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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Mexer viaja para Lisboa na sexta-feira

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No seguimento do princípio de acordo entre Sporting e Desp.

Maputo, noticiado por A BOLA, o defesa-central Mexer viaja na próxima sexta-feira para Lisboa. Os «leões» estão assim muito perto de garantir o primeiro reforço para a reabertura do mercado de transferências, em Janeiro.

O acordo entre Sporting e o clube moçambicano já tinha sido alinhavado, agora o próprio jogador, em declarações à Renascença, revela que também já está convencido a dar o salto para Alvalade. «Chegámos a um acordo e vou viajar na sexta-feira para Portugal, a fim de fechar as negociações», disse.

Mexer não deixou de se mostrar «bastante feliz» com esta oportunidade, até porque, salientou, «o Sporting é o clube do meu coração».

Por Redacção

Mexer viaja para Lisboa na sexta-feira

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No seguimento do princípio de acordo entre Sporting e Desp.

Maputo, noticiado por A BOLA, o defesa-central Mexer viaja na próxima sexta-feira para Lisboa. Os «leões» estão assim muito perto de garantir o primeiro reforço para a reabertura do mercado de transferências, em Janeiro.

O acordo entre Sporting e o clube moçambicano já tinha sido alinhavado, agora o próprio jogador, em declarações à Renascença, revela que também já está convencido a dar o salto para Alvalade. «Chegámos a um acordo e vou viajar na sexta-feira para Portugal, a fim de fechar as negociações», disse.

Mexer não deixou de se mostrar «bastante feliz» com esta oportunidade, até porque, salientou, «o Sporting é o clube do meu coração».

Por Redacção

Mexer a um passo do Sporting

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O SPORTING Clube de Portugal poderá ser o próximo destino do futebolista moçambicano Mexer.

A transferência do defesa central, de 24 anos, para um dos maiores clubes portugueses, correu na Imprensa semana passada, mas ganhou maior consistência na noite de domingo com a chega à cidade de Maputo de um dirigente leonino, Paulo Cardoso, que ao fim da manhã de ontem sentou-se à mesma mesa com Michel Grispos, presidente do Desportivo, para as últimas negociações, onde ficou assente que a última palavra caberá ao jogador após ter-se reconfirmado o acordo de princípio entre os dois emblemas que deixa praticamente as portas “escancaradas” para Mexer mudar-se para Portugal.

Porém, a ida de Mexer para a ex-equipa dos moçambicanos Chiquinho Conde e Paíto continua presa a questões financeiras. De acordo com Michel Grispos, o encontro serviu para acertar, entre outros pontos, a verba que os leoninos pretendem pagar por Mexer, bem como o salário que o atleta poderá auferir.

“Já existe um acordo de princípio entre o Desportivo e o Sporting. Mas é preciso negociar detalhes financeiros que irão realmente determinar o destino do jogador. Os valores devem também estar de acordo com as pretensões do atleta. Ele terá que ver se o salário lhe agrada porque não basta nós dizermos sim, enquanto o jogador não se sente bem. Ele terá que discutir o salário e outras questões contratuais”.

MEXER CAPA DE “A BOLA”

Entretanto, o internacional moçambicano Mexer preencheu a capa do jornal a Bola, o mais antigo matutino desportivo de Portugal, que na sua edição de ontem abriu com a notícia de que o “Sporting negoceia Mexer”. Fazendo a revelação dos valores da contratação que envolvem a transferência do “central”, o conceituado jornal desportivo noticia que o passe estará avaliado em 250 mil dólares. Estes valores foram alvo do comentário de Grispos.

“Penso que esta verba para o nível de Mexer é muito pouca. Irá servir apenas para custear o investimento feito no atleta desde a formação até aqui”.

OPORTUNIDADE A NÃO DESPERDIÇAR

MEXER vê com bons olhos a sua transferência para o Sporting. O jogador afirma ser daquelas oportunidades que não se podem desperdiçar porque não é todos os dias que clubes da envergadura da equipa leonina se mostram interessados na contratação de jogadores moçambicanos.

“É uma oportunidade que tenho que segurar. Não contava jogar em Portugal, mas se tiver que ser estarei preparado para superar este desafio”.

