Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Sexta-feira, 22 DE Outubro 2010
A LIGA Muçulmana caminha a passos largos rumo ao título do Moçambola-2010. A três jornadas do fim da prova, precisa apenas de um ponto para se sagrar campeã nacional e isso pode já acontecer domingo, bastando para tal um empate frente ao Maxaquene, seu adversário e concorrente mais directo na luta pelo ceptro. Será que a Liga conseguirá os seus intentos? A ver vamos.



Mas a luta nesta ponta final do Moçambola não se resume apenas ao título, mas também à manutenção, onde a peleja é muito mais renhida, se atendermos que até o Ferroviário de Pemba, lanterna vermelha, com 19 pontos ainda se pode salvar. Pelo que cada um vai usar todas as armas disponíveis para enfrentar os seus adversários.

Para já vamo-nos concentrar no topo tabela da classificativa, onde a ansiedade é maior, porque no domingo a Liga Muçulmana pode suceder o Ferroviário do Maputo, tornando-se no novo campeão nacional, mas acreditamos que o Maxaquene, que não baixa os braços, porque também ainda tem chances de chegar ao trono, vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para adiar a festa dos “muçulmanos”.

Porém, por aquilo que tem sido a prova até ao momento, achamos que a Liga vai mesmo festejar, porque só o empate, com ou sem golos, será suficiente para que o faça. O jogo é domingo, às 15:00 horas, no relvado dos “tricolores”, lá nas bandas da Machava.

O Ferroviário, que matematicamente ainda tem hipóteses de chegar ao título, desloca-se ao terreno escorregadio do Chiveve onde vai defrontar o seu homónimo, num encontro em que os beirenses vão dar o tudo, porque ainda não têm a manutenção assegurada.

O Costa do Sol e o Desportivo, que têm tido prestações para esquecer este ano, vão jogar em frentes diferentes. Enquanto os “canarinhos” recebem o Sporting da Beira, os “alvi-negros” visitam o Vilankulo. Ambos os jogos realizam-se amanhã, data em que ainda teremos o FC Lichinga-Textáfrica e Atlético-Matchedje. Aliás, o FC Lichinga é obrigado a jogar em Maputo em virtude de o seu campo ter sido interdito pela Federação Moçambicana de Futebol na sequência dos distúrbios protagonizados pelos seus adeptos no encontro da Taça de Moçambique. Finalmente, amanhã, a HCB recebe o aflito Ferroviário de Pemba.

A avaliar pelos despiques desta ronda, portanto a 24ª, tudo indica que haverá muitas mexidas na tabela classificativa, principalmente na cauda.
publicado por Vaxko Zakarias às 09:59
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Terça-feira, 05 DE Outubro 2010

O rei vai nu! O Ferroviário de Maputo, campeão em título, vai de mal a pior. Os “locomotivas”, apesar de Chiquinho Conde dizer que não atira a toalha ao chão, praticamente disseram adeus ao sonho de revalidarem o título, depois da derrota ontem diante do Maxaquene. E a Liga Muçulmana, líder da prova, agradece.

A Liga Muçulmana empatou sem abertura de contagem com o Atlético Muçulmano, mas mantém-se firme na liderança do Moçambola-2010, agora com 51 pontos, mais sete que o Maxaquene, segundo classificado, e oito que o Ferroviário de Maputo, terceiro. Os “muçulmanos” dependem apenas de si para erguerem o troféu pela primeira vez.

Um golo solitário de Tony, aos 58 minutos, na vitória diante do Ferroviário de Maputo, no clássico da 22ª jornada, permitiu ao Maxaquene “assaltar” a segunda posição da prova maior do futebol moçambicano, em troca com os “locomotivas” da capital. Os “tricolores” passaram a somar, desta forma, 44 pontos e estão a sete da Liga Muçulmana, quando faltam quatro jornadas por disputar.

Se, por um lado, este resultado faz os “tricolores” sonharem com a conquista do título, ate porque, matematicamente, ainda e possível, por outro, os “locomotivas” atiraram praticamente a toalha ao chão.

