Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Quarta-feira, 12 DE Outubro 2011
Bonifácio Gruveta Massamba

A MEMÓRIA de Bonifácio Gruveta Massamba, combatente da luta de libertação nacional, falecido no pretérito mês de Setembro, foi evocada em Bamako, no decorrer do Afrobásquete Mali-2011. O facto aconteceu no desafio entre Moçambique e RD Congo, no qual foi observado um minuto de silêncio em respeito àquela incontornável figura da história do nosso país.

 

O pedido para aquele minuto de evocação do nosso herói foi formulado pelo presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, Francisco Mabjaia, à comissária do jogo indigitada pela FIBA-África, não sem antes se explicar as razões, suficientes para que a solicitação colhesse a devida anuência.

 

 

O referido jogo, que decorreu no pavilhão do Estádio 26 de Março, contava para a segunda fase do campeonato e foi ganho pela turma moçambicana por 84-60, no início da corrida para o quinto posto, que viria a ser conseguido diante dos Camarões com uma sofridíssima vitória pela marca tangencial de 68-67.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 11:33
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Quarta-feira, 05 DE Outubro 2011
Angolanas

O PRESIDENTE angolano, José Eduardo dos Santos, agradeceu segunda-feira às basquetebolistas angolanas por terem ganho domingo, em Bamako, no Mali, o 22 º Campeonato Africano das Nações da modalidade, vencendo na final o Senegal, até então detentor do título, por 62-54.

 

Na sua mensagem, o Chefe de Estado angolano exprimiu a sua satisfação  quanto a este triunfo, sublinhando que este desempenho é “o resultado de uma acção colectiva e do espírito de  conquista do povo angolano”.

 

 

Agradeço a todos os membros da Federação Angolana de Basquetebol e à sua equipa técnica por esta vitória que honra e faz o orgulho da nação angolana”, escreveu.

 

 

Batendo o Senegal, Angola conquistou o seu primeiro título africano e qualificou-se para os Jogos Olímpicos de Londres (Inglaterra) de 2012.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 13:38
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Segunda-feira, 03 DE Outubro 2011
Moçambique foi implacável ante a RD Congo

UFF! Mesmo quando luta pelos lugares de menor importância esta selecção não consegue nos livrar de um possível ataque cardíaco. O quinto lugar na classificação geral do Afrobásquete Mali-2011 foi conseguido de forma surpreendentemente sofrida, diante dos Camarões, ao cabo de uma apertada vitória pela marca de 68-67.

 

É verdade que razões absolutas para festejos neste campeonato pertenceram àquelas selecções que ontem à noite subiram ao pedestal do pavilhão do Estádio 26 de Março, em Bamako, para receberem medalhas. No entanto, e porque cada um na vida tem as suas razões para sorrir ou para chorar, não foi sem razão que as nossas atletas exultaram de alegria, quando soou a buzina, com apenas um ponto de vantagem.

 

 

Estava, pois, superada a sexta posição alcançada há dois anos, em Madagáscar, o que, podendo ser insignificante aos olhos de muita gente, é para elas fruto de muito suor no epílogo de uma prova em que somente baquearam frente às melhores formações do continente.

 

 

No sábado, Moçambique foi implacável ante a RD Congo, ganhando por 84-60, numa partida em que Ana Flávia Azinheira e Ruth Muianga puxaram da sua sóbria experiência para a construção de uma vitória que constituía o princípio da perseguição do quinto posto.

 

 

Com Deolinda Gimo sem poder alinhar devido a lesão e Deolinda Ngulela visivelmente diminuída fisicamente, mas mesmo assim a oferecer o seu saber à equipa, também a infalível Leia Dongue esteve em plano de destaque, tal como Anabela Cossa e Odélia Mafanela.

 

 

Mas ontem, senhoras e senhores, no pavilhão do Estádio Modibo Keita, a tarde pertenceu inteiramente a Anabela Cossa, com lançamentos triplos que acabaram sendo determinantes para o triunfo, muito embora tenha sido bastante sofrido e periclitante nos segundos finais, dada a condescendência defensiva da nossa equipa, situação bem aproveitada pelas camaronesas para uma ameaça que chegou a gelar as hostes moçambicanas, sobretudo porque, no dia anterior, diante da Costa do Marfim, os Camarões haviam obtido uma vitória, com um triplo, mesmo sobre a buzina.

