Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Terça-feira, 20 DE Novembro 2012

A HCB ficou-se pelo empate a zero golo diante do Chingale, mas podia ter goleado o seu adversário, que se apresentou mal em campo, talvez devido ao cansaço da ronda anterior em que teve que puxar dos galões para garantir a manutenção.

 

A HCB entrou a todo gás, pressionando o reduto mais recuado do Chingale. Valeu a atenção dos defesas Matofe, Stélio e Fred I, graças a eles as lacunas deixadas pelos homens do meio-campo foram estancadas. Mas a equipa da casa teve algumas oportunidades de golo não aproveitadas.

Em contra-ataque o Chingale não tinha resultados práticos. Jogava de forma atabalhoada. Magaba, Maurício e mesmo Alone, as referências do ataque, denotavam estar em tarde desinspirada.

 

 

Particular destaque vai para Goodfrey, o guarda-redes do Chingale, que evitou por diversas vezes que a sua baliza fosse violada.

Aos 35 minutos, Antoninho, da HCB, teve uma das oportunidades mais claras para abrir o activo só com Goodfrey pela frente não teve calma suficiente atirando directamente para as mãos do guarda-redes.

 

 

Os anfitriões estiveram bem, embora decepcionassem os seus adeptos pela falta de golos. Fruto de algumas mexidas, o Chingale esteve melhor na etapa complementar com destaque para Ito, que milita nas camadas de juniores, mas foi Hagi a ficar perto de marcar, valendo a defesa espectacular de Chico. Aliás, foram os comandados de Mussá Osman que beneficiaram da última situação de perigo com Magaba a rematar com precisão ao vértice esquerdo da baliza de Chico que teve que dar um ligeiro toque na bola para não haver golo.

 

 

Nota ainda para a despedida do futebol do defesa central Celso, do Chingale que depois de cerca de 20 anos com passagens pelo Têxtil de Púnguè e Ferroviário da Beira decidiu pendurar as chuteiras na HCB.   Ribeiro Manuel, árbitro do encontro, e seus pares realizaram um trabalho aceitável.

 

 

FICHA TÉCNICA


ÁRBITRO: Ribeiro Manuel, auxiliado por Estrela Gonçalves e Félix Maugente. Quarto árbitro: César Colar.

 

HCB: Chico, Ilídio, Mambucho, Mucuapele, Antoninho, Marlon, Dangalira, Manuel (Charley), Zumall (Andro), Fabrice e Gerald.

 

CHINGALE: Goodfrey, Stélio, Matofa (Celso), Fredl, Fredll, Manecas (Ito), Zé, Hadjy, Alone, Maurício (Babo) e Magaba.

 

DISCIPLINA: Vermelho para Magaba por acumulação de amarelos.

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:50
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Segunda-feira, 19 DE Novembro 2012

QUANDO Diamantino Miranda deixou no banco Ruben, Manuelito II e Reginaldo, três principais unidades na manobra ofensiva "canarinha”, o público que acorreu em bom número ao Estádio 1º de Maio, pensou que não tivesse intenção de lutar pelos três pontos, apenas queria cumprir o calendário.

 

Que se desengane quem assim pensou! O técnico português fez daquelas “peças” suas “armas” secretas. É neste contexto que o jogo ofensivo do Costa do Sol na primeira parte foi bastante pobre, salvo alguns rasgos do endiabrado Themba.

 

 

O Desportivo entrou galvanizado, tentando fazer perceber que as "feridas" de Tete estavam saradas, encostando o adversário ao seu último reduto, porém sem criar jogadas de golo iminente, mesmo com um Costa do Sol bastante intranquilo na sua zona mais recuada.

 

 

Aos 10 minutos, é Yannick que atira com algum perigo, ao lado. O Costa do Sol respondeu com Parkim a desperdiçar a oportunidade mais flagrante dos “canarinhos” no primeiro tempo, depois de um passe de mestre emitido por Alvarito, o jovem jogador mesmo isolado, atirou, precipitadamente, ao lado na cara de Victor, á entrada da área.

