Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Segunda-feira, 26 DE Outubro 2015

 

A SELECÇÃO Nacional de Futebol foi afastada ontem, em pleno Estádio da Machava, do CAN-Interno, cuja fase final terá lugar próximo ano no Ruanda.

 

Depois da derrota em Ndola por 3-0, os “Mambas” empataram ontem, na Machava, a uma bola, com a mesma Zâmbia, desta feita em partida da segunda “mão” e última eliminatória de apuramento ao CAN-Interno, ficando, deste modo, arredados de tomar parte na fase final desta que é uma das mais importantes provas futebolísticas de África.

 

Com uma equipa composta apenas por jogadores que actuam no Moçambola, por força do Regulamento do CAN-Interno, os “Mambas” denotaram, mais uma vez, algumas fragilidades em quase todos os sectores, uma vez que sofreram um golo de forma infantil ainda na primeira parte, complicando sobremaneira o sonho de conseguir a reviravolta na eliminatória.

 

Porém, no segundo tempo melhoraram a sua prestação e chegaram ao empate com golo de Momed Hagy, resultado de um penalte a castigar mão do defensor contrário na sequência de um pontapé de canto.

 

É caso para dizer que esta Zâmbia continua a ser o carrasco de Moçambique nas competições africanas. Recorde-se que foi esta mesma selecção que desfez o sonho dos moçambicanos de estarem na fase final do CAN-2015, com vitória (1-0) em pleno Estádio Nacional do Zimpeto.

 

Este desaire vem juntar-se a um outro do CAN normal, prova da qual os “Mambas” estão a claudicar depois de duas derrotas consecutivas em igual número de jogos, primeiro em casa diante do Ruanda e depois fora perante as Maurícias.

 

Portanto, a próxima frente com que ainda se pode sonhar é a eliminatória para o Campeonato do Mundo, na primeira quinzena de Novembro, diante do Gabão, com o primeiro jogo em Maputo.

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 12:57
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A SELECÇÃO Nacional de Futebol não teve tarimba para superar a Zâmbia em partida da segunda “mão” da derradeira eliminatória de acesso ao CAN-Interno, cuja fase final terá lugar próximo ano no Ruanda. Mesmo jogando no seu próprio reduto os “Mambas” ressentiram-se do peso da goleada sofrida no terreno alheio (0-3) e o empate (1-1) ontem no Estádio da Machava colocou-os definitivamente fora da prova, na qual participariam pela segunda vez consecutiva, depois da presença na última edição na vizinha África do Sul.

 

Aos “Mambas” faltaram acima de tudo os argumentos suficientes e capacidade de impor-se perante uma equipa que, jogando de forma destemida, ainda se deu ao luxo de chegar com alguma facilidade próximo do último reduto moçambicano, criando alguns calafrios à defensiva caseira. E foi numa jogada quase morta que conseguiu o primeiro golo, por infantilidade dos “centrais”.  

 

Houve um cruzamento do lado esquerdo do ataque zambiano, tendo Festus Mbewe saltado mais que os “centrais”, fazendo o 1-0 aos 18 minutos. Guirrugo saiu igualmente mal na fotografia, visto que estava muito adiantado dos postes. Esticou-se, mas a tentativa de desviar a bola da trajectória da baliza foi inglória.

 

Contudo, foi Moçambique a desenhar a primeira jogada notável, com Isac a cabecear com precisão junto do primeiro poste, mas para a atenção do guarda-redes zambiano, Jacob Banda, aos quatro minutos. O lance surgiu na sequência de um pontapé de canto batido por Gildo, este que foi um dos poucos jogadores mais notáveis da turma moçambicana. A Zâmbia, por seu turno, já havia arrancado um livre mal aproveitado e descia com regularidade ao reduto moçambicano, com um futebol articulado e objectivo, tentando acima de tudo explorar os flancos.

 

Com dificuldades de penetrar na grande área zambiana, os “Mambas” ensaiaram alguns remates à meia distância, mas sem acertar o alvo. Não tiveram a flexibilidade necessária para fazer as transposições e baralharem o esquema defensivo zambiano, muito bem apoiado, enquanto lhes faltasse um homem com maior mobilidade para alimentar o ataque a partir do miolo. Diogo, colocado próximo do trinco Momed Hagy, não se desdobrou o suficiente para projectar jogadas que permitissem aos avançados penetrar na defensiva compacta dos zambianos. Fez as aberturas para as alas, mas estes pouco puderam fazer face ao aperto do cerco, daí que os flanqueamentos fossem quase nulos perante a possante defensiva zambiana. Aliás, os zambianos pouco se esforçavam, pautando por controlar os movimentos do adversário.

