Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Sexta-feira, 05 DE Novembro 2010

O EX-seleccionador francês, Raymond Domenech reclama 2,9 milhões de eurosDomenech de indemnização à Federação Francesa de Futebol (FFF), por considerar que o seu despedimento, depois do Mundial da África do Sul, foi ilegal.

 
 

É inconcebível pretender resolver uma crise colectiva com o despedimento de uma só pessoa”, disse o advogado de Domenech, Jean-Yves Connesson, em declarações ao “L’Équipe”.

 

O advogado considerou a actuação da FFF “humilhante, brutal, tardia e em violação das disposições fundamentais do código de trabalho”. “Vamos reclamar os salários que teria que receber durante o aviso prévio, uma indemnização a que tem direito e um montante adicional relativo a danos sofridos”, resumiu o advogado.

 

A Federação alega que Domenech tinha cometido uma infracção grave. Em primeiro lugar por não informar os seus superiores de que Nicolas Anelka o havia insultado no balneário durante o intervalo do jogo contra a México. Os outros dois motivos foram a leitura, pelo então seleccionador, de uma declaração dos jogadores depois de se recusarem a treinar, em resposta às críticas à selecção, e por se recusar a apertar a mão ao treinador da África do Sul, Carlos Alberto Parreira.

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 08:47
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Quarta-feira, 28 DE Julho 2010

 


UM homem disparou tiros e jogou o seu carro de encontro a um bar na Itália, inconformado com o som de vuvuzelas que eram tocadas pelos frequentadores do estabelecimento, de acordo com a Imprensa local.


O incidente ocorreu na noite de domingo na cidade de Pievebelvicino, região de Vicenza, no norte do país.

Irritado pelo barulho que vinha do bar Coco Bamboo, o homem de 51 anos de idade ameaçou os clientes dando tiros para o ar usando uma arma de caça.

O diáriol Il Giornale di Vicenza afirma que, na sequência, ele arremessou o seu veículo pelo menos três vezes em direção ao bar, destruindo-o
.

Ninguém ficou ferido já que os clientes conseguiram escapar a tempo, diz o jornal.

O homem de 51 anos fugiu da cena do incidente e deu entrada num hospital, onde foi preso. O jornal diz que a Polícia iniciou testes para estabelecer a sanidade do homem.

O correspondente da BBC em Milão Mark Duff diz que o incidente reabriu o debate sobre as vuvuzelas na Itália. A corneta típica dos adeptos de futebol sul-africanos dividiu opiniões durante o Mundial-2010
.

Na África do Sul, a vuvuzela é parte integrante da cultura futebolística do país, mas a corneta foi bastante criticada, por adeptos e participantes de outros países, pelo seu alto volume.
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 10:28
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Quarta-feira, 14 DE Julho 2010

 


APENAS 12 quilómetros separam a Espanha de África, no ponto mais próximo do Estreito de Gibraltar. Após a final do Campeonato Mundial de Futebol África do Sul-2010, o 19° da história, o novo campeão mundial e o Continente Africano uniram-se numa única festa. Foi como se uma grande onda de felicidade partisse de Bloemfontein e atravessasse toda a África para chegar a Barcelona.



Este foi o primeiro Mundial disputado em solo africano e a prova ficará na memória de todos tanto pela animação da nação anfitriã quanto pelo triunfo da selecção espanhola. O país ibérico tornou-se no oitavo campeão mundial de futebol da história, graças ao golo de Andrés Iniesta, aos 116 minutos do prolongamento, na final contra a Holanda.

Após 31 dias de futebol que culminaram com o triunfo da Espanha no Estádio Soccer City, em Joanesburgo, foram cerradas novamente as cortinas do maior espectáculo desportivo do planeta. Foram 64 jogos que contaram com 599 jogadores de 32 selecções, que marcaram um total de 145 golos. No final, o troféu foi para as mãos dos comandados pelo técnico Vicente del Bosque, mas o sucesso da África do Sul, na organização do campeonato, também foi imenso.

