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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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JOGOS AFRICANOS DO MAPUTO 2011- Trabalha-se contra o relógio

 

A Vila Olímpica floresce

A PREPARAÇÃO dos X Jogos Africanos do Maputo-2011 ganhou um novo impulso. A pouco mais de três meses do arranque do evento, a decorrer de 3 a 18 de Setembro, as 14 subcomissões do Comité Organizador (COJA) desdobram-se para ganhar tempo nas múltiplas tarefas à volta da organização do certame.

 

Neste momento, as atenções estão mais viradas para as infra-estruturas desportivas, com destaque para a vila olímpica, cujas obras correm contra o relógio, tendo em conta que o prazo inicialmente previsto (30 de Junho) foi prorrogado para meados de Agosto. O mesmo acontece em relação aos pavilhões em reabilitação, nomeadamente Maxaquene, Académica e Estrela Vermelha, assim como o campo do Costa do Sol, que a entrega estava prevista para 30 de Maio, mas o prazo acabou sendo prorrogado por um mês.

 

 

A conclusão das obras da vila olímpica constitui a maior preocupação do COJA, tomando em consideração que estão ainda na sua fase intermediária. Apresar disso, a organização continua a alimentar boas expectativas, reiterando que será entregue um mês antes do evento. São 26,5 blocos, dos quais 12 serão entregues até 30 de Junho corrente e os restantes até 15 de Agosto.

 

 

A construção do complexo de piscinas olímpicas – congrega duas piscinas de 50 metros cada, sendo uma para o aquecimento e outra para a competição – prevê-se que seja concluída até 30 de Junho. Neste momento, já foram montados os respectivos tanques na estrutura do betão e está em curso a montagem do sistema hidráulico.

 

 

De salientar que a piscina de competição (50x25 metros) terá 10 corredores e dois metros de profundidade máxima. A de treinamento, com 50x20 metros e uma profundidade de 1,5 metro, comportará oito corredores. Estas piscinas serão cobertas e com capacidade conjunta para 1500 espectadores.

 

 

OBRAS DE MÉDIA DIMENSÃO

 
“courts” do Jardim Tunduru

Trata-se dos salões cobertos das Escolas Secundárias Josina Machel e de Lhanguene, IFP da Munhuana, Comunidade Maometana e Clube Marítimo, que já foram executadas até 40 porcento e cuja previsão de entrega é 30 de Julho.

Por sua vez, as obras de pequena dimensão, nomeadamente campos da Liga Muçulmana e do Maxaquene (Machava), “courts” do Jardim Tunduru e vila de Chidenguele, serão entregues até finais de Agosto.

 

No que respeita ao alojamento, o COJA dispõe de 150 casas não mobiladas, cedidas pelo Conselho Municipal da Cidade do Maputo, onde funcionará o quartel-general do evento e serão acomodados os voluntários provenientes das províncias e os colaboradores. Enquanto isso, os serviços de alimentação serão fornecidos pela empresa SMS Catering, e o Instituto Superior de Relações Internacionais será a sede do refeitório principal dos residentes da vila olímpica.

 

No plano da divulgação, os Jogos já abrangeram todas as capitais provinciais e 15 distritos. Neste momento, ela está a incidir nos estabelecimentos de ensino, com destaque para as escolas secundárias, universitários e do ensino técnico-profissional.

 

MISSÃO MOÇAMBIQUE

 
logo do jogos Africanos

A Missão Moçambique é uma espécie de comissão técnica dos Jogos, cujo papel é gerir a preparação das selecções nacionais que vão participar no evento. Numa primeira fase, centrou as suas prioridades na criação de condições materiais e técnicas que permitiram a criação das pré-selecções nas diversas modalidades.

 

 

A primeira fase dos trabalhos, que decorreu de 1 de Outubro a 31 de Dezembro de 2010, permitiu avaliar o nível de organização de algumas modalidades que não fazem parte das prioridades, a selecção de algumas e exclusão de outras, bem como o apuramento dos jogadores seleccionáveis.

