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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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Salvado detona “esquemas” de corrupção

baner
 
Na carta-denúncia datada de 5 de Novembro do ano em curso, que consta de um processo na Liga Moçambicana de Clubes, Salvado diz que lhe foi informado “pelo vice-presidente do Atlético Muçulmano, Sr. Omair Gafur (Lili), antes do jogo Atlético Muçulmano x Liga Muçulmana, que dirigentes da Liga Muçulmana teriam contactado jogadores do Atlético Muçulmano a fim de os aliciar com valores monetários, para facilitarem no jogo, de forma a que a Liga Muçulmana o vencesse”. Tudo teria sido confirmado pelo treinador principal  Sr. Rafael Maposse (Garrincha) e o seu adjunto, Sr. Frederico dos Santos, que após reunião com os jogadores da equipa toda, dois deles acabaram reconhecendo o contacto estabelecido por tais dirigentes da Liga Muçulmana”.
 

Os atletas em questão são o guarda-redes Anivaldo, que terá recebido antecipadamente 10.000, 00 Mt (dez mil meticais), com promessa de mais valores após o jogo, e o defesa Armando Matlombe (Toni), a quem foi solicitado o número da sua conta bancária para depósito.

 

 

Durante o estágio da equipa do Atlético Muçulmano na Namaacha, antes do jogo contra a Liga Muçulmana, estes mesmos dirigentes da Liga Muçulmana “fizeram ainda telefonemas” para os atletas em questão. A direcção do Atlético Muçulmano esteve reunida de emergência nessa noite para analisar o problema e vários telefonemas foram feitos entre os dirigentes do Atlético Muçulmano e da Liga Muçulmana, os quais tentavam desmentir os factos. Nessa reunião, conforme conta Salvado, estiveram, entre outros, os senhores Omair Gafur, Amilcar Jussub e José Abdul, que têm o conhecimento completo dos factos.

 

 

O esquema usado

 

 

Os dirigentes da Liga Muçulmana envolvidos nos telefonemas com os dirigentes do Atlético Muçulmano foram os senhores Rafik Sidat, Shafi Sidat e o Sheik Cassimo. Este último também foi acusado de contacto com os jogadores em causa, além de ter sido utilizado como intermediário o jogador da Liga Muçulmana, o Sr. Alcides Chihono (Cantoná)”, revela a carta-denúncia, que realça que o vice-presidente do Atlético, Sr. Omair Gafur (Lili), teria dito que o clube iria promover uma conferência de imprensa para revelar o caso, sendo que já o tinha comunicado a alguns jornalistas e ao próprio presidente da Liga Moçambicana de Futebol.

 

Dias após o jogo, e em contacto com o mesmo vice-presidente do Atlético Muçulmano, “este disse-me que não iriam fazer a referida conferência de imprensa, pois preferiam não entrar em outras guerras, preferindo concentrar-se na luta pela fuga à despromoção. Disse ainda que os mais altos dirigentes do clube achavam que devia haver um sigilo e um incumprimento do caso, visto ambos os clubes pertencerem à mesma comunidade religiosa”.

 

 

A confirmar-se...

 

 

A confirmar-se este caso, segundo Salvado, será “extremamente gravíssimo e corresponderá, segundo os regulamentos disciplinares, a uma acção de corrupção ou tentativa de corrupção para viciação de resultados”, podendo, nesse caso, o clube sujeitar-se a perder o título e a ser punido com descida de divisão.

 

 

Achei, portanto, que estaria na obrigação moral de comunicar estes factos, para que os senhores pudessem decidir sobre a sua investigação pormenorizada ou não. Poderão ser usadas escutas, as gravações das chamadas telefónicas dos atletas acusados e dos dirigentes da Liga Muçulmana e do Atlético  Muçulmano indicados atrás, nas datas referidas. Poder-se-á, ainda, verificar os movimentos bancários dos dois atletas em questão, tudo isto nas duas semanas que antecederam o jogo até à data do mesmo”, refere o treinador, para quem, sobre o que disse “atrás, poderei ainda vos enviar um email que recebi de um dirigente máximo do Atlético Muçulmano relatando-me todas essas ocorrências, bem como toda a sua repulsa à decisão de ocultar o caso”.

 

 

 

Fonte:O Pais

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