O HCB de Songo também cumpriu! A turma orientada por Mussá Osman recebeu e venceu o aflitíssimo Textáfrica de Chimoio, por três bolas a uma. Amílcar esteve em destaque nesta partida, ao marcar dois golos (na segunda parte), enquanto Henry abriu as hostilidades. O HCB de Songo continua na quarta posição, agora com 39 pontos, e está a três do Ferroviário de Maputo, segundo classificado.

Na Beira, o Sporting local empatou sem abertura de contagem com o Desportivo de Maputo. Os “leões” ocupam a sexta posição, com 27 pontos, os mesmos que o Desportivo, sétimo classificado.

Já o Vilankulo FC empatou a uma bola com o Matchedje, sendo que os representantes de Inhambane ocupam a 10ª posição, com 24 pontos, enquanto os “militares” estão na quinta posição, com 30 pontos.

Na abertura da 22ª jornada, sábado, o Costa do Sol não foi além do empate a uma bola, diante do Ferroviário de Pemba, formação que até esteve melhor na segunda parte, mas que não soube traduzir em golos as oportunidades criadas. Com este resultado, os “locomotivas” de Pemba voltaram a descer para a última posição na tabela classificativa, em troca com o FC Lichinga, que venceu o Ferroviário da Beira por um a zero, com um tento de Chimbeta.

Foi, portanto, uma estreia auspiciosa de Fernando Matsane como treinador principal, em substituição de Gentil Escrivão, afastado quinta-feira passada alegadamente por maus resultados. Esta foi a oitava “chicotada psicológica” no Moçambola-2010, depois do afastamento de Alex Alves (Ferroviário da Beira), Akil Marcelino (Desportivo); João Chissano (Costa do Sol); Euroflin da Graça (Vilankulo FC); Antero Cambaco (Ferroviário de Pemba); Uzaras Mahomed (Atlético Muçulmano); e Alberto Gimo (Textáfrica).
publicado por Vaxko Zakarias às 11:16
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Quarta-feira, 22 DE Setembro 2010

FC Lichinga corre sérios riscos de descer de divisão.

É uma crise sem precedentes. O FC Lichinga, ora na última posição no Moçambola-2010, com 17 pontos, corre sérios riscos de descer de divisão
.

O clube, que constitui um dos símbolos da província do Niassa, está a braços com uma crise financeira, sendo que tem uma dívida de um milhão, oitocentos e sessenta mil meticais referente a salários de jogadores e funcionários.

Os mesmos não recebem os seus ordenados desde o passado mês de Maio, situação que está a afectar o comportamento da equipa no Moçambola.

Como consequência desta crise, o clube tem sido sistematicamente afectado por greves que, muitas vezes, fazem com que a equipa técnica tenha que cancelar os treinos e não tenha tempo suficiente para preparar os jogos do Moçambola e Taça de Moçambique
.

Neste momento, a Comissão de Gestão do clube tem estado a encetar esforços junto às organizações locais, no sentido de colectar fundos para cobrir as despesas do mesmo. Porém, este exercício não tem sido suficiente para tirar o clube da penúria.

Januário Nhantsave, da Comissão de Gestão do FC Lichinga, disse ao “O País” que esta crise “não começou hoje. Portanto, é uma crise que se arrasta há já algum tempo”.

A fonte disse ainda que a mesma vem desde o período em que a “ECMEP deixou de ser patrocinador oficial. Esta empresa desapareceu ou deixou de patrocinar, porque também não tinha condições de o fazer”.

Jersild Chirindza
publicado por Vaxko Zakarias às 11:22
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O técnico da Liga Muçulmana disse também que “vamos aproveitar esta semana para fazer treinos complementares que nos possam ajudar a aprimorar mais o nosso modelo de jogo

A vitória por um a zero diante do HCB de Songo, em desafio da 21ª jornada do Moçambola-2010, colocou a Liga Muçulmana a oito pontos do Ferroviário de Maputo, segundo classificado da prova, quando faltam cinco jornadas por disputar. Pela frente, os “muçulmanos” terão ainda o Atlético Muçulmano (a quem venceram por 1-0, na 9ª jornada), FC Lichinga (perderam 1-0 na 10ª jornada), Maxaquene (venceram 1-0 na 11ª jornada ), Ferroviário de Pemba (ganharam por 1-0 na 12ª jornada) e Ferroviário de Maputo (empataram sem abertura de contagem na 13ª ronda).