 

 

Com zero a prevalecer, os dois conjuntos recolheram aos balneários. No segundo tempo, o Costa do Sol entrou titubeante. Diamantino lançou as suas “armas” secretas do ataque: Ruben, Reginaldo e pouco depois Manuleito II, jogadores que mudaram por completo á forma de actuar que a equipa vinha tendo até então.

 

 

Decorriam 51 minutos, quando Reginaldo, numa jogada individual ludibria dois adversários na direita, para depois centrar para a área onde surge Themba a finalizar.

 

 

Os “canarinhos” reencontravam-se com o jogo e doravante transformaram o adversário em mero espectador. E foi com toda naturalidade que dilataram o marcador, por Reginaldo aos 70 minutos, numa jogada á papel químico da que deu origem ao primeiro golo, mas desta feita com Themba a ser o condutor do esférico pela esquerda.

 

 

O Desportivo andava desnorteado, mesmo de boal parada não encontrava o caminho para a baliza de Gervásio, o que obrigou Semedo a mexer na equipa, com Geraldo a entrar no lugar do Syabonga.

 

 

É uma troca que valeu a pena, pois este trouxe novo ânimo aos “alvinegros” que reduziram aos 86, por intermédio de Orlando numa grande jogada individual que contou com a colaboração de Manuelito I, e pouco depois o Desportivo só não igualou por causa da barra transversal que devolveu um tiro portentoso de Lanito.O resultado não mais se alterou, numa partida bem ajuizada por Virgílio Absalão.

 

FICHA TÉCNICA


ÁRBITRO: Virgílio Absalão, auxiliado por José Mhula e Domingos Machava.

 

Quarto: Justino Zandamela

 

 DESPORTIVO: Victor, Zainadine, Cremildo, Jorge, Elísio, Maninho, Aurito, Yannick, Syabonga (Geraldo), Lanito e Rachid (Orlando).

 

COSTA DO SOL: Gervásio, João (Reginaldo), Sanito, Zé (ManuelitoII), Gildo, Dito, Manuelito I, Alvarito, Parkim (Rúben), Themba e Diva.

 

DISCIPLINA: amarelos para Aurito e Zé.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:41
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Sexta-feira, 16 DE Novembro 2012

 

 

 

 Acha que o Maxaquene é um justo campeão?



AS - Dentro deste regime instalado no nosso futebol é justo campeão.

 

 

De que regime está a falar?



AS - Repare que este nosso futebol sobrevive dentro de um clima de suspeição. Os valores não são os melhores e posso lhe enumerar factos que consubstanciam o meu raciocínio: A mentalidade dos nossos jogadores não é profissional, facilitam jogos, vendem resultados, as pessoas não têm coragem de falar sobre isso, treinadores que vendem resultados que entram em esquemas de facilitismo, sobretudo, em momentos que é preciso facilitar este ou aquele para ser campeão ou para não descer de divisão.

 

 

Dirigentes que também entram em esquemas desta natureza, mas a questão fulcral é a arbitragem. A CNAF representa determinados interesses do nosso campeonato e os árbitros fazem que o sistema funcione. Fazem descer equipas, fazem campeões e ganham muito dinheiro. É preciso dizer isto.

 

 

 Quer dizer que ganham-se jogos por via de suborno?



AS  - Ganham-se jogos no Moçambola a subornar árbitros. Afirmo isto categoricamente. Ganham-se jogos a subornar jogadores e a viciar resultados. Os treinadores e dirigentes também entram nestes esquemas. Eu não entro neste sistema porque não preciso disto para afirmar a qualidade do meu trabalho. Quis provar a toda a gente, que diz que ganhava na Liga porque tinha boa equipa, mas vim para o Desportivo onde toda a gente diz que não há nada. Veja-se os jogos que o Matchedje fez quando estive lá e no Desportivo em 2003 e 2009. Só não fui campeão por causa do sistema que está instalado.

