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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Linguenga: lembram-se da “terror” congolesa?

Linguenga

EM Bamako, e no mesmo hotel onde está alojada a turma moçambicana, encontra-se a nossa bem conhecida jogadora Linguenga, da RD Congo (ex-Zaire), que, à semelhança de Aurélia e Esperança, foi também convidada para o jubileu dos 50 anos da FIBA-África.

 

 

Uma das legendas do basquetebol continental, Linguenga foi um verdadeiro “show” no Afrobásquete de 1986, no Maputo, ganho pelo seu país e com o seu excepcional suporte, para além de ter sido “carrasco” do Maxaquene numa das edições da Liga dos Campeões, em representação do Tourbillon, então a melhor equipa do Zaire e uma das mais fortes de África.

 

 

Hoje com 50 anos de idade e mãe de dois filhos, Linguenga reside em Paris, onde continua a jogar, mas na divisão secundária do basquetebol francês. Ela é presidente do clube e, ao mesmo tempo, treinadora dos escalões de formação. No presente Afrobásquete, para além de convidada para a gala de estrelas, esta noite, ela é igualmente a principal motivadora das jogadoras congolesas.

 

 

Conversando ontem connosco, Linguenga recordou-se imediatamente de três nomes: Esperança Sambo, Aurélia Manave e Maxaquene. Trata-se de referências que para ela são inesquecíveis quando se recorda do basquetebol moçambicano. Ao saber, por nós informada, que Aurélia e Esperança estariam também na homenagem da FIBA-África, expressou a sua satisfação, afirmando que realmente elas merecerem, pois foram duas grandes basquetebolistas do continente.

 

 

Secundada por Marta Monjane, ontem uma das estrelas da nossa bola-ao-cesto e hoje dirigente da Federação Moçambicana de Basquetebol e no Mali à frente da selecção, Linguenga é de opinião que a modalidade, no continente, baixou drasticamente, comparado com o que era nas décadas de oitenta e noventa. Segundo disse, as atletas da actualidade não jogam com garra e, para elas, tanto faz perder como ganhar, o que não acontecia nos seus tempos de jogadora.

 

 

Linguenga afirma que o exemplo disso é o baixo nível de competição que se assiste neste Afrobásquete, reflexo, também, da inexistência de competitividade nos países africanos.
Apontou o caso do Mali, anfitrião da prova, que na sua selecção só tem duas atletas a actuar internamente e que para os X Jogos Africanos do Maputo preferiu se fazer representar pela equipa secundária. “Onde está o trabalho interno e a semente para se colher amanhã?”, interrogou-se esta voz autorizada e conhecedora da modalidade no continente. 
  • Alexandre Zandamela, em Bamako
Fonte:Jornal Noticias

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