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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Sujeira nos clubes do Moçambola para além de estrangeiros ilegais

HÁ muita sujeira nos clubes do Moçambola que não se esgota na problemática à volta de estrangeiros em situação contratual ilegal.

 

Os desmandos no futebol moçambicano levaram a Inspecção do Ministério do Trabalho (MITRAB) a tomar medidas para travar a entrada ilegal de mão-de-obra estrangeira por via de contratos desportivos concedidos pelos clubes que actuam na primeira divisão.

 

 

Quando a Inspecção do Trabalho declarou guerra contra os estrangeiros ilegais no futebol nacional, os clubes da primeira divisão apareceram em bloco a ameaçar boicotar o Moçambola, alegando que o Governo estava a agir de má-fé. Afinal de contas o assunto é muito mais sério do que se podia prever. Os clubes do Moçambola vêm praticando ilegalidades que passam por crimes comparados ao tráfico de pessoas.

 

 

O problema torna-se ainda mais grave quando são os próprios clubes a facilitarem a entrada de mão-de-obra estrangeira para fins alheios ao futebol e a utilizarem estrangeiros que nem sequer pagam impostos, ou seja, os clubes pagam-lhes salários líquidos sem os descontos previstos na lei. Enquanto isso, estão os atletas nacionais que nem se quer estão inscritos na segurança social, não dispondo, por isso, da protecção social.

 

 

Para além de pagarem salários de forma arbitrária, os clubes não descontavam os ordenados dos atletas para segurança social, sujeitando os jogadores que terminam as suas carreiras a situações de desespero e miséria. Este cenário, que despoletou da actividade inspectiva normal do MITRAB aos clubes, trouxe à tona uma série de irregularidades praticados pelos clubes que, porém, apareceram muitas vezes, através da Imprensa, a manietar a opinião pública sobre a alegada perseguição e campanha contra o futebol.

 

 

São mais de 200 atletas sem segurança social que, de forma isolada, têm aparecido junto do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) ou MITRAB a solicitarem o pagamento de pensões e subsídios de funeral para os seus ente queridos perecidos. Esta situação é que, segundo a ministra Helena Taipo, provocou uma forte indignação por parte do Governo, aliado ao facto de estarem a entrar para o mercado do trabalho, por via dos clubes, estrangeiros ilegais, e de ter que agir perante a estas irregularidades.

Fonte:Jornal Noticias

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