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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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PREPARAÇÃO PARA OS JOGOS AFRICANOS: Recintos escolares alternativa para selecções

António Munguambe e Salomone CossaOS recintos desportivos escolares são as principais alternativas encontradas pela Missão Moçambique para acomodar as necessidades de preparação das Selecções Nacionais de diversas modalidades para os Jogos Africanos Maputo-2011, que decorrerão de 3 a 18 de Setembro.


 

A opção por estes recintos deve-se à escassez de espaços para efeito na sequência da reabilitação que já decorre de várias infra-estruturas desportivas, que vão acolher o evento que acolherá 52 países do continente.

 

Mesmo assim, a Missão Moçambique, responsável pela preparação das selecções, ainda carece de soluções para acomodar parte considerável das modalidades, que aguardam pelo início de preparação, facto que ameaça as expectativas em relação aos objectivos traçados em termo de resultados.

 

A isto alia-se o facto de se ter reduzido o número de instalações inicialmente definidas, que seriam alvos de intervenções visando a sua reabilitação ou modernização devido os custos. O Comité Organizador dos Jogos Africanos (COJA) previa inicialmente reabilitar 46 recintos, mas o plano foi revisto devido ao défice orçamental, o que forçou a redução de intervenção nas infra-estruturas.

 

Como recurso, algumas modalidades serão instaladas nas escolas, o que implica  algumas intervenções para responder às exigências internacionais que se impõem, casos de judo e badminton, que estarão instaladas na Josina Machel.

 

Contra todas as expectativas, o atletismo, uma das principais apostas moçambicanas em grandes eventos internacionais, ressente-se da falta de espaços para uma preparação condigna, atendendo que a pista do Parque de Continuadores, que teve algumas mexidas insignificantes durante os Jogos da CPLP em Agosto do ano passado,  carece de uma reabilitação mais profunda.


O ténis de mesa e a ginástica rítmica, duas das modalidades emergentes, ainda não conheceram a sua sorte em termos de local para preparação.  No entanto, vão procurando a sua sorte nesta fase de preparação. O ténis de mesa poderá instalar-se nesta fase na Associação Chinesa, face aos custos impostos pelo Centro Cultural Islâmico, que era proposta inicial e ideal apresentada pela direcção da respectiva federação. A ginástica prepara-se na Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Pedagógica e poderá partilhar o Pavilhão do Maxaquene com o basquetebol durante os Jogos.

 

Entretanto, algumas modalidades, sobretudo as colectivas, têm os locais definidos. O futebol evoluirá no Estádio Nacional (meias-finais e finais) – local de abertura e encerramento dos Jogos –, Estádio da Machava e os campos do Maxaquene, Costa do Sol e da Liga Muçulmana. O atletismo terá como palco a pista do Estádio Nacional.


O basquetebol será disputado no pavilhão do Maxaquene, boxe no do Estrela Vermelha, voleibol no Desportivo, andebol e karate no pavilhão da Universidade Académica, ténis no Jardim Tunduru, judo e taekwondo no campo da Fábrica de Refeições, xadrez no Centro Cultural do Banco de Moçambique, na Matola, e natação na piscina em construção na Vila Olímpica, no Zimpeto.

 

Outro problema tem a ver com o facto de maior parte das selecções não disporem ainda de equipamentos para a preparação, alguns aguardando despachos  aduaneiros e outros ainda por importar. Aliás, alguns equipamentos são doações de federações internacionais. Por exemplo o taekwondo e o ténis de mesa receberão um tapete e algumas mesas, respectivamente. O voleibol dispõe de um novo parquet.

 

A ginástica, por sua vez, só terá material disponível até Abril.

Contudo, há modalidades sem retornos em termos de material e equipamento, casos de vela, canoagem, entre outras. Mesmo assim, a organização aponta para um balanço positivo no âmbito do compromisso assumido pelas federações internacionais e confederações de apoiar os Jogos, apesar de algumas não terem ainda dado sinal. 

 

ESTREANTES NAS PRÓPRIAS INSTALAÇÕES

 

Uma das questões colocadas à Missão foi se o tempo entre o espaço que separa a reabilitação de infra-estruturas e a sua disponibilidade para a preparação e adaptação das selecções seria exequível. E na resposta, António Munguambe elucidou que é paradoxo que todos os países que organizaram este tipo de Jogos tenham passado da situação de serem estreantes dos seus próprios recintos.

 

Mas se quisermos novas infra-estruturas temos que dar tempo ao COJA para que dentro do seu plano possa disponibilizar as instalações que vão ser bastante úteis no futuro. Mas enquanto isso, vamos naturalmente como eu disse procurar alternativas. Quanto ao tempo, é um recurso bastante escasso, nós vamos ter que gerir, virar para uma planificação intensiva, para o aglutinar as actividades em função daquilo que são os objectivos. Por exemplo, se nós queremos ir aos lugares de pódio, em boxe, então temos que decidir que devemos colocar o boxe onde há condições para o efeito. Mas, por exemplo, não se pode colocar o problema de estágio em relação a modalidades como ténis de campo ou de mesa, porque o que se exige no fim dos Jogos é que efectivamente tenhamos estas disciplinas a serem praticadas com algum peso na cidade de Maputo e a serem divulgadas noutros pontos do país”, anotou.

 

Quanto ao material (equipamentos), afirmou que imperioso colocá-lo imediatamente. Porém, ao que tudo indica, as selecções só poderão estar em contacto com as instalações em reabilitação pouco tempo antes dos Jogos, o que pode complicar o processo de adaptação.  

   

SALVADOR NHANTUMBO

 

Fonte:Jornal Noticias

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