 

 

 

Estávamos todos nós descansados, julgando que se trataria de “favas contadas”, particularmente quando a diferença chegou aos 14 pontos. E esta tese era sustentada pela forma pragmática como a equipa desenvolvia o seu fio de jogo ofensivo, com Anabela, Ana Flávia e Leia – a despeito desta mostrar-se claramente exausta - a darem sequência positiva à inteligência colocada em campo por Deolinda Ngulela, que a pé coxinho ia revelando a sua galhardia.

 

 

 

Entretanto, embora tudo estivesse a correr bem, Moçambique não conseguia, inexplicavelmente, segurar com determinação a vantagem que ia construindo.

 

 

Vai daí, os Camarões, inconformados com o rumo dos acontecimentos e vendo que era possível discutir o jogo até à última gota de sangue, empertigaram-se e foram explorando algumas fraquezas defensivas das nossas atletas para se aproximar no marcador. Para tanto, terá contribuído de forma decisiva a acção de Priscilla Ndiandja, que rivalizava com Anabela nos lançamentos a partir dos 6.25 metros.

 

 

 

Verdade seja dita: a crença, a entrega e o nunca virar a cara à luta evidenciados pelas camaronesas acrescentou muitos pólos de atracão à partida, sobretudo na ponta final quando, no quarto período, saíram de 11 pontos de desvantagem para apenas um (66-65).

 

 

As preocupações nas hostes moçambicanas vieram ao de cima. Algum improviso à mistura, fruto do nervosismo que se tinha apossado das jogadoras, mas aí o técnico Carlos Alberto Niquice soube ler os factos e inteligentemente encontrar as alternativas viáveis: Anabela, Ana Flávia e Deolinda Ngulela, sobretudo estas, para a partir da sua inspiração fazer a diferença na altura do xeque-mate.

 

 

E é preciso reconhecer que custou muito, pois mesmo quando Anabela, com um triplo, aparentemente tinha resolvido a questão, as camaronesas não se deixaram abater, tendo sido necessário “queimar” os derradeiros segundos com uma certa manha, porque o perigo de uma reviravolta no marcador permanecia iminente.

 

 

Alinharam e marcaram: Valerdina Manhonga (4), Deolinda Ngulela (5), Ana Flávia Azinheira (12), Anabela Cossa (24), Cátia Halar (2), Filomena Micato (0), Leia Dongue (13), Ruth Muianga (4), Ondina Nhampossa (2) e Odélia Mafanela (2).

 

 

Entretanto, a selecção nacional deixou ontem à noite Bamako rumo a Nairobi, onde passará todo o dia de hoje, devendo desembarcar em Maputo esta manhã. Na capital maliana permanecem as homenageadas Esperança Sambo e Aurélia Manave, que ontem viveram a final do Afrobásquete Mali-2011 com alguma nostalgia, pois, como sempre diziam “só apetece estar lá dentro”.
  • Alexandre Zandamela
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 12:20
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Sexta-feira, 30 DE Setembro 2011
 
Moçambique

Marcado para o pavilhão do Estádio 26 de Março, a partir das 14.00 horas (16.00 do Maputo), o desafio entre Moçambique e Nigéria irá abrir os quartos-de-final do Afrobásquete Mali-2011, numa tarde que, inevitavelmente, será marcada por alegrias e tristezas, pois enquanto uns solidificarão a sua posição de lutar pelo título, com a qualificação para as meias-finais, outros terão os seus objectivos a ruir.

 

 

Os jogos, fundamentalmente, são uma mistura de grandes selecções, verdadeiras candidatas ao apuramento para os Jogos Olímpicos de Londres-2012, como são os casos do Senegal, Mali, Angola, Moçambique e Nigéria; e de à partida “outsiders” que, no entanto, bater-se-ão por uma possível surpresa, nomeadamente RD Congo, Costa do Marfim e Camarões.