O jogador assegurou que só irá para o Sporting se a proposta lhe agradar. “Por mais agradado que esteja com o interesse do Sporting, tudo ficará definido com base na proposta que me for apresentada porque tenho que salvaguardar o meu bem-estar”.

Questionado sobre a tão propalada ida para a equipa sul-africana do Mamelodi Sundows, respondeu: “Não chegamos a acordo. A direcção do Sundowns não me ofereceu os valores que pretendia e ficou sem efeito”.

Mexer a um passo do Sporting

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O SPORTING Clube de Portugal poderá ser o próximo destino do futebolista moçambicano Mexer.

A transferência do defesa central, de 24 anos, para um dos maiores clubes portugueses, correu na Imprensa semana passada, mas ganhou maior consistência na noite de domingo com a chega à cidade de Maputo de um dirigente leonino, Paulo Cardoso, que ao fim da manhã de ontem sentou-se à mesma mesa com Michel Grispos, presidente do Desportivo, para as últimas negociações, onde ficou assente que a última palavra caberá ao jogador após ter-se reconfirmado o acordo de princípio entre os dois emblemas que deixa praticamente as portas “escancaradas” para Mexer mudar-se para Portugal.

Porém, a ida de Mexer para a ex-equipa dos moçambicanos Chiquinho Conde e Paíto continua presa a questões financeiras. De acordo com Michel Grispos, o encontro serviu para acertar, entre outros pontos, a verba que os leoninos pretendem pagar por Mexer, bem como o salário que o atleta poderá auferir.

“Já existe um acordo de princípio entre o Desportivo e o Sporting. Mas é preciso negociar detalhes financeiros que irão realmente determinar o destino do jogador. Os valores devem também estar de acordo com as pretensões do atleta. Ele terá que ver se o salário lhe agrada porque não basta nós dizermos sim, enquanto o jogador não se sente bem. Ele terá que discutir o salário e outras questões contratuais”.

MEXER CAPA DE “A BOLA”

Entretanto, o internacional moçambicano Mexer preencheu a capa do jornal a Bola, o mais antigo matutino desportivo de Portugal, que na sua edição de ontem abriu com a notícia de que o “Sporting negoceia Mexer”. Fazendo a revelação dos valores da contratação que envolvem a transferência do “central”, o conceituado jornal desportivo noticia que o passe estará avaliado em 250 mil dólares. Estes valores foram alvo do comentário de Grispos.

“Penso que esta verba para o nível de Mexer é muito pouca. Irá servir apenas para custear o investimento feito no atleta desde a formação até aqui”.

OPORTUNIDADE A NÃO DESPERDIÇAR

MEXER vê com bons olhos a sua transferência para o Sporting. O jogador afirma ser daquelas oportunidades que não se podem desperdiçar porque não é todos os dias que clubes da envergadura da equipa leonina se mostram interessados na contratação de jogadores moçambicanos.

“É uma oportunidade que tenho que segurar. Não contava jogar em Portugal, mas se tiver que ser estarei preparado para superar este desafio”.

O jogador assegurou que só irá para o Sporting se a proposta lhe agradar. “Por mais agradado que esteja com o interesse do Sporting, tudo ficará definido com base na proposta que me for apresentada porque tenho que salvaguardar o meu bem-estar”.

Questionado sobre a tão propalada ida para a equipa sul-africana do Mamelodi Sundows, respondeu: “Não chegamos a acordo. A direcção do Sundowns não me ofereceu os valores que pretendia e ficou sem efeito”.

BASQUETEBOL–LIGA NACIONAL VODACOM - Magnífico Maxaquene!

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SEGUNDA-FEIRA. Início da semana. Um dia estranho para alguém se dar ao tempo de ir à bola-ao-cesto.

No entanto, caros leitores, quem ontem à noite não esteve no pavilhão dos “tricolores” perdeu – e de que maneira! – uma noite inolvidável, uma partida a todos os títulos estupendo, proporcionado por duas fantásticas equipas. Dá para dizer, indubitavelmente, que de facto temos básquete.