 

 

 Os jogadores do Desportivo também entram nestes esquemas?



AS - Não, nunca, nunca. Enquanto estiveram comigo não houve esses casos. Mas houve jogadores abordados para facilitar e com maior intensidade desde que cheguei ao clube.

 

 

 A sua imagem não terá ficado manchada por treinar uma equipa que desceu de divisão?



AS - Pergunta aos vinte milhões de moçambicanos se é isso que passa pelas suas cabeças. Nem por sombra, isso passa pela minha cabeça, eu assumi este desafio sabendo dos riscos que estava a correr e num momento muito difícil. Sabia que cada erro podia ser fatal, mas é bom que percebam que o Desportivo não desceu pela qualidade de jogo, mas pelos factores que já enumerei. As debilidades do clube todo o mundo as conhece.

 

 

 O Têxtil e Chingale, equipas que lutavam também pela manutenção, foram superiores ao Desportivo?

 

 

AS - Qual é o clube que está melhor que o Desportivo? É o Têxtil do Púnguè que está melhor? É o Chingale? É o Chibuto que até paga menos que o Desportivos, só que pagou menos aos jogadores, mas gastou mais noutras circunstâncias, tal como o Chingale no jogo com o Desportivo.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 09:54
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Terça-feira, 13 DE Novembro 2012

O JOGO entre o Ferroviário de Nampula e Chibuto FC, que teve lugar no estádio 25 de Junho na cidade de Nampula, no domingo passado, foi interrompido aos 82 minutos por falta de segurança, depois dos adeptos nampulenses terem começado a arremessar pedras e outros objectos ao relvado como protesto a má actuação do árbitro da partida Arão Júnior.

 

Aliás, o arremesso de objectos começa quando aos 76 minutos Arão Júnior valida o golo do Chibuto marcado por Ndjaste, quando no entender dos adeptos terá havido falta sobre o guarda-redes David.

 

 

À medida que as negociações iam decorrendo dentro do relevado entre a direcção dos “locomotivas” de Nampula, o delegado do jogo e outros intervenientes, os ânimos, nas bancadas, iam ganhando contornos mais azedos. O chefe do departamento de alta competição do Ferroviário de Nampula chegou a ser atingido por um dos objectos projectado ao relvado.Se é verdade que Árão Júnior errou ao validar o golo, a atitude dos adeptos é ainda pior. A violência nunca foi o melhor caminho para resolução dos problemas.

 

Os dirigentes do clube reconheceram que o árbitro trabalhou muito mal, porém, lamentaram a posição grosseira tomada pelos seus adeptos. 

A saída da equipa de arbitragem, bem como jogadores e treinadores, só foi possível graças a escolta da Polícia de Intervenção Rápida.

 

 

Mas vamos ao jogo. O Ferroviário entrou bem e só não marcou por falta de frieza. Sankani e Emanuel, cara-a-cara com o guarda-redes Baía, não foram capazes de fazerem gosto ao pé.   Na etapa complementar os “locomotivas” continuaram a denotar falta de eficácia. Massaua,  isolado, não foi lesto na hora da verdade.

 

 

No último quarto de hora foi o Chibuto a chegar ao tal golo polémico. O certo é que a partida acabou com esse lance pois devido as cenas de violência não houve condições para retomar a partida.

 

 

A arbitragem chefiada por Arão Júnior fez um péssimo trabalho que motivou o surgimento da violência no estádio 25 de Junho. Aliás, antes de começar o jogo já se comentava que o mesmo não teria um fim feliz, em função daquilo que aquele árbitro já fez em jogos anteriores em Nampula. 

 

 

FICHA TÉCNICA


ÁRBITRO: Arão Júnior, auxiliado por Salomão José e Nelsa Abílio. Quarto árbitro: Sérgio Chata.

 

FER. NAMPULA: David, Magido, Kalanga, Dondo, Rodjas, César Bento (Jerry), Hipo, Jamal, Emanuel, Sankani (Massaua) e Belito.

