Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Quinta-feira, 23 DE Fevereiro 2012
Supertaça compal

 

A EXPERIÊNCIA de alargar a prova ao nosso país, através do Maxaquene, criando-se assim o triunvirato Angola/Moçambique/Portugal, foi para os organizadores um sucesso absoluto. Vai daí, Maputo poderá, já no próximo ano, entrar na rota da Supertaça Compal em Basquetebol, com a recepção da quarta edição.

 

A recém-terminada competição foi uma experiência rica e aplaudida em inovações: primeiro, o aumento do número de equipas participantes, de quatro para seis, facto que permitiu o convite ao Maxaquene, campeão moçambicano de 2010, e ao CAB Madeira, vencedor da Taça de Portugal; segundo, o alargamento da prova a um terceiro país, o nosso, que se juntou aos pioneiros Angola e Portugal; terceiro, a realização da primeira fase da competição numa cidade que não seja a capital, neste caso, a bela cidade de Benguela, em Angola.

 

Na apreciação dos organizadores, Federações Angolana e Portuguesa de Basquetebol, e do patrocinador, a Compal, todas as inovações foram extraordinariamente positivas e proporcionaram, por um lado, acesso aos jogos a mais espectadores e telespectadores, através dos canais de televisão TPA, de Angola, TVM, de Moçambique, e Sport TV, de Portugal; e, por outro, um nível de competitividade fora de série, propiciando deste modo a qualidade os organizadores pretendem que seja apanágio do evento.

 

Atento aos corredores do certame, tanto em Benguela como em Luanda, esteve o presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, Francisco Mabjaia, que não perdeu o ensejo para contactos diplomáticos exploratórios de forma que a quarta edição da Taça Compal seja em Maputo, no próximo ano. Mabjaia conversou com dirigentes angolanos, portugueses e da empresa patrocinadora, tendo unanimemente acolhido a ideia com satisfação, colocando, no entanto, algumas condições – que, felizmente, o nosso país corresponde cabalmente.

 

Essas condições têm a ver, nomeadamente, com as componentes desportiva e logística, isto é, um pavilhão moderno, boa capacidade de albergue e com todos os apetrechos para transmissões televisivas em directo; hotéis e transporte à altura para as equipas e, claro, excelente capacidade de mobilização dos organizadores para que o público aflua em massa aos jogos.

 

Perante este cenário, para além da tradição que a bola-ao-cesto tem no nosso país, aliás, reconhecida por angolanos e portugueses, Francisco Mabjaia foi buscar o exemplo dos X Jogos Africanos de Maputo-2011 para convencer os seus parceiros, destacando que o basquetebol foi, inequivocamente, a modalidade mais concorrida pelos moçambicanos e naquela em que mais se vibrou, até porque as nossas selecções comportaram-se de forma meritória.

 

 

Colocado face a estes factos pelos jornalistas, Francisco Oliveira, Director de Mercados Internacionais da Compal (Portugal), disse que no que diz respeito à sua empresa Maputo pode perfeitamente ser a próxima sede da prova, tanto mais que Moçambique é um dos mercados preferenciais da Compal, daí que tudo dependerá daquilo que for o entendimento entre os organizadores, Federações Angolana e Portuguesa de Basquetebol, e a sua congénere moçambicana.

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 13:26
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Quarta-feira, 22 DE Fevereiro 2012
Petro

 

 

A FORÇA, a espectacularidade e os incontáveis e prestigiosos sucessos internacionais que caracterizam a bola-ao-cesto angolana foram mais uma vez vincados na noite de domingo, no Pavilhão da Cidadela Desportiva de Luanda.

 

A festa foi realmente bonita, rija e em tons amarelo-vermelho-azul, o tricolor do Petro de Luanda que subiu ao pódio com a conquista da terceira edição da Supertaça Compal em Basquetebol, ao derrotar convincentemente o FC Porto, pela marca de 64-51.