A chamada “Nação Arco-Íris” deu um “show” de alegria e capacidade e representou uma nova esperança para todo o continente. O facto de que a África do Sul foi a primeira selecção anfitriã a ser eliminada na fase de grupos não afectou em nada o entusiasmo dos adeptos nem diminuiu o volume do ininterrupto som das vuvuzelas.

O África do Sul-2010 foi um campeonato com muitas surpresas. Até mesmo os espanhóis foram surpreendidos, ao serem derrotados pela Suíça por 1-0, na estreia. Depois disso, no entanto, recuperaram e venceram as seis partidas restantes, quatro delas por apenas 1-0. Nenhuma selecção havia vencido o Mundial marcando menos golos do que os oito da Espanha, mas o futebol dos ibéricos impressionou mesmo assim, com o comando de Xavi e Iniesta no meio-campo, os golos do artilheiro David Villa e a segurança de Iker Casillas. O guarda-redes defendeu cara-a-cara duas bolas de Arjen Robben na final e ganhou merecidamente a “Luva de Ouro” da Adidas.

Enquanto isso, a Holanda não terá só recordações de alegria da África do Sul, já que a equipa voltou para casa frustrada, ao perder a terceira final da sua história, depois das derrotas em 1974 e 1978. O seleccionado de Bert van Marwijk ganhou os seis jogos para chegar à final com um estilo de jogo bem mais pragmático do que o normal, considerando os padrões do futebol holandês. No entanto, o técnico alinhou uma equipa relativamente ofensiva, com um 4-2-3-1 muito em voga actualmente, e contou com um dos artilheiros da prova, Wesley Sneijder, que balançou as redes cinco vezes em sete partidas.







DESTAQUES INDIVIDUAIS




A Alemanha de Joachim Löw impressionou o mundo com um futebol vistoso e contra-ataques mortais. Foi assim que a “Nationalelf” jogou para massacrar a Inglaterra e a Argentina. No entanto, os alemães não mostraram a mesma qualidade contra a Espanha e acabaram eliminados numa reedição da final do Euro-2008. A selecção germânica terminou com a medalha de bronze e com o melhor ataque da competição, tendo marcado 16 golos. Além disso, o avançado Thomas Müller levou para casa o prémio de Melhor Jogador Jovem Hyundai e a “Bota de Ouro” Adidas pelos seus cinco golos e três assistências. Villa, Sneijder e Diego Forlán fizeram o mesmo número de tentos que Müller, mas foram superados nas assistências. Além disso, o alemão balançou as redes em todos os remates que acertou na direcção da baliza.

O outro grande destaque individual foi Forlán, que ganhou a “Bola de Ouro” Adidas, após conduzir a surpreendente “Celeste” à quarta posição. Comandado por Óscar Tabárez, o Uruguai voltou a disputar as meias-finais pela primeira vez em 40 anos, graças à combinação perfeita entre a tradicional garra charrua e o talento dos atacantes Forlán, que foi possivelmente o jogador que se deu melhor com a “Jabulani”, e Diego Suárez.

Até aos quartos-de-final, a América do Sul ameaçava roubar os holofotes. Pela primeira vez na história, todas as selecções da CONMEBOL passaram da fase de grupos, quatro delas na primeira posição. O Chile mostrou um futebol aberto e ofensivo para acabar a sua longa espera de 48 anos por uma vitória no Mundial e ficar com o segundo posto do grupo, atrás apenas da Espanha.

Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai ficaram todas entre as oito melhores – um feito inédito para os paraguaios. Os argentinos estavam a fazer um torneio perfeito até que os sonhos de Diego Maradona chegaram ao fim com uma vexatória goleada sofrida diante da Alemanha. O Brasil também enterrou as suas esperanças ao fazer um péssimo segundo tempo contra a Holanda. Foi o segundo Mundial consecutivo em que a selecção “canarinha”caiu nos quartos-de-final.

O dia em que a “Laranja Mecânica” conseguiu a reviravolta sobre a formação de Carlos Dunga foi um dos mais emocionantes do campeonato, encerrado com o duelo espectacular entre Uruguai e Gana, no Soccer City. As “Estrelas Negras” ficaram a um penalte de distância de se tornarem no primeiro país africano a atingir as meias-finais. Asamoah Gyan desperdiçou a oportunidade que teve no último minuto do prolongamento, ao mandar a bola para o travessão. O atacante ganês ainda converteu a sua cobrança na disputa das grandes penalidades, mas o Uruguai acabou ficando com a vaga.








