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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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28.Jan.10

CAN-2010 - Goleadores deixam prova sem brilharete

 

OS avançados Samuel Eto’o, Didier Drogba e Frédéric Kanouté chegaram ao CAN com o estatuto de goleadores “letais”, mas apontaram em conjunto, contra todos os prognósticos iniciais, apenas cinco golos que perfazem uma média colectiva de 1,6.

Goleadores deixam prova sem brilharete exemplo disso é Frédéric Kanouté

Há uma década, o trio tornou-se referência obrigatória nos principais campeonatos da Europa, um atributo que pouco contribuiu para a materialização do objectivo principal: a conquista do troféu.

 

Desse grupo de estrelas, cuja veia goleadora amedronta defesas em todo mundo, o maliano Kanouté (do Sevilha de Espanha) e o camaronês Eto’o (do Inter de Milão da Itália) foram os mais eficazes, com dois tentos cada, contra um do marfinense Drogba (do Chelsea da Inglaterra).

 

Com a eliminação desses goleadores e dos actuais artilheiros da prova, Flávio (Angola) e Seydou Keita (Mali), com três golos, apenas um goleador africano com créditos na Europa fica ao serviço do CAN.

 

Trata-se do nigeriano Obafemi Martins, o mais cotado entre os avançados das quatro selecções apuradas às meias-finais (Gana, Argélia, Egipto e Nigéria), que tem a obrigação de elevar as performances já registadas, se quiser comandar as “Super Águias” na luta pelo título, perdido em 1994.

 

Oba Oba, como é conhecido o jogador do Wolfsburg da Alemanha, é uma das principais esperanças nigeriana no CAN, a par do médio Obi Mikel, do Chelsea da Inglaterra, Peter Odemwingie, do Lokomotive de Moscovo da Rússia, e Ayegbeni Yakubu, do Everton da Inglaterra.

 

Os dados estatísticos de Eto’o, Drogba e Kanoute na 27ª edição dessa prova africana podem ajudar a compreender as razões da saída prematura do Mali, dos Camarões e da Costa do Marfim que, apesar de terem outras opções de luxo, assentam muito o seu futebol nesses goleadores letais.

 

Os números individuais de cada um sustentam a fraca produtividade ofensiva de um trio de respeito no futebol mundial, cujos desempenhos deveram-se, também, a prestações menos conseguidas pelos seus planteis, aos quais ficaram impotentes de ajudar com os habituais golos.

 

Eto’o participou dos quatro jogos dos “Leões Indomáveis”, tendo marcado apenas dois tentos, um dos quais à Zâmbia, na segunda jornada da série D, e o outro à Tunísia, na derradeira partida da fase de grupos.

 

Ainda assim, foi notável a prestação do antigo goleador do Barcelona de Espanha, equipa com a qual conquistou o troféu de Melhor Atacante da Liga dos Campeões da UEFA, em 2005-06, e de Artilheiro do Campeonato Espanhol (La Liga), na mesma temporada.

 

Com a eliminação dos Camarões nesta segunda-feira, diante do Egipto (3-1), o Melhor Jogador Africano em três anos consecutivos (2003-2005), vê-se impossibilitado de defender o título de artilheiro do CAN.

 

Ele, que marcou cinco tentos em 2006 e igual número na edição de 2008, chegou à 27ª do CAN com oito golos, em 16 jogos efectuados pelo Inter de Milão.

 

Por sua vez, Didier Drogba participou dos três encontros dos “Elefantes” no CAN, sendo dois na fase de grupos e um nos quartos-de-final, onde foram eliminados pela Argélia (2-3).

O goleador fez menos um jogo em relação a Eto’o, devido a desqualificação forçada do Togo, um dos oponentes do Grupo B.

 

O avançado do Chelsea apontou o único tento na segunda jornada da fase de grupos, diante do Gana, e não conseguiu levar a sua formação à final do CAN, ficando longe dos números esperados pelos analistas mundiais.

 

Jogador Africano do ano de 2006 Drogba veio a Angola com 14 golos apontados no Campeonato Inglês, onde repartia a liderança da lista de melhor marcador com Jerman Defoe, do Tottenham.

 

O atacante participou de 18 jogos antes de vir ao CAN de Angola.

 

Já o maliano Frédéric Kanouté esteve perto dos números no Campeonato Espanhol, onde marcou três golos pelo Sevilha em dez jogos efectuados.

 

Neste CAN a principal referência das Águias (que contaram também com os préstimos de Seydou Keita, Momo Sisoko e Mahamadou Diarra) apontou dois golos, sendo um na primeira jornada do Grupo A, diante de Angola, e outro na derradeira ronda, diante do Malawi.