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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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01.Fev.10

Torneio “O Treinador”: Maxaquene a um passo do título

 

O MAXAQUENE está a um passo da conquista do troféu do torneio “O Treinador”, depois da vitória, ontem, sobre o Desportivo por 2-0, em partida da segunda e penúltima jornada da prova, que é disputada desde sábado e que serve de rodagem das equipas da cidade de Maputo que disputam o Moçambola.

 

Desportivo ao ataque no embate com o Maxaquene (A. Marrengula)

O “tricolores”, que se estrearam vencendo o Matchedje por 1-0, discutem o título depois de amanhã com o Ferroviário, que empatou ontem com o Matchedje sem abertura de contagem, depois de ter ganho ao Desportivo na jornada inaugural por 2-1.

 

Com este desfecho, Maxaquene parte para o jogo decisivo com vantagem de dois pontos sobre Ferroviário e um empate é suficiente para poder conquistar o primeiro troféu do ano.

 

De salientar que Costa do Sol, Liga Muçulmana e Atlético Muçulmano são das formações do Moçambola ausentes neste torneio, ou seja, privilegiaram a preparação individual neste momento, atendendo que a participação nesta prova não é obrigatória. Vão marcar presença nas provas oficiais a partir da Taça de Honra Sojogo, que será disputado de 6 de Fevereiro em curso a 7 de Março.

 

MAXAQUENE CONVENCE

 

Os “tricolores” demonstraram por A+B que têm conjunto capaz de levar a equipa a bom porto nos desafios que tem pela frente, com maior destaque para o Moçambola. Deram um bom baile ao Desportivo, com um futebol brilhante e bem articulado, deixando os seus adeptos satisfeitos, tendo em conta a forma como o Maxaquene se tem apresentado em campo nos últimos anos.

 

O Maxaquene foi a equipa que melhor se apresentou em campo, sendo que a vitória sobre o Desportivo foi natural e não surpreendeu a ninguém. As várias opções trazidas ao terreno por Arnaldo Salvado, que regressa ao comando “tricolor” depois de ter ficado dois anos no Atlético Muçulmano, contribuíram para este sucesso, e pode-se dizer que o Maxaquene tem motivo suficiente de orgulho pela qualidade das pedras de que dispõe.

 

O Desportivo apresentou-se, por sua vez, com as lacunas já previstas com a saída de alguns das suas melhores unidades, casos de Mexer, Aníbal, Mayunda e Imo. Foi notório que, apesar da qualidade individual dos jogadores de que dispõe, carece ainda de entrosamento nos sectores para trazer aquele brilho que caracterizou a sua forma de actuação.

 

FICHA TÉCNICA

 

Árbitro: António Massango, auxiliado por João Paulo e António Semba. Quarto árbitro: Paulo Bique.

 

DESPORTIVO – Marcelino; James (ex-Atlético), Emídio, Baúte (ex-Atlético) e Cândido (ex-Fer. da Beira), Gregório (ex-Clube de Gaza), Abílio, Tchitcho e Isac; Félix (ex-Costa do Sol) e Binó.

Jogaram ainda Sonito, Marito (ex-HCB), Steven (Maxaquene), César Bento (ex-Matchedje).

 

MAXAQUENE – Nelinho; Vovote (ex-Júnior), Nito, Dércio (ex-Atlético) e Eusébio; Kito, Mustafá, Macamito e Liberty, Aníbal (ex-Desportivo) e Hélder Pelembe.

Actuaram ainda Reginaldo, Alvarito (ex-Costa do Sol), Eboh e Clarêncio (ex-Atlético), Eládio (ex-HCB) e Tony (ex-Fer. da Beira).

 

JERRY PERDULÁRIO

 

O ponta-de-lança Jerry foi o maior culpado no empate consentido pelo Ferroviário diante do Matchedje.

 

Muitas e imperdoáveis perdidas à boca da baliza de Zacarias. Apesar da sua superioridade, sendo a equipa mais estruturada, o Ferroviário acabou pagando caro os erros cometidos por Jerry, mas demonstrou que está à altura de poder fazer o melhor ao longo da época, pela qualidade de reforços de que também dispõe.

 

Por sua vez, o Matchedje trouxe ao “teatro das operações” um conjunto à sua actual dimensão, constituída por jogadores experientes, alguns dos quais passaram por grandes equipas do país, pelo que soube ripostar e com alguma clarividência às investidas dos “locomotivas”, que contam com duas pedras de ouro, nomeadamente os brasileiros Rafael e Ítalo, requisitados do Textáfrica.

 

FICHA TÉCNICA

 

Árbitro: Ainad Ussene, auxiliado por Ivo Francisco e Imeldina Maphelane. Quarto árbitro: Domingos Nhaca.

 

FERROVIÁRIO – Sozinho (ex-Fer. Nampula), Rafael (ex-Textáfrica), Zabula, Tony e Michael (ex-Maxaquene); Tchaca, Dário, Marufo (ex-Costa do Sol), Mendes; Ítalo (ex-Textáfrica) e Jerry.

Jogaram ainda Butana, Fredy, Imo (ex-Desportivo), Sissoco (ex-Académica), Valdo (ex-Mahafil).

 

MATCHEDJE – Zacarias (ex-Fer. Nampula), Caló, Matofe (ex-Fer. de Nampula), Vasco e Edmundo, West, Silva, Nhabanga (ex-Costa do Sol) e Tchótchó; Nito e João.
Actuaram ainda Jacinto, Cufa, Osvaldo (ex-Fer. Nampula), Jordão (ex-Chingale).

 

SALVADOR NHANTUMBO