 

 

Especificamente em relação à nossa selecção, será a terceira vez, em menos de um mês, que defrontará as nigerianas. Nos X Jogos Africanos Maputo-2011, as moçambicanas ganharam na fase de grupos, mas, no desafio decisivo de atribuição da medalha de bronze, baquearam, desiludindo o sonho de milhões de concidadãos representados por milhares de almas eufóricas e também sofredoras presentes no pavilhão do Maxaquene na fatídica noite de 11 de Setembro – coincidentemente, 10 anos depois do fatídico 11 de Setembro nova-iorquino.

 

 

 

Em Bamako, o seleccionador nacional entende que o facto de se tratar de um adversário já conhecido traz algum conforto à equipa, sobretudo porque, fazendo a leitura do desafio anterior, dá a possibilidade de se rectificar os erros então cometidos, daí a preparação entre ontem e hoje ter incidido essencialmente nesses aspectos. Por isso, segundo Carlos Alberto Niquice (Bitcho), se as atletas estiverem iguais a si próprias, a hipótese de vitória é muito grande, apesar de alguns momentos de ausência, entre aspas, que o técnico acha que têm sido fatais.

 

 

 

Temos conversado com as jogadoras e chamado à atenção no sentido de minimizarmos esses períodos de ausência. Hoje, temos que tirar partido do facto de a Nigéria estar a revelar alguns sinais de cansaço. Para tanto, temos que adoptar uma estratégia essencialmente virada para a redução do potencial ofensivo das nigerianas, que é muito grande, principalmente nos bloqueios indirectos para libertar o lançador”, elucidou o técnico moçambicano, acrescentando que, paralelamente, será necessária uma grande precaução ao nível das postes, dado que também são muitos fortes e, ganhando posição frontal, facilmente convertem ou ganham falta em baixo da tabela.

 

 

Nos dois últimos dias de competição, Moçambique foi cardápio das “águias” malianas, que venceram por 30 pontos (73-43), assim como fez uma super festa frente ao Gana, sobre quem triunfou por uma diferença de 69 pontos (106-37).

 

 

Ora, analisando estas duas situações díspares, Bitcho diz que a vitória sobre as ganesas serviu de tónico para a equipa, e a partida em si foi tranquila, as atletas jogaram sem pressão e aí puderam exibir um pouco do seu potencial. “Já marcámos mais triplos, fomos muito mais eficazes no lançamento exterior e com jogadas bem elaboradas. Por isso, ficamos satisfeitos, principalmente do ponto de vista psicológico”, sublinhou o “mister”.

 

 

E contra o Mali? O seleccionador diz que é difícil encontrar uma explicação exacta para tamanho cataclismo, todavia, não deixa de dar os parabéns às suas jogadoras, argumentando que estiveram muito bem em termos anímicos, só que houve registaram-se os tais momentos de ausência que acabaram sendo fatais.

 

 

 

Depois de um período de descontrolo, a formação maliana conseguiu encontrar-se e, para não andarmos atrás dela, preferimos nos preservar e poupar algumas unidades, tendo em conta o que ainda tínhamos pela frente e, sobretudo, os nossos objectivos, que continuam intactos e à busca do melhor resultado possível.
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 11:51
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Deolinda Ngulela
DEOLINDA Ngulela e Leia Dongue, duas das basquetistas imprescindíveis da nossa selecção, são o espelho fiel do ambiente de confiança e determinação que se vive no seio do grupo, na véspera do encontro que decidirá, positiva ou negativamente, o futuro da turma nacional.

 Neste terceiro frente-a-frente com as nigerianas, Deolinda frisa que não será nada fácil, sugerindo a busca das imagens gravadas na retina de cada uma da forma como se perdeu o último embate para se efectuarem as devidas correcções.

 

 

Nigéria é uma equipa perfeitamente ao nosso alcance, o que se quer é sermos nós mesmas. Não temos que recear absolutamente nada, embora elas sejam comparativamente mais fortes na posição de poste e tenham uma extremo que também desequilibra. Porém, no global, temos oportunidade de ganhar”, referencia a base moçambicana.