 

Em Angola, não é o básquete que procura o público. Não senhor! É, isso sim, o público que procura o básquete, tal é a sua popularidade e beleza, sobretudo quando os desafios envolvem o quarteto Petro de Luanda/1º de Agosto/Recreativo de Libolo/Inter de Luanda. Quando assim é, a bola-ao-cesto angolana não precisa de se preocupar com os espectadores. São estes que se preocupam, pois o mínimo que se espera é lotação esgotada, tal como se prevê, por exemplo, para amanhã, no Pavilhão do Rio Seco, no tradicional “derby” entre Perro e 1º de Luanda, de acerto do calendário do campeonato nacional.

 

 

No domingo, na final da Supertaça Compal, para além das bancadas totalmente preenchidas, uma enorme faixa se destacava através de um grupo vestido com as cores “petrolíferas”, cantando e dançando ao som de tambores e trompetes. Festa em grande! Festa gigantesca que, aliás, era transmitida das quatro linhas para as bancadas, tendo em conta a classe e a forma vigorosa com que o Petro de Luanda se apresentava diante do FC Porto.

 

O campeão português até tentou vincar a sua verticalidade, no entanto, o basquetebol dos “tricolores” angolanos era francamente superior. Superior em todos os aspectos, face ao seu primor, cadência defensiva e atacante a uma velocidade estonteante, com a presença do americano Roderick Nealy a acrescentar mais qualidade à alta qualidade da formação orientada pelo português Alberto Babo, que, curiosamente, foi campeão lusitano pelos “dragões”, antes de rumar para Angola.

 

Mas um aspecto meritório deve ser atribuído ao FC Porto: a sua entrada empolgante e o instinto matador que emprestou ao seu jogo durante o primeiro período, dando até a sensação de que tinha em absoluto os cordelinhos do jogo. Puro engano!

 

A sua vitória por 22-16 foi logo a seguir superada pelo basquetebol melhor elaborado do Petro, mercê da velocidade e de um extraordinário envolvimento colectivo que acabaram ofuscando os nomes mais sonantes da formação portuguesa, casos de Robert Johnson e de Miguel Miranda, que se viram sem espaço para os seus habituais e infalíveis triplos.

 

 

E com este cenário os factos eram irrefutáveis: o Petro de Luanda era o maior no rectângulo de jogo, e Bráulio Morais Roderick Nealy, Cedric Isom, Carlos Morais, Miguel Kiala e Paulo Santana se encarregavam de fazer as delícias ao público, em particular da enérgica e ensurdecedora claque dos “petrolíferos”. Os parciais do segundo até ao último período dizem bem da viragem e consequente domínio do campeão angolano: 39-29, 54-42 e 64-51.

 

 

 

 

 

Vicente Moura

Com o ecoar da buzina, a festa atingiu o seu clímax no Pavilhão da Cidadela. E, tal como se diz no basquetebol angolano, todas as provas, pequenas ou grandes, não interessa o tamanho, são para serem ganhas. Palavras, aliás, corroboradas pelo técnico Alberto Babo, quando na Conferência de Imprensa disse que o Petro, este ano, pretende ganhar tudo, independentemente do peso da competição. No caso específico da Supertaça Compal, a qualidade das equipas participantes, a rivalidade entre os angolanos e todo o envolvimento organizacional à sua volta fazem dela um evento verdadeiramente cobiçável, o que também foi testemunhado pela celebração dos jogadores, dirigentes e adeptos da equipa “tricolor”.

 

Tendo recebido medalhas e o troféu das mãos do ministro da Juventude e Desportos de Angola, Gonçalves Muandumba, o Petro Atlético de Luanda encaixou ainda, pela vitória, o montante de um milhão e quatrocentos mil Kwanzas (14 mil dólares). O Maxaquene, último classificado da prova, foi presenteado pelo presidente do Comité Olímpico de Portugal, Vicente Moura, um dos convidados de honra da terceira edição da Supertaça Compal em Basquetebol. Aos “tricolores”, que regressaram ontem à noite ao Maputo, coube um troféu e a importância de 420 mil Kwanzas (4200 dólares).

