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centro de documentação e informação desportiva de moçambique

Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo

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07.Ago.09

MOÇAMBOLA-2009: Da tempestuosa viagem da Liga ao desafogo dos outros candidatos

OS vaticínios em relação a uma ponta final de campeonato imprópria para cardíacos vão caindo às catadupas, no entanto, neste momento, é absolutamente difícil avançar o nome do provável campeão nacional de futebol de 2009.

Partida de futebol entre a Liga Muçulmana e o Desportivo
À entrada para a 19ª jornada, a complicação no grupo da frente é tal que, por exemplo, não sabemos se a Liga Muçulmana continuará no comando da prova ou se teremos um novo líder, que tanto pode ser o Ferroviário, como o Desportivo.


A diferença entre o primeiro e os segundos classificados é de apenas um ponto (37-36), num fim-de-semana em que os “muçulmanos” enfrentam uma tempestuosa viagem para o sempre inconformado Chiveve, enquanto aqueles dois, tal como os também históricos Costa do Sol e Maxaquene, estarão em casa e de certa forma desafogados.

Para a Liga Muçulmana, esta é a fase que certamente não gostaria de viver. Uma fase extremamente complicada e da qual, caso sobreviva, estará em perfeitas condições de chegar ao trono.

É que, depois do Desportivo, com quem perdeu terça-feira por uma bola sem resposta, joga domingo na Beira, diante do Ferroviário local, a partir das 15.00 horas, para a seguir receber o Costa do Sol e depois visitar o Chingale. Isto somente durante o corrente mês de Agosto, pois, no início de Setembro, após o desafio dos “Mambas” com o Quénia, terá pela frente o campeão Ferroviário. Dura, duríssima missão esta de Neca e seus pupilos, a exigir deles mais profissionalismo e serenidade, até porque o primeiro lugar é cobiçado por todos os restantes participantes no Moçambola.

A deslocação à cidade da Beira constitui motivo para indisfarçadas preocupações da equipa. É verdade que os “locomotivas” não têm feito o suficiente para agradar os seus adeptos, facto inclusive reconhecido pelo técnico Akil Marcelino, ao afirmar que o actual Ferroviário não é o mesmo da primeira volta. Todavia, pensar que esta situação menos boa atravessada pelos beirenses é um convite para algum relaxamento seria puro suicídio, uma vez que “todo o mundo” sabe que Chiveve é sempre um terreno complicado.

A determinação e genica evidenciadas pelos “muçulmanos” diante do Desportivo devem ser tomadas em consideração. A equipa lutou até à exaustão. Demonstrou bravura. Inconformismo até ao derradeiro apito do árbitro e, inclusive, desfrutou de um certo domínio dos acontecimentos.

Estes factos, se forem também capitalizados na Beira, estamos em crer que o objectivo dos três pontos pode ser alcançado, embora, sublinhamos, não se afigure nada fácil. Fanuel, Chikwepo, Micas, Vling, Marito, Gabito, Masitara, Chico e companhia terão a palavra, num time que não contará com os préstimos de Paíto, expulso no desafio de terça-feira.

CONFORTO NA CAPITAL

Aparentemente ou não, a verdade manda dizer que os outros candidatos ao título encontram-se numa situação mais desafogada comparativamente à Liga Muçulmana. Não somente por actuarem nas suas próprias casas, como também, e sobretudo, pelo nível modesto dos adversários, senão vejamos: amanhã, Desportivo recebe Textáfrica, no campo do 1º de Maio; Costa do Sol joga com Ferroviário de Nacala e, no domingo, Ferroviário enfrenta Atlético Muçulmano, no Estádio da Machava, e o Maxaquene é provavelmente o único com alguma inquietação face ao adversário que terá pela frente, o Matchedje, com quem perdeu na primeira volta.

Os “alvi-negros” estão a mostrar-se como a equipa do momento. Pela qualidade do seu futebol e acima de tudo pela sequência de resultados positivos que vêm registando. São sucessos em que o nome do avançado Aníbal é incontornável, para além do vigor de Mexer, Zainadine Júnior e Emídio e da técnica de Muandro, Mayunda e Nelson. Os “fabris” da Soalpo terão, seguramente, poucos argumentos para contrapor a um time claramente galvanizado.

À espera de uma oportunidade para dar o pontapé na crise, está o Costa do Sol. A insatisfação é absolutamente visível e enfrentar o “lanterna vermelha” Ferroviário de Nacala é a melhor coisa que pode acontecer aos “canarinhos”, neste momento. É um adversário vulnerável e para os jogadores descarregarem toda a fúria que vêm carregando nas últimas jornadas. No entanto, é preciso não esquecer que o futebol é uma caixinha de surpresas e os nacalenses ganharam na ronda passada, um triunfo que pode ter trazido um novo alento à equipa.

Endiabradíssimo, o ponta-de-lança campeão nacional Jerry será uma seta venenosa apontada para a baliza do Atlético Muçulmano. A “locomotiva” voltou a estabilizar-se nos carris, com a entrada de Chiquinho Conde. A renovação do título é assunto do dia e o facto de ter ganho em Tete, à sensação HCB de Songo, foi mais uma demonstração desta nova cara do Ferroviário. Um Ferroviário impetuoso e que naturalmente está a inquietar Arnaldo Salvado e a sua rapaziada.

O Maxaquene não guarda boas recordações do Matchedje. Na primeira volta, a turma de Nacir Armando foi de uma eficiência atacante extraordinária, situação que baralhou o esquema montado pelos “tricolores”, habituados a um Matchedje eminentemente defensivo. E agora que os “militares” se soltaram como será? Em perspectiva, pois, uma partida equilibrada e disputada com muita determinação.

O mesmo deverá suceder em Tete, no frente-a-frente entre Chingale e FC Lichinga, que praticamente disputam o mesmo espaço na tabela classificativa, daí o rigor que cada um procurará implementar na sua forma de jogar. No Estádio 25 de Junho, o Ferroviário de Nampula-HCB também promete alguma vivacidade, até porque os nortenhos, pressionados face à incómoda posição que ocupam, procuram recuperar o tempo perdido, na tentativa de pelo menos garantirem a manutenção.