Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Quinta-feira, 20 DE Novembro 2014

O  DIRECTOR-Geral do Fundo de Promoção Desportiva, Inácio Bernardo, justificou a indisponibilidade de parte do orçamento alocado às federações desportivas nacionais, no âmbito dos contratos-programa assinados anualmente entre as partes, com a falta de capacidade de resposta financeira devido ao facto de 2014 ser um ano atípico para o desporto.

 

 

 

Isso deve-se, segundo ele, ao facto de o ano que caminha para o fim ter sido de muitas realizações e pelo facto de algumas federações terem superado as expectativas, exigindo do FPD maior intervenção.

 

 

A Incapacidade de as federações buscarem soluções junto dos parceiros é outro problema apontado por Inácio Bernardo, que chama atenção ao facto de o Estado não ser um mero pagador, mas sim um comparticipante nas actividades desportivas. 

 

 

Em virtude disso, algumas federações não poderão realizar os respectivos campeonatos nacionais. Aliás, acusam o FPD de ter desviado o dinheiro para si destