Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Segunda-feira, 26 DE Outubro 2015

 

A SELECÇÃO Nacional de Futebol não teve tarimba para superar a Zâmbia em partida da segunda “mão” da derradeira eliminatória de acesso ao CAN-Interno, cuja fase final terá lugar próximo ano no Ruanda. Mesmo jogando no seu próprio reduto os “Mambas” ressentiram-se do peso da goleada sofrida no terreno alheio (0-3) e o empate (1-1) ontem no Estádio da Machava colocou-os definitivamente fora da prova, na qual participariam pela segunda vez consecutiva, depois da presença na última edição na vizinha África do Sul.

 

Aos “Mambas” faltaram acima de tudo os argumentos suficientes e capacidade de impor-se perante uma equipa que, jogando de forma destemida, ainda se deu ao luxo de chegar com alguma facilidade próximo do último reduto moçambicano, criando alguns calafrios à defensiva caseira. E foi numa jogada quase morta que conseguiu o primeiro golo, por infantilidade dos “centrais”.  

 

Houve um cruzamento do lado esquerdo do ataque zambiano, tendo Festus Mbewe saltado mais que os “centrais”, fazendo o 1-0 aos 18 minutos. Guirrugo saiu igualmente mal na fotografia, visto que estava muito adiantado dos postes. Esticou-se, mas a tentativa de desviar a bola da trajectória da baliza foi inglória.

 

Contudo, foi Moçambique a desenhar a primeira jogada notável, com Isac a cabecear com precisão junto do primeiro poste, mas para a atenção do guarda-redes zambiano, Jacob Banda, aos quatro minutos. O lance surgiu na sequência de um pontapé de canto batido por Gildo, este que foi um dos poucos jogadores mais notáveis da turma moçambicana. A Zâmbia, por seu turno, já havia arrancado um livre mal aproveitado e descia com regularidade ao reduto moçambicano, com um futebol articulado e objectivo, tentando acima de tudo explorar os flancos.

 

Com dificuldades de penetrar na grande área zambiana, os “Mambas” ensaiaram alguns remates à meia distância, mas sem acertar o alvo. Não tiveram a flexibilidade necessária para fazer as transposições e baralharem o esquema defensivo zambiano, muito bem apoiado, enquanto lhes faltasse um homem com maior mobilidade para alimentar o ataque a partir do miolo. Diogo, colocado próximo do trinco Momed Hagy, não se desdobrou o suficiente para projectar jogadas que permitissem aos avançados penetrar na defensiva compacta dos zambianos. Fez as aberturas para as alas, mas estes pouco puderam fazer face ao aperto do cerco, daí que os flanqueamentos fossem quase nulos perante a possante defensiva zambiana. Aliás, os zambianos pouco se esforçavam, pautando por controlar os movimentos do adversário.

 

Maninho estremeceu as hostes zambianas com o tiro que saiu pouco desenquadrado com a baliza. A sua entrada para o lugar de Isac, logo no arranque da etapa complementar, foi exactamente para explorar o seu remate e altura. Mesmo com as alterações feitas o xadrez moçambicano continuou sem estratégia para penetrar no último zambiano, sobretudo pela zona frontal da grande área. Mas já tinham melhorado a sua actuação comparativamente à primeira etapa.

 

Mas foi a Zâmbia a chamar atenção à defensiva caseira. E quase surpreendia, com Charles Zulu a rematar cruzado depois de uma tabelinha no interior da grande área, tendo valido a atenção de Guirrugo.

 

Os “Mambas” aceleraram o passo a partir do segundo quarto da etapa complementar e já tinham mobilidade suficiente, mas foi necessário que o atacante Luís Miquissone, outro jogador mais saliente da turma moçambicana, usasse da sua técnica individual e fosse buscar as bolas no meio-campo, puxando a equipa para a ofensiva. Na sequência disso os “Mambas” acabaram beneficiando de uma grande penalidade, a castigar mão à bola do defensor zambiano Donasahamo Malama, na sequência de mais um pontapé de canto aos 82 minutos. Chamado a cobrar, o “capitão” Momed Hagy fê-lo com êxito. Foi o tento de honra para os moçambicanos, que mais uma vez acusaram o complexo de inferioridade diante da potência zambiana.

 

Já no último minuto de compensação Maninho foi à linha de fundo cruzar, para Nelito desviar o esférico quase a roçar o poste. E foi o fim de uma luta inglória do combinado nacional.

 

A equipa de arbitragem, toda ela do Zimbabwe, portou-se muito bem.

 

 FICHA TÉCNICA

 

COMISSÁRIO DA CAF: Doda Andrimiasasoa, do Madagáscar.

 

ÁRBITRO: Norman Matemera, auxiliado por Nsalani Ncube e Brigthon Nyika. O quarto árbitro foi Thabani Bamala, todos do Zimbabwe.

 

MOÇAMBIQUE – Guirrugo; Cremildo, Chico, João Mussica e Edmilson; Momed Hagy, Gildo (Nelson), Diogo (Nelito) e Reinildo; Luís Miquissone e Isac (Maninho).

 

ZÂMBIA – Jacob Banda; Daut Musekwa, Christopher Munthali, Buchizya Mfune e Boyd Mkandawire; Donashamo Malema, Winstion Kalengo, Paul Katema e Mwape Mwelwa (Spencer); Charles Zulu e Festus Mbewe (Conlyde Chepetsi).

 

DISCIPLINA: cartões amarelos para o moçambicano Momed Hagy e os zambianos Jacob Banda, Donashamo Malama e Buchizya Mfune.

 

SALVADOR NHANTUMBO

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 09:22
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