O espelho mais fiel foi este terceiro duelo de gigantes, ganho meritoriamente pelo Maxaquene pela marca de 93-82 e sua consequente qualificação para a final da segunda edição da Liga Nacional de Basquetebol Vodacom. Caindo verticalmente, o Ferroviário viu frustrar-se o seu projecto de chegar ao quinto título consecutivo, apesar do extraordinário esforço de Gerson Novela, um jogador simplesmente espectacular.

Foram quatro longos anos que os “tricolores” esperaram para derrotar os “locomotivas” num desafio decisivo como este. O último título nacional maxaquenense data de 2004, curiosamente, conquistado diante do Ferroviário. Este, por seu turno, e também perante os “tricolores”, ganhou o campeonato em 2005, 2006, 2007 e 2008. Com o passaporte para a final, a turma do espanhol Josseba Garcia aguarda agora pelo seu adversário, a sair do desempate entre Ferroviário da Beira e Desportivo, cujo jogo está marcado para o próximo sábado, no Chiveve.

No encontro de ontem, as condições estiveram plenamente criadas para que todos os interviestes brilhassem. Conhecendo-se de cor e salteado, as equipas apresentaram-se bastante equilibradas e com máxima prudência. O Maxaquene, mais forte do ponto de vista de conjunto, tinha no americano Jason Hartford a sua seta venenosa, bem potenciada pela excelente qualidade de jogo do perspicaz Fernando Manjate, a alimentar também as entradas em grande de Samora Mucavele, uma das melhores unidades em campo.

DESQUALIFICAÇÕES

A despeito da super dependência da criatividade de Gerson, uma verdadeira jóia nas quatro linhas, o Ferroviário sabia manter a verticalidade, até porque, na tabela, mostrava-se implacável, graças à acção de Octávio Magoliço, Beto Macuácua e Neo Mothiba. A persistência “locomotiva” era um facto irrefutável, senão vejamos: os “tricolores”, na etapa decisiva da contenda, agigantou-se para uma diferença de 16 pontos, mas o Ferroviário, exemplarmente crente, encetou uma ameaçadora recuperação, reduzindo para seis pontos. Uma verdadeira obra, tendo em conta que o Maxaquene estava espevitado e com uma boa organização de jogo.

Mas a verdadeira decisão ainda estava por vir e o protagonista não podia ser outro: Gerson Novela. O estratega “locomotiva” atingiu a quinta falta e o desmoronamento da equipa foi imediato. Aliás, as desqualificações de nomes sonantes seguiram-se às catadupas: Ricardo Alípio, Edson Monjane e Beto Macuácua. Ora, o que mais se podia esperar? O baque do Ferroviário foi inevitável, a contrastar com o cada vez mais evidente crescimento competitivo e psicológico do Maxaquene, cujo treinador foi estrategicamente maravilhoso.

Discutíveis para uns, correctas para outros, o certo é que as infracções cometidas pelos campeões nacionais, particularmente por Gerson, acabaram sendo determinantes para a sua derrota, sobretudo porque aconteceram numa altura crucial do jogo. Para os “locomotivas”, os árbitros foram os bodes expiatórios.

FICHA DO JOGO

Árbitros: Célio Chiau, Guilherme Júnior e Guidione Matsinhe

MAXAQUENE (93) – Fernando Manjate (10), Manuel Uamusse (0), Samora Mucavele (17), Sílvio Letela (11), Eric Banda (9), Siade Cossa (0), Ivan Cossa (0), Stélio Nuaila (7), Abel Mabetene (4), Jason Hartford (32), Cesário Chipepo (3) e Aniceto Honwana (0)

Treinador: Josseba Garcia

FERROVIÁRIO (82) – Ricardo Alípio (3), Martinho Sobrinho (0), Jerónimo Bispo (4), Recildo Tiua (0), Beto Macuácua (16), Octávio Magoliço (23), Ermelindo Novela (4), Quinton Denyssen (3), Neo Mothiba (2), Edson Monjane (10), Helénio Machanguana (2) e Gerson Novela (15)

Treinador: Carlos Alberto Niquice

Marcha do marcador: 22-23, 42-44, 72-63, 93-82.

ALEXANDRE ZANDAMELA

BASQUETEBOL–LIGA NACIONAL VODACOM - Magnífico Maxaquene!