DECEPÇÕES E ALEGRIAS




A campanha do Gana, que teve vitórias sobre Sérvia e Estados Unidos, foi o principal destaque entre os africanos. Foi grande a decepção quando os donos da casa, treinados pelo brasileiro Carlos Alberto Parreira, foram eliminados da competição, apesar da vitória sobre a França. A África do Sul fez o mesmo número de pontos que o México, mas foi superada no saldo de golos.

No entanto, os “Bafana Bafana” saíram de cabeça erguida e fizeram o primeiro e um dos mais belos golos da prova, através de Siphiwe Tshabalala, que mandou uma linda bola para o ângulo contra o México. A Costa do Marfim também caiu fora devido ao saldo de golos, enquanto os outros representantes do continente, Argélia, Camarões e Nigéria, ficaram na última posição dos seus grupos.

Muitas selecções protagonizaram momentos dramáticos. Uma das principais foi a dos Estados Unidos, que recuperou de uma desvantagem de dois golos contra a Eslovénia e, na última jornada, conseguir a qualificação diante da Argélia, graças a um golo de Landon Donovan nos últimos segundos. A vitória por 3-2 da Eslováquia sobre a Itália foi outro momento decisivo no desfecho da fase de grupos. O atacante Robert Vittek marcou duas vezes para eliminar os campeões de 2006. O seleccionado comandado por Vladimir Weiss chegou aos oitavos-de-final logo na sua primeira participação no Mundial desde a independência do país.

Várias outras equipas também mereceram aplausos. Com jogadores jovens e talentosos, este foi o quinto campeonato em que o México chegou aos oitavos-de-final. Japão e Coreia do Sul passaram da fase de grupos pela primeira vez a jogar fora de casa. Os azarões da Nova Zelândia não disputavam o Mundial desde 1982 e foram a única selecção a deixar a África do Sul sem derrota. Grécia e Eslovénia conseguiram as suas primeiras vitórias no Mundial. Outra personagem muito bem-sucedida neste campeonato foi o polvo Paul, que impressionou o planeta ao acertar todos os seus oito palpites.


As maiores decepções do África do Sul-2010 vieram da Europa. Itália e França, as duas finalistas de 2006, ficaram na última posição dos seus grupos e não venceram uma partida sequer. Já a Inglaterra chegou aos oitavos com um futebol muito abaixo das expectativas e foi eliminada com uma massacrante goleada de 4-1 frente à Alemanha.

Por fim, embora o título tenha ficado com uma selecção do Velho Continente – pela primeira vez fora da Europa –, os africanos também têm muito o que comemorar. O Mundial foi coroado com a aparição de Nelson Mandela no Soccer City, antes da final. O presidente da FIFA, Joseph Blatter, deu uma declaração significativa sobre o homem que desempenhou um papel tão fundamental na criação da África do Sul moderna. “Este Campeonato do Mundo teve uma força especial e está ligada à história de liberdade e à história de um homem”.
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 11:32
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O SUCESSO é tragado de uma vez só, nas ruas de Madrid. Ninguém ficou indiferente à conquista do Campeonato do Mundo. A procissão de fé seguiu a La Roja durante todo o dia de segunda-feira, numa demonstração vibrante de paixão e partidarismo.



Andrés Iniesta, autor do golo da final, foi um dos mais aclamados. A dada altura, trocou a habitual timidez por um grito de humor. “Graças ao polvo fomos campeões”, exclamou, em alusão a Paul, o molusco profeta.

"Estamos encantados por estar aqui. Conseguimos outro sonho que tínhamos desde que éramos pequenos. É um orgulho ser o capitão desta equipa”, gritou Iker Casillas, guarda-redes da equipa. O seu suplente, Pepe Reina, ainda deixou uma indirecta à selecção de Portugal, na altura de apresentar Fernando Llorente.

