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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Limite da nossa fasquia é o céu

Moçambique

NESTA nova constelação das estrelas africanas não existe tempo nem espaço para grandes invenções, pois as artistas conhecem-se mutuamente. A nossa selecção, com exibições à altura dos seus pergaminhos, faz as contas do primeiro lugar do grupo, mas, para tanto, urge vencer hoje o Mali, no maior e verdadeiro teste à sua capacidade de desempenho.

 

Num Afrobásquete em que a imprevisibilidade é muito grande e a qualificação para os Jogos Olímpicos de Londres-2012 é o objectivo mais atraente, apesar de se estar ainda na primeira fase, ninguém quer ceder e muito menos revelar sinais de fraqueza. Por enquanto, vencer o grupo é a razão primordial, pois entre Senegal, Mali, Moçambique, Angola e Nigéria ninguém quer se cruzar com ninguém nos quartos-de-final, para que não “morra” cedo.

 

 

É a partir deste pressuposto que mais logo, no pavilhão do Estádio 26 de Março, a partir das 18.00 horas de Bamako (20.00 do Maputo), o desafio entre anfitriãs e moçambicanas vai “parar” a capital maliana, já que toda a gente está ávida em ver até que ponto os dois conjuntos estão à altura de se desenvencilhar perante obstáculos de maior peso.

 

 

No seio da nossa equipa, após a folga gozada ontem, que, para além de mais uma sessão de treino que o técnico Carlos Alberto Niquice (Bitcho) aproveitou para insuflar nas jogadoras mais fundamentos técnico-tácticos de modo a fazerem frente às campeãs africanas, serviu também para o descanso das atletas, que vêm sendo sujeitas a uma incrível maratona de jogos desde os princípios de Setembro.

 

 

Olhando para as primeiras três jornadas, é lícito reconhecer que a caminhada da selecção tem sido fantástica, até porque, mesmo tendo em conta a discrepância de valor em relação à Costa do Marfim (69-65), RD Congo (76-55) e Tunísia (69-53), o técnico nacional entende que era imprescindível entrar-se a ganhar, exibindo-se ou não, a equipa, ao seu nível. Por isso, Bitcho reconhece que, diante das marfinensas, a partida não correu de todo bem e foram visíveis problemas relacionados com a altitude, o ambiente encontrado em Bamako, entre outras adversidades, daí que valeu mais pela vitória do que pela exibição.

 

 

No segundo desafio, contra as congolesas, o time melhorou substancialmente, esteve igual a si próprio e vencemos com grande categoria Já frente à Tunísia, de acordo com o treinador, Moçambique registou um excelente primeiro período e criou uma vantagem confortável, facto que, infelizmente, concorreu para que no segundo as jogadoras se desconcentrassem um pouco, permitindo desse modo às tunisinas acreditarem e até lograrem uma certa recuperação no marcador, embora, no essencial, tenha acabado por triunfar tranquilamente por 16 pontos.

 

 

Globalmente, estamos satisfeitos com a prestação da equipa, apesar de muito calor e humidade que caracterizam Bamako por estas alturas do ano. Temos conseguido superar estes contratempos, mercê da nossa grande força de vontade, muita determinação e galhardia das atletas, fazendo respeitar o nome e o prestígio que o nosso país conquistou no basquetebol feminino, tanto a nível de selecções como de clubes”, explicou o “mister”.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

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