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SEGUNDA-FEIRA. Início da semana. Um dia estranho para alguém se dar ao tempo de ir à bola-ao-cesto.

No entanto, caros leitores, quem ontem à noite não esteve no pavilhão dos “tricolores” perdeu – e de que maneira! – uma noite inolvidável, uma partida a todos os títulos estupendo, proporcionado por duas fantásticas equipas. Dá para dizer, indubitavelmente, que de facto temos básquete.

O espelho mais fiel foi este terceiro duelo de gigantes, ganho meritoriamente pelo Maxaquene pela marca de 93-82 e sua consequente qualificação para a final da segunda edição da Liga Nacional de Basquetebol Vodacom. Caindo verticalmente, o Ferroviário viu frustrar-se o seu projecto de chegar ao quinto título consecutivo, apesar do extraordinário esforço de Gerson Novela, um jogador simplesmente espectacular.

Foram quatro longos anos que os “tricolores” esperaram para derrotar os “locomotivas” num desafio decisivo como este. O último título nacional maxaquenense data de 2004, curiosamente, conquistado diante do Ferroviário. Este, por seu turno, e também perante os “tricolores”, ganhou o campeonato em 2005, 2006, 2007 e 2008. Com o passaporte para a final, a turma do espanhol Josseba Garcia aguarda agora pelo seu adversário, a sair do desempate entre Ferroviário da Beira e Desportivo, cujo jogo está marcado para o próximo sábado, no Chiveve.

No encontro de ontem, as condições estiveram plenamente criadas para que todos os interviestes brilhassem. Conhecendo-se de cor e salteado, as equipas apresentaram-se bastante equilibradas e com máxima prudência. O Maxaquene, mais forte do ponto de vista de conjunto, tinha no americano Jason Hartford a sua seta venenosa, bem potenciada pela excelente qualidade de jogo do perspicaz Fernando Manjate, a alimentar também as entradas em grande de Samora Mucavele, uma das melhores unidades em campo.

DESQUALIFICAÇÕES

A despeito da super dependência da criatividade de Gerson, uma verdadeira jóia nas quatro linhas, o Ferroviário sabia manter a verticalidade, até porque, na tabela, mostrava-se implacável, graças à acção de Octávio Magoliço, Beto Macuácua e Neo Mothiba. A persistência “locomotiva” era um facto irrefutável, senão vejamos: os “tricolores”, na etapa decisiva da contenda, agigantou-se para uma diferença de 16 pontos, mas o Ferroviário, exemplarmente crente, encetou uma ameaçadora recuperação, reduzindo para seis pontos. Uma verdadeira obra, tendo em conta que o Maxaquene estava espevitado e com uma boa organização de jogo.

Mas a verdadeira decisão ainda estava por vir e o protagonista não podia ser outro: Gerson Novela. O estratega “locomotiva” atingiu a quinta falta e o desmoronamento da equipa foi imediato. Aliás, as desqualificações de nomes sonantes seguiram-se às catadupas: Ricardo Alípio, Edson Monjane e Beto Macuácua. Ora, o que mais se podia esperar? O baque do Ferroviário foi inevitável, a contrastar com o cada vez mais evidente crescimento competitivo e psicológico do Maxaquene, cujo treinador foi estrategicamente maravilhoso.

Discutíveis para uns, correctas para outros, o certo é que as infracções cometidas pelos campeões nacionais, particularmente por Gerson, acabaram sendo determinantes para a sua derrota, sobretudo porque aconteceram numa altura crucial do jogo. Para os “locomotivas”, os árbitros foram os bodes expiatórios.

FICHA DO JOGO

Árbitros: Célio Chiau, Guilherme Júnior e Guidione Matsinhe

MAXAQUENE (93) – Fernando Manjate (10), Manuel Uamusse (0), Samora Mucavele (17), Sílvio Letela (11), Eric Banda (9), Siade Cossa (0), Ivan Cossa (0), Stélio Nuaila (7), Abel Mabetene (4), Jason Hartford (32), Cesário Chipepo (3) e Aniceto Honwana (0)

Treinador: Josseba Garcia

FERROVIÁRIO (82) – Ricardo Alípio (3), Martinho Sobrinho (0), Jerónimo Bispo (4), Recildo Tiua (0), Beto Macuácua (16), Octávio Magoliço (23), Ermelindo Novela (4), Quinton Denyssen (3), Neo Mothiba (2), Edson Monjane (10), Helénio Machanguana (2) e Gerson Novela (15)

Treinador: Carlos Alberto Niquice

Marcha do marcador: 22-23, 42-44, 72-63, 93-82.