É o canhão da selecção. Os centrais de Portugal pareciam pinos de bowling. Destruiu os quatro, os cinco”, disse o dono da baliza do Liverpool.
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 11:16
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O HOMEM que invadiu o relvado do Soccer City e chegou a milímetros de tocar a taça mais cobiçada do futebol mundial é catalão e chama-se Jaume Marquet Cot.



Tem 36 anos e autodenomina-se Jimmy Jump, uma espécie de "invasor profissional" de grandes eventos. Tem até um sítio oficial. O tal Jimmy Jump já cometeu várias aventuras, como invadir o relvado da final do Euro de 2004 entre Portugal e Grécia para atirar uma bandeira do Barcelona no português Luís Figo, que trocara o clube catalão pelo Real Madrid. Invadiu também o GP da Espanha de Fórmula 1 em 2004 e um jogo entre Barça e Real no ano seguinte. Invadiu igualmente diversos jogos da Liga dos Campeões, como Arsenal-Villarreal (2006) e Milan-Liverpool (2007). Afinal o invasor não é novato, é “artista” antigo na matéria. A imagem ilustra o momento em que o atrevido tentava tocar a Taça do Mundo.
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 10:58
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Segunda-feira, 12 DE Julho 2010

 


O PRIMEIRO Campeonato Mundial de Futebol em solo africano teve um campeão inédito. O mundo do futebol tem, indiscutivelmente, a sua melhor equipa. E, para sempre, um novo integrante para a sua elite. Que a Espanha seja bem vinda à galeria! Uma entrada para a galeria que se verificou ontem à noite no Estádio Soccer City, em Joanesburgo, após derrotar a Holanda na final por 1-0, golo da autoria de Andrés Iniesta, aos 116 minutos, isto é, a quatro do fim do prolongamento, uma vez que os 90 minutos expiraram com a igualdade a zero bola.



O Mundial 2010 teve a final que mereceu. Um jogo muito bem disputado, e cheio de um drama bem positivo. A decisão foi levada quase até ao limite, mas um golo de Iniesta, garantiu a festa espanhola. A Holanda foi uma digna finalista, mas o campeonato da África do Sul acabou por coroar uma geração de luxo, que poucos países se podem dar ao luxo de dizer que tiveram igual. O mundo do futebol tem um novo campeão!

Ainda que estivesse prometido que ambas as equipas se iam manter fiéis ao guião habitual, que é como quem diz ao futebol de ataque, já seria de esperar que a Espanha tivesse um pouco mais de posse de bola, e que a Holanda jogasse de forma mais vertical.

O início do jogo confirmou essa expectativa. A Espanha seguiu a receita do costume, trocando a bola com mestria no meio-campo e depois procurando o passe de ruptura. Estabilizada defensivamente, a Holanda começou a aparecer mais no ataque, mas o golo temia em não aparecer para nenhuma das formações em campo, facto que aconteceu até ao final dos 90 minutos.

E porque a decisão merecia ir até ao limite, mesmo no prolongamento ninguém parecia querer o troféu. Fabregas imitou Robben e permitiu a defesa do guarda-redes, quando estava isolado. A Holanda sofreu um duro golpe ao minuto 109, com a expulsão de Heitinga, e acabou por sofrer o golpe final a quatro minutos do fim. Iniesta, o melhor em campo, garantiu o título mundial, dedicado ao falecido Dani Jarque.

Um lance muito discutido, de resto. O médio espanhol não está em posição irregular, no lance decisivo, mas, segundos antes, o árbitro da partida ignorou um canto a favor da Holanda.

Antes da final, no sábado, em Port Elizabeth, numa outra partida dramática, a Alemanha garantiu o terceiro lugar e a consequente medalha de bronze, ao derrotar o Uruguai por 3-2.
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 11:43
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FOI bonita à festa de encerramento do Campeonato do Mundo. Uma festa com muita luz e ritmos africanos, abrilhantada pela presença de Nelson Mandela, símbolo máximo do país, que por momentos silenciou as vuvuzelas e levou os noventa mil adeptos presentes no Soccer City a chamar por “Madiba”, como o antigo presidente é tratado de forma carinhosa pelos seus conterrâneos.