São, portanto, cinco “finais” em que a Liga Muçulmana terá de esgrimir argumentos para não perder pontos e ver os seus adversários assaltarem a liderança. Para já, ainda que esteja a liderar a prova confortavelmente, Artur Semedo, treinador da Liga Muçulmana, diz ser muito cedo para encomendar as faixas de campeão.

Repare: estamos confortavelmente instalados na tabela classificativa, mas, enquanto do ponto de vista aritmético for possível os nossos adversários chegarem ao título, não podemos cantar que somos campeões”, começou por dizer, Semedo, cauteloso. Depois duma pausa, acrescenta: “ainda há muito campeonato por disputar”.

O técnico diz, contudo, que “estamos também numa posição confortável, isso é inegável e indiscutível. E, portanto, isto dá-nos segurança para podermos encarar o resto do campeonato com relativa tranquilidade. Estamos apenas no conforto”, frisou.

Este fim-de-semana, o Moçambola 2010 vai sofrer uma paragem para dar lugar à disputa das meias-finais da Taça de Moçambique.

Uma paragem que, mesmo não sendo ideal, sobretudo pelo momento que a equipa atravessa, servirá para esta aprimorar alguns aspectos. “Essencialmente, esta paragem vai servir para fazermos um trabalho que nos possibilite abordar alguns temas do nosso treino que, em condições normais, com a competição a decorrer, não temos hipóteses de fazer”, notou.

Jersild Chirindza
publicado por Vaxko Zakarias às 10:54
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Segunda-feira, 20 DE Setembro 2010

ENTRANDO em campo informado de mais um desaire do Ferroviário de Maputo, com toda a naturalidade a Liga Muçulmana chamou a si a responsabilidade de atacar, de modo a encarar as próximas jornadas com relativa tranquilidade. Assim pensado, melhor executado. Com Paíto fora do “onze” inicial, coube a Carlitos e Nelson, no miolo, Silvério e Micas, nas laterais, o papel de municiar o jogo ofensivo dos anfitriões, alimentando com regular frequência a dupla formada por Maurício e Chana. Mussá Osman respondeu com um meio-campo musculado, que tinha em Henry e Gito os principais municiadores da dupla Mavó/Amílcar, enquanto lá atrás Mucuapele comandava uma defensa experiente.



Fruto da sua disposição avançada no terreno, a Liga Muçulmana construiu várias oportunidades de golo, mas Maurício, a atravessar um mau momento, não conseguia concluir as jogadas com êxito. Chana, quando solicitado, rematava torto
.

Aos 11 minutos, o defesa Calima oferece a bola a Micas e este, apenas com o guarda-redes Chico pela frente, remata frouxo. No contra-ataque, Henry isola Amílcar para rematar sobre a barra.

Os “muçulmanos” aceleraram ainda mais a velocidade do jogo, todavia, no momento do toque final continuavam desatinados com a baliza, à excepção de um pontapé bem colocado de Carlitos, desviado por Calima sobre a linha de golo.

Na segunda parte, a Liga Muçulmana persistiu em empurrar o jogo para o meio-campo adversário e as jogadas de contra-ataque da HCB reduziram substancialmente, de tal sorte que Amílcar se transformou num brinquedo sob controlo de Fanuel e Narciso.

Na marcação de um canto, a bola foi embater na mão de Mavó, o árbitro Amosse Lázaro entendeu que o jogador desviou a bola voluntariamente e assinalou grande penalidade. Carlitos rematou certeiro para o golo solitário do desafio.

Em desvantagem, Mussá Osman fez alterações no seu xadrez e os jogadores avançaram mais no terreno, a ponto de Amílcar, desmarcado por Mavó, desperdiçar mais uma clara oportunidade de golo, ao desviar o esférico contra o corpo de Neco
.

Pressionados, os pupilos de Artur Semedo perderam o controlo do desafio e limitaram-se a despachar as jogadas, mas, pela pressão do tempo, os jogadores da HCB não souberam tirar proveito deste mau momento do adversário.