 

 

A segunda fase, que iniciou em Janeiro deste ano e se prolongará até Agosto, está virada para a intensificação das competições internacionais e estágios desportivos para as modalidades nas quais Moçambique espera arrecadar medalhas, tais como basquetebol, atletismo, natação, judo, taekwondo, entre outras.

 

 

Algumas selecções já estão a estagiar fora do país, tais como boxe (10 pugilistas masculinos estão em Cuba) e judo (três atletas estão na França). Dezassete atletas de atletismo convencional e adaptado, judo, natação e voleibol de praia seguirão para estágio em Portugal; 40 de basquetebol e andebol masculino e feminino irão brevemente a Angola, bem como 25 futebolistas e 20 basquetebolistas femininos viajarão para o Brasil.

 

 

Paralelamente, foram contratados treinadores para orientarem internamente as selecções de basquetebol feminino, boxe, atletismo, voleibol, ténis, ténis de mesa, taekwondo, ginástica, entre outras modalidades.

 

COJA REITERA CUMPRIMENTO DOS PRAZOS DAS INFRA-ESTRUTURAS

Cesar Penalva a direita

O COMITÉ Organizador dos Jogos Africanos (COJA) reiterou que os prazos definidos para a entrega das infra-estruturas serão cumpridos, apesar dos constrangimentos que concorreram para que algumas datas inicialmente estabelecidas para entrega dos recintos fossem revistas, em virtude de as obras de construção e reabilitação estarem ainda em curso.

O director-adjunto do COJA, Penalva César, disse, recentemente, que as infra-estruturas estarão prontas, o mais tardar, até 30 de Julho. Aliás, a construção da vila e da piscina olímpica, junto ao Estádio Nacional do Zimpeto, bem como a reabilitação dos pavilhões que acolherão as modalidades de salão terão o seu fim até 30 de Junho, à excepção do pavilhão do Desportivo, cujas obras arrancaram tardiamente, e das infra-estruturas complementares (alguns recintos escolares que vão acolher competições e treinos), que serão entregues até 30 de Julho.

Trata-se dos pavilhões do Maxaquene, Académica e Estrela Vermelha, bem como dos salões cobertos das Escolas Secundárias Josina Machel e Lhanguene e do IFP da Munhuana. O campo do Costa do Sol e o recinto do Clube Marítimo estão igualmente incluídos neste processo de reabilitação.

 

 

Penalva César explicou que o prazo inicialmente estabelecido para a conclusão das obras de reabilitação das infra-estruturas era 30 de Maio. Porém, os empreiteiros depararam-se com alguns constrangimentos, que provêm do facto de as infra-estruturas em alusão nunca terem sido submetidas à reabilitação desde a sua construção.

 

 

Notou-se, no processo da sua demolição, que precisavam de uma intervenção mais profunda, sobretudo no que diz respeito aos sistemas de esgotos e eléctrico, bem como ao piso”, referiu.

 

Penalva admitiu que não houve tempo suficiente para um estudo da situação real das infra-estruturas para se perceber que níveis de intervenção necessitariam em termos de reabilitação.

 

 

Quando orçamentámos as obras estávamos tranquilos de que os trabalhos não exigiriam intervenções tão profundas como as que estão a acontecer. O que fizemos foi proceder ao lançamento dos concursos públicos, deixando o resto da responsabilidade aos empreiteiros”, esclareceu.

 

O director-adjunto do COJA fez, por outro lado, uma avaliação positiva do trabalho em curso e assegurou que as obras serão entregues nas datas previstas, tendo em conta os recursos materiais e humanos disponíveis.

 

Para ganhar tempo, os empreiteiros têm recorrido à contratação do maior número possível de mão-de-obra. É verdade que há necessidade de se redobrar esforços e duplicar o tempo de trabalho, estando tudo a ser feito dentro da Lei de Trabalho em vigor no país”, disse, salientando que todo o trabalho em curso será concluído antes dos jogos.

 

 

Fonte:Jornal Noticias

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