 

CHIBUTO: Baia, Nito, Chaguala, Zé Rasta, Rochó, Betinho, Jacinto, Palatão, Johan, Ndjaste Lalá (Chana).

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 11:34
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Segunda-feira, 12 DE Novembro 2012

DESPORTIVO e Incomáti disseram, na tarde de ontem adeus ao Moçambola. As duas equipas acompanham o Ferroviário de Pemba, equipa que já tinha sido despromovida, sendo que no caso dos “alvi-negros” vão viver uma experiência inédita na medida em que nunca tinham descido de divisão.

 

O Desportivo estava obrigado a vencer, em Tete, o Chingale, em jogo da 25ª jornada, para continuar a acalentar esperanças de manter-se na prova máxima do futebol nacional. No entanto, os “alvi-negros” sofreram um duro golpe ao consentir um golo da autoria de Fredy I já na segunda parte, deitando por terra as suas aspirações visto que estavam proibidos de perder.

 

 

Com esta derrota, a equipa “alvi-negra” viu o Chingale aumentar a vantagem de dois para cinco pontos e com apenas uma jornada por disputar já não tem qualquer hipótese de alcançar a turma tetense, que a par do Têxtil do Púnguè garantiu a manutenção.A festa vivida em Tete também deu-se na Beira com os “fabris da manga” a garantirem a manutenção com uma vitória tangencial sobre o Vilankulo, por 2-1.

 

 

Já em Xinavane o cenário foi de tristeza. É que apesar de ter batido a HCB, por 2-1, o Incomáti, não conseguiu assegurar a manutenção, isto porque Chingale e Têxtil do Púnguè venceram conforme foi referido anteriormente.

 

 

O campeão nacional, Maxaquene, não foi além de um empate a zero golo, diante da Liga Muçulmana.O Ferroviário de Maputo foi derrotado, em pleno Estádio da Machava, pelo seu homónimo da Beira, por 1-0. Mário apontou o golo que colocou os beirenses no segundo lugar em troca com os “locomotivas” de Maputo.

 

 

No Estádio 25 de Junho, o Ferroviário de Nampula recebeu e perdeu com o Chibuto, por 1-0.Numa ronda com um único empate, o Costa do Sol suplantou o Ferroviário de Pemba, por 1-0.Com a questão do título e das equipas despromovidas já “arrumadas”, os jogos da 26ª e última jornada, a disputarem-se no próximo fim-de-semana serão apenas para cumprirem calendário. Eis os jogos:

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 12:29
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QUANDO o Ferroviário da Beira assumiu o controlo do jogo nos primeiros minutos do encontro, em pleno Estádio da Machava, muitos esperavam uma reacção á altura da equipa da casa, o Ferroviário de Maputo. Puro engano! A equipa que viajou do Chiveve dominou por completo a primeira parte e foi aquela que criou as jogadas mais vistosas.

 

Timbe foi o primeiro a dar aviso na marcação de um livre. Instantes depois, os visitantes chegaram mesmo ao golo. Mário desfere um remate cruzado e, quando todos pensavam que Muhamad tinha a situação controlada, eis que este deixa a bola escapar das suas mãos para o golo do beirenses.

 

Um frango do “keeper” tanzaniano que certamente afectou bastante o estado anímico dos comandados de Nacir Armando, que ao longo da etapa inicial, passaram por maus bocados com os visitantes a criarem oportunidades para aumentarem a vantagem.Foi preciso esperar 28 minutos para ver a equipa da casa a criar um lance digno de registo. Burramo remata para defesa de Minguinho na melhor jogada dos anfitriões no primeiro tempo.

 

 

Na segunda parte, o Ferroviário de Maputo entrou pressionante, sendo que a equipa de Chiveve optou por fazer um jogo de contenção saindo em contra-ofensiva sempre que fosse possível, e foi numa destas jogadas que Maninho quase chegava ao segundo golo.