ALEXANDRE ZANDAMELA

Para o sucesso do Moçambola: Planificar e orçamentar sempre será o nosso lema - afirma Alberto Simango Júnior

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JÁ lá vai o Moçambola-2009. Foi de tristeza para uns e de grande alegria para outros. Mas a lição de que é preciso trabalhar e trabalhar sempre foi bem dada.

Só falta a recapitulação, principalmente para aqueles que desceram para a divisão secundária. O próximo Moçambola, o de 2010, já mexe. Os clubes não quiseram perder tempo. Foram buscar os melhores treinadores, como é o caso da Liga Muçulmana e do Maxaquene, que ficaram com Artur Semedo e Arnaldo Salvado, respectivamente.

Estes técnicos e tantos outros que não se movimentaram estão no mercado à procura do melhor produto. Referimo-nos aos jogadores. Par nos falar do que poderá vir a acontecer próximo ano, convidamos o presidente da Liga Moçambicana de Futebol para uma conversa um pouco prolongada, mas de tudo que se falou conseguimos extrair esta entrevista, cujo conteúdo passamos a publicar.

Simango Júnior deseja, em primeiro lugar, boas- vindas aos “novos” inquilinos, nomeadamente o Vilankulo, o Sporting da Beira e o Ferroviário de Pemba, alertando-nos ao mesmo tempo para os desafios que lhes esperam, porque o Campeonato Nacional não se compadece com falta de seriedade. Falou igualmente do que pensa que deve ser a prova no próximo ano a todos os níveis (organização e orçamentação). Mas, mais do que ninguém, oiçámo-lo:

“Primeiro temos que olhar para os aspectos positivos do Moçambola deste ano. A organização melhorou em todos os aspectos. Os clubes apresentaram-se bem, mesmo aqueles que desceram. A Comissão Nacional de Árbitros (CNAF) esteve bem. As nomeações foram feitas a tempo e horas de podermos emitir os bilhetes de passagem.

Há muitos factores que contribuíram para que a prova conhecesse um verdadeiro sucesso. Na segunda parte do campeonato, pelo menos no último terço, a actuação dos árbitros não foi muito contestada, o que contribuiu sobremaneira para o crescimento da prova. O público, que acorreu em massa, sempre lá esteve para responder às exigências deste campeonato e portou-se muito bem. Notou-se a existência de claques organizadas em alguns clubes que deram outro calor e alegria ao próprio espectáculo”.

Despois de um breve balanço, Simango Júnior avançou rapidamente para aquilo que pensa que deve ser o Campeonato Nacional do próximo ano.

“No Moçambola-2010 queremos melhorar os aspectos que me referi. Queremos que as equipas estejam organizadas do ponto de vista logístico e de plantéis para que haja muita luta. Como se viu, o nosso campeão foi de mérito próprio. Tem que se trabalhar muito. Recomendamos aos que subiram este ano que venham para ficar. Chamar-lhes atenção, ao mesmo tempo, que há requisitos próprios que devem ser respeitados no Moçambola.

Que as equipas recém-promovidas tenham estatutos, sede e direcção forte. Isto tudo vai facilitar a coordenação e comunicação entre os clubes e a Liga. Ainda não temos informação oficial por parte da FMF dos clubes que ascenderam ao Moçambola, mas por aquilo que se sabe é o Vilankulo, Sporting da Beira e Ferroviário de Pemba. A ser verdade, nós temos estado a privilegiar a planificação e orçamentação e vamos desde já nos aproximarmos desses clubes para nos inteirarmos do seu grau de organização e aquilo que trazem de novo para nos oferecerem. Queremos que tragam novos talentos e nova forma de abordagem do jogo”.