A presença do histórico líder africano foi uma dúvida até poucos minutos antes do início da cerimónia, mas acabou por se tornar num dos pontos altos da noite. Mandela surgiu num veículo móvel, acompanhado pela sua mulher, Graça Machel, deu uma volta pelo relvado, com um largo sorriso, a cumprimentar os adeptos. As bancadas responderam em euforia com o nome de “Madiba, Madiba, Madiba”. Foram poucos minutos, mas bem mais emotivos do que o espectáculo de cor e som tinha proporcionado minutos antes.

A cantora colombiana Shakira abriu o espectáculo com o “Waka Waka (This Time for Africa)", a música oficial do evento e o espectáculo prosseguiu depois com aviões, falsos elefantes e muitos efeitos especiais, com imagens dos protagonistas do Mundial a serem projectadas no relvado.

Com o aproximar da hora do jogo, o palco começou a ser transformado para o espectáculo mais esperado. Fábio Cannavro, capitão da selecção italiana, trouxe o ambicionado troféu para junto do relvado. Jimmy Jump, o catalão que ganhou fama por aparecer em eventos desportivos, também fez questão de aparecer, mesmo antes de se ouvirem os hinos da Holanda e da Espanha.
Depois o árbitro Howard Webb apitou e a bola começou a rolar para o verdadeiro espectáculo a noite...
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 09:53
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AQUILO que se vem ensaiando dizer há pelo menos dois anos – desde o brilhante título do Euro-2008 – agora pode ser proferido sem qualquer resquício de dúvida ou concessões: a Espanha é a melhor selecção de futebol do mundo. E mais: é de facto a campeã do mundo, o oitavo país na história a conquistar o Campeonato Mundial. A final do África do Sul-2010 fez com que o lotado Soccer City, em Joanesburgo, prendesse a respiração não uma ou duas, mas incontáveis vezes. Noventa minutos não foram o suficiente para decidir qual dos dois, Holanda ou Espanha, se tornaria o mais novo campeão do mundo. Na verdade, faltou pouco para que 120 minutos também não o fossem. Apenas um golo de Andrés Iniesta, a quatro minutos do prolongamento, confirmou a superioridade que os espanhóis mostraram ao longo de quase todo o jogo e coroou definitivamente uma geração que pulverizou um tal “estigma dos quartos-de-final que caracterizava o país até há pouco.



Quem continua, sim, com um estigma desconfortável é a Holanda, que após 14 vitórias consecutivas, entre eliminatórias e Campeonato, caiu mais uma vez na partida decisiva, pela terceira vez na sua história, depois das derrotas frente à Alemanha em 1974 e perante a Argentina em 1978.

PRESSÃO QUE VEM E SAI

A princípio, era como se a Espanha saísse directamente do apito final da sua partida diante da Alemanha para o Soccer City. O mesmo domínio que a “Fúria” exerceu na meia-final apareceu claro e intenso nos primeiros minutos: logo aos cinco, Sérgio Ramos acertou uma cabeçada linda que obrigou Maarten Stekelenburg a uma boa defesa. Em seguida, o mesmo lateral direito invadiu a área e obrigou John Heitinga a afastar na boca da baliza. Mais um minuto e era David Villa a acertar na malha. Pressão, jogo de uma só formação, questão de tempo para o golo sair?

Não exactamente. Porque, afinal, o que estava em jogo não era qualquer coisa, mas um título mundial. Aliás, não só isso, mas essencialmente o lugar dos dois países na história do futebol. E, com um prémio destes, é compreensível que quem acabe tomando conta do ambiente seja o nervosismo. Foram 20 faltas ao longo de todo o primeiro tempo, com cinco cartões amarelos. Entre as divididas e disputas acirradas, sobrou uma breve reacção holandesa nos últimos minutos, quando a equipa chegou a ameaçar a baliza de Iker Casillas, num remate rasteiro de Arjen Robben, já nos descontos da primeira parte.