 

 

Os “locomotivas” da capital responderam com um “tiro” de Rachid para uma defesa atenta de Minguinho. Mas foi Burramo que esteve mais perto do empate quando aos 80 minutos viu o seu cabeceamento a ser tirado na linha do golo por um defensor do “chiveve”.Mesmo com insistência da turma caseira, o resultado não mais se alterou. O Ferroviário da Beira foi um justo vencedor

José Maria, árbitro do encontro, fez um bom trabalho.

 

 

FICHA TÉCNICA


ÁRBITRO: José Maria, auxiliado por Joaquim Merinho e Olinda Augusto. Quarto árbitro foi Virgílio Absalão.

 

 FER. MAPUTO: Momhamed, imo, Jeitoso (Calton), Imo, Zabula, Chico, Wisky, Diogo, Manucho (Rachid), Luís e Burramo.

 

FER. BEIRA:Minguinho, Carlos, Hilário, Cufa, Muponga, Reinildo, Paito (Tawanda), Timbe, Goodcent(Barrigana), Maninho e Mário.

 

DISCIPLINA:amarelo para Imo do Fer. Maputo.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 12:01
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ESTAVA em jogo a manutenção para os locais e melhor posicionamento para os visitantes. Assim, foi o Têxtil que teve a iniciativa de jogo. Pode-se dizer que este desafio apenas valeu pelo golos termos de jogo jogado houve pouco a realçar.

 

O golo surgiu num momento em que poucos esperavam. O médio ofensivo Luís aproveita-se (e muito bem) de uma desatenção da defensiva da equipa de Vilankulo e bate, com classe, o guardião Martinho quando eram jogados 30 minutos para o gáudio dos beirenses que tanto almejavam o resultado positivo para a sua manutenção.

 

O técnico dos visitantes, que bem conhece a casa, porque por ali passou como jogador e como treinador, tentou fazer algo mexendo na equipa mas sem resultados práticos.

 

No reatamento, a equipa local voltou a entrar com garra e, logo aos 50 minutos, fez o 2-0 novamente por intermédio de Luís que se aproveitou (que mestria?) de uma falta de articulação na defensiva contrária e desferiu um portentoso remate que deixou sem hipóteses de defesa para o guardião de Chiquinho Conde.

 

Depois do segundo golo, o Vilankulo foi em busca de melhor posicionamento e, três minutos depois, Félio reduziu para 2-1 numa jogada aparentemente inofensiva.

 

Depois disso, nada mais se viu a não ser um Têxtil atento a sua defensiva e o Vilankulo mais preocupado na recuperação do resultado que lhe era desfavorável, situação que não aconteceu até ao fim dos 90 minutos regulamentares, ao quem o juiz acrescentou mais quatro minutos que também não foram aproveitados da melhor maneira por ambas as partes.O quarteto de arbitragem realizou um bom trabalho.

 

FICHA TÉCNICA


ÁRBITRO: Ainad Ussene, auxiliado por Adão Chitache e Baltazar Hilário. QUARTO ÁRBITRO: Manuel Castigo.

 

TÊXTIL: Daudo, Obel, Mano, Judy, Ussama, Tony, Luís, Muniz, Mouka, Jordão e

Mendes (Santos).

 

VILANKULO: Martinho, Novidade, Matlombe, Mauro, Felio, Sissoko, Mastail, Abdul, Ali, Beto e Abílio.

 

DISCIPLINA: Amarelo para Mastail e Beto.

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 11:49
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Sexta-feira, 26 DE Outubro 2012

CHEGOU num período de certo modo conturbado no seio da equipa do Clube do Chibuto, sucedendo Abdul Omar, o homem que nenhum ápice passou de bestial para besta, na sequência dos maus resultados que a colectividade começou a registar, particularmente a partir da segunda volta do Moçambola, depois de se ter afirmado como equipa-sensação da prova durante a primeira volta, fase na qual conseguiu estar na surpreendente segunda posição.