 

Maninho estremeceu as hostes zambianas com o tiro que saiu pouco desenquadrado com a baliza. A sua entrada para o lugar de Isac, logo no arranque da etapa complementar, foi exactamente para explorar o seu remate e altura. Mesmo com as alterações feitas o xadrez moçambicano continuou sem estratégia para penetrar no último zambiano, sobretudo pela zona frontal da grande área. Mas já tinham melhorado a sua actuação comparativamente à primeira etapa.

 

Mas foi a Zâmbia a chamar atenção à defensiva caseira. E quase surpreendia, com Charles Zulu a rematar cruzado depois de uma tabelinha no interior da grande área, tendo valido a atenção de Guirrugo.

 

Os “Mambas” aceleraram o passo a partir do segundo quarto da etapa complementar e já tinham mobilidade suficiente, mas foi necessário que o atacante Luís Miquissone, outro jogador mais saliente da turma moçambicana, usasse da sua técnica individual e fosse buscar as bolas no meio-campo, puxando a equipa para a ofensiva. Na sequência disso os “Mambas” acabaram beneficiando de uma grande penalidade, a castigar mão à bola do defensor zambiano Donasahamo Malama, na sequência de mais um pontapé de canto aos 82 minutos. Chamado a cobrar, o “capitão” Momed Hagy fê-lo com êxito. Foi o tento de honra para os moçambicanos, que mais uma vez acusaram o complexo de inferioridade diante da potência zambiana.

 

Já no último minuto de compensação Maninho foi à linha de fundo cruzar, para Nelito desviar o esférico quase a roçar o poste. E foi o fim de uma luta inglória do combinado nacional.

 

A equipa de arbitragem, toda ela do Zimbabwe, portou-se muito bem.

 

 FICHA TÉCNICA

 

COMISSÁRIO DA CAF: Doda Andrimiasasoa, do Madagáscar.

 

ÁRBITRO: Norman Matemera, auxiliado por Nsalani Ncube e Brigthon Nyika. O quarto árbitro foi Thabani Bamala, todos do Zimbabwe.

 

MOÇAMBIQUE – Guirrugo; Cremildo, Chico, João Mussica e Edmilson; Momed Hagy, Gildo (Nelson), Diogo (Nelito) e Reinildo; Luís Miquissone e Isac (Maninho).

 

ZÂMBIA – Jacob Banda; Daut Musekwa, Christopher Munthali, Buchizya Mfune e Boyd Mkandawire; Donashamo Malema, Winstion Kalengo, Paul Katema e Mwape Mwelwa (Spencer); Charles Zulu e Festus Mbewe (Conlyde Chepetsi).

 

DISCIPLINA: cartões amarelos para o moçambicano Momed Hagy e os zambianos Jacob Banda, Donashamo Malama e Buchizya Mfune.

 

SALVADOR NHANTUMBO

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 09:22
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Segunda-feira, 19 DE Outubro 2015

 

A SELECÇÃO Nacional de Futebol perdeu sábado à tarde, em Ndola, com a Zâmbia, por 3-0, em partida inserida na primeira “mão” da segunda e última eliminatória de apuramento ao CAN-Interno do próximo ano, cuja fase final terá lugar no Ruanda.

 

Os “Mambas”, com uma equipa composta apenas por jogadores que actuam nos campeonatos internos, neste caso concreto no Moçambola, por força do regulamento do CAN-Interno, não escaparam, mais uma vez, àquele que tem sido o carrasco dos moçambicanos nos últimos tempos em todas as provas futebolísticas do continente.

 

Ainda com as feridas por cicatrizar, resultantes da derrota penosa (1-0) sofrida em pleno Estádio Nacional do Zimpeto, no ano passado, e que tirou Moçambique da fase final do CAN-2015, os zambianos voltaram a fazer das suas.

 

Se a ideia da equipa técnica moçambicana era jogar na contenção em Ndola para encarar o encontro da segunda “mão” em Maputo de peito aberto, a estratégia falhou redondamente, porque a Zâmbia acabou por assim se pode dizer decidir a eliminatória no seu ninho.

 

Os três golos marcados em Ndola, todos na ponta final da segunda parte, podem ter sido decisivos para o afastamento de Moçambique do CAN-Interno do próximo ano, porque dificilmente em Maputo poderemos dar a volta a este resultado negativo, a não ser que haja um milagre, o que é pouco provável.