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 14:52
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Terça-feira, 21 DE Fevereiro 2012
Petro

O PETRO Atlético de Luanda conquistou ontem à noite, no Pavilhão da Cidadela, em Luanda, a terceira edição da Supertaça Compal em Basquetebol. O triunfo dos “petrolíferos” aconteceu na sequência da sua vitória sobre o FC Porto por 64-51, na disputadíssima final da competição e que foi vivida com muito entusiasmo pelos milhares de fervorosos adeptos presentes na “catedral” da bola-ao-cesto angolana.

 

O Petro de Luanda, treinado pelo português Alberto Babo, que curiosamente defrontou na final a sua antiga equipa, sucede assim ao 1º de Agosto, vencedor da segunda edição, depois de o primeiro vencedor ter sido o Sport Lisboa e Benfica.

 

Numa outra partida espectacular, realizada sábado, o Recreativo do Libolo bateu o 1º de Agosto pela marca de 79-65. A raça e a excelente capacidade de crença e de recuperação dos libolenses foram a nota dominante desta contenda, se considerarmos que chegaram a ter uma desvantagem de cerca de 20 pontos, no primeiro período.

 

Classificação final: 1º Petro de Luanda, 2º FC Porto, 3º Libolo, 4º 1º de Agosto, 5º CAB Madeira e 6º Maxaquene.

 

 

 

Fonte Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 13:54
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SUPERTAÇA COMPAL EM BASQUETEBO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SE os “tricolores” fossem militares, não somente teriam perdido a guerra como também – pior ainda – teriam sido todos mortos. É que, se estrategicamente estiveram bem na fase primária do seu confronto de despedida da Supertaça Compal em Basquetebol, sábado à noite, no Pavilhão da Cidadela, em Luanda, diante do CAB Madeira, a verdade, porém, manda dizer que no pico da guerra, na etapa fundamental e decisiva, já tinham esbanjado as munições, facto aproveitado pela formação portuguesa para triunfar folgadamente pela marca de 75-57.

 

Caracterizado por um equilíbrio que evidenciava o mesmo nível de prontidão combativa das tropas, o desafio teve um começo primoroso para o Maxaquene, mercê da sua boa defesa e de bem sucedidas rápidas saídas para o contra-ataque. Os “tricolores” pressionavam os madeirenses à volta dos 6,25 metros, não lhes oferecendo nem espaço nem tempo para os triplos. No ataque, a turma moçambicana tinha, essencialmente, Samora Mucavele e Custódio Muchate como seus artífices, com Michael Bonaparte também em noite de grande inspiração, para além da vitalidade que Abel Assane, Pedro Mourana, Armando Baptista e Ivan Cossa emprestavam ao jogo.

 

Terá sido nesta fase empolgante que o Maxaquene esbanjou os seus recursos e toda a sua capacidade atacante, pois, no começo do segundo período, viu o CAB uma outra disposição táctica e o técnico João Freitas a recorrer com insistência às suas unidades nucleares e aqueles que efectivamente desequilibram em todos os aspectos. Vai daí, a acção de Austin Kenon, Shawn Jackson, Fábio Lima e Jarvis Gunter veio ao de cima e começou a fazer se sentir com mais propriedade. Os madeirenses passaram à dianteira no marcador, iniciando assim uma reviravolta de certo modo facilitada pelo adversário, nessa altura a perder muitas bolas nos ressaltos defensivos – até parecia que os jogadores tinham de manteiga nas mãos, de tanto o esférico se lhes escapulir, inexplicavelmente.

 

 

Aliás, pode parecer incrível, mas é verdade: no segundo período, os “tricolores” apenas fizeram seis pontos. Pouco! Autenticamente insignificante para quem pretende ganhar uma partida, a menos que, subsequentemente, confiasse em poderes extraordinários, o que, conforme se viu, não foi o caso do Maxaquene, uma vez que a partir daí não mais conseguiu se superiorizar ao CAB.

