Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Sexta-feira, 21 DE Novembro 2014

A SELECÇÃO Nacional de Futebol falhou o apuramento para o Campeonato Africano das Nações (CAN) pela terceira vez consecutiva depois ter ficado afastada das edições de 2012, organizada em conjunto pelo Gabão e Guiné-Equatorial,  e em 2013, sediada pela África do Sul.

 

 

 

Tal como nessas duas ocasiões, os “Mambas” voltaram a ficar de fora da alta roda do futebol africano a ter lugar em princípio do próximo ano na Guiné-Equatorial, depois da desistência de Marrocos devido ao surto do ébola que se faz sentir, sobretudo na África Ocidental.

 

 

A última vez que marcamos presença numa competição do género foi em 2010, cujo organizador foi Angola. Quando em Janeiro próximo a Guiné-Equatorial receber o evento terão passado cinco anos sem CAN.  

 

 

Outra vez ficamos a lamentar e a comentar pelos corredores. Afinal o que falhou? Débil gestão de quem dirige a Selecção, no caso a FMF? Má qualidade da equipa técnica? Baixo rendimento dos jogadores? Estas e outras questões se colocam, mas seja lá qual fora a razão, o facto é que voltamos a claudicar num momento capital. Como sempre. Há quem diga que perdemos o apuramento em casa, com derrota diante da Zâmbia, pois parece-me que a nossa qualificação começou a ser perdida na primeira jornada, quando cedemos um empate caseiro com o Níger (1-1).

 

Quem pretende se apurar, uma meta que todos os moçambicanos abraçaram como sendo o primeiro e único objectivo, não se pode dar ao luxo de perder cinco pontos em casa. É demasiado. Conquistamos apenas um dos três pontos na partida com os nigerinos e diante dos zambianos vimos o passáro escapar por entre os dedos, numa partida em que uma vitória nos colocaria no CAN.

 

 

Há quem diga que colocamos a fasquia muito acima. Pois, ao nosso ver, num grupo em que tinhamos a Selecção de Cabo Verde como a única bem consolidada, uma Zâmbia que nunca esteve tão ao nosso alcance por força da renovação que vai orquestrando (viu-se durante a prova!) e uma Seleção do Níger, realmente acessível, não se podia esperar outra coisa, que não fosse o apuramento. A verdade é que oscilamos mais entre o mediocre e o mau do que o bom e o muito bom. Vencemos Cabo Verde, o adversário mais forte na Machava, mas trememos em momentos aparentemente de decisão mais acessível.

 

 

Há um velho ditado que diz: “No melhor pano caiu a nódoa”, olha que caímos mesmo na partida com a Zâmbia, pois quem diria que o nosso mágico Dominguez fosse falhar uma grande penalidade. Não era um penalte qualquer, era o que poderia fazer com que hoje milhões de moçambicanos estivessem orgulhosos pelo regresso ao CAN.

 

 

No próximo ano voltaremos a ver a nossa Selecção a disputar as eliminatórias de apuramento para mais um CAN. Deus queira que não voltemos a choramingar no final.

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 12:37
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FAZENDO um rescaldo breve da campanha da Selecção Nacional, Miro apontou os desaires em casa como sendo a razão principal do não apuramento para o CAN.Os pontos em casa são para serem ganhos e depois fora tentarmos empatar, algo que não conseguimos fazer. Perdemos cinco pontos em casa. É muito para uma selecção que pretendia passar para outra fase”, comentou.

 

 

 

O defesa esquerdo acrescenta que as prestações da equipa moçambicana foram irregulares. “De uma maneira geral não estivemos bem, estivemos bem em jogos difíceis e nos considerados acessíveis mal. Um exemplo claro foi o empate em casa com o Níger, era um jogo para ganhar, mas depois fomos empatar fora com a Zâmbia, um opositor mais difícil”, sublinhou. 

 

 

Miro, um dos jogadores totalistas da selecção durante toda a campanha, afirmou que o ambiente vivido no Níger após a última jornada é de tristeza. “O sentimento é de dor, porque sentimos que deveríamos ter feito um pouco mais para estarmos noutra fase. E ficou a impressão que tínhamos todas as chances”, referiu.

 

 

Disse que é preciso não virar as costas à luta. “Temos tempo para preparar o nosso regresso ao CAN. É preciso manter a espinha dorsal e sempre que pode, termos jogos de controlo, se possível, com adversários mais fortes, só assim é que podemos avaliar a nossa real condição e chegar onde queremos chegar”, concluiu.

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 12:32
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Quinta-feira, 20 DE Novembro 2014

 

 

DEFINITIVAMENTE a Selecção Nacional de Futebol está fora do CAN-Guiné Equatorial 2015. Na noite de ontem, em Niamey, empatou com o Níger, a uma bola, na sexta e última jornada do Grupo F, despedindo-se sem glória.

 

 

A equipa moçambicana viu gorada a possibilidade de ser terceira melhor classificada, se se atender que mesmo que noutros jogos os desfechos tivessem sido favoráveis, esta igualdade afastou qualquer hipótese, já que somaram seis pontos, menos um em relação a algumas selecções que à entrada desta ronda já tinham sete, como é o caso do Congo e Nigéria no Grupo “A”.

 

 

Os “Mambas” voltaram a perder pontos por culpa própria, pois dispuseram de uma mão cheia de oportunidades para vencerem por uma diferença de três golos no mínimo. Entraram desinibidos, a comandarem as operações no estádio Général Niamey e foi com alguma naturalidade que criaram a primeira oportunidade de golo, toda ela fabricada por Dominguez, quem mais havia de ser! Recebeu a bola dentro da grande área, tirou um adversário do caminho e com o pé esquerdo atirou forte para uma defesa apertada do “keeper”. Depois foi a vez de Isac (foi primeira aposta no ataque em detrimento de Maninho) ter no seu pé esquerdo uma ocasião flagrante para gizar com sucesso a baliza contrária. A recepção foi cinco estrelas, mas o remate merece nota zero, pois foi de todo desastroso.

 

 

A equipa nacional mandava, mas vinha ao de cima uma das grandes lacunas: graves problemas na finalização. Esta deficiência ficou reflectida num lance em que Josemar tinha tudo para fazer golo, no entanto, rematou fraco e sem direcção.

 

 

Na resposta por pouco o Níger inaugurava o marcador, valeu a intervenção arrojada de Ricardo Campos que teve que atirar-se ao relvado para evitar o golo, após remate de Cissé.

 

 

Na etapa complementar, a equipa da casa entrou bem melhor tendo por duas vezes criado calafrios junto à baliza de Ricardo Campos.O combinado nacional não tardou a sacudir a pressão e a responder com uma jogada perigosa aos 52 minutos. Reginaldo tem uma excelente iniciativa individual, faz um movimento da esquerda para direita até enquadrar-se com a baliza para chutar forte para defesa uma defesa a dois tempos do guarda-redes.

 

 

No sentido de refrescar o ataque, Diogo entrou para o lugar de Josemar, e quase que o médio tinha uma entrada de sonho, já que foi por uma “unha negra” que não apontou o golo.  Não sortiu efeito na primeira tentativa, resultou na segunda. Diogo aproveita e bem uma sobra, após um remate ao poste de Isac e manda um autêntico míssil, colocando justiça no marcador. Estavam jogados 69 minutos.

 

 

 

Quando tudo fazia prever que a vitória não fugiria a equipa nacional, eis que numa desatenção da defesa, Yacouba isola-se e restabelece o empate aos 82 minutos.Até ao final Reginaldo e Diogo ainda tiveram chances claras para dar a vitória a Selecção Nacional mas denotaram falta de pontaria.João Chissano escalou para esta partida o seguinte onze: Ricardo Campos; Kito, Zainadine Jr, Mexer e Miro; Simão Mathe, Momed Hagi, Josemar e Reginaldo; Dominguez e Isac.

 

 

Noutro jogo do grupo, Zâmbia venceu Cabo Verde, por 1-0, com um golo de Kampanba, consolidando o segundo lugar com 11 pontos. Os “Tubarões Azuis” ficaram em primeiro com 12 pontos.

 

 

 

DESQUALIFICAÇÃO ANTECIPADA

 

 

ANTES mesmo de entrarem em campo (18:00 horas), os “Mambas” já tinham sido afastados em definitivo do CAN-2015, isto porque a República Democrática do Congo, que entrou em acção duas horas mais cedo, tinha vencido a Serra Leoa, por 3-1, garantido, desta forma, o terceiro lugar com nove pontos.

 

 

A selecção da RD Congo era uma das que estavam proibidas de ganhar, por forma que os “Mambas” pudessem se apurar na condição terceira melhor classificada com oito pontos.Ao ganharam os congoleses passaram a somar nove pontos, deitando por terra qualquer hipótese da equipa moçambicana regressar à ribalta do futebol continental.

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 11:31
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Terça-feira, 18 DE Novembro 2014

 

 

 

NA tarde de sábado todos os caminhos iam dar ao Zimpeto. Logo de manhã era visível a romaria ao Estádio Nacional em diversos bairros e vias de acesso das cidades de Maputo e Matola.

 

 

 Zimpeto vestiu-se de vermelho, mais de 42 mil almas estiveram presente do chamado jogo do ano que resultou na primeira derrota de Moçambique naquele recinto inaugurado a 23 de Abril de 2011.Nas imediações do Estádio, a correria era enorme, com muita gente à procura de bilhetes e outra ainda nos carros a cumprir com o tráfego, que por acaso era bastante intenso.

 

 

 Enquanto se aguardava pela hora do jogo, almoçava-se nas várias tascas improvisadas e consumia-se diferentes bebidas alcoólicas e não alcoólicas. Era um frenesim total, as senhoras do comércio informal facturaram, e como, com preços especulados, algo típico naquele tipo de situações.

 

 

Os vendedores de camisetas e bandeiras não deixaram os seus créditos em mãos alheias, deram o seu máximo e foram para casa com os bolsos cheios.A Polícia de Trânsito teve muito trabalho naquela tarde, sobretudo a partir das 14:00 horas. Longas filas de carros quase todos direccionados ao Estádio Nacional preenchiam as estradas, mas as estradas e vias de acesso estavam também cheias de peões que rumavam ao Estádio.

 

 

 A partir das 15.00 horas, o ambiente no interior do recinto do jogo era frenético, já era possível adivinhar uma enchente, como aquela que se verificou a 03 de Agosto frente à Tanzânia.

 

 

Quando chegou a hora dos hinos nacionais, o Estádio não estava completamente cheio, mas prometia estar. Cumpriu-se com um minuto de silêncio em memória do malogrado presidente zambiano, Michael Sata, que, entretanto, foi honrado com a vitória dos “Chipolopolo”.

 

 

Dez, 15 minutos depois do apito inicial, as bancadas já estavam completamente preenchidas e muita gente em pé. Não se sabe se a FMF terá mandado imprimir bilhetes que superam a capacidade do Estádio ou houve quem entrou debaixo da “mesa”.

 

 

A verdade é que o apoio à Selecção Nacional neste jogo, diga-se, foi “efectivo”, ou seja, os “Mambas” foram apoiados do primeiro ao último minuto, com barulho e muitos cânticos nas bancadas, diferentemente de outros jogos em que a equipa é apenas apoiada nos momentos bons.

 

 

Doutro lado do recinto, a venda de vuvuzelas era muito rentável, pois muitos adeptos compraram aqueles instrumentos para intimidarem os zambianos. As vuvuzelas fizeram a sua parte no jogo, foram soprados do primeiro ao último minuto.

 

 

 

Apesar de uma primeira parte pouco interessante da Selecção Nacional, o público sempre acreditou nos “Mambas”. A pressão aos zambianos era maior, entretanto, estes pareciam estar pouco preocupados com isso e faziam o seu jogo e vezes sem conta visavam com perigo a baliza de Ricardo Campos.

 

 

Veio a segunda parte, a Selecção continuou a receber a ovação do público. Os “Mambas” melhoram de rendimento, o barulho nas bancadas intensifica-se, sobretudo quando se assinalou o maldito penalte falhado por Dominguez.

 

 

 

A partir daí o ambiente começou a ser ameno. A vibração reduzia, afinal o momento do jogo estava a chegar; golo da Zâmbia, derrota de Moçambique, mais uma frente ao vizinho, por sinal o maior carrasco do futebol nacional.

 

 

Aliás, não há selecção que já derrotou mais vezes os ”Mambas” que a Zâmbia, arriscamos dizer.A primeira vitória sobre a Zâmbia no jogo oficial não surgiu para a desilusão de milhões de moçambicanos, que mesmo não estando no ENZ acompanharam o jogo a par e passo via televisão e rádio.

 

 

No final da contenda, que conferiu o apuramento aos “Chipolopolo” para mais um CAN, a desilusão do Zimpeto era maior, desde o público até aos dirigentes que se fizeram em massa ao Estádio Nacional. Enfim, são coisas de futebol. Caímos em terra e sem glória...

 

 

Perdemos mas a vida continua. Terminou o desafio, seguiu-se a um tremendo sofrimento para se sair do estádio devido ao congestionamento do tráfego. Muitos, mas muitos carros, uma espécie de muita areia para um camião.

 

 

Cerca de uma hora depois a Polícia de Trânsito conseguiu minimizar a situação, as pessoas puderam, finalmente, aliviar-se das longas filas de viaturas rumo às respectivas residências ou casas de pastos para enxugar as lágrimas.

 

 

 

A Selecção Nacional não cumpriu com a missão, mas cumpriu com o dever. Quanto ao público, este sim, cumpriu com a sua missão de apoiar a equipa, mesmo nos momentos amargos, aliás, mesmo quando faltavam poucos minutos para o final do desafio, os adeptos dos “Mambas” ainda acreditavam que outro resultado era possível, até porque ninguém imaginava que aquela tarde seria do primeiro desaire no Estádio Nacional do Zimpeto, e logo frente ao nossos principal carrasco!

 

 

SÉRGIO MACUÁCUA

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:24
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MARCELINO dos Santos, símbolo nacional e amante do desporto, foi vítima dos constantes problemas de corte no fornecimento de energia eléctrica no Estádio Nacional do Zimpeto.

 

 

 

 Com efeito, teve que subir até à tribuna de honra localizada no primeiro piso do Estádio através de escadas e não por elevador, pois não havia electricidade quando ele chegou, o que provocou um aturado esforço físico para uma personalidade da sua dimensão.

 

 

Marcelino dos Santos, apesar de se locomover com alguma dificuldade, aguentou-se e viu sereno e tranquilo a derrota dos “Mambas” frente à Zâmbia.Mesmo com este senão, é preciso realçar o patriotismo do antigo presidente da Assembleia Popular, um adepto incansável dos “Mambas”.

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:16
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É VERGONHOSO o cenário em que se encontram os bancos técnicos do Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ). A imagem documenta um aspecto arrepiante, bancos técnicos suportados por blocos de cimento!

 

 

 

Os seus ferros de suporte ao solo, sei lá, desapareceram. Ninguém quer os recolocar. Quando sopra o vento, estes se deslocam de um lado para o outro, perigando a integridade física dos seus ocupantes.

 

 

Aconteceu em muitos jogos desta campanha de qualificação para o CAN-2015, desde o confronto com o Sudão do Sul, recorde-se, foi num dia em que fazia ventania em Maputo.

 

 

Na final da Taça de Moçambique, semana passada, foi dado o aviso, mas ninguém tomou conta do recado, ignorou-se o cenário que se viria repetir no último sábado no jogo contra a selecção da Zâmbia.

 

 

A Direcção do Estádio Nacional não deve ficar alheia àquele triste problema, que por sinal é de uma resolução pouco aturada em termos financeiros.ENZ é nossa principal sala de visitas em termos desportivos, por isso bancos técnicos suportados por blocos de cimento são uma nódoa à nação que se esforçou bastante para ter um estádio daquelas dimensões.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:11
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PARA ganharem o jogo e depois honrarem o falecido presidente Michael Sata, os adeptos zambianos estiveram em número considerável no Estádio Nacional do Zimpeto, na tarde de sábado.

 

 

 

Calmos, serenos e calculistas, como foi a atitude da sua selecção em campo, os adeptos gritavam quando necessário e no final dos 90 minutos constataram que o seu esforço (físico e financeiro) de viajar para Maputo não foi em vão.

 

 

Não é para menos, a sua selecção, os “Chipolopolo”, arrancou uma preciosa vitória no Zimpeto e qualificou-se para o CAN-2015, que terá lugar na Guiné Equatorial.

É mais um CAN para os zambianos que, recorde-se, conquistaram esta competição há dois anos. Na altura, a competição foi co-organizada pela Guiné Equatorial e Gabão.

 

 

Do nosso lado, esfumou-se o sonho do quinto CAN. O quarto e último em que Moçambique se fez presente teve lugar em Angolana, em 2010.Parabéns aos adeptos zambianos pelo esforço, atitude e acima de tudo pela vitória e a consequente qualificação.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:07
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Segunda-feira, 17 DE Novembro 2014

 

 

POR que razão chorar tanto, se nós próprios é que nos apunhalámos, num acto cobarde de suicídio? Para quem falha tantas oportunidades, incluindo penalte, o que mais espera senão cair fora duma prova do tamanho de uma fase final dum CAN?

 

Sinceramente que desta vez a culpa é toda nossa e não dos zambianos como vinha acontecendo em ocasiões anteriores em que perdemos. Pelo menos no sábado nós próprios é que tomámos a decisão de nos suicidarmos num acto em que o sociólogo Durkheim define-o como “todo o caso de morte que resulta, directa ou indirectamente, de um acto positivo ou negativo, executado pela própria vítima, e que ela sabia que deveria produzir esse resultado”.

 

 

 

O suicídio é - sublinhe-se - um acto de cobardia, seja quais forem os motivos que levem a pessoa a tomar tal decisão. Pelo que deixemos de choramingar, levantemos a cabeça e olhemos para a frente para que cenas idênticas não se repitam, sob o risco de propiciar estas atitudes a futuras gerações que em nada dignificam uma sociedade civilizada como é a nossa.

 

 

Mas deixemos de filosofar, apesar de ser necessário, e entremos para o jogo em si:

 

Quando o apito soou pela primeira vez, cá do lado da bancada, já se ouviam gritos: “Mambas”,Mambas”, “Mambas”…, numa clara intenção de que o público presente, que enchia por completo o Estádio Nacional do Zimpeto, estava disposto a apoiar do primeiro ao último minuto a sua Selecção.

 

 

Só que lá nas quatro linhas, os jogadores não correspondiam. Faziam tudo atabalhoadamente e às pressas, esquecendo-se que um jogo de futebol tem 90 minutos. Alguns rasgos individuais de Dominguez, em algumas ocasiões em tabelinhas com os colegas, iam camuflando o já crónico problema dos “Mambas”: a falta de um esquema táctico rigoroso para enfrentar selecções adultas como a Zâmbia, embora hoje não seja tão adulta como ontem.

 

 

Nos primeiros quinze minutos até se escondeu essa realidade, porque Dominguez, aos sete minutos, trabalhou um adversário pela esquerda e foi derrubado no vértice da área. Ele próprio (como sempre) encarregou-se de fazer a cobrança. O tiro foi forte. O guarda-redes zambiano defendeu e largou e ninguém esteve para a recarga, acabando por ser a defensiva a aliviar.

 

 

Era sol de pouca dura, porque os zambianos passaram a controlar o meio-campo com aquele nº14 (Sinkala, o capitão), bem coadjuvado pelo 17 (Kalaba) e pelo 10 (Mayuka), a assumir a orquestra.

 

 

Os “Mambas” desapareceram momentaneamente. Aliás, Sinkala, aos 19 e 21 minutos, quase gelava o Estádio com remates fortíssimos cá do meio da rua só a encontrarem Ricardo Campos, o grande obstáculo.

 

 

A pouco e pouco os “Mambas” iam recuperando o terreno, mas apesar de maior posse de bola que detinham, tudo faziam sem criatividade. Os passes eram, em muitas ocasiões, interceptados pelos adversários, que sempre arrancaram pelos flancos para criar o desequilíbrio e depois centrarem para o miolo da área à procura do possante e talentoso Mayuka, que esteve bem policiado ora por Dário Khan ora por Mexer (que grande maestro!).

 

 

Quase que a fechar o primeiro tempo, Moçambique teve uma flagrante oportunidade de se adiantar no marcador. A jogada é desenhada pelo flanco direito. Zainadine, em grande velocidade, como se de uma flecha se tratasse, bate um contrário, e já na área cruza rasteiro. Maninho, em situação privilegiada, só com o guarda-redes pela frente, falha incrivelmente o toque final. Que frustração! Daquelas impróprias para cardíacos.

 

 

Já no período de compensação, aos 47 minutos, Dário Khan, de livre directo, obriga Mweene a uma defesa espectacular para canto, mas que não foi cobrado porque o árbitro mandou as equipas para o descanso.

 

 

ZIMPETO “DESABOU”!

 

 

Dois momentos cruciais marcaram a segunda parte. O penalte falhado por Dominguez e o golo que matou a “Mamba”. Estes dois marcos foram sentidos no Zimpeto como se o Estádio Nacional tivesse desabado…

 

 

Porém, os “Mambas”, tal como o fizeram no primeiro tempo, mais uma vez, tentaram forçar a barra. Sabiam que cada minuto valia ouro e podia ditar a qualificação. E ditou mesmo, só que para o lado contrário, o dos zambianos.

