Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Quinta-feira, 20 DE Novembro 2014

 

O GOVERNO, através do Fundo de Promoção Desportiva (FPD), distribuiu, a 13 de Outubro último, uma circular na qual afirma que, em virtude de necessidades acrescidas, devido a várias actividades de âmbito continental e mundial, e que suplantaram o funcionamento corrente daquela instituição do Estado que financia o desporto, não poderá responder as actuais solicitações de fundos pelas federações nacionais.

 

 

 

No mesmo documento, o FPD recomenda às federações a encontrarem alternativas de financiamento na esperança de resolver o problema nos próximos tempos, com reforço solicitado ao Ministério das Finanças. 

 

 

Esta informação colheu algumas federações de surpresa, sobretudo porque surge numa altura em que ainda têm algumas competições por realizar, com destaque para os campeonatos nacionais, que acontecem normalmente nos últimos meses do ano.

 

 

Muitas das federações nacionais, sobretudo as de menor expressão, dependem do financiamento do Estado, facto que torna mais complicada a sua situação financeira.As possibilidades de o Governo resolver o problema ainda este ano são escassas, tendo em conta que esta é altura dos balancetes orçamentais ao nível do Estado, facto que obriga as federações a encontrarem soluções junto de parceiros, o que não é fácil.  

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 12:15
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AS federações desportivas nacionais queixam-se do facto de o Fundo de Promoção Desportiva (FPD) estar a efectuar desvios de aplicação ou cortes sistemáticos no dinheiro alocado no âmbito dos contratos-programa assinados anualmente para o seu funcionamento e cumprimento de actividades previstas nas suas planificações.

 

 

 

Algumas federações classificam este ano de pior, porque, para além de se ter tornado público tardiamente a não disponibilização dos fundos prometidos, o FPD “cortou”, nalguns casos, a pequena parte do valor assegurado às instituições desportivas nacionais. Aliás, a insatisfação agrava-se ainda pelo facto de, para além de o pouco dinheiro alocado ser atribuído por tranches, ainda ser sujeito a cortes

 

 

Essas federações alegam ainda nunca terem recebido os fundos prometidos na totalidade, e acreditam no facto de ter havido desvios para a satisfação das prioridades de outras instituições desportivas em detrimento de outras, como são os casos do basquetebol e futebol.A Federação Moçambicana de Atletismo (FMA), por exemplo, queixa-se do facto de não ter recebido os dois milhões de meticais autorizados para a presente época.

 

 

Recebemos mais ou menos 50 por cento do valor e preocupa-nos o facto de esta ser a segunda vez consecutiva que não recebemos o valor na totalidade. O que me preocupa é que os nossos fundos são desviados para outras modalidades. Mas quero lembrar que o atletismo é a modalidade que deu e continua a dar mais medalhas ao país”, desabafou o presidente da FMA, Shafee Sidat, acrescentado que o atletismo está a ser prejudicado perante um orçamento que é ainda escasso.

 

 

O presidente da FMA disse que compreende as dificuldades do país, mas a sua maior preocupação é o facto de não poder organizar a “Corrida São Silvestre”, que é uma prova de dimensão internacional e que atrai atletas nacionais e estrangeiros.

 

 

A Corrida São Silvestre é uma prova com tradição no nosso país, e seria uma grande baixa não acolher o evento, depois do sucesso que tivemos no ano passado”, advertiu.

A Federação de Xadrez é outra que não recebeu na totalidade os fundos autorizados para este ano. A respectiva presidente, Selma Simango, afirmou que o FPD alocou 30 por cento do que pediu, ou seja 1.100 milhão de meticais. E deste valor, recebeu 950 mil meticais. “Por isso que cancelámos algumas provas. Não temos dinheiro para os campeonatos nacionais e assembleia-geral ordinária para a prestação do relatório de actividades e contas, bem como a revisão de estatutos”, disse Simango, ajuntando que a federação que dirige recebeu apenas 80 por cento do valor autorizado pelo FPD.

 

 

Enquanto isso, o presidente da Federação de Karate, Carlos Dias, lamentou o facto de a decisão aparecer na etapa final do ano, por sinal altura que normalmente se realizam os campeonatos nacionais e internacionais. Disse que a instituição que dirige recebe 1.250 milhão de meticais anuais. Porém, o valor não foi disponibilizado na totalidade este ano.

 

 

Temos os mundiais na Alemanha a partir do dia 4 de Novembro. Recebemos a carta do FPD há duas semanas narrando que não há dinheiro. Nem usámos 80 por cento do valor, ou seja, gastámos entre 300 a 400 mil meticais. O que nos transtorna é o facto de os mundiais constarem no contrato programa deste ano e calharem com a eleição de novos corpos gerentes da organização internacional. Na qualidade de vice-presidente da Zona VI, é imperioso que estejamos representados”, comentou Dias, acrescentando que o problema é sistemático.

 

 

Desde os Jogos Africanos de 2011 que isto acontece e para nós torna-se ainda mais complicado, porque as nossas realizações acontecem no fim do ano”, anotou. 

 

 

Por seu turno, a Federação de Ginástica Desportiva, cujo pacote para este ano estava situado em 350 mil meticais, recebeu 85 por cento do montante. Contudo, de acordo com o presidente, Edmundo Ribeiro, as actividades contempladas pelo valor foram já realizadas.Fizemos ajuste do que planificamos porque o dinheiro que recebemos nunca chega. Entendemos que houve outras prioridades”, elucidou.

 

 

DEFICIENTES SORTUDOS

 

 

A federação para os deficientes foi sortuda relativamente às demais instituições desportivas nacionais. De acordo com o presidente federativo, Jorge Miguel, conhecido nos meandros desportivos por Bai-Bai, a instituição que dirige recebeu quatro vezes mais do pacote que recebe anualmente, situado em um milhão de meticais.

 

 

Acabamos sendo reforçados já que não temos outros parceiros e, havendo mais encargos, face à nossa participação em competições internacionais, com destaque ao “Meeting” da Tunísia e as eliminatórias de qualificação para os mundiais da Coreia do Sul, o FPD admitiu o incremento do montante previsto no contrato-programa”, contou Bai-Bai.

 

 

Quem recebeu o total do previsto no contrato-programa é a Federação da Natação. De acordo com o presidente de direcção, Fernando Miguel, o elenco cessante, liderado por Gilberto Mendes, já tinha recebido o montante para este ano, fixado em 1.200 milhão de meticais. A fonte revelou que o valor já foi usado e não temos mais nada que receber.

 

 

Mas temos os Jogos do SCSA e os mundiais de Quatar, daí que teremos que negociar com a Missão Moçambique e o FPD para considerarem algumas especificidades fora do orçamento”, referiu. 

 

 

Na mesma situação está a Federação de Ténis, contemplado com 900 mil meticais. Devido à participação no Davis Cup, em Setembro último, no Cairo, Egipto, o dinheiro que estava destinado para os “Nacionais” foi alocado para aquela prestigiada competição na qual Moçambique participou pela primeira vez, depois de ser admitido membro do grupo B da federação internacional.Teremos que recorrer a parceiros para realizar osNacionais deste ano”, em princípios de

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

 

publicado por Vaxko Zakarias às 11:52
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O  DIRECTOR-Geral do Fundo de Promoção Desportiva, Inácio Bernardo, justificou a indisponibilidade de parte do orçamento alocado às federações desportivas nacionais, no âmbito dos contratos-programa assinados anualmente entre as partes, com a falta de capacidade de resposta financeira devido ao facto de 2014 ser um ano atípico para o desporto.

 

 

 

Isso deve-se, segundo ele, ao facto de o ano que caminha para o fim ter sido de muitas realizações e pelo facto de algumas federações terem superado as expectativas, exigindo do FPD maior intervenção.

 

 

A Incapacidade de as federações buscarem soluções junto dos parceiros é outro problema apontado por Inácio Bernardo, que chama atenção ao facto de o Estado não ser um mero pagador, mas sim um comparticipante nas actividades desportivas. 

 

 

Em virtude disso, algumas federações não poderão realizar os respectivos campeonatos nacionais. Aliás, acusam o FPD de ter desviado o dinheiro para si destinado às federações de basquetebol e futebol, para atender à participação das respectivas selecções no Mundial da Turquia e na corrida ao CAN.

 

 

Inácio Bernardo negou as acusações, afirmando que houve, no caso do basquetebol, um reforço orçamental no início do ano para a “Operação” Turquia, para além de outro movimento feito, ao nível do sector privado, para a busca de parcerias que também aumentaram a capacidade da federação de basquetebol para acomodar algumas despesas.

 

 

Reconheceu não ter sido colhido muito desse movimento, mas anotou que houve alguns apoios. Relativamente ao futebol, aquele dirigente lembrou que foi logo em Janeiro que os “mambas” participaram no CAN-Interno, na vizinha África do Sul, tendo igualmente beneficiado de um reforço do Ministério da Finanças no sentido de acomodar a sua participação naquela competição continental.

 

 

Inácio Bernardo falou de despesas que não são tratadas ao nível do movimento corrente do FPD, como é o caso da participação nas fases finais, visto que nunca se sabe qual será a sorte de cada uma das selecções.

 

 

Quando se trata da presença numa fase final, sentamos e concertamos com a federação da respectiva modalidade para sabermos o que fazer e como fazer. E é esta ginástica que foi feita mesmo ao nível das federações que foram obtendo bons resultados, que foram se destacando, como é o caso do atletismo para a pessoa portadora de deficientes, vela, entre outras que se destacaram ao nível internacional.

 

 

Portanto, são algumas que ultrapassaram as suas capacidades e outras que não chegaram a lado nenhum. Aliás, para algumas federações tudo é prioridade e fim ao cabo nem chegam a concretizar as metas definidas. Mas para nós, depende do que somos capazes de fazer em termos de resposta. Então, acho que esta é a tal mudança, mesmo ao nível da premiação. Antes tínhamos 2,5 milhões de meticais e não gastávamos, mas actualmente, devido ao crescimento do rendimento das nossas selecções e nossos atletas, já não conseguimos cobrir a todos. Portanto, desde 2011 que os resultados não são os mesmos e isso exige de nós maior capacidade financeira para responder a esses desafios”, comentou.

 

 

Questionado sobre como o problema de fundos não foi acautelado, tendo em conta que os Mundiais da Turquia e o CAN-Intermo estavam previstos, uma vez que a selecções sénior feminina de basquete e de futebol e os “mambas” qualificaram-se no ano passado, o nosso entrevistado lamentou o facto de algumas queixarem-se e outras estarem satisfeitas. Porque, no seu entender, algumas não contavam até com alguns fundos para participarem em certas competições, mas conseguiram.

 

 

É normal quando a capacidade financeira não é a desejável, porque tal como o FPD, eles também conhecem as dificuldades que têm. Mas há um esforço muito grande que o Governo está a fazer e acho que o desembolso financeiro que o Estado fez este ano para o movimento associativo desportivo nacional não tem nada a ver com o que inicialmente tínhamos previsto. Subimos demasiadamente, mas nunca chega. Quando planificámos para as eliminatórias, quando demos por elas, algumas selecções já estavam qualificadas. E quando nos planificamos, por exemplo, para as finais, acontece que nem nas eliminatórias passam, portanto, é um bocadinho desta problemática. O que nós sentimos é que a capacidade do FPD e das federações normalmente não têm a dimensão de onde podemos ou não chegar definitivamente”, elucidou, acrescentando que não foi por aqui onde a corda rebentou.    

 

 

A corda rebentou mesmo nas ditas selecções nacionais que, se calhar, não tivessem expectativa de chegar às finais e acabaram por lá chegar. Tivemos o caso da Federação do Atletismo para deficientes, o desporto universitário, portanto há vários exemplos que podíamos trazer aqui. É esta dispersão que fazemos aqui para atender ali e acolá que acaba culminando com este tipo de situações, isso porque nunca temos “budget” suficiente para fazer tudo o que temos, mesmo depois de o Estado ter aumentado a balança de pagamentos para as federações”, explicou.

 

 

 

BASQUETEBOL E FUTEBOL MAIS PRIVILEGIADOS

 

 

AS federações de basquetebol e futebol foram as mais privilegiadas no orçamento destinado à comparticipação do Estado no desporto. Aliás, como tem sido apanágio, estas duas modalidades são as que recebem maior parte do bolo destinado às federações. Contudo, a preocupação das restantes federações surge quando se deparam com a informação de que não receberão o resto dos valores prometidos e numa altura em que, maior parte delas, preparavam-se para a realização dos campeonatos nacionais e participação nalguns eventos internacionais. E o descontentamento exacerba-se com as informações segundo as quais os montantes a si destinados foram desviados para atender à agenda de outras modalidades, com destaque para o basquetebol.

 

 

Dados disponíveis dão conta que ao basquetebol e ao futebol foram alocados montantes acima do que têm normalmente vindo a receber. O basquetebol, cujo orçamento anual está fixado em x, recebeu mais y meticais para atender os compromissos internacionais, nomeadamente a participação no Mundial da Turquia e os respectivos estágios competitivos em preparação para o evento para o qual Moçambique qualificou-se pela primeira vez, depois de se sagrar vice-campeão africano em seniores femininos no Afrobasket realizado ano passado, em Maputo. 

 

 

Por seu turno, o futebol recebeu, para além dos nove milhões alocados no âmbito do contrato-programa com o FPD, mais incentivos para atender aos encargos de participação nas qualificações para o CAN Marrocos-2015 dada a insuficiência do montante inicialmente disponibilizado.

 

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

 

publicado por Vaxko Zakarias às 11:43
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