Nas contas finais, ficaram por marcar pelo menos cinco golos, sobretudo pelos dianteiros Maurício, Chana e Amílcar, que se deram uma folga chata para os adeptos
.

O árbitro Amosse Lázaro controlou o desafio, contudo, a grande penalidade por si assinalada foi duvidosa, sobretudo porque não exibiu o cartão amarelo a Mavó, quando a jogada deu-se na pequena área e a bola seguia para a baliza.

FICHA TÉCNICA



Árbitro
: Amosse Lázaro, assistido por Célio Mugabe e Daniel Viegas. Quarto árbitro: Arlindo Silvano.

LIGA MUÇULMANA
– Neco; Silvério, Fanuel, Narciso e Vling; Cantoná (Mayunda), Nelson e Carlitos; Maurício (Paíto) e Chana (Massitara).

HCB – Chico; Calima, Elídio (Zuma), Mucuapele e Dangalira; Gito (Marlon), Henry, Ngoni (Andro); Amílcar e Mavó.

Acção disciplinar: cartão amarelo para Nelson e Mavó.

CUSTÓDIO MUGABE
publicado por Vaxko Zakarias às 15:32
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QUE mal vos fez o intervalo”, é o que os milhares de adeptos presentes no Estádio da Machava deviam estar a dizer no final da partida. Os 15 minutos de descanso não serviram, de certeza, para os jogadores recarregarem as forças e voltarem a proporcionar uma excelente propaganda de futebol, à semelhança do que tinha acontecido no primeiro tempo. Antes pelo contrário, a inspiração e o sentido competitivo parecem ter ficado no balneário.



Foi visível na face dos adeptos, sobretudo do Ferroviário, que precisavam de vencer para manter vivo o sonho do “tri”, alguma tristeza e desilusão pelo facto de a “locomotiva” não ter estado tão afinada na etapa complementar.

Mas o decréscimo das duas equipas pode ser justificado pelo facto de a primeira parte ter sido disputada a um ritmo estonteante. Nesse período, sim! Houve futebol, jogadas individuais e colectivas de belo efeito. E, para adoçar o apetite dos espectadores, foram servidos golos de belo recorte técnico, um dos quais uma raridade neste Moçambola, senão mesmo inédito.

Aos 29 minutos, Munino é chamado a marcar um pontapé de canto pela direita. E, em vez de meter a bola no “barulho”, fê-lo directamente para a baliza. O guarda-redes Mohamad, assim como os seus colegas, foi apanhado de surpresa com esta bela execução do jovem “alvi-negro”. Este golo veio abrilhantar um clássico que, desde o primeiro minuto, estava a ser agradável de ser ver, com as duas equipas a jogarem ao ataque e a criar situações claras de golo. O Ferroviário pode queixar-se de si próprio por não ter aberto o marcador, já que Luís e Ítalo, aos 15 e 18 minutos, respectivamente, desperdiçaram soberanas oportunidades de marcar.

Todavia, ficou a impressão de que os comandados de Chiquinho Conde precisavam de ser beliscados para se encontrarem com o golo. É que, no minuto seguinte, ao tento “alvi-negro”, Luís, a fazer lembrar um búfalo ferido, surgiu explosivo na grande área, dominou a bola e com muita arte passou pelo “keeper” Gervásio e fez o empate. Estavam transcorridos 30 minutos. Dentro de campo o jogo animava e nas bancadas a vibração feita ao som de algumas vuvuzelas aumentava os ânimos.

Antes do final da primeira parte ainda houve espaço para dois lances de golo certo. A primeira pertenceu aos verde-e-brancos, aos 39 minutos, com Jerry a ser o protagonista e, aos 43, foi a vez de Santos, cara-a-cara com o “keeper”, rematar por cima. A avaliar pela produção ofensiva dos primeiros 45 minutos, um empate a duas bolas se encaixaria melhor.

Entretanto, os indicadores faziam antever uma segunda parte ainda mais apimentada. Foi pena que isso tivesse ficado apenas pela imaginação, porque o segundo período foi mesmo descolorido. O jogo baixou claramente de qualidade e até chegou a dar sono.

João Armando, árbitro do encontro, realizou um bom trabalho.