 

 

Deolinda recua um pouco na carreira da selecção para dizer que esta não ficou muito abalada com a derrota diante das malianas, reconhecendo que elas foram claramente superiores. “Não temos que estar abaladas por nada porque o campeonato ainda não acabou e não é a primeira fase que decide tudo, mas sim a etapa que agora vamos iniciar. Portanto, como dizem os outros, não é como se começa, mas sim como se termina, daí que os nossos objectivos de chegar ao pódio se mantêm em absoluto”, concluiu.

 

 

Por seu turno, Leia Dongue, Tanucha na bola-ao-cesto, refere ser importante encarar o desafio de logo à noite com muita humildade e respeito, independentemente de se conhecer o adversário. “Não devemos temer seja o que for, mas sim olhar para as nigerianas da mesma forma como olhamos e encaramos as outras selecções, apesar de, neste caso, se tratar de uma partida com características especiais, uma vez que é a eliminar e qualquer erro pode ser fatal”, observou Tanucha, a craque do momento na equipa.

 

 

Afirmando-se com moral em cima, a jovem jogadora espera colocar em campo toda a sua inteligência e determinação, “de modo a ajudar o grupo e o país a festejarem mais uma vitória.

Programa de jogos

 

Quartos-de-final

 


Pavilhão 26 de Março

 

 

 

16.00 – Nigéria-Moçambique

18.00 – RD Congo-Senegal

20.00 – Camarões-Mali

22.00 – Costa do Marfim-Angola

 

 

Classificativas

 

 

 

Pavilhão Modibo Keita

16.00 – Guiné-Tunísia

18.00 – Gana-Ruanda

  • Alexandre Zandamela, em Bamako
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 11:42
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Quinta-feira, 29 DE Setembro 2011
Moçambique

À excepção de alguns minutos iniciais, caracterizados por muita pressa – e a pressa é inimiga da perfeição -, o desafio de ontem, face ao Gana, transformou-se numa verdadeira festa. Uma faustosa festa que produziu uma retumbante vitória por 106-37 e em ritmo de treino, tendo em conta já os quartos-de-final, amanhã, diante da Nigéria.

 

Perante uma das formações mais fracas do Afrobásquete Mali-2011, já se calculava que a selecção nacional fecharia com chave de ouro a primeira fase da prova e até certo modo se redimir do cataclismo do dia anterior, diante das anfitriãs malianas.

 

 

E, como o prometido é devido, as nossas jogadoras cumpriram a preceito a sua vontade férrea de “esmagar” as ganesas e desse modo recuperarem o seu astral, considerando a delicadíssima etapa que bem aí, em que todo o cuidado será extremamente pouco.

 

 

Com Valerdina Manhonga impossibilitada de actuar, por se encontrar a braços com uma febre, o seleccionador moçambicano, mesmo assim, não se apoquentou, pois as alternativas, para o tipo de jogo que pretendia expor contra o Gana abundavam em absoluto. Vai daí, por exemplo, que contrariamente ao habitual, fez alinhar de início Ruth Muainga para fazer parelha com Deolinda Ngulela, em vez de Anabela Cossa. Para completar o cinco, chamou Cátia Halar, Ana Flávia Azinheira e Leia Dongue.

 

 

 

Constituída desta forma, era inegável que o objectivo primário era não dar quaisquer chances às adversárias e começar cedo a construir o seu castelo, de forma a evitar possíveis dissabores. Com os níveis de ansiedade a pesarem demasiadamente a equipa, esta começou por não acertar tal como se impunha, resultando daí em inconcebíveis perdas de bola, lançamentos mal efectuados, tentativas de triplo em vão, mesmo estando claro que as ganesas, pela sua ingenuidade, em nenhum momento poderiam pôr em causa a qualidade do basquetebol da nossa selecção.

 

 

 

E ainda bem que Carlos Alberto Niquice cedo detectou que, a manter-se aquele estado de coisas, a preparação do encontro dos quartos-de-final corria o risco de se transformar numa partida em que seria obrigado a levantar-se do banco e acompanhar o desenrolar dos acontecimentos com algum receio. Mandou a equipa acelerar e deixar de improvisar desnecessariamente, porquanto tudo estava claro. A oposição praticamente não existia e cabia somente à turma moçambicana criar e fazer o jogo que se lhe impunha.