VISITAS ESTA SEMANA

Para se inteirar melhor dos novos “inquilinos”, a Liga Moçambicana de Futebol vai realizar ao longo desta semana visitas às suas sedes para avaliar o grau da sua organização, bem como deixar recomendações claras do que devem fazer para estarem no Moçambola no verdadeiro sentido da palavra. Simango Júnior, a-propósito destas deslocações das equipas da Liga Moçambicana de Futebol, esclareceu:

“Na próxima semana (esta) vamos visitar esses clubes para avaliarmos as suas condições: onde vão jogar e o que têm para nos oferecerem. Aliás, na próxima Assembleia Geral vamos discutir e se possível aprovarmos a forma como é que os clubes podem dar como garantia pela sua participação. Temos que colocar desafios. Eles devem depositar alguma quantia para a nossa gestão. Vamos-lhes colocar este desafio e caso seja aprovado a Liga vai trilhar bons caminhos”.

NOSSO SUCESSO PASSA PELOS PATROCINADORES

Ao longo da nossa conversa com o presidente da LMF ficamos a saber que o sucesso do Moçambola passa pelos patrocinadores.

“Reconhecer que o nosso sucesso passa pelos patrocinadores, que mais uma vez honraram com os seus compromissos. Queremos acreditar que em 2010 mereçamos a confiança deles, porque só com parceiros certos é que se pode fazer bom futebol. Dizer que os parceiros e o Governo tudo fazem para nos apoiarem.

Mas ainda estamos abaixo das nossas expectativas. Neste momento temos patrocinadores possíveis mas não ideias. O nosso país é vasto e o Moçambola é honeroso. Temos que ter suporte financeiro capaz de responder às exigências de uma competição deste tamanho e envergadura.

Neste momento estamos a lutar à busca de soluções para levarmos o Moçambola a bom porto. O desafio é grande e vamos continuar a mobilizar mais parceiros para reforçarem a nossa capacidade financeira. A 2M é o novo parceiro. Por isso estamos à procura de soluções para que a prova seja uma realidade”.

APETRECHEM OS PLANTÉIS MAS NÃO SE ESQUEÇAM DOS CAMPOS

CADA ano que passa os clubes vão se recheando com melhores técnicos e melhores jogadores. Esquecem-se de arrumarem as infra-estruturas e esquecem-se sobretudo que os melhores espectáculos passam pelos melhores palcos. Em todas as áreas é assim. No desporto, os melhores jogos só nos melhores campos.

Esta área preocupa a todos, principalmente à Liga Moçambicana. Simango Júnior diz que para o próximo ano vai ser rigoroso neste aspecto, para que o público pague o bilhete e consuma um produto de qualidade. Pelo que os clubes têm que estar atentos, pois “nós já manifestamos preocupação em relação aos pisos de Lichinga e Chimoio.

Na visita que fiz à Lichinga obtive garantias do município de que desta vez vai haver reabilitação de raiz, no piso, balneários e muro de vedação. Isto é de louvar. Em Chimoio, o campo está a degradar-se a todos os níveis. A direcção do Textáfrica que encontre uma maneira de pôr o campo em condições.

Estamos a pedir para que os campos estejam em condições. O nosso futebol merece isto. Na capital do país estamos a trabalhar com os clubes para que coloquem a iluminação de modo a realizarmos alguns jogos do Moçambola à noite”, disse Simango um tanto ou quanto agastado.

ATENÇÃO NAMPULA: NÃO HÁ VITÓRIAS MORAIS

A LIGA Moçambicana de Futebol está agastada pelo facto de as duas províncias mais populosas do país não estarem no Moçambola. É caso para perguntar: afinal o que se passa com Nampula e Zambézia?

A-propósito deste aspecto, Simango Júnior tem a resposta: “para nós a ausência de uma equipa de Nampula no Moçambola preocupa-nos bastante como nos preocupa outro ponto do país, por exemplo, a Zambézia. São zonas com maior densidade populacional e estão em franco crescimento económico.

Mas é necessário que os nampulenses entendam que não há vitórias morais. Talvez isto que aconteceu sirva de uma lição. Ficarão a saber que devem investir porque representam a população daquela região do país.