 

Aliás, a própria equipa técnica e os jogadores foram claros, depois do jogo de sábado, em afirmar que o resultado era pesado demais para se rectificar em casa, isto é, em Maputo, mesmo sabendo que terão todo o apoio do público, que tem sido incansável neste tipo de missões.

 

Pelo que os “Mambas” voltam a claudicar depois de terem sofrido duas derrotas consecutivas para as eliminatórias do CAN normal, primeiro em casa diante do Ruanda e depois fora perante as Maurícias

 

A próxima frente, depois da segunda “mão” com a Zâmbia, já no próximo fim-de-semana em Maputo, será a eliminatória para o Campeonato do Mundo, na primeira quinzena de Novembro, diante do Gabão, com o primeiro jogo na capital moçambicana.

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:31
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Quarta-feira, 22 DE Janeiro 2014

HAVERÁ um espírito mau que persegue os “Mambas”? Mas que demónio será esse? Haverá cura? Estas e outras questões – tantas – são chamadas na avaliação da participação da Selecção Nacional no CAN Interno, que ainda decorre na África do Sul.

 

 

Sem pretendermos lesar a quem quer que seja, os “Mambas” estão com problemas sérios. Um dos quais é da concentração no campo e o outro que julgamos importante chamar para o debate, relaciona-se com o aspecto motivacional.

 

 

Foi notório duramente a sua participação no CAN Interno, pelo menos no Grupo A, sediado na Cidade do Cabo, que a Selecção Nacional em nenhum momento se concentrou para um dos três jogos que tinha pela frente.

 

 

Primeiro foi frente à África do Sul, em que perdemos de forma estranha. Quando desembarcámos, quarta-feira do dia 8, já sabíamos que os “Bafana-Bafana” acabavam de se concentrar na mesma semana, portanto segunda-feira, dia 6, porque as equipas não queriam ceder os jogadores para a Selecção. Uma das razões que evocavam é que, apesar da prova se realizar no seu espaço, não era oficialmente reconhecida pela FIFA.

 

Os clubes, profissionais que são na África do Sul, entendem que os seus jogadores só podem ser dispensados para a Selecção quando se trata de disputar uma prova sob alçada da Federação Internacional da modalidade.Segundo soubemos, o Governo sul-africano teve que intervir para conseguir convencer os clubes a cederem os jogadores.

 

 

Este desentendimento entre os clubes e a equipa técnica dos “Bafana-Bafana” foi do conhecimento dos “Mambas” e havia necessidade de se tirar proveito dessa desorganização, só que chegada a hora do jogo, os moçambicanos tremeram por todos os lados. Notava-se que os “Bafana-Bafana” não eram os mesmos que vimos no “Mundial” de 2010. Não tinham aquela coesão e fulgor que nos habituaram neste tipo de competições.

 

 

Aliás, sofreram o primeiro golo fruto dessa falta de coesão. Só que incompreensivelmente os “Mambas” recuaram muito cedo e cederam terreno ao adversário. Metiam água por todos os lados. Assustavam-se com alguns nomes de jogadores sul-africanos que lhes apareciam pela frente. Estavam mesmo trémulos e quando é assim, o resultado é sempre negativo. Acabamos perdendo, por 3-1.No mesmo dia, no encontro seguinte, o Mali batia a Nigéria, por 2-1.

 

 

Até aqui tudo continuava em aberto. Qualquer uma das quatro selecções podia se qualificar. Cabia a Moçambique ganhar os restantes dois frente à Nigéria e ao Mali. Por aquilo que os nigerianos tinham feito contra os malianos, todos estávamos confiantes que era possível uma vitória dos “Mambas”. João Chissano, técnico principal, acreditava num milagre, só que…

 

 

A HISTÓRIA REPETE-SE!

 

 

Já no jogo seguinte com a Nigéria, os “Mambas” voltaram a cometer os mesmos erros do embate inaugural diante da África do Sul. Foram os primeiros a marcar. Entretanto, num espaço de dois minutos sofreram dois golos e de forma infantil. Erros defensivos e de marcação do tamanho do mundo.Mas, ainda foram a tempo de recuperar a desvantagem e empatarem o jogo ainda na primeira parte.

 

 

Todos se questionavam! Curiosamente, no intervalo do jogo, cruzei-me com o conceituado técnico luso-moçambicano Carlos Queirós, na sala VIP, com quem me tinha saudado na abertura da prova no mesmo local.