 

 

 

E assim estava aberto o caminho extraordinariamente fácil para o triunfo. Numa e noutra ocasião o ritmo podia baixar, no entanto, com este ou aquele conjunto de jogadoras nas quatro linhas a selecção portava-se a contento, dando-se até ao luxo de efectuar várias experiências de ordem táctica, lançamentos a meia e curta distância, com Deolinda Ngulela, Filomena Micato e Cátia Halar a destacarem-se.

 

 

 

Inicialmente agressivas na defesa, as ganesas não tinham nenhum poder de argumentação. O seu basquetebol é declaradamente bastante fraco e restava-lhes apenas acompanhar o ritmo das moçambicanas, feito sem pompa, pois tal nem sequer era necessário.

 

 

Apesar de tudo, valeu ao Gana o facto de nunca virar a cara à luta, a despeito de todos os contratempos. Os 37 pontos que marcaram ao cabo dos 40 minutos da contenda reflectem exactamente aquilo que são como equipa e, acima de tudo, a sua expressa vontade de aprender, parafraseando a sua treinadora, Salamane Al Hassan, a única do sexo feminino a dirigir uma selecção neste Afrobásquete.

 

 

 

Ora, com os quartos-de-final marcados já para amanhã e nos quais Moçambique enfrenta a Nigéria, terceira classificada do Grupo “B”, depois de ontem ter derrotado o Ruanda, resta saber se o ensaio e a faustosa festa proporcionados pelo despique com o Gana terá eco no terceiro frente-a-frente com as nigerianas em menos de um mês, tendo em conta os dois embates travados em Maputo, durante os Jogos Africanos.

 

 

Na bancada do pavilhão do Estádio Modibo Keita, a assistir à retumbante vitória da nossa selecção, várias antigas glórias do basquetebol continental, que esta noite serão homenageadas por ocasião do meio século da criação da FIBA-África. Entre elas estiveram Esperança Sambo e Aurélia Manave, que no final travaram um diálogo de incentivo às atletas, sobretudo tendo em consideração o grande jogo de amanhã.

 

 

Jogaram e marcaram: Deolinda Ngulela (16), Ana Flávia Azinheira (13), Anabela Cossa (3), Cátia Halar (16), Filomena Micato (16), Leia Dongue (22), Ruth Muianga (0), Ondina Nhampossa (7), Odélia Mafanela (9) e Deolinda Gimo (4).

 

 

  • Alexandre Zandamela, em Bamako
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 11:38
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Esperança Sambo

O cinquentenário da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA-África), que se comemora ao longo deste ano, está a ser motivo de recordação dos grandes feitos da bola-ao-cesto continental, assim como de junção e homenagem às estrelas que ao longo deste meio século se impuseram em África, e não só.

 

Deste modo, e na sequência do seu jubileu, a FIBA-África, após ter galardoado os jogadores da categoria de masculinos no decorrer do Afrobásquete que teve lugar em Agosto em Madagáscar, desta vez, no Mali, a vez cabe aos femininos, numa cerimónia a ter lugar esta noite, em Bamako.

 

 

Duas grandes estrelas moçambicanas serão justamente homenageadas num jantar que contará com a presença de ilustres convidados do basquetebol continental e do Governo maliano. Trata-se de Esperança Sambo e de Aurélia Manave, que se encontram em Bamako desde ontem, juntando-se, igualmente, à festa de uma competição que tem sido bastante interessante.

 

 

Esperança e Aurélia, duas das melhores, senão mesmo as melhores basquetebolistas moçambicanas, marcaram aquela que foi conhecida como a geração de ouro da nossa bola-ao-cesto, tendo conquistado África e o próprio país. Foram medalha de prata no Afrobásquete de 1986, realizado no Maputo, e medalha de ouro nos Jogos Africanos de 1991, no Cairo. A nível de clubes, conquistaram pelo Maxaquene a Taça dos Campeões Africanos, em 1991, numa final em que a “catedral” quase desabava.

 

 

Apesar de terem sido colegas no Maxaquene, Esperança e Aurélia começaram por ser adversárias e grandes rivais na discussão do título de melhor do país. Enquanto Aurélia sempre envergou a camisola “tricolor”, tal como o seu irmão Aníbal Manave, Esperança iniciou-se no Malhangalene, mais tarde Estrela Vermelha. A seguir, representou o Costa do Sol, antes de se mudar para o Maxaquene.