 

É verdade que a turma moçambicana – que teve o seu jogador mais valioso, Fernando Manjate, no banco durante toda a contenda, por razões que o técnico Iňak Garcia assumem serem absolutamente suas – ainda encetou uma reacção que lhe possibilitou, por exemplo, reduzir de 13 para quatro pontos de diferença, no entanto, os portugueses, nessa altura menos pressionados e já com a pontaria mais afinada, acabaram “matando” o adversário a partir de triplos.

 

E, quanto mais a margem se dilatava, a capacidade de resposta do Maxaquene também reduzia drasticamente, sendo então visível o atirar da toalha ao chão, até porque as tentativas de minimizar o fosso, através de lançamentos dos 6,25 metros, resultavam infrutíferas. Sílvio Letela, o prodigioso triplista, esteve praticamente ausente neste capítulo, enquanto Samora e Custódio ainda tiveram algum sucesso, mesmo assim insuficiente para travar uma equipa madeirense entusiasmada e mais afoita em função do resultado favorável.

 

FICHA TÉCNICA


Pavilhão da Cidadela, em Luanda

 

Árbitros: Fernando Rocha, Fernando Pacheco e Francisco Clésio

MAXAQUENE (57) – Fernando Manjate (0), Manuel Uamusse (2), Samora Mucavele (16), Sílvio Letela (3), Celso Manave (0), Pedro Mourana (2), Ivan Costa (0), Custódio Muchate (12), Abel Assane (4), Sérgio Macuácua (0), Armando Baptista (5) e Michael Bonaparte (13)

 

Treinador: Iňak Garcia

 

CAB MADEIRA (75) – Austin Kenon (15), Shawn Jackson (14), Jaime Silva (3), Mário Fernandes (0), João Ferreirinho (10), Fábio Lima (20), Jorge Coelho (0), Bruno Cavalcante (0), Barry Shetzer (0), Jarvis Gunter (13), José Bettencourt (0) e José Correia (0)

 

Treinador: João Freitas

 

Marcha do marcador: 20-19, 26-32, 42-59, 57-75.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 13:35
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Sexta-feira, 17 DE Fevereiro 2012

Mesmo considerando o facto de o 1º de Agosto, para o nível de competitividade angolano, ser um time de certo modo velho e a precisar de um rápido rejuvenescimento, o certo é que estava óbvio que ganharia diante dos “tricolores”, pese embora o notável esforço destes em inverter os papéis A turma angolana triunfou por números bastante desnivelados, no entanto, não esteve a passear dentro das quatro linhas, pois o Maxaquene ofereceu réplica até onde pôde.


A excelente capacidade de lançamento dos 6.25 metros foi uma das grandes armas usadas pelos pupilos de Mário Palma para se desenvencilhar da forte defesa montada pelos moçambicanos. Nalgumas situações, mercê da sua melhor arrumação táctica a atacar, o D’Agosto desbaratava a defesa “tricolor” e conquistava pontos que deleitavam os seus adeptos, mas, fundamentalmente, a opção residia dos triplos, por intermédio de Mário Correia, Miguel Lutonda e Carlos Almeida.

 

No Maxaquene, o maior problema estava em atletas que efectivamente pudessem fazer a diferença e desfazer a equipa da teia em que se encontrava envolta. À medida que a partida decorria, a produtividade “tricolor” baixava, senão vejamos: no primeiro período, a diferença era de 15 pontos (10-25), no segundo subiu para 20 (21-41), no terceiro para 31 (31-62) e, no último, para 36 (47-83), sinónimo claro do movimento inverso que as equipas descreviam no rectângulo de jogo, assim como da superioridade do 1º de Agosto, que ao ser derrotado na quarta-feira perdeu a hipótese de defender o título da Supertaça Compal.