 
Estamos a falar do lusitano Vitor Pontes, novo timoneiro dos “chibutenses” há sensivelmente dois meses.Gostei sinceramente de conversar com este ilustre desconhecido no panorama desportivo moçambicano, conhecido em Portugal, como um verdadeiro carrasco do Sport Lisboa e Benfica, pelo facto de como treinador ter defrontado a equipa de Eusébio da Silva Ferreira e do nosso Coluna, em pelo menos sete jogos oficiais, e ter ganho quatro em pleno Estádio da Luz, e empatado três.

Ponte nunca perdeu nenhum jogo nos confrontos com os “encarnados” da capital lusa, durante o período em que esteve à frente da União de Leiria e do Vitória de Guimarães.

 

 

A seguir, passamos a transcrever as partes mais significativas desta entrevista com o “mister” Pontes.

 

 Como surge o presente contrato para se deslocar pela primeira vez para África?

 

Vítor Pontes (VP): Razões de ordem conjuntural que estão a afectar neste momento Portugal e uma parte considerável de países europeus, caracterizada por uma crise económica sem precedentes na história do velho continente. A crise atingiu muitos clubes, e eu acabava de treinar na época passada a União de Leiria, e por razões ligadas à crise, começaram a surgir  problemas de salários em atraso, acabei por afastar-me porque achei que já não havia condições para continuar.

 

 

À crise, juntou-se, entretanto, a minha vontade de ter uma experiência no estrangeiro.

Houve várias hipóteses para se concretizar esse sonho, tive contactos com vários países da Europa, mas o convite de vir trabalhar em Moçambique é o que mais me seduziu.

 

Gostava de dizer que enquanto jogador durante vários anos na União de Leiria tive muitos colegas africanos, e o mesmo viria a acontecer durante o período em que desempenhei funções de treinador no Leiria, Vitória de Guimarães e Portimonense. Treinei dezenas de atletas africanos. Por outro lado, tenho em Portugal muitos amigos que viveram em África, e todos só me contaram maravilhas deste continente, daí a minha vontade de  poder conhecer e trabalhar em Moçambique.

 

 Falou de outras propostas. Pode se referir a elas?

 

 

VP: Estive muito próximo de assinar por uma equipa angolana que milita no Girabola, mas não interessa neste momento dizer qual, mas acabei por optar por vir a Moçambique, e aqui estou.

 

Espero muito sinceramente que as coisas me corram bem, e se isso vier a acontecer, o meu sonho será de permanecer aqui por muito mais tempo.Felizmente vim encontrar aqui muito do que me diziam, e trazia referências de Portugal, designadamente atletas muito talentosos, um povo afável, acolhedor, e amante acérrimo de futebol.

 

 

Espero levar a bom termo a minha missão. Em princípio, o meu contrato prolongar-se-á até o final da próxima temporada.

 

 

 Fale-me agora do seu percurso como treinador. Afinal quem é mesmo Vitor Pontes?

 

VP: Tenho uma carreira profissional de cerca de duas décadas como treinador.

A minha formação como jogador profissional assentou apenas num único clube da minha cidade, a União de Leiria, onde me mantive durante 11 anos como jogador profissional. Terminada a minha carreira em 1994, fui convidado para fazer parte do quadro técnico do Leiria como treinador-adjunto.

 

 

Tive a felicidade e privilégio de trabalhar no Leiria com José Mourinho, Manuel Cajuda, Mário Reis, Manuel José, Quinito, entre outros conceituados técnicos.

 

Com a saída de Mourinho para o FC Porto, sou proposto por ele para assumir no Leiria as funções de treinador. As coisas correram optimamente, tendo passado posteriormente para o Vitória de Guimarães, onde trabalhei durante duas épocas, para posteriormente passar pelo Portimonense, e regressar mais tarde para o meu União de Leiria.

 

 Que memórias guarda desse período em que esteve à frente das equipas que treinou?