 

 

Perguntou-me o que se estava a passar com a nossa Selecção. Por saber que ele, talvez, como especialista tivesse já identificado o problema dos “Mambas” (quem sabe?) só abanei a cabeça e ele entendeu que eu também não tinha resposta para tal questionamento. Só lhe disse, quando já ia começar a segunda parte, que tudo ainda era possível. Até porque o jogo estava em 2-2 e Moçambique nem estava a jogar mal, só se desconcentrava nos momentos cruciais.

 

 

Porém, para a minha e, talvez, para a desilusão de todos, incluindo os sul-africanos que apoiavam os “Mambas”, uma vez que o seu adversário seguinte era a Nigéria, acabámos por sofrer mais dois golos, também de forma infantil, pois tivemos oportunidades para “matar” o jogo e não o fizemos, acabando por pagar cara a factura.

 

 

Era o fim da travessia do deserto. O sonho de nos qualificarmos para a fase seguinte no primeiro CAN Interno que participamos ruía. Ninguém encontrava explicações para esta forma de actuar dos “Mambas”. Mas uma coisa era certa. Todos éramos unânimes em afirmar que os “Mambas” sofrem de uma doença gravíssima chamada desconcentração e que desemboca na desmotivação total.

 

 

CHANCE DE QUALIFICAR “BAFANA-BAFANA”

 

 

À entrada da última jornada do grupo, a África do Sul comandava com os mesmos quatro pontos do Mali, com quem havia empatado na segunda ronda. Moçambique, apesar de já estar afastado da fase seguinte, ainda entrava nas contas dos donos da casa.

 

 

E como? Os “Mambas” tinham que bater o Mali e a África do Sul perder com a Nigéria por uma margem mínima. Moçambique chegou a alimentar o sonho dos “Bafana-Bafana”, quando, tal como aconteceu nos outros dois anteriores encontros, marcou primeiro. Nessa altura, e noutro campo, os anfitriões também perdiam com os nigerianos.

 

Só que esta nossa Selecção comete erros imperdoáveis. Consentiu o empate e o mesmo demónio reapareceu. Mesmo jogando com alguma classe, João Mazive, no último minuto de compensação, agarrou um adversário na área. Sinceramente, mesmo que o árbitro quisesse fazer vista grossa ao lance, não era possível e ninguém o perdoaria pelo clamoroso erro. Foi penalte e perdemos, mais uma vez, de forma incrível e inadmissível.

 

 

Feitas bem as contas, Moçambique tinha a obrigação de fazer muito e melhor, pelo menos, neste grupo. Pelo que: todos somos chamados a reflectir sobre vários aspectos que estarão por detrás destes insucessos dos “Mambas”, porque solução urgente se precisa, sob o risco de continuarmos a manchar o nome e cores deste país nas provas internacionais.É caso para questionar que demónio é esse que persegue os “Mambas” e como afastá-lo?

 

GIL CARVALHO

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 11:50
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Segunda-feira, 20 DE Janeiro 2014

OS “Mambas” despediram-se, na noite de ontem, do CAN-Interno, em Cape Town, de forma vergonhosa ao perder no último minuto de compensação frente ao Mali, em partida da última jornada do Grupo A.

 

Foi humilhante e vergonhoso como saímos desta prova. Depois de terem estado a vencer, tal como aconteceu em todos os encontros que realizaram, os “Mambas” perderam, por 2-1, com o tento da vitória dos malianos a ser oferecido por João Mazive, que incompreensivelmente agarrou um contrário na área, no último minuto de compensação, provocando um penalte que ditou a sentença do encontro. Aliás, ditou a terceira derrota de Moçambique, quando tudo indicava, que desta vez, sairia com pelo menos um ponto conquistado. O jogo começa com o Mali a pressionar. Logo aos 20 segundos, os malianos descem rapidamente pela esquerda.

 

Há um cruzamento para o coração da área onde aparece Traoré a desviar o esférico para o fundo das redes. Mas o árbitro entendeu que o avançado do Mali cometera falta antes do remate fatal e anula aquele que seria o primeiro golo do encontro. Os “Mambas” ainda não se tinham encontrado no terreno, quando novamente Traoré apareceu em posição privilegiada a atirar forte. Soarito, já batido, foi substituído por Chico, que sobre a linha fatal desviou para longe, isto aos nove minutos.