É triste, mas que se preparem para regressarem o mais rápido possível ao Moçambola, porque o Ferroviário de Nampula já foi campeão e vencedor da Taça de Moçambique. Que se preparem para representar condignamente o país”, alertou. E para bom entendedor, meia palavra basta!

Para o sucesso do Moçambola: Planificar e orçamentar sempre será o nosso lema - afirma Alberto Simango Júnior

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JÁ lá vai o Moçambola-2009. Foi de tristeza para uns e de grande alegria para outros. Mas a lição de que é preciso trabalhar e trabalhar sempre foi bem dada.

Só falta a recapitulação, principalmente para aqueles que desceram para a divisão secundária. O próximo Moçambola, o de 2010, já mexe. Os clubes não quiseram perder tempo. Foram buscar os melhores treinadores, como é o caso da Liga Muçulmana e do Maxaquene, que ficaram com Artur Semedo e Arnaldo Salvado, respectivamente.

Estes técnicos e tantos outros que não se movimentaram estão no mercado à procura do melhor produto. Referimo-nos aos jogadores. Par nos falar do que poderá vir a acontecer próximo ano, convidamos o presidente da Liga Moçambicana de Futebol para uma conversa um pouco prolongada, mas de tudo que se falou conseguimos extrair esta entrevista, cujo conteúdo passamos a publicar.

Simango Júnior deseja, em primeiro lugar, boas- vindas aos “novos” inquilinos, nomeadamente o Vilankulo, o Sporting da Beira e o Ferroviário de Pemba, alertando-nos ao mesmo tempo para os desafios que lhes esperam, porque o Campeonato Nacional não se compadece com falta de seriedade. Falou igualmente do que pensa que deve ser a prova no próximo ano a todos os níveis (organização e orçamentação). Mas, mais do que ninguém, oiçámo-lo:

“Primeiro temos que olhar para os aspectos positivos do Moçambola deste ano. A organização melhorou em todos os aspectos. Os clubes apresentaram-se bem, mesmo aqueles que desceram. A Comissão Nacional de Árbitros (CNAF) esteve bem. As nomeações foram feitas a tempo e horas de podermos emitir os bilhetes de passagem.

Há muitos factores que contribuíram para que a prova conhecesse um verdadeiro sucesso. Na segunda parte do campeonato, pelo menos no último terço, a actuação dos árbitros não foi muito contestada, o que contribuiu sobremaneira para o crescimento da prova. O público, que acorreu em massa, sempre lá esteve para responder às exigências deste campeonato e portou-se muito bem. Notou-se a existência de claques organizadas em alguns clubes que deram outro calor e alegria ao próprio espectáculo”.

Despois de um breve balanço, Simango Júnior avançou rapidamente para aquilo que pensa que deve ser o Campeonato Nacional do próximo ano.

“No Moçambola-2010 queremos melhorar os aspectos que me referi. Queremos que as equipas estejam organizadas do ponto de vista logístico e de plantéis para que haja muita luta. Como se viu, o nosso campeão foi de mérito próprio. Tem que se trabalhar muito. Recomendamos aos que subiram este ano que venham para ficar. Chamar-lhes atenção, ao mesmo tempo, que há requisitos próprios que devem ser respeitados no Moçambola.

Que as equipas recém-promovidas tenham estatutos, sede e direcção forte. Isto tudo vai facilitar a coordenação e comunicação entre os clubes e a Liga. Ainda não temos informação oficial por parte da FMF dos clubes que ascenderam ao Moçambola, mas por aquilo que se sabe é o Vilankulo, Sporting da Beira e Ferroviário de Pemba. A ser verdade, nós temos estado a privilegiar a planificação e orçamentação e vamos desde já nos aproximarmos desses clubes para nos inteirarmos do seu grau de organização e aquilo que trazem de novo para nos oferecerem. Queremos que tragam novos talentos e nova forma de abordagem do jogo”.