 

 

VP: Alguns resultados marcaram a minha carreira nos confrontos com o Benfica. É verdade que é um registo apenas, mas é um facto. É que em sete jogos oficiais que defrontei o Benfica, venci quatro e empatei três. Admito que seja “persona non grata” para os adeptos “encarnados”, mas sempre com lealdade e com respeito; mais,  dos  sete jogos, quatro foram disputados no Estádio da Luz. Como pode perceber, não é fácil treinar equipas de pequena dimensão, e enfrentar  com sucesso equipas e treinadores de gabarito mundial como Jesualdo Ferreira,  José António Camacho, Giovanni Trapattoni, apenas para citar alguns. Mais uma vez, este é apenas mais um registo, mas que me marcou sobremaneira, e me deixa satisfeito.

 

 

Ao longo dos meus 20 anos de carreira como treinador foram momentos relevantes ainda a final da Taça de Portugal e da Supertaça frente ao FC do Porto, e a participação numa competição da UEFA designada Intertoto, que teve lugar em duas “mãos”, em Lion, na França e em Leiria.

 

 

 Tem consciência do facto dos adeptos do Chibuto serem bastante exigentes no que toca à cobrança de resultados aos treinadores. Estará mesmo preparado para esse desafio?

 

 

VP: Olha, eu tenho muita paixão pelo que faço. As exigências que fazem os adeptos do Chibuto são óbvias. Os sócios e simpatizantes devem impô-las aos treinadores e jogadores em qualquer parte do mundo.

 

 

Treinei o Vitória de Guimarães, que é de uma pressão tremenda, porque os adeptos vivem a modalidade com muita paixão, com enorme intensidade, e quem não estiver preparado enfrenta dificuldades. Eu estou mais que preparado.

 

 

Por outro lado, gostava de te dizer que eu, pessoalmente, por natureza, gosto imenso da pressão, porque treinar uma equipa onde essa pressão não exista não é salutar para mim, porque a exigência que me impõem os adeptos do Chibuto não me assusta, porque eu sou exigente comigo próprio e com os meus jogadores.

 

 

Estou ciente que não vou ganhar sempre, mas o meu princípio é vencer, e os meus jogadores já estão a funcionar com o meu discurso. Não me conformo, quero sempre mais e melhor nos treinos e nos jogos.

 Satisfeito com o que lhe pagam?

 

 

VP: O mais importante é que há um contrato, independentemente do que me é pago, o mais importante é que desportivamente as coisas efectivamente nos venham a correr de feição. Mais tarde o resto se verá. Deixem-me viver este sonho de estar aqui e ter a oportunidade de dar ao Chibuto o melhor que tenho como técnico de futebol.

 

 

Compete-me cumprir com aquilo que são as exigências e objectivos imediatos do clube, de nesta fase garantir a permanência da equipa no Moçambola.

 

 Quanto é que ganha no Chibuto?

 

 

VP: Isso não pode de forma nenhuma sair de mim. Trata-se de um assunto de cariz contratual que compete à entidade patronal divulgar se assim melhor o entender. Eu não posso fazer essa revelação. Neste momento não a considero importante para os objectivos que me levaram até aqui.

 

 Daqui para frente o que se pode esperar de si à frente dos destinos do Chibuto, tendo em conta que o campeonato está mesmo ao rubro?

 

 

VP: Sinceramente, espero a maior e melhor colaboração de todos para que eu possa fazer o meu trabalho. Espero da Comunicação Social todo apoio, porque é um dos actores mais importantes neste certame.

 

 

 Espero ser feliz em Moçambique, e ser feliz em Moçambique significa, do ponto de vista desportivo, corresponder às expectativas das pessoas que me contrataram. A nível do país, espero viver de forma apaixonada esta realidade diferente, estou ávido em conhecer melhor a cultura, os hábitos deste povo, e se depender de mim, eu vou ficar por aqui muitos anos.

 

 

Quando eu terminar o meu ciclo em Moçambique, gostaria de ser recordado mais pelo que deixei como contribuição, muito trabalho, e resultados para o engrandecimento do futebol moçambicano.
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 10:37
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A VIGÉSIMA terceira jornada do Moçambola pode colocar o Desportivo numa situação de maior desespero na luta que está a empreender para escapar à despromoção, com a sua deslocação a Nampula, no domingo, ao encontro do Ferroviário local, que também procura assegurar maior tranquilidade na tabela classificativa.
 