 

A pouco e pouco a Selecção Nacional foi equilibrando o desafio. Passou a atacar em bloco e jogava ao primeiro toque para evitar contacto físico, uma vez que os malianos são muito fortes nesse aspecto. E aos 38 minutos, numa jogada rápida pela esquerda, Mário cruzou para a entrada de primeira de Josemar, que rematou forte e seco. A bola antes de entrar ainda bateu no poste mais distante do guarda-redes Diakite. O público festejou efusivamente, uma vez que no outro campo a África do Sul também já perdia e a derrota dos malianos poderia safar os sul-africanos de uma eliminação precoce. O Mali reagiu prontamente.

 

Foi ao ataque, mas não conseguiu restabelecer a igualdade antes do intervalo. Ciente das dificuldades que poderia encontrar no segundo tempo, o Mali entrou a matar. Logo aos dois minutos chegou à igualdade por intermédio de Didibe, que na área, livre de qualquer marcação, atirou para o poste mais distante de Soarito. Mais um erro crasso da defensiva moçambicana. A história repetia-se, pois em todos os jogos Moçambique foi o primeiro a marcar, mas depois perdeu a concentração e acabou saindo derrotado. Ontem foi mesmíssima coisa.

 

Aos seis minutos, Traoré voltou a encontrar espaço para um remate fortíssimo correspondido por uma defesa de cinco estrelas de Soarito, que com uma palmada desviou o esférico pela linha do fundo, por cima do travessão. O Mali começava a acelerar e os “Mambas” sentiam-se sufocados. Já eram raras as vezes que conseguiam sair do seu meio campo com a bola jogável. E como resultado, os homens mais recuados preferiam lançamentos em profundidade à procura dum companheiro lá na frente. Maninho era o único jogador mais adiantado e nalgumas vezes sentia-se desapoiado.

 

A MORTE DO ARTISTA!

 

O jogo foi correndo à outra velocidade por parte do Mali. O tempo ia passando e Moçambique aguentava o pressing. Tudo indicava que o empate estava assegurado. Mas, os que pensaram assim enganaram-se redondamente, porque outro galo cantou e o artista morreu subitamente. Estava-se no último minuto dos três que o árbitro tinha dado de compensação. João Mazive incompreensivelmente agarra um adversário da área, quando este nem tinha hipóteses de chegar à bola e ainda por cima estava ainda Chico na dobra. O árbitro sem hesitação apontou para a marca de grande penalidade.

 

Sinceramente ninguém entendeu a atitude do defesa moçambicano. Até os malianos, que se beneficiaram do lance não acreditaram no que estavam a ver. Mas era real. João Mazive tinha cometido talvez um dos piores erros da sua carreira futebolística. O Mali, tal como lhe competia não perdoou a deixa. Idrisse Trapré, que entrara na segunda parte, atirou para um lado e levou Soarito para o outro. Era fim dum sonho de sair deste CAN-Interno com, pelo menos, um ponto conquistado. Foi um fim triste para todos os moçambicanos. O árbitro do encontro esteve muito bem. Eis a forma como jogou Moçambique: Soarito; João Mazive, D´rio Khan, Chico, Dito, Diogo, Manuelito (Imo), Kito, Josemar, Mário (Alvarito) e Maninho.

 

ÁFRICA DO SUL FICOU EM TERRA

 

A ÁFRICA DO SUL, que comandava o Grupo A até à entrada da última jornada de ontem, foi surpreendentemente afastada deste CAN-Interno, ao perder frente à Nigéria, por 3-1. Assim, passam para a fase seguinte o Mali, em primeiro lugar, e a Nigéria, em segundo, enquanto África do Sul e Moçambique arrumam as botas e cada um regressa para a sua casa. Este afastamento, na própria casa, está a criar grande agitação aqui na África do Sul. Já se fala na possível “chicotada” psicológica.

 

GIL CARVALHO, em Cape Town

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:42
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Sexta-feira, 17 DE Janeiro 2014

MOÇAMBIQUE está praticamente fora da fase seguinte do CAN-Interno depois de ter perdido na noite de ontem, no Cape Town Stadium, com a Nigéria, por 4-2, em partida da segunda jornada do Grupo A. Com este resultado, só resta aos “Mambas” honrar as cores e bandeira nacional no próximo domingo frente ao Mali, no último encontro deste grupo.

 

Tal como aconteceu na primeira jornada diante da África do Sul, ontem, a Selecção Nacional voltou a denotar falta de ritmo competitivo e, acima de tudo, concentração nos momentos cruciais do jogo, pois não se compreende que uma equipa da dimensão de Moçambique sofra dois golos em dois minutos, depois de ter estado a ganhar.