FICHA TÉCNICA

Árbitro: João Armando, auxiliado por Júlio Muianga e Estrela Gonçalves. Quarto árbitro: Sérgio Lopes.

FERROVIÁRIO – Mohamad; Jotamo, Tony, Fred e Zabula (Butana); Whisky, Momed Hagy, Danito Parruque e Ítalo (Imo); Luís e Jerry.

DESPORTIVO – Gervásio; Zainadine Júnior, Emídio, Munino e James; César Bento, Abílio, Muandro e Isac (Dino); Santos (Binó) e Félix (Jojó).

Golos: Munino (29 m) e Luís (30 m).

IVO TAVARES
publicado por Vaxko Zakarias às 15:23
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ESTÁ cada vez mais aprazível a sinfonia inteligentemente interpretada pela Liga Muçulmana no Moçambola-2010. As vitórias vão lhe caindo com naturalidade e a sua pontuação mais gorda e o fosso maior em relação ao segundo classificado, o Ferroviário de Maputo, que não tem sabido primar pela regularidade.



Na 21ª jornada, os “muçulmanos” souberam tirar partido da igualdade (1-1) dos “locomotivas”, sábado, no Estádio da Machava, face ao Desportivo, ganhando ontem à HCB do Songo por 1-0, na transformação de uma grande penalidade.

Agora com uma vantagem de oito pontos (50-42), a equipa de Artur Semedo, em paralelo com os fortes argumentos que será obrigado a esgrimir diante dos seus adversários, se efectivamente está interessado em chegar ao título sem sobressaltos, colocar-se-á na bancada a assistir à prometedora luta entre Ferroviário e Maxaquene, pois, separados por apenas um ponto, espevitar-se-ão para um confronto directo entre si e que pode muito bem ser aproveitado pela Liga Muçulmana para a sua fuga.

Os “tricolores” também precisaram de um penalte para ganhar ao FC Lichinga, um resultado que constituiu um autêntico sufoco ao representante do Niassa, uma vez que foi desterrado para o posto de “lanterna vermelha”, em troca com o Ferroviário de Pemba.

Os “locomotivas” de Cabo Delgado, que pela primeira vez no campeonato saíram da última posição, derrotaram o Sporting das Beira por 2-1, propondo-se a iniciar uma nova fase na sua tentativa de permanência no convívio dos grandes.

O mesmo sucede com o Atlético Muçulmano, que foi ao Chiveve bater o Ferroviário da Beira por 1-0, porém, insuficiente para assustar o Textáfrica, já que este também venceu – coincidentemente, pelo mesmo resultado de uma bola sem resposta – o Vilankulo FC, em partida realizada no campo do Ferroviário da Manga, na Beira, devido à interdição imposta ao campo da Soalpo pelo Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol. Mais um triunfo na sua boa campanha foi conseguido pelo Matchedje, vitorioso diante do Costa do Sol por 1-0, mantendo-se na quinta posição
.

Na classificação, Liga Muçulmana soma 50 pontos, seguido do Ferroviário de Maputo com 42, Maxaquene 41, HCB 36, Matchedje 29, Sporting e Desportivo 26, Costa do Sol 25, Ferroviário da Beira 24, Vilankulo FC 23, Textáfrica 22, e, abaixo da linha de água, Atlético Muçulmano 20, Ferroviário de Pemba 18 e FC Lichinga 17.

No próximo fim-de-semana não haverá Moçambola, em virtude da realização das meias-finais da Taça de Moçambique, com os desafios Maxaquene-Textáfrica e FC Lichinga-Vilankulo FC
.

O campeonato regressa nos dias 2 e 3 de Outubro, com a 22ª jornada, compreendendo os jogos Atlético Muçulmano-Liga Muçulmana, Maxaquene-Ferroviário de Maputo, Vilankulo FC-Matchedje, Costa do Sol-Ferroviário de Pemba, Sporting-Desportivo, HCB-Textáfrica e FC Lichinga-Ferroviário da Beira.
publicado por Vaxko Zakarias às 15:09
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O ÁRBITRO Paiva Dias acabou sentenciando a vitória do Maxaquene sobre o FC Lichinga, ao assinalar uma grande penalidade inexistente. Foi uma oferta de bandeja, pois o central Sadique fez o papel que lhe convinha naquele lance, em que Kito, após tabelinha com Tony, atirou na direcção certa da baliza e o defensor do Lichinga tirou o esférico na linha de golo.