 

 

FICHA TÉCNICA


Pavilhão Acácias Rubras, em Benguela

 

Árbitros:

 

MAXAQUENE (47) – Fernando Manjate (12), Manuel Uamusse (0), Samora Mucavele (4), Sílvio Letela (0), Celso Manave (0), Pedro Mourana (5), Ivan Costa (2), Custódio Muchate (0), Abel Assane (4), Sérgio Macuácua (2), Armando Baptista (13) e Michael Bonaparte (5)

 

Treinador: Iňak Garcia

 

 1º DE AGOSTO (83) – Domingos Bonifácio (4), Filipe Abraão (5), Armando Costa (2), Mário Moreira (11), Felizardo Ambrósio (11), Joaquim Gomes (10), Carlos Almeida (6), Miguel Lutonda (8), Leonel Paulo (6), Hermenegildo Santos (3), Islando Manuel (5) e Reggie Moore (12)

 

Treinador: Mário Palma

 

Marcha do marcador: 10-25, 21-41, 31-62

 

RESULTADOS


ONTEM - 3ª JORNADA

 

 

Libolo-CAB Madeira                                      (80-63)

Maxaquene-1º de Agosto                               (47-83)

Folgaram: Petro de Luanda e FC Porto

 

AMANHÃ, EM LUANDA

 

 

18.00 – Maxaquene-CAB Madeira (5º e 6º lugar)

20.00 - 1º de Agosto-Libolo (3º e 4º lugar)

 

DOMINGO, EM LUANDA

 

 

17.00 – Petro de Luanda-FC Porto (final)

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 13:06
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Maxaquene vs FCPORTO

A CIDADE de Benguela é conhecida pela sua beleza, simpatia e esmero. É também conhecida pela suavidade da sua Praia Morena, nestes dias a requintar-se para receber o Carnaval. Pois, nos afáveis ares benguelenses, Petro de Luanda e FC Porto meritoriamente buscaram o sucesso rumo à grande final da Supertaça Compal em Basquetebol, marcada para domingo, no Pavilhão da Cidadela Desportiva de Luanda. Já o Maxaquene, que ontem perdeu diante do 1º de Agosto pela marca de 83-47, disputa amanhã o quinto e sexto lugares, tendo como adversário o CAB Madeira, de Portugal.

 

Quanto à final, urge questionar: era a final esperada? Bom, não temos a menor dúvida em afirmar que sim, pois, doutro modo, estariam frente-a-frente somente formações angolanas: o clássico Petro de Luanda-1º de Agosto, ou então entre os “militares” e o Recreativo do Libolo. Porém, a verdade manda dizer que no excepcional concerto basquetebolístico de quarta-feira à noite, no Pavilhão Acácias Rubras, em Benguela, “petrolíferos” e “dragões” foram simplesmente fenomenais, em partidas cuja decisão foi apenas por uma questão de segundos e de detalhe, por exemplo, na tentativa de um triplo, no ganhar um ressalto ou mesmo na astúcia de gerir o tempo e o resultado.

 

 

Depois de presenciarmos estes dois desafios, dissemos cá para os nossos botões: se basquetebol é isto, não nos arrependemos de gostar desta modalidade, antes pelo contrário, tivemos mais motivos para reactivar a nossa paixão. A dificuldade, talvez, seja de aferir qual dos dois terá sido o melhor, entre Petro de Luanda-Libolo (73-70) e 1º de Agosto-FC Porto (63-70). O espectáculo esteve presente do princípio ao fim e, tal como nas novelas, a parte final foi realmente memorável e desaconselhável para os adeptos com problemas cardíacos.

 

No segundo embate do dia, ficou claro, no princípio, que o Porto tinha um receio especial em relação ao D’Agosto. O regresso da “velha raposa” Mário Palma, numa equipa onde ainda pontificam os infalíveis Miguel Lutonda, Carlos Almeida e Joaquim Gomes “Kikas”, realmente era motivo para um triplicar de esforços. Só que, humildemente, o campeão português soube gerir a sua própria tensão e refrear o gigantismo do adversário, logrando fazer um jogo tacticamente muito perfeito e, diga-se, até a aproveitar o momento ainda menos empolgante dos “militares” angolanos.