 

Muita infantilidade por parte dos “Mambas” foi o que se viu ontem à noite aqui em Cape Town. Foram os nigerianos a criarem a primeira situação perigo logo aos dois minutos, com Soarito a ir à “queima” para evitar que a sua baliza fosse violada. Mas, os “Mambas” assentaram rapidamente o seu jogo. Pressionaram o adversário a toda largura do campo e, com alguma pontinha de sorte, adiantaram-se no marcador.

 

Vejamos como foi: Há um livre logo depois da linha divisória dos dois meio campos. Dário Khan ajeita o esférico à sua maneira. Arranca um portentoso remate. A bola só foi parar no fundo das redes nigerianas, que levaram as mãos à cabeça, uma vez que ninguém esperava que aquele tiro de longe fosse balançar as redes. Ainda se festejava o golo de Moçambique quando os nigerianos restabeleceram a igualdade aos 10 minutos, para logo, no minuto seguinte, passarem para a frente no marcador, num tento em que a defensiva teve largas culpas, já que o autor do tento aparece do lado direito a concluir uma jogada da esquerda. Referir que antes de entrar a bola ainda embateu na trave pela parte interna.

 

O jogo ganhou maior velocidade de parte a parte. Os moçambicanos estavam cientes dos erros que acabavam de cometer e partiram para o empate que não tardou a acontecer. Jogava-se o minuto 19 e num contra-ataque rapidíssimo, o guardião nigeriano é enganado por Manuelito que endossa o esférico para as suas costas. Diego, que vinha a acompanhar a jogada, apareceu para dar o toque final. Estava feita a igualdade, resultado com que se foi ao intervalo.

 

ERROS CLAMOROSOS

 

A segunda parte começa com uma perdida flagrante da Nigéria. Mas o pior ainda estava por vir. Estavam jogados 52 minutos. Há uma série de remates para a baliza moçambicana e num deles Dário Khan é acusado pelo árbitro de ter cortado a bola com a mão. A jogada é tão rápida que todo o “mundo” ficou com a impressão de que Dário fez o corte de cabeça, mas o juiz do encontro, perto do lance, assinala para a marca de grande penalidade. O próprio jogador não reclama e acaba dando razão ao árbitro. Os nigerianos convertiam o penalte e passavam para a frente no marcador. Desilusão total e completa.

 

Nem com isso os “Mambas” baixaram os braços, só que já tinham pela frente uma Nigéria motivada que só não chegou mais cedo ao quarto golo, porque Mio, aos 74 minutos, salvou sobre o risco fatal, com Soarito já fora dos postes. Porém, estava escrito que o dia não era dos “Mambas. A dominarem o jogo, foram surpreendidos aos 87 minutos por um golo um tanto ou quanto esquisito. O avançado nigeriano aproveita-se de uma falha da defesa e só picou o esférico para o fundo da baliza. Soarito nada podia fazer. O jogo terminava para a desilusão dos moçambicanos, que desta vez jogaram o suficiente para merecerem outro resultado. A equipa de arbitragem, tirando aquele lance de penalte, que precisamos de rever, esteve bem.

 

Vejamos como alinharam os “Mambas” no encontro de ontem: Soarito, Monis (João Mazive), Dário, Chico II, Miro, Diogo (Lanito), Manuelito, Kito, Josemar (Belito), Mário e Maninho.

 

GIL CARVALHO, em Cape Town

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 12:01
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ESTES “Mambas” estão com problemas sérios de concentração. Em dois jogos já realizados neste CAN-Interno, que decorre em Cape Town, África do Sul, já sofreram sete golos e marcaram três, estando já afastados da fase seguinte da prova, apesar de ainda terem um jogo no domingo frente ao Mali para o encerramento do Grupo “A” em que estão integrados.

 

 

O primeiro descalabro dos “Mambas” aconteceu sábado, na abertura do evento, em pleno Cape Town Stadium, em que denotaram clara falta de concentração e não ritmo competitivo como os técnicos pretendem justificar o desaire. A Selecção Nacional marcou primeiro, por intermédio de Diogo, mas depois permitiu a reviravolta e acabou saindo derrotada, por 3-1. A exibição dos moçambicanos não convenceu a ninguém. Na altura dizia-se que era o primeiro jogo, frente ao anfitrião … e que nos embates subsequentes a história seria outra.

