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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Moçambola veículo da unidade nacional

O PRESIDENTE da Liga Moçambola de Futebol olha para o Moçambola numa outra dimensão social e política. Para ele, a prova, para além de constituir um sustento de várias famílias, serve igualmente como um veículo da unidade nacional.

QAlberto Simango Junior
 

A dado momento sentimos que o meio do futebol serviu como um veículo de manifestação de unidade nacional, para além de sustento de muitas famílias que nele se encontram envolvidos. As equipas quando se encontram a jogar em qualquer ponto do país manifestam a auto-estima e orgulho da nossa própria moçambicanidade. As pessoas quando jogam sem olhar para as regiões ou zonas a que pertencem fazem-no para um Moçambique unido. Isso é um grande orgulho para nós.


Sentimos ao longo destes anos todos o apoio de diversos parceiros, do Governo particularmente, que foi um grande facilitador nos diversos momentos em que passámos. Sentimos um carinho especial, um apoio, não posso dizer incondicional, mas à altura daquilo que são as nossas preocupações.


Os parceiros acolheram positivamente a nossa mensagem e melhoraram as suas contribuições porque entenderam sobretudo a parte social e política do projecto. Estão todos identificados com este projecto e sentimos também ao longo deste todo tempo que os clubes estão connosco. Parte deste sucesso não é só nosso, é também dos clubes, que colaboraram positivamente naquilo que é o nosso dia-a-dia no que é possível. Das visitas que nós efectuámos aos clubes encontrámos uma reciprocidade interessante, um diálogo positivo para que o produto se consolide.


E penso que isso tornou a nossa actividade mais facilitada e cumprimos com o objectivo final que era servir cada vez melhor os nossos filiados. Sentimos que todos navegamos no mesmo barco e com o mesmo comando. Foi e continua a ser uma experiência notável”.

Para Simango, nem tudo é um mar de rosas na condução da LMF e do Moçambola.

 

É verdade que não faltaram momentos difíceis. Houve momentos em que se demoraram alguns desembolsos. Em algum momento tivemos que esperar porque a companhia aérea não podia emitir os bilhetes. Atrasámos pagar uma e outra tranche. Mas são daquelas situações que acontecem para quem trabalha.


Nós suportámos isso. Sentimos dificuldades mutuamente, mas o mais importante é que o objectivo final vê-se no fim e no fim nós notámos que valeu a pena trabalhar para esta prova com uma equipa fantástica. Tive a sorte – é necessário enaltecer isto – de ter colaboradores dedicados e que deram o melhor de si em prol desse objectivo que era tentar fazer com que a Liga fosse uma referência e se tornasse um produto credível. Acho que cumprimos com o que nos propusemos no primeiro mandado. Mas a obra, como disse, ainda está longe de ser concluída. Gostaríamos de continuar para realizarmos o sonho que temos de fazer com que a LMF não seja uma entidade/instituição de mão sempre estendida”.

 

Fonte:Jornal Noticias