Na década de noventa, as “tricolores” tinham a melhor formação do país, disputando com frequência competições africanas.
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 10:52
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Linguenga

EM Bamako, e no mesmo hotel onde está alojada a turma moçambicana, encontra-se a nossa bem conhecida jogadora Linguenga, da RD Congo (ex-Zaire), que, à semelhança de Aurélia e Esperança, foi também convidada para o jubileu dos 50 anos da FIBA-África.

 

 

Uma das legendas do basquetebol continental, Linguenga foi um verdadeiro “show” no Afrobásquete de 1986, no Maputo, ganho pelo seu país e com o seu excepcional suporte, para além de ter sido “carrasco” do Maxaquene numa das edições da Liga dos Campeões, em representação do Tourbillon, então a melhor equipa do Zaire e uma das mais fortes de África.

 

 

Hoje com 50 anos de idade e mãe de dois filhos, Linguenga reside em Paris, onde continua a jogar, mas na divisão secundária do basquetebol francês. Ela é presidente do clube e, ao mesmo tempo, treinadora dos escalões de formação. No presente Afrobásquete, para além de convidada para a gala de estrelas, esta noite, ela é igualmente a principal motivadora das jogadoras congolesas.

 

 

Conversando ontem connosco, Linguenga recordou-se imediatamente de três nomes: Esperança Sambo, Aurélia Manave e Maxaquene. Trata-se de referências que para ela são inesquecíveis quando se recorda do basquetebol moçambicano. Ao saber, por nós informada, que Aurélia e Esperança estariam também na homenagem da FIBA-África, expressou a sua satisfação, afirmando que realmente elas merecerem, pois foram duas grandes basquetebolistas do continente.

 

 

Secundada por Marta Monjane, ontem uma das estrelas da nossa bola-ao-cesto e hoje dirigente da Federação Moçambicana de Basquetebol e no Mali à frente da selecção, Linguenga é de opinião que a modalidade, no continente, baixou drasticamente, comparado com o que era nas décadas de oitenta e noventa. Segundo disse, as atletas da actualidade não jogam com garra e, para elas, tanto faz perder como ganhar, o que não acontecia nos seus tempos de jogadora.

 

 

Linguenga afirma que o exemplo disso é o baixo nível de competição que se assiste neste Afrobásquete, reflexo, também, da inexistência de competitividade nos países africanos.
Apontou o caso do Mali, anfitrião da prova, que na sua selecção só tem duas atletas a actuar internamente e que para os X Jogos Africanos do Maputo preferiu se fazer representar pela equipa secundária. “Onde está o trabalho interno e a semente para se colher amanhã?”, interrogou-se esta voz autorizada e conhecedora da modalidade no continente. 
  • Alexandre Zandamela, em Bamako
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 10:06
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Quarta-feira, 28 DE Setembro 2011
Moçambique

OS factos são claros e indiscutíveis: a nossa selecção jogou bem, até onde foi possível chegar, mas as malianas foram esmagadoramente superiores e a sua confortabilíssima vantagem de 30 pontos (73-4) não deixa margem para quaisquer equívocos. E, hoje, no epílogo da primeira fase do Afrobásquete Mali-2011, a turma moçambicana, já com o segundo lugar garantido, defronta a modesta formação do Gana.

 

Quando se pretende discutir uma partida desta magnitude e perante um adversário que “a priori” se sabia detentor de mais e melhores argumentos, a estratégia deve ser montada de tal maneira que nada falhe e, acima de tudo, a eficiência esteja em primeiro lugar. No caso do desafio de ontem à noite, no abarrotado pavilhãao do Estáadio 26 de Março, em Bamako, não resta a menor dúvida que as moçambicanas estiveram bem no global, no entanto, irreconhecíveis no detalhe. O detalhe que constrói as vitórias e, consequentemente, faz conquistar os campeonatos e que, neste caso, são os pontos.