Veio o segundo tempo e, com ele, uma média aritmética daquilo que aconteceu no primeiro: se, por um lado, o clima seguia tenso – com mais oito cartões amarelos no total, além de um vermelho, chegando ao recorde de dez numa final do Campeonato do Mundo, superando os seis de 1986 –, por outro, também a Espanha dominava a posse de bola e aparentava estar mais perto de marcar. A principal diferença é que o contra golpe da Holanda, o motor da grande campanha recente do país, começou a funcionar.

O exemplo mais claro foi a ocasião em que Robben aproveitou um tremendo buraco na defesa aos 16 minutos, recebeu passe de Wesley Sneijder e apareceu frente-a-frente com Casillas. O guarda-redes do Real Madrid esperou até ao último minuto para sair e impediu o tento com as pernas. Embora quem tenha passado a criar mais e mais oportunidades tenha sido a Espanha, o recado estava dado.

NERVOS E A CARTADA FINAL

Mesmo as alterações que Bert van Marwijk e Vicente del Bosque fizeram ao longo do segundo tempo tinham menos o risco de tentar mudar demais o jogo do que apenas a reposição de peças por outras similares, mas mais descansadas. Foi assim para a Holanda, com Eljero Elia no lugar de Dirk Kuyt, e também com os espanhóis, que trocaram Pedro por Jesús Navas e Xabi Alonso por Cesc Fàbregas. Até o fim dos 90 minutos, a história foi a mesma, com a Espanha a aproximar-se perigosamente, como nas situações claras de David Villa – salva por Heitinga à frente da baliza – e um cabeceamento de Sérgio Ramos, livre na pequena área.

Noventa minutos não foram o bastante para destilar tanto nervosismo. Pela sexta vez na história, a final do Mundial precisava da prolongamento. E, então, era como se o desafio começasse outra vez. A partida em que a Espanha resolvia controlar o jogo e decidi-lo à sua maneira. Que foi o que quase aconteceu com Andrés Iniesta, livre na cara do guarda-redes. O espanhol avançou, demorou a chutar e foi desarmado. Em seguida, Jesús Navas assustou a massa holandesa que ocupou boa parte do Soccer City, com um remate desviado que bateu na rede pelo lado de fora.

Era uma pressão que já não pararia mais, e que só se intensificou quando Heitinga recebeu o seu segundo amarelo aos quatro minutos do segundo tempo. De alguma forma, o golo precisava sair. Foram precisos, no total, 116 minutos, mas enfim a Espanha matadora apareceu. Andrés Iniesta, que tantas vezes tivera chances de invadir a área holandesa sem poder concluir, recebeu um passe perfeito de Fàbregas, que não deixava outra opção além da bomba cruzada que bateu Stekelenburg.
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 09:34
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Quarta-feira, 07 DE Julho 2010
A HOLANDA do Campeonato Mundial de Futebol África do Sul-2010 pode não ser “Laranja Mecânica”, não dominar os seus jogos de forma convincente e não necessariamente encantadora, mas uma coisa está mais do que clara: é uma equipa que vence. Só vence. E o exemplo eloquente aqui está: qualificou-se para a final da prova, ao derrotar o Uruguai por 3-2, em partida disputada ontem à noite no Green Point, na Cidade do Cabo. Ora, garantida a presença no grande jogo do próximo domingo, no Soccer City, em Joanesburgo, os holandeses aguardam hoje pelo seu adversário, que poderá ser Alemanha ou Espanha.

A selecção dos país das tulipas chega à final do Mundial pela terceira vez, depois de ter sido vice-campeã no Alemanha-1974 e no Argentina-1978, perdendo, curiosamente, diante dos anfitriões.

São incontáveis os números que corroboram a efectividade da equipa de Bert van Marwijk, começando pelo recorde de 14 vitórias consecutivas entre eliminatórias (que a selecção passou com 100 por cento de aproveitamento) e o campeonato. Desde que o formato do Mundial exige que se joguem seis partidas para chegar à final, apenas o Brasil de 2002 havia chegado à decisão apenas com triunfos. A Holanda chega à final numa sequência invicta de 25 jogos.