 

O técnico principal, João Chissano, disse na ocasião que os restantes dois jogos seriam encarados com outro dinamismo e responsabilidade. Só que os “Mambas” voltaram a claudicar logo no embate seguinte contra a Nigéria. Tal como aconteceu na estreia com a África do Sul, contra a Nigéria foram os primeiros a marcar e novamente por Diogo. Só que num intervalo de dois minutos, quando ainda festejavam o seu golo, sofreram dois. Uma reviravolta inadmissível para uma equipa que se preparou para este CAN-Interno, sabendo que iria encontrar no grupo algumas das melhores selecções africanas.

 

Mais uma vez, diga-se, faltou concentração à Selecção Nacional, ou por outra, esta equipa moçambicana tem problemas gravíssimos de concentração nos momentos decisivos. Ao longo da sua preparação para esta prova, ao que nos parece, ensaiou muitos sistemas defensivos, mas muito mal implementados e interpretados na hora da verdade. E quando é assim, a desmotivação vem ao de cima. Os golos que sofremos, sinceramente, são fruto de uma equipa psicologicamente mal preparada.

 

Ora vejamos: No jogo contra a Nigéria ainda chegámos ao empate (2-2), resultado com que se foi ao intervalo. Mas no segundo tempo acusámos alguma desconcentração. É certo que o penalte assinalado e mal assinalado (?), alegadamente porque Dário Khan cortou uma jogada na área com a mão, pode ter afundado ainda mais a equipa, mas havia tempo, mais que suficiente, para se partir para o novo empate. Porém, o que se viu é que os nigerianos, noutra jogada de desconcentração da nossa defesa, chegaram ao 4-2, matando de uma vez por todas o jogo.

 

É certo que foi um grande jogo, principalmente nos primeiros 20 minutos, em que se marcaram quatro golos, mas a nossa Selecção devia ter tido outra postura para aguentar com os nigerianos, que, quanto a mim, não são de outra galáxia, e estiveram muito bem alcance dos moçambicanos. Daqui em diante, os “Mambas” estão concentrados no último jogo do grupo, no domingo, contra o Mali, um adversário que está a realizar uma excelente campanha. Depois de bater a Nigéria, por 2-1, na quarta-feira empatou com a África do Sul a um tento. Trata-se de uma Selecção bastante forte que ainda se pode ficar em primeiro lugar no grupo, se atendermos que a África do Sul, com quem partilha a liderança com quatro pontos, terá pela frente a Nigéria, que ainda sonha com a qualificação, bastando para isso uma vitória diante dos “Bafana-Bafana”.

 

MIRO É A GRANDE BAIXA

 

O defesa esquerdo Miro é a grande baixa dos “Mambas” para o jogo de domingo frente ao Mali. Miro foi autorizado a deixar os “Mambas” ainda ontem, uma vez que não poderá dar o seu contributo no domingo, por ter já visto duas cartolinas amarelas. Para não o prender em Cape Town e porque tem viagem para Angola, onde este ano vai jogar, a equipa técnica achou por bem deixá-lo descansar junto da família, em Joanesburgo.

 

GIL CARVALHO, em Cape Town

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 11:13
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Quinta-feira, 16 DE Janeiro 2014

MOÇAMBIQUE está praticamente fora da fase seguinte do CAN-Interno depois de ter perdido na noite de ontem, no Cape Town Stadium, com a Nigéria, por 4-2, em partida da segunda jornada do Grupo A. Com este resultado, só resta aos “Mambas” honrar as cores e bandeira nacional no próximo domingo frente ao Mali, no último encontro deste grupo.

 

Tal como aconteceu na primeira jornada diante da África do Sul, ontem, a Selecção Nacional voltou a denotar falta de ritmo competitivo e, acima de tudo, concentração nos momentos cruciais do jogo, pois não se compreende que uma equipa da dimensão de Moçambique sofra dois golos em dois minutos, depois de ter estado a ganhar.

 

Muita infantilidade por parte dos “Mambas” foi o que se viu ontem à noite aqui em Cape Town. Foram os nigerianos a criarem a primeira situação perigo logo aos dois minutos, com Soarito a ir à “queima” para evitar que a sua baliza fosse violada. Mas, os “Mambas” assentaram rapidamente o seu jogo. Pressionaram o adversário a toda largura do campo e, com alguma pontinha de sorte, adiantaram-se no marcador.

 

Vejamos como foi: Há um livre logo depois da linha divisória dos dois meio campos. Dário Khan ajeita o esférico à sua maneira. Arranca um portentoso remate. A bola só foi parar no fundo das redes nigerianas, que levaram as mãos à cabeça, uma vez que ninguém esperava que aquele tiro de longe fosse balançar as redes. Ainda se festejava o golo de Moçambique quando os nigerianos restabeleceram a igualdade aos 10 minutos, para logo, no minuto seguinte, passarem para a frente no marcador, num tento em que a defensiva teve largas culpas, já que o autor do tento aparece do lado direito a concluir uma jogada da esquerda. Referir que antes de entrar a bola ainda embateu na trave pela parte interna.