 

O americano Robert Johnson foi uma peça fundamental no triunfo portista. Quebrou todas as barreiras angolanas, bateu-se de forma aguerrida nos ressaltos e, globalmente, no lançamento dos 6.25 metros, os portugueses mostraram-se mais eficientes. Aliás, nos minutos decisivos, pesou bastante essa eficiência, sobretudo dos atiradores Miguel Miranda, Carlos Andrade e João Santos, que superaram a acção de Miguel Lutonda e Felizardo Ambrósio.

 

Embora na bola-ao-cesto angolana a rivalidade resida fundamentalmente entre os históricos 1º de Agosto e Petro de Luanda, é inquestionável que o surgimento – e com uma pujança fora-de-série – do Libolo veio mudar o centro de gravidade, passado também a contemplar, para além da capital, a província do Kwanza-Sul. É esta novel formação, vencedora da Taça de Angola, que na quarta-feira travou com o campeão Petro uma partida de se lhe tirar o chapéu em todos os sentidos.

 

Jogo absolutamente aberto do ponto de vista ofensivo e com duelos particulares que iam prendendo a atenção dos espectadores. O Petro possui um conjunto mais consolidado e o Libolo, treinado pelo bem conhecido Raul Duarte, uma equipa com um porte físico mais forte e melhor servida em termos de altura – por exemplo, é seu o jogador mais alto do torneio, o brasileiro Sidney Lima, com 2.15 metros.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 12:49
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Quarta-feira, 15 DE Fevereiro 2012
Leonel

A DELEGAÇÃO que acompanha a equipa sénior masculina de basquetebol do Maxaquene é composta por 24 elementos, sendo que 12 são atletas, a saber: Sílvio Letela, Samora Mucavel, Fernando Manjate (Nandinho), Manuel Uamusse, Pedro Mourana, Ivan Cossa, Custódio Muchate, Armando Batista, Sérgio Macuacua, Michael Bonaparte, Celso Manave e Abel Hassane.

 

 

Os técnicos são Inak Garcia (principal) e Simão Mataveia (adjunto). A delegação é chefiada pelo presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB), Francisco Mabjaia, e integra outro dirigente federativo, Amade Mogne.

 

Fernando Manjate (Nandinho)

Os dirigentes “tricolores”, que acompanham a equipa, são Ernesto Júnior e João Chirindza.

 

Da comitiva fazem parte ainda o massagista Raul Cuna, a responsável pela estatística Marcela Cecília, o árbitro Artur Bandeira, e os jornalistas Alexandre Zandamela, deste órgão de informação, Rui Hélder e Leonardo Nhabanga, da TVM.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 14:28
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Custódio Muchate

O JOGADOR do Ferroviário de Maputo e da Selecção Nacional, Custódio Muchate, promete dar o seu máximo para que o Maxaquene alcance a melhor posição possível. Experiente e um dos nomes sonantes da actualidade, Muchate voltou a conquistar a estatueta para o melhor poste na “Gala dos Óscares” realizada recentemente em Maputo.

 

Queremos vencer pelo menos um jogo, o que contribuiria sobremaneira para o equilíbrio competitivo da equipa”, afirma.

Custódio Muchate diz estar preparado para ajudar o Maxaquene. “Estamos cientes das dificuldades, mas, da mesma maneira que nós respeitamos os nossos adversários, eles também devem nos respeitar”.

 

O reforço dos “tricolores” defendeu serem necessárias mais competições do género. “Precisamos de mais provas internacionais, pois se hoje temos bons jogadores é graças ao contacto que temos tido com equipas estrangeiras, tanto a nível de selecções como de clubes”, rematou o atleta.

