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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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15.Jul.11

ELEIÇÕES NA FMF - Carlos Jeque ameaça presidente de Manica

 

Carlos Jeque

CARLOS Jeque, um dos concorrentes à presidência da Federação Moçambicana de Futebol, ameaça processar criminalmente Júlio Chimonzo, Presidente de Associação Provincial de Manica (APFM), alegadamente por este ter propalado informações segundo as quais aquele teria estado preso algures na província de Tete.

 
 

Vou processá-lo criminalmente por difamação, pois tenho testemunhas a quem o senhor disse que eu estava preso em Tete”, escreveu Jeque numa mensagem via telemóvel e à qual o “Notícias” teve acesso.

 

 

Numa outra mensagem dirigida ao mesmo Júlio Chimonzo, também conhecido por Leleu, Jeque diz: “Senhor Leleu. Estou a ser informado de que anda a espalhar nalguns círculos, no Chimoio, que eu estou preso. Confirma-me, se faz favor. Estou em Tete, reunido neste momento com a Associação Provincial de Futebol e com os clubes. Quer que eu o confirme que gozo de liberdade e que nunca e nem estou preso?”

Sobre esta matéria, contactámos telefonicamente Leleu, o qual reiterou ter recebido daquele candidato a presidente da FMF mensagens ameaçadoras, visando intimidá-lo e despersuadi-lo a prosseguir a sua campanha a favor do seu candidato favorito.

 

 

Chimonzo refutou ter dito algo a respeito da pessoa de Jeque, embora tenha reconhecido o seu envolvimento na organização dos clubes para o decorrente processo eleitoral, na qualidade de Presidente da APFM. Segundo ele, Jeque pode ter agido assim ao constatar que Leleu não era favorável à sua lista, em virtude de o candidato ter proferido acusações de corrupção às actuais lideranças das associações provinciais, de que ele faz parte.

 

 

Jeque deverá provar e trazer a público as testemunhas que alega ter para justificar as ameaças que diz ter proferido contra a sua pessoa. Estou admirado com esta montagem. Eu não conversei com ninguém a respeito deste senhor, muito menos de eventuais problemas seus em Tete. Isto é pura intimidação, que tenho a certeza de que não poderá provar”, esclareceu.

 

Por seu turno, Carlos Jeque, também contactado telefonicamente, negou ter proferido qualquer ameaça contra Júlio Chimonzo, reconhecendo, porém, ter enviado mensagens em que avisava aquele dirigente sobre a eventualidade de lhe mover um processo-crime por difamação.

Reiterou que Chimonzo terá de confirmar essas informações em fórum próprio e a quem de direito.

 

Em fórum próprio, ele vai ter de me dizer onde estive preso, em que hotel não paguei por não ter dinheiro. De resto, tudo para mim andou bem em Tete, não tive problemas e o meu trabalho correu tal como estava programado”, disse Jeque.