Ontem, a sua vitória começou aos 18 minutos, com um grande tento de Giovanni Bronckhorst, que aparentemente deixava a Holanda tranquila para explorar os contra-ataques que tanto lhe agradam. Só que, o que se viu, foi o contrário: o Uruguai, marcando em pressão, chegou à igualdade também pelo seu capitão Diego Forlán, com um remate de se lhe tirar o chapéu.

Após o intervalo, um lance fortuito resulta no segundo golo holandês, por Sneijder, com a bola ainda a tocar num defesa, enganando o guarda-redes Muslera. Em vantagem, agora a Holanda fez o habitual: aproveitou a sua velocidade para matar o jogo, o que aconteceu com o tento do inevitável de Arjen Robben, que aparentemente acabava com as chances uruguaias.

Aparentemente. Ciente do tamanho da distância que a separava da vitória, a “Celeste” parecia não saber mais como reagir, no entanto, aos 47 minutos Maxi Pereira fez o 3-2 e relançou a discussão do resultado, só que a vitória holandesa não mais se alterou, para sua alegria e desalento total dos sul-americanos.
 
Fonte: Jornal Noticias

 

publicado por Vaxko Zakarias às 11:59
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ALEMANHA e Espanha jogam hoje, a partir das 20.30 horas, no Estádio de Durban, por um lugar na final do Campeonato do Mundo, num duelo que será a reedição da final do último Europeu, disputada na Áustria e na Suíça em 2008, quando os espanhóis venceram por 1-0, com golo de Fernando Torres.

Os dois últimos precedentes nas partidas entre as duas selecções pendem para a Espanha, que, além da final do Euro, venceu o rival por 3-1 a 12 de Fevereiro de 2003.

Mas o histórico de longo prazo tem um balanço propício ao lado alemão. Os dois “teams” encontram-se pela vigéssima vez, com oito vitórias para a Alemanha, e seis para a Espanha e seis empates, além de 27 golos dos alemães e 22 dos espanhóis.

A tricampeã mundial Alemanha chega a esta fase com os níveis de moral e confiança ao mais alto nível, depois de deixar pelo caminho a Inglaterra (4-1) nos oitavos-de-final, e Argentina (4-0), nos quartos-de-final. Com estas vitórias convincentes, os alemães viram reforçada à condição de eternos favoritos, cheios de planos ambiciosos e de expectativas.

O país conquistou o título em 1954, na Suíça, em 1974, jogando em casa, e em 1990, na Itália. Agora, a selecção comandada pelo técnico Joachim Löw prepara-se para tentar conquistar o troféu pela quarta vez, o que a acontecer empatará com a Itália, a selecção europeia com mais títulos.

A equipa combina uma vasta experiência com muita disciplina táctica, e os jogadores estão motivados pela excelente campanha feita até então. É dentro deste espírito que a Alemanha procurará chegar à oitava final, descolando-se do Brasil, com sete finais.

Mas para lograr os seus, os comandados de Joaquim Löw terão que superar a campeã da Europa, Espanha, que sem jogar um futebol bonito tem sido eficaz a defender e mortífera no ataque.

A Espanha estreou-se com uma derrota frente à Suíça, mas conseguiu se recompor e terminar em primeiro no grupo após triunfos sobre as Honduras e Chile. Nos oitavos e quartos-de-final bateu Portugal e Paraguai, respectivamente, pelo mesmo resultado (1-0). Sem deslumbrar chegou às meias-finais e procura manter a superioridade sobre a Alemanha registada nos dois últimos jogos.

A Espanha participou em 12 edições, sendo que desde a Alemanha 1974 não esteve ausente de nenhum evento.

A melhor posição já alcançada pelos espanhóis no Mundial foi o quarto lugar no Brasil 1950. A selecção espanhola tem dois títulos internacionais: Euro 1964 e 2008.

A Alemanha, por sua vez, foi vice-campeã mundial na edição do Japão e da Coreia do Sul, em 2002, terceiro classificado, jogando em casa, em 2006 e vice-campeã europeu em 2008, na Áustria e na Suíça.

Os alemães estiveram presentes em todas as edições do maior evento do futebol mundial, excepto em 1930 e 1950, ocasiões em que não disputaram as eliminatórias.

 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 11:45
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