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 14:14
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DRAGÕES VENCEM moçambicanos do MAXAQUENE (74-56)

Das duas, uma: ou o Maxaquene tinha receio de vergar o grande FC Porto ou então não estava preparado para ganhar. Senão vejamos: nos segundos finais do segundo período, foi de uma infantilidade tal que não conseguiu segurar a vantagem que detinha, permitindo à turma portuguesa a consequente recuperação e o empate 32-32 ao cabo deste.

 

E depois? Bom, o que se seguiu foi um autêntico declínio físico que acabou por traçar, em definitivo, a história da partida. O pensar, o fazer e o fazer bem se diluíram, vingando nas quatro linhas apenas as cores azul-e-branca do campeão lusitano. De novo, os melhores elementos do FC Porto chamaram todo o deu tecnicismo e impuseram o valor que detêm para arrancar a grande velocidade para uma vantagem praticamente inalcansável.

 

Nessa altura, o Maxaquene vivia de algumas iniciativas individuais, claro, insuficientes para fazer a diferença que nessa altura se impunha. Fernando Manjate, o jogador mais importante da equipa, esteve longe do seu arcaboiço, o americano Micheal Bonaparte levou muito tempo a entrar efectivamente no jogo e, quando o fez, o colectivo já não se fazia sentir. Nesta conformidade, porque toda a sua crença se tinha esgotado e o querer incapaz de mudar o cenário negativo, outra coisa já não restava ao Maxaquene que não fosse gerir o resultado, isto é, tentar garantir que os números não crescessem de forma assustadora.

 

Aliás, foi aqui onde marcadamente se notou a diferença de ritmo entre as equipas: os “tricolores” no início da época e os “dragões” com mais rodagem, para além, claro, da própria diferença competitiva e da estrutura dos jogadores, considerado a altura e o porte físico dos portugueses.

No segundo desafio da jornada inaugural da terceira edição da Supertaça Compal, que teve como um dos árbitros o moçambicano Artur Bandeira, o Petro de Luanda, campeão angolano, levou de vencida o CAB Madeira, de Portugal, pela marca de…., numa ronda e que folgaram Recreativo de Libolo, pelo Grupo “A”, e 1º de Agosto, pelo “B”, o mesmo do Maxaquene.

 

A prova, que está a despertar vivo interesse no seio dos benguelenes – ou não fosse Benguela o viveiro da bola-ao-cesto angolana – prossegue hoje, com os “tricolores”, juntamente com o CAB Madeira, de folga. Em campo estarão Petro de Luanda e Libolo, às 18.00 horas de Maputo, seguindo-se depois o embate entre FC Porto e 1º de Agosto, a partir das 20.00. O Maxaquene entra de novo em acção amanhã, tendo como adversário o conjunto militar angolano.

 

FICHA TÉCNICA


Pavilhão Acácias Rubras, em Benguela

 

Árbitros: Fernando Pacheco, de Angola, Luís Lopes e Soares Silva de Portugal

 

MAXAQUENE (56) – Fernando Manjate (8), Manuel Uamusse (0), Samora Mucavele (13), Sílvio Letela (6), Celso Manave (0), Pedro Mourana (5), Ivan Costa (0), Custódio Muchate (7), Abel Assane (9), Sérgio Macuácua (0), Armando Baptista (0) e Michael Bonaparte (8)

 

Treinador: Iňak Garcia

 

FC PORTO (74) – Diogo João (11), João Soares (12), Miguel Miranda (9), André Boavida (0), David Gomes (4) Robert Johnson (16), Miguel Cardoso (4), Rui Lopes (0), José Casio (0), Reginaldo Jacson (10), Carlos Andrade (0) e João Santos (8)

 

Treinador: Moncho Lopes

 

Marcha do marcador: 10-18, 32-32, 42-58, 56-74.