 

O jogo ganhou maior velocidade de parte a parte. Os moçambicanos estavam cientes dos erros que acabavam de cometer e partiram para o empate que não tardou a acontecer. Jogava-se o minuto 19 e num contra-ataque rapidíssimo, o guardião nigeriano é enganado por Manuelito que endossa o esférico para as suas costas. Diego, que vinha a acompanhar a jogada, apareceu para dar o toque final. Estava feita a igualdade, resultado com que se foi ao intervalo.

 

ERROS CLAMOROSOS

 

A segunda parte começa com uma perdida flagrante da Nigéria. Mas o pior ainda estava por vir. Estavam jogados 52 minutos. Há uma série de remates para a baliza moçambicana e num deles Dário Khan é acusado pelo árbitro de ter cortado a bola com a mão. A jogada é tão rápida que todo o “mundo” ficou com a impressão de que Dário fez o corte de cabeça, mas o juiz do encontro, perto do lance, assinala para a marca de grande penalidade. O próprio jogador não reclama e acaba dando razão ao árbitro. Os nigerianos convertiam o penalte e passavam para a frente no marcador. Desilusão total e completa.

 

Nem com isso os “Mambas” baixaram os braços, só que já tinham pela frente uma Nigéria motivada que só não chegou mais cedo ao quarto golo, porque Mio, aos 74 minutos, salvou sobre o risco fatal, com Soarito já fora dos postes. Porém, estava escrito que o dia não era dos “Mambas. A dominarem o jogo, foram surpreendidos aos 87 minutos por um golo um tanto ou quanto esquisito. O avançado nigeriano aproveita-se de uma falha da defesa e só picou o esférico para o fundo da baliza. Soarito nada podia fazer. O jogo terminava para a desilusão dos moçambicanos, que desta vez jogaram o suficiente para merecerem outro resultado. A equipa de arbitragem, tirando aquele lance de penalte, que precisamos de rever, esteve bem.

 

Vejamos como alinharam os “Mambas” no encontro de ontem: Soarito, Monis (João Mazive), Dário, Chico II, Miro, Diogo (Lanito), Manuelito, Kito, Josemar (Belito), Mário e Maninho.

 

 

GIL CARVALHO, em Cape Town

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:51
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Terça-feira, 07 DE Janeiro 2014

A SELECÇÃO Nacional de futebol reprovou no teste de preparação para o CAN-Interno, prova que se inicia no sábado na África do Sul, perdendo diante da Mauritânia, por 3-2.

Os “Mambas” estiveram sempre em desvantagem no marcador. Os golos foram apontados por Alvarito e Belito, sendo que este último estreou-se a marcar com a camisola da Selecção Nacional.

 

Embora João Chissano, seleccionador, tenha dito que estes jogos de controlo servem apenas para corrigir algumas situações tácticas e que o resultado pouco importa, o facto é que os “Mambas” não venceram nenhum dos quatro jogos de controlo realizados até então. Empate com a Namíbia (0-0), derrota com o Zimbabwe (2-1), empate com a Suazilândia (1-1) e agora nova derrota com a Mauritânia, um país com muita pouca expressão no futebol continental.

 

Hoje a equipa moçambicana realiza, frente à Líbia, o seu quinto desafio, o segundo em Joanesburgo, local onde está a estagiar desde sábado.

 

O jogo com os líbios, que à semelhança da Mauritânia tomará parte do CAN-Interno, será o último em Joanesburgo, capital económica da África do Sul, se se atender que amanhã, quarta-feira, a Selecção Nacional segue viagem para Cape Town (cidade do Cabo), onde a partir do dia 11 de Janeiro, próximo sábado, defronta a África do Sul (18:00 h), no jogo de abertura do CAN-Interno.

 

De acordo com o programa de preparação do combinado nacional em Cape Town está prevista a realização de dois treinos, na quinta e sexta-feira, sendo que no segundo dia decorrerá no palco do jogo, o Cape Town Stadium.

 

Além da África do Sul, a turma moçambicana terá como opositores a Nigéria (15 de Janeiro, às 20:00 h) e Mali (19 de Janeiro, às 19:00 h).

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 11:15
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