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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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11.Abr.13

Em protesto à decisão do MITRAB - Clubes paralisam Moçambola!

TREZE dos 14 clubes do Moçambola, à excepção do Maxaquene, que se absteve, decidiram deixar de participar temporariamente na prova. A posição surge como consequência da suspensão de técnicos e atletas estrangeiros por ilegalidade no contrato de trabalho.

 

No final da manhã de ontem, treze clubes do Moçambola, excluindo o Maxaquene, conforme foi referido anteriormente, em conferência de Imprensa, anunciaram a interrupção provisória da mais prestigiada competição futebolística nacional e explicaram os motivos.

 

 

Sérgio Kanji, director executivo do Ferroviário de Maputo, na posição de porta-voz, procedeu à comunicação que de certa forma pegou de surpresa os órgãos de comunicação social: “Decidimos paralisar o Moçambola na sequência das acções movidas pelo Ministério do Trabalho em todos os clubes de Fevereiro a esta parte. Enquanto durar esta situação, os 14 clubes vão paralisar a prova com efeitos a partir de 11 de Abril (hoje). Uma vez que mantendo a prova seria um prejuízo, pois os clubes viriam os seus plantéis amputados. Lamentamos os transtornos que esta decisão vai ter em toda a escala nacional”.

 

 

Respondendo a questões dos jornalistas, o director da alta competição do Costa do Sol, Caetano de Sousa, reforçou a posição do dirigente dos “locomotivas”: “O Ferroviário de Maputo viu-se privado do seu técnico Victor Urbano que não pode se sentar no banco, enquanto o Ferroviário da Beira viajou à Nampula sem os jogadores estrangeiros. Face a esta situação e enquanto estiverem a decorrer os trabalhos de inspecção não temos outra saída do ponto de vista desportivo que não seja suspender a prova”.

 

 

Caetano fundamentou a sua decisão apegando-se também no facto da FIFA não permitir que haja um plantel com menos de 20 jogadores, e no caso das equipas do Moçambola muitos clubes têm um plantel de 23 jogadores, o que significa que retirando quatro a cinco estrangeiros ficaria abaixo desse número.

 

 

Questionado sobre o tempo que durará a suspensão da prova, o dirigente “canarinho” respondeu: “A regularização das anomalias pode levar o tempo que for necessário. É um processo de entrega e devolução de expedientes e pode ser demorado. Não podemos prever o tempo que iremos ficar sem o Moçambola”.

 

 

Para Caetano, as exigências do Ministério do Trabalho (MITRAB) pegaram todo o mundo de surpresa, pois estão acima daquilo que tem sido habitual. “Estão a fazer outro tipo de exigências que não vinham sendo habituais. O MITRAB exige que os clubes fundamentem a contratação de um treinador estrangeiro ou jogador de acordo com as suas qualificações. É uma medida nova. Posto isto, temos que parar para regularizar.
Juntarmos as nossas justificações e enviá-las”, ajuntando que aquela instância governamental devia ter uma acção pedagógica e não da forma tão rigorosa como está a ser feita, suspendendo activos dos clubes.
Fonte:Jornal Noticias

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