Inconformado com a situação, Kito ainda tentou ir atrás do prejuízo e, com a intenção bem estudada, uma vez que já tinha perdido a posse da bola, atirou-se sobre Sadique que, ainda sob pressão, anulou a jogada. Ao invés de penalizar a atitude do jogador “tricolor”, Paiva Dias assinalou o castigo máximo, alegando um empurrão de Sadique sobre Kito. E acabou sendo o mesmo a cobrar e com sucesso, aos 52 minutos.

Como se não bastasse, Paiva Dias ainda exibiu cartolina amarela a Sadique e a mais um colega seu (Maninho), que protestou veemente a injustiça do juiz da partida e que acabou sufocando a esperança dos visitantes de sair pelo menos com um ponto.

O Maxaquene até mereceu a vitória, pois oportunidades para tal não lhe faltaram. São vários os lances em que tanto Kito como Tony apareceram em posição privilegiada para marcar, porém, o fácil tornou-se o mais difícil, falhando mesmo na boca da baliza
.

O primeiro sinal de golo pertenceu a Emmanuel que, na sequência de um centro bem colocado de Kito, atirou forte contra o poste e, na recarga, Tony rematou por cima, à passagem do minuto 20.

Este foi o único lance clarividente que o Maxaquene registou na primeira parte, durante a qual encontrou dificuldades de traduzir na prática as suas intenções e a encontrar alguma resposta do FC Lichinga que, por seu turno, tentava impor o seu jogo e aproveitar as falhas do adversário, daí que tenha aparecido algumas vezes junto à baliza de Soarito, com destaque para o lance em que o atacante Cássimo atirou para as nuvens, dentro da grande área
.

Na segunda parte, o Maxaquene, para além da oferta do penalte, desperdiçou inúmeras chances e, neste período, o ataque estava bem reforçado com a entrada de Reginaldo, que passou a fazer a dupla com Tony, ocupando o lugar de Liberty, que recuou para apoiar o meio-campo. Foi uma boa lição de Arnaldo Salvado, pois o caudal ofensivo “tricolor” aumentou. Mas, infelizmente, as falhas prevaleceram no capítulo da concretização e o Maxaquene acabou não conseguindo justificar a vitória que, para nós, foi à custa do juiz da partida.


FICHA TÉCNICA


Árbitro: Paiva Dias, auxiliado por Ivo Francisco e João Abreu. Quarto árbitro: Virgílio Absalão.

MAXAQUENE – Soarito; Vasil, Campira, Gabito e Eusébio; Kito, Macamito, Alvarito (Clarêncio) e Emmanuel (Reginaldo); Liberty e Tony.

FC Lichinga – Jorge; Alex, Sadique, Adji e Chimbeta; Maninho (Kikito), Fedo, Zé Maria (Skaba), Nando Macie (Paúnde) e Rachid; Cássimo.

Acção disciplinar: cartão amarelo para Eusébio, Macamito, Alvarito, Alex, Sadique e Maninho.

SALVADOR NHANTUMBO
publicado por Vaxko Zakarias às 15:01
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O FERROVIÁRIO da Beira não conseguiu, ontem, produzir o suficiente para alegrar a sua massa associativa, perdendo diante do Atlético Muçulmano. Quando a partida iniciou, esperava-se por um jogo mais ofensivo por parte dos donos da casa, ante um adversário que entrou algo retraído e muito compacto na defensiva, partindo para contra-ataque também de forma lenta.



Só aos 15 minutos é que os ‘’locomotivas’’ conseguiram produzir uma jogada digna, mas Degato não foi lesto, tendo permitido que o seu remate fosse facilmente neutralizado pelo guardião Anivaldo.

Seriam novamente os comandados de Akil Marcelino a desperdiçar uma soberba oportunidade de golo quando, aos 26 minutos, o brasileiro Victor ficou privilegiado na grande área, mas foi impotente para bater o guardião visitante, numa altura em que todos já esperavam pelo melhor para gritar golo
.