Quadro de resultados

 

 

 

 

ONTEM - 1ª JORNADA

 

 

FC Porto-Maxaquene                       (74-56)

CAB Madeira-Petro de Luanda          (77-88)

Folgaram: 1º de Agosto e Libolo

 

HOJE - 2ª JORNADA

 

 

18.00 – Petro de Luanda-Libolo

20.00 – FC Porto-1º de Agosto

Folgam: CAB Madeira e Maxaquene

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 14:01
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FC Porto

O MAXAQUENE não se iludiu. Estava consciente de que seria extremamente difícil se sobrepor ao FC Porto. No entanto, tentou. E tentou bem, sobretudo no segundo período, mas depois veio o inevitável descalabro: 74-56 na estreia na Supertaça Compal em Basquetebol, a decorrer desde ontem na cidade angolana de Benguela.

 

Embora a derrota fosse “a priori” previsível, tendo em conta a diferença de ritmo competitivo entre os intervenientes e, acima de tudo, o facto de a turma moçambicana se encontrar precisamente no princípio da época – este foi o seu primeiro embate oficial em 2012 – é importante reconhecer que o Maxaquene foi de uma crença extraordinária e de um querer até acima das suas capacidades, porém, pouco ou nada podia fazer face à supremacia do FC Porto, mormente nos períodos capitais da contenda.

 

Os “tricolores” lutaram, lutaram, mas atingiram o seu limite. Um limite em que, apesar de tudo, não se podem perdoar alguns erros e que acabaram por concorrer para a derrota testemunhada no Pavilhão Acácias Rubras, em Benguela. E ainda bem que o técnico espanhol Iňak Garcia reconheceu essa parte menos inteligente da sua equipa, mesmo considerando a superioridade do campeão português

 

A estratégia adoptada pelo FC Porto foi particularmente bem sucedida: entrar com a crista içada e tirar partido da boa capacidade de concretização de alguns dos seus jogadores os lançamentos triplos. Foi assim que numa sucessão de três pontos conseguiu construir uma vantagem que cedo obrigou o Maxaquene a um “sprint” atrás do prejuízo. Unidades como o americano Reginaldo Jacson – o melhor jogador do FC Porto –, Robert Johnson, Diogo João e João Santos foram os principais artífices de um resultado que poderia já prenunciar o desfecho da contenda.

 

Os “tricolores”, via-se claramente, esforçavam-se bastante para contrapor ao jogo do adversário, mas o espanhol Moncho Lopes, treinador do FC Porto, instruiu os seus pupilos para uma estratégia em relação à qual o Maxaquene daria pouca resposta: rodar muito o jogo e tentar lançar a partir de qualquer posição, preferencialmente de fora do “garrafão”, de modo a evitar choques desnecessários debaixo da tabela, para além de possíveis perdas de bola, já que os maxaquenenses mostravam uma certa apetência de briga nesta posição.

 

A perder por oito pontos no primeiro período (10-18), o Maxaquene não se deixou abater. Antes pelo contrário, foi a melhor formação em campo na etapa seguinte. A organização do jogo cresceu e a eficiência ofensiva veio também ao de cima. Mesmo com jogadores ainda imberbes do ponto de vista de contacto internacional, casos de Manuel Uamusse, Celso Manave, Pedro Mourana, Ivan Costa e Abel Assane, a turma moçambicana espevitou-se, equilibrou os acontecimentos e, inclusive, logrou passar ao comando do marcador.

 

A meio do segundo período, os “tricolores” eram a formação mais vistosa e empreendedora. O único senão residia no facto de nunca conseguir uma vantagem relativamente confortável – o máximo foram cinco pontos (32-27), a dar substância a um aplaudido crescimento que teve como principais obreiros Sílvio Letela, com os seus infalíveis triplos, Samora Mucavele, destemido e combativo, Custódio Muchate, brigão na tabela, e Abel Assane, mercê de uma entrega que não teve nada a ver com o seu défice de competição desta natureza.

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 13:49
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Entao e em 2016 nao havera????
Gostaria de salientar que a tentativa de mínimo nã...
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