VISITAS ESTA SEMANA

Para se inteirar melhor dos novos “inquilinos”, a Liga Moçambicana de Futebol vai realizar ao longo desta semana visitas às suas sedes para avaliar o grau da sua organização, bem como deixar recomendações claras do que devem fazer para estarem no Moçambola no verdadeiro sentido da palavra. Simango Júnior, a-propósito destas deslocações das equipas da Liga Moçambicana de Futebol, esclareceu:

“Na próxima semana (esta) vamos visitar esses clubes para avaliarmos as suas condições: onde vão jogar e o que têm para nos oferecerem. Aliás, na próxima Assembleia Geral vamos discutir e se possível aprovarmos a forma como é que os clubes podem dar como garantia pela sua participação. Temos que colocar desafios. Eles devem depositar alguma quantia para a nossa gestão. Vamos-lhes colocar este desafio e caso seja aprovado a Liga vai trilhar bons caminhos”.

NOSSO SUCESSO PASSA PELOS PATROCINADORES

Ao longo da nossa conversa com o presidente da LMF ficamos a saber que o sucesso do Moçambola passa pelos patrocinadores.

“Reconhecer que o nosso sucesso passa pelos patrocinadores, que mais uma vez honraram com os seus compromissos. Queremos acreditar que em 2010 mereçamos a confiança deles, porque só com parceiros certos é que se pode fazer bom futebol. Dizer que os parceiros e o Governo tudo fazem para nos apoiarem.

Mas ainda estamos abaixo das nossas expectativas. Neste momento temos patrocinadores possíveis mas não ideias. O nosso país é vasto e o Moçambola é honeroso. Temos que ter suporte financeiro capaz de responder às exigências de uma competição deste tamanho e envergadura.

Neste momento estamos a lutar à busca de soluções para levarmos o Moçambola a bom porto. O desafio é grande e vamos continuar a mobilizar mais parceiros para reforçarem a nossa capacidade financeira. A 2M é o novo parceiro. Por isso estamos à procura de soluções para que a prova seja uma realidade”.

APETRECHEM OS PLANTÉIS MAS NÃO SE ESQUEÇAM DOS CAMPOS

CADA ano que passa os clubes vão se recheando com melhores técnicos e melhores jogadores. Esquecem-se de arrumarem as infra-estruturas e esquecem-se sobretudo que os melhores espectáculos passam pelos melhores palcos. Em todas as áreas é assim. No desporto, os melhores jogos só nos melhores campos.

Esta área preocupa a todos, principalmente à Liga Moçambicana. Simango Júnior diz que para o próximo ano vai ser rigoroso neste aspecto, para que o público pague o bilhete e consuma um produto de qualidade. Pelo que os clubes têm que estar atentos, pois “nós já manifestamos preocupação em relação aos pisos de Lichinga e Chimoio.

Na visita que fiz à Lichinga obtive garantias do município de que desta vez vai haver reabilitação de raiz, no piso, balneários e muro de vedação. Isto é de louvar. Em Chimoio, o campo está a degradar-se a todos os níveis. A direcção do Textáfrica que encontre uma maneira de pôr o campo em condições.

Estamos a pedir para que os campos estejam em condições. O nosso futebol merece isto. Na capital do país estamos a trabalhar com os clubes para que coloquem a iluminação de modo a realizarmos alguns jogos do Moçambola à noite”, disse Simango um tanto ou quanto agastado.

ATENÇÃO NAMPULA: NÃO HÁ VITÓRIAS MORAIS

A LIGA Moçambicana de Futebol está agastada pelo facto de as duas províncias mais populosas do país não estarem no Moçambola. É caso para perguntar: afinal o que se passa com Nampula e Zambézia?

A-propósito deste aspecto, Simango Júnior tem a resposta: “para nós a ausência de uma equipa de Nampula no Moçambola preocupa-nos bastante como nos preocupa outro ponto do país, por exemplo, a Zambézia. São zonas com maior densidade populacional e estão em franco crescimento económico.

Mas é necessário que os nampulenses entendam que não há vitórias morais. Talvez isto que aconteceu sirva de uma lição. Ficarão a saber que devem investir porque representam a população daquela região do país.

É triste, mas que se preparem para regressarem o mais rápido possível ao Moçambola, porque o Ferroviário de Nampula já foi campeão e vencedor da Taça de Moçambique. Que se preparem para representar condignamente o país”, alertou. E para bom entendedor, meia palavra basta!