A partir do minuto 30 é que o Atlético conseguiu equilibrar os acontecimentos, passando a jogar de igual para igual, embora os “locomotivas’’ continuassem a ser mais perigosos, mas ineficazes na finalização, situação que se verificou até ao intervalo.

No reatamento, a ingenuidade continuou em ambas as partes, mas as substituições trouxeram alguma genica e emotividade ao jogo, sobretudo do lado dos visitantes, havendo, no entanto, muito individualismo nas hostes beirenses
.

Aos 78 minutos o Atlético chegou ao golo, através de uma jogada de contra-ataque rápido em que o recém-entrado Patolas conseguiu ludibriar a defensiva até entrar na área e, perante a saída desesperada de Rocksana, atirou a contar.

Depois do golo, o Ferroviário foi atrás do prejuízo, mas até ao apito final não teve arte nem perspicácia para no mínimo chegar ao empate.

O juiz e os seus companheiros estiveram bem.

FICHA TÉCNICA

Árbitro: Bernardino dos Santos, auxiliado por Henrique Langa e Domingos Manhique. Quarto árbitro: José Videira.

FER. BEIRA – Rocksana; Ninito, Gildo, Barrigana e Gervásio; Mupoga (Buramo), Nené, Degato (Mitó) e Victor (Timbe); Tick e Elfidio.

AT. MUÇULMANO
– Anivaldo; Henrique (Patolas), Tony, Gito e Hilário; Tchees (Chume), Mouka, Moniz (Fala-Fala) e Ivan; Délcio e Chico.

Acção disciplinar: cartão amarelo para Gervásio, Anivaldo e Mouka.

CASTIANO ANTÓNIO
publicado por Vaxko Zakarias às 14:55
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AS duas equipas entraram com missões totalmente diferentes. O Textáfrica, que tinha um grande número de adeptos seus idos de Manica, foi o mais entrosado, procurando desde o início o tento, mas tal não acontecia porque os seus atacantes não conseguiam transformar em golo as oportunidades criadas. Enquanto isso, os comandados de Miguel dos Santos remetiam-se à sua defensiva, indo raríssimas vezes ao ataque.



Apesar de se mostrar mais clarividente, o Textáfrica não conseguiu chegar ao intervalo com vantagem no marcador, castigando a sua falta de engodo pela baliza e premiar como a defensiva contrária, sobretudo o guardião Jaimito, conseguiu anular as investidas contrárias.

Depois do intervalo, as duas equipas voltaram a ter o mesmo comportamento, embora, à semelhança do que aconteceu no período inicial, os homens de Manica tivessem maior volume ofensivo. Aos 77 minutos, Nino podia ter colocado o Textáfrica a vencer, mas viu o seu remate a ter, uma vez mais, uma resposta auspiciosa do guarda-redes visitante.

Só que, aos 80 minutos, o Vilankulo pregou um grande susto ao seu adversário quando, numa jogada de contra-ataque, Sergito rematou forte, tendo a bola embatido na trave, numa altura em que o guardião Schumaikel estava batido.

Posto isto, o Textáfrica imprimiu mais dinâmica e já nos minutos de compensação conseguiu o golo, por intermédio de Jordão, que concluiu da melhor forma uma jogada rápida de contra-ataque.

A equipa de arbitragem não esteve bem, pois cortou muitas jogadas desnecessariamente, sobretudo em prejuízo dos “’fabris”’.

FICHA TÉCNICA


Árbitro
: Paulo Buque, coadjuvado por Gimo Patrício e Isac Domingos. Quarto árbitro: Amisse Juma

TEXTÁFRICA – Shumaikel; Casimiro, Cesarito (Ângelo), Loló, Dondo; Custódio (Baía), Félio e Mangate (Nino); Jordão, Paulo e Lamito.

VILANKULO FC – Jaimito; Joe, Gonçalves, Bila e Aly; Babo, Jossias, Edgar e Charles; Titos (Gerson) e Félix (Sergito).

Acção disciplinar: cartão amarelo para Joe.

ANTÓNIO JANEIRO
publicado por Vaxko Zakarias às 14:41
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