Os “alvi-negros”, primeiros na zona de despromoção e com menos três pontos que o Chingale, sobre a linha da água, estão proibidos de perder nas quatro jornadas que ainda faltam para o fim do campeonato, ou seja mesmo na iminência da queda total. Aliás, para sobreviver depende do insucesso dos seus próximos, começando pelo Chingale, que recebe, também no domingo, o Vilankulo FC. Portanto, interessa aos “alvi-negros” que o Chingale perca, mas antes eles devem vencer os “locomotivas” nampulenses. Esta é a única condição que lhe possa garantir a continuidade na luta pela sobrevivência, na qual o Incomáti está também envolvido.

 

 

Os “açucareiros”, com os mesmos pontos que o Desportivo, terão pela frente o Ferroviário de Pemba, amanhã, no Estádio 25 de Junho, em Nampula. Por isso, a pressão torna-se maior para os “alvi-negros”, pois uma possível derrota em Nampula e a vitória do Chingale e Incomáti empurrar-lhes-ão para o precipício. 

 

 

Enquanto alguns se digladiam pela sobrevivência, as expectativas no topo da tabela são também maiores entre os principais concorrentes ao título, nomeadamente o Maxaquene e o Ferroviário de Maputo. Os “tricolores”, líderes isolados da prova, têm nesta ronda uma missão bastante espinhosa. Defrontam, amanhã, o Costa do Sol, no relvado sintético dos “canarinhos”.

 

 

A ansiedade tomou conta do Maxaquene, depois do empate que lhe foi imposto, na última ronda, pelo Chingale, e que reduziu a vantagem de seis para quatro pontos sobre os “locomotivas” da capital. Portanto, não deve perder, sob o risco de reduzir para um ponto a vantagem sobre o Ferroviário, no caso deste vencer, domingo, a HCB, no Estádio da Machava. Este será um jogo difícil para os “locomotivas”, atendendo que os tetenses estão a recuperar das derrotas consentidas há algumas semanas. Arrancaram uma preciosa vitória diante do Ferroviário da Beira, no pretérito fim-de-semana, triunfo que lhes galvaniza para o embate de domingo.

 

 

O outro encontro que não é menos importante, agendado para amanhã, colocará frente-a-frente a Liga Muçulmana e o Têxtil. A Liga, já sem hipóteses de chegar ao título, procura conservar o seu prestígio, enquanto os “fabris” precisam de mais pontos para se aliviarem da ameaça da despromoção, estão à frente do Chingale.

 

 

Por último, o Ferroviário da Beira recebe o Chibuto FC, pensando em redimir-se da derrota frente à HCB. Os gazenses, que semana passada bateram, no seu reduto, a Liga, estão motivados para uma luta desenfreada pelos três pontos e porque também não estão totalmente sossegados. 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 10:25
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Quarta-feira, 24 DE Outubro 2012

O TREINADOR do Desportivo, Artur Semedo, voltou a estar em destaque no fim-de-semana, após a derrota da sua equipa diante do Ferroviário de Maputo, sábado, em jogo mais importante da 22ª jornada do Moçambola.

 

Segundo Artur Semedo, a derrota da sua equipa foi orquestrada pelo árbitro do encontro que para ele foi “extremamente cirúrgico”, soube intervir nos momentos capitais para prejudicar a sua equipa.

 

 

Semedo voltou a parabenizar os seus inimigos de estimação após o duelo, por uma vez mais terem cumprido à feição com a sua missão.Mesmo com mais uma derrota, Semedo ainda acredita na manutenção, embora reconheça que não será fácil com perseguições e armadilhas que ele e a sua equipa têm vindo a sofrer, quer da arbitragem, assim como dos seus inimigos.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 11:25
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