 

 

 

A equipa teve índices de concretização extraordinariamente confrangedores. Foi uma noite em que não teve nem duplos nem triplos, situação muitíssimo bem aproveitada pelas “aguias de rapina” para o seu banquete, fazendo alarde do seu basquetebol tecnicamente bem trabalhado, conjunto bem estruturado e uma grande capacidade de aproveitamento dos ressaltos e dos erros do adversário. Enfim, um basquetebol verdadeiramente de arregalar os olhos.

 

 

Começando pelo princípio, é importante dizer que Moçambique emudeceu o pavilhão, mercê de uma entrada que teve todos os condimentos necessários para prometer uma grande partida.

 

 

Enquanto as malianas se precipitavam em tudo e reinava nas suas hostes um desacerto total, as nossas jogadoras controlavam os acontecimentos e tudo lhes saía a contento. Nessa altura, técnico Carlos Alberto Niquice (Bitcho) tinha em campo um quinteto harmonioso em todos os aspectos, daí a sua música bem interpretada por Deolinda Ngulela, Anabela Cossa, Cátia Halar, Leia Dongue e Deolinda Gimo.

 

 

Espanto geral no pavilhão, porém, os números não enganavam: 10-1 favorável à turma nacional, nos cinco minutos iniciais do primeiro período. As jogadoras se empolgaram, mas, claro, sem embandeirar em arco, pois sabiam que tal não sentenciava rigorosamente nada. E o mérito da nossa selecção residia numa defesa bastante pressionante sobre todas as unidades, facto que baralhou a capacidade ofensiva das malianas, uma vez surpreendidas com uma situação daquela natureza.

 

 

 

Só que, afinal, o banqute das “águias” – cognome da selecção do Mali – ainda estava a ser preparado. E, quais aves de rapina, trouxeram à superfície todo o seu potencial de campeãs africanas e começaram a mandar nas quatro linhas a seu bel-prazer.

 

 

Bitcho viu-se obrigado a efectuar várias mutações no seu xadrez, na tentativa de emprestar à equipa maior fulgor ofensivo, que estava sendo incapaz, mas debalde. Ou melhor, foi pior a emenda que o soneto, pois a saída da “play-maker” Deolinda Ngulela deixou a selecção sem uma contra-resposta segura e à altura de ripostar ao jogo das malianas.

 

 

 

A partir dessa altura, passou-se a assistir ao crescimento vertiginoso das anfitriãs, mercê do excelente trabalho debaixo da tabela de Djenaba Cissoko e de destemidas intervenções, aliadas às magníficas rotações de Meiya Tirera, Aissata Maiga e Hamssatou Maiga, qualquer delas jogadoras desequilibradoras e contemporâneas de Anabela Cossa, Deolinda Gimo, Filomena Micato e companhia, com as quais disputaram a final do Afrobásquete de Sub-20, em Maputo. As malianas foram crescendo, crescendo, até que empataram e com determinação ultrapassaram todas as vicissitudes que poderiam atrapalhar a sua vitória.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 11:58
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Moçambique

ESTA tarde, a partir das 14.00 horas de Bamako (16.00 de Maput0), no Pavilhão dos Desportos Modibo Keita, a selecção nacional poderá fechar a fase de grupos do Afrobásqute Mali-2011 com chave de ouro, quando defrontar o Gana. É uma das mais fracas equipas da prova e as nossas jogadoras, de certeza, quererão descarregar toda a sua fúria sobre as modestas ganesas, que até vão admirando a forma como as moçambicanas jogam.

 

 

Sendo certo que Mali terminará em primeiro – defronta hoje a RD Congo – e Moçambique em segundo, começa-se a conjecturar, para os quartos-de-final, na sexta-feira, a reedição de um encontro entre a nossa selecção e a Nigéria, depois de se terem enfrentado em duas ocasiões nos X Jogos Africanos de Maputo-2011. Na primeira, na fase de grupos, as moçambicanas ganharam e, na segundo, paraa discussão do bronze, as nigerianas e triunfaram e “roubaram-nos” a medalha.

 

 

Nas outras partidas de hoje, Tunísia tem pela frente Costa do Marfim, Guiné joga com Angola, Ruanda defronta Nigéria e Camarões encontra-se com Senegal.

 

  • Alexandre Zandamela, em Bamako
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 11:54
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