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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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27.Abr.11

Estádio Nacional orgulho do país pós-independência (1)

SR. DIRECTOR!

 

 

Estadio Nacional do Zimpeto

O Estádio Nacional do Zimpeto, inaugurado em 23 de Abril corrente, é o palco da X Edição dos Jogos Pan-Africanos Maputo 2011, a decorrer de 3 a 18 de Setembro, que na óptica de várias figuras ligadas ao desporto, sobretudo do futebol, consideram-no como sendo o maior empreendimento em termos de infra-estruturas, aliado ao facto de ser o maior ganho que tivemos desde 1975, devido aos elevados custos de investimentos em obras orçadas em cerca de US$ 57 milhões, fruto da parceria sino-moçambicana.

 

 

No dia da sua inauguração estiveram presentes no local várias individualidades do panorama político, social e económico nacional, etc., incluindo o Chefe do Estado, Armando Emílio Guebuza, que dirigiu a inauguração oficial do mesmo. O ponto mais alto da cerimónia foi a realização de uma partida de futebol, envolvendo as selecções nacionais de Moçambique e da Tanzânia, com vitória a sorrir para os anfitriões, por duas bolas sem resposta, cujos golos foram apontados em cada uma das etapas do jogo pelo atacante Jerry, baptizando-o da melhor maneira possível em plena semana santa para os cristãos, onde o público não se fez de rogado e acolheu em massa para testemunhar o acto, terminando com o lançamento do fogo de artificio.

 

 

Facto curioso é que após o término do jogo de futebol, tanto a TV pública, assim como a sua  principal concorrente que tem como slogan “onde a gente se vê”, reportaram casos de cadeiras vandalizadas. Segundo os dados da TV pública foram cerca de 100 cadeiras, a sua concorrente avança com cerca de 300 cadeiras, demonstrando as dúvidas e disparidades na informação exacta em termos de números para o público que acompanhou toda a cerimónia pelos canais que cobriram o evento.

 

 

Isto levanta dúvidas e polémicas para os cidadãos, visto que o empreendimento de que tanto se falou desde 2005, quando o país se predispôs a concorrer para a organização da XXVII edição do Campeonato Africano das Nações, vulgo CAN-2010, cuja organização foi ganha pelos kambas angolanos, onde a nossa selecção participou e mais uma vez não foi para além da fase de grupos, sobretudo pelos esforços empreendidos pelo Governo para levar adiante a empreitada que veio a calhar com a desistência dos homens da terra do KK na organização do badalado evento que terá lugar no 3° trimestre do ano em curso, suspeitando-se que o material seja de baixa qualidade e, mais uma vez, falhou-se na escolha do mesmo, pelo facto de se preocupar em apetrechar a “nova catedral do futebol moçambicano” com material sem qualidade e duvidando-se dos critérios usados na compra do mesmo.

 

Outro facto tem a ver com o comportamento dos utentes do mesmo, que se fizeram presentes no local, forçando-os com toda massa corporal para algo sensível, como as imagens dos dois canais acima supracitados documentaram, onde chega-se à conclusão de que estes têm uma quota-parte.

 

 

Os desafios que se levantam na actualidade têm a ver com o facto de a sua manutenção, contanto que não devemos construir infra-estruturas só para acolher eventos desportivos, correndo o risco de termos um “elefante branco”, pelo facto de não ser usado para vários fins, e sem saber quem irá fazer a gestão do mesmo, se é o Governo, sector privado ou se se avançará para o modelo de gestão mista.

 

O mesmo pode ser usado para a realização dos jogos do campeonato nacional de futebol, vulgo Moçambola, que na minha óptica deveria haver dois jogos por semana, sendo um no sábado e outro no domingo, aproveitando a luz artificial para se jogar no período nocturno, para que o mesmo seja rentável e sustentável a médio e longo prazos, aliado ao facto de rotular os nossos atletas a esta realidade, visto que quando vão jogar com os adversários de outros países têm revelado grandes dificuldades em jogar neste período.

  • Paulo Gomes
Fonte:Jornal Noticias