 

 

Neste período, o n.º17, que tanto trabalho tinha dado a Miro no primeiro, passou para o lado oposto, o esquerdo do seu ataque, e ficou cara-a-cara com Zainadine. É preciso referenciar que este jogador, apesar de franzino, é bastante talentoso, não dando nas vistas, mas com potencial invejável.

 

 

Foi ele que, aos sete minutos, ia criando um curto-circuito no Zimpeto. Sem que ninguém se aperceber, apareceu em zig-zag a rematar com bastante perigo. O tiro foi tão traiçoeiro que Ricardo Campos ficou pregado no terreno, mas a bola ganhou um pouco de altura e roçou o travessão para a linha do fundo. Que alívio!

 

 

Os “Mambas” apertaram o cerco. Foram também para o jogo flanqueado com Dominguez a explorar bem as alas para os cruzamentos mortais. E foi num desses que do lado esquerdo, depois de contornar um adversário, picou para a área. A bola fez um arco e na trajectória embateu num defesa da Zâmbia. O árbitro, mais do que ninguém, perto do lance, apitou para a marca da grande penalidade. Explosão de alegria no Zimpeto e em todo o país. Era a oportunidade mais flagrante para os moçambicanos transformarem o seu sonho em realidade. Isto aos 12 minutos.

 

 

QUE MALDIÇÃO!

 

 

Dominguez foi chamado a cobrar. Pela frente estava um guarda-redes experiente e que já tinha demonstrado que é um verdadeiro “gato” entre os postes. O “Menino Maravilha” arrancou para o esférico e no meio fez uma paradinha e atirou. Que grande defesa do zambiano!Estava tudo silêncio no Zimpeto. Ninguém queria acreditar na tamanha desgraça. Afinal, que maldição nos persegue frente aos zambianos?

 

 

A equipa ressentiu-se do falhanço. Caiu psicologicamente e a Zâmbia soube tirar proveito disso. E rapidamente foi ao ataque e aos 19 minutos “matou a cobra” com um só tiro. Singuluma, depois de um cruzamento, vindo da direita estoirou e Ricardo Campos só foi buscar a “menina” lá dentro. Outra desgraça para os moçambicanos que ficaram mudos, cabisbaixos e com as mãos sobre a nunca.Os poucos zambianos presentes fizeram a festa. E que festa! Transformaram o Zimpeto no nosso próprio cemitério.

 

 

 

Daí para a frente eram só lamentações. Os “Mambas” corriam atrás do prejuízo. João Chissano já tinha cometido uma asneira de tirar Hagi no meio-campo, quanto a nós de forma indevida porque era a unidade mais esclarecida naquele sector. Os recém-entrados Reginaldo e Isac tanto lutaram, mas a história já estava escrita: Avança a Zâmbia para o CAN-2015 e fica Moçambique para a próxima oportunidade.

E, prontos, acabou-se. O árbitro esteve bem em todos os capítulos.

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 13:06
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PENSO que não há dúvidas que jogámos melhor que a Zâmbia. Só que não marcámos e eles marcaram. O futebol é feito disto mesmo, ganha quem marca”, destacou Isac.

 

Isac, que entrou na segunda parte para o lugar de Maninho, aponta a finalização como o “calcanhar de Aquiles” da equipa. “Estivemos mal na finalização, esse foi o único ponto negativo, porque pelo número de situações de golo que criámos, pedia-se que no mínimo tivéssemos marcado um golo”.

 

 

O melhor marcador do Moçambola acredita que o grupo vai recuperar desta derrota e vai, na quarta-feira, vencer o Níger. “Fomos superiores neste jogo, sofremos um golo contra a corrente do jogo e acredito que vamos vencer no campo do Níger”, disse.

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

 

publicado por Vaxko Zakarias às 13:01
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NÃO foi desta que vencemos a Zâmbia. A equipa preparou-se bem durante a semana para este jogo. E hoje (sábado) os que estiveram aqui viram que fomos superiores”, afirmou Momed Hagi, acrescentando que é difícil explicar a derrota com os “Chipolopolo”.

 

 

São daquelas derrotas difíceis de digerir e até de explicar porque tivemos tudo para ganhar e acabamos deitando tudo a perder numa jogada de desconcentração da nossa parte”.

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 12:56
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