudo, a batalha não foi imediatamente ganha com este tento, pois o Flamingo Santos abriu todos os seus reactores para incrementar mais velocidade no ataque. O jogo ficou mais aberto e o melhor futebol veio ao de cima, com ambas as partes a tentar aproveitar no máximo as oportunidades que apareciam. E foi o Flamingo que se deu ao luxo de ameaçar cada vez mais o adversário e por pouco conseguia o segundo golo, mas Boitshoko Zikhale não foi certeiro, tendo falhado o alvo mesmo à boca da baliza.

O Costa do Sol ripostou de imediato, com Tó novamente a não ter calma suficiente, atirando à figura de Dube, aos 65 minutos. Porém, este acabou sendo o prenúncio do fim dos tswanas, pois o mesmo Tó, fazendo valer as suas capacidades individuais, atirou a marcar, depois de tirar um adversário da frente.

Veio o martírio para os tswanas, com o Costa do Sol a saber inteligentemente tirar proveito da vantagem. Fez circular a bola de pé para pé, com rotações constantes e mudanças de ângulos, fazendo correr o adversário atrás da bola, que dificilmente apanhava. Rúben, o maestro, foi gozando com os seus oponentes directos, mudando de flanco, sempre na tentativa de deixar Tó solto.

Aliás, João Chissano acabou sendo feliz na estratégia ofensiva, ao colocar o esquerdino Rúben ao lado de Tó, no ataque, apoiados por Sanito pela direita e Josimar pela esquerda. Rúben foi uma verdadeira dor de cabeça para os tswanas e um homem muito difícil de controlar. Sempre que tivesse a bola, tinha dois ou mais homens no seu encalço, mas sobressaía e fez várias assistências que, bem aproveitadas, teriam dilatado a margem da vantagem.

Mas, como a sorte estava do lado dos “canarinho”, o “score” acabou sendo dilatado por Vivaldo, que entrou no último quarto da contenda, substituindo Rúben. Foi um golpe de mestre, um remate bem colocado, de fora da grande área, para o desmoronar completo do império tswana.

Importa destacar, igualmente, a excelente actuação do guarda-redes Abu. Um homem que preenche por completo os postes e que por diversas vezes negou o golo aos tswanas, sobretudo naqueles saltos acrobáticos para, com palmadas, desviar o esférico.

A equipa de arbitragem fez um bom trabalho, apesar de um e outro erro.

FICHA TÉCNICA

Comissário da CAF: Chayu Kabalamula, da Zâmbia.

Árbitro: Shikongo Rainhold, da Namíbia, auxiliado por Shilunga Eratus e Shaanika David. Quarto árbitro: Johannes Lenard.

FLAMINGO SANTOS - Chenjerai Dube; Thato Bolweleng, Thabo Mothibi, Onkabetse Seforo e Sekgabo Molebatsi (Bokamoso Digwere); Farisai Nyamunamwendo, Tshegetsang Lopang (Gofaone Tiro), Bushy Moletsane e Godfrey Ngele; Boitsoko Zikhale (Ompolokile Alone) e Mogakolodi Ngele.

COSTA DO SOL - Abu; João Mazive, Kito, Jonas e Dito; Sanito (Hilário), Payó, Mambo e Josimar; Tó (Perry) e Rúben (Vivaldo)

Acção disciplinar: cartão amarelo para Dube, Motihibi, Nyamunamwendo e Lopang, Tó e Ruben.

SALVADOR NHANTUMBO, em Gaborone

AFROTAÇAS-2010 - Vamos continuar a trabalhar - Mussa, treinador-adjunto dos comorianos

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“SÓ nos resta continuar a trabalhar para obtermos resultados positivos.

Penso que a vitória do Ferroviário foi justa. Apresentou uma equipa bem organizada em todos os aspectos e nós temos que nos conformar e aprender com os erros”, palavras de Mussa, treinador-adjunto do AC Mitsamiouli, analisando o jogo de sábado.

O técnico acrescenta ter faltado experiência à sua equipa em momentos capitais no conjunto das duas “mãos”, algo que, no seu entender, ditou o afastamento do campeão das Comores.

MOÇAMBOLA-2010 - Campeão apadrinha estreia do Vilankulo

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O FERROVIÁRIO de Maputo, detentor do título, vai apadrinhar a estreia do Vilankulo FC no Campeonato Nacional de Futebol, quando na jornada inaugural se encontrarem, no Estádio da Machava, segundo ditou o sorteio da prova, realizado sábado à noite, no decorrer da Gala da Liga Moçambicana de Futebol.

O Moçambola-2010 conhecerá o seu pontapé-de-saída no dia 20 de Março e o primeiro “derby” acontecerá somente na segunda ronda, a 4 de Abril, colocando frente-a-frente os vizinhos Desportivo e Maxaquene.

Numa cerimónia bastante concorrida e com uma operação de charme digna da ocasião e acima de tudo do alto profissionalismo hoje evidenciado pela Liga, a tribo do futebol se encontrou para, juntamente com os dirigentes governamentais e patrocinadores, testemunhar uma oportunidade que é sempre aguardada com muita expectativa, tendo em conta que é o momento em que cada interveniente da prova conhece os adversários que enfrentará ao longo das 26 jornadas.

Com os clubes distribuídos por potes, em função da sua proveniência – temos formações de Maputo, Inhambane, Manica, Sofala, Tete, Niassa e Cabo Delgado –, os representantes de cada um foram tirando as bolas da sorte, isto é, o seu número correspondente, já que a grelha dos jogos, por jornada, é a mesma em todos os anos. Pelos extremos, o número 1 coube à Liga Muçulmana e o 14 ao Vilankulo FC.

Na primeira jornada, para além do embate entre Ferroviário de Maputo e Vilankulo FC, terão lugar em Maputo mais três desafios, designadamente Liga Muçulmana-Textáfrica, Maxaquene-Ferroviário de Pemba e Atlético Muçulmano-Sporting da Beira. Como se pode depreender, curiosamente, os três novos primodivisionários, nomeadamente Vilankulo FC, Sporting da Beira e Ferroviário de Pemba, fazem a sua estreia na capital do país.

Desportivo, Costa do Sol e Matchedje iniciam o Moçambola-2010 fora de portas. Os “alvi-negros” vão ao terreno do FC Lichinga, os “canarinhos” visitam a HCB de Songo e os “militares” vão ao encontro do Ferroviário da Beira.

O campeonato começa a 20 de Março, mas no fim-de-semana seguinte terá uma paragem, de modo a dar lugar ao embate entre Moçambique e Malawi. Regressa a 3 e 4 de Abril, para a segunda jornada, altura em que teremos o sensacional Desportivo-Maxaquene.

Os outros jogos são: Textáfrica-Ferroviário de Maputo, Matchedje-Liga Muçulmana, Ferroviário de Pemba-Ferroviário da Beira, Sporting da Beira-FC Lichinga, Costa do Sol-Atlético Muçulmano e FC Vilankulo HCB de Songo.

AFROTAÇAS-2010 - Primeira parte foi difícil - João Chissano, timoneiro dos “canarinhos”

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Foi difícil na primeira parte. Entrámos um pouco mal e eles tiveram a felicidade de marcar primeiro.

Considerámos que podíamos ganhar o jogo, daí que entrámos na segunda parte apostados em marcar e criar uma crise de raciocínio ao adversário – e o conseguimos.


Na primeira oportunidade que marcámos, pensámos que era possível fazer mais golos e, na terceira, Vivaldo fez um golo de belo efeito. A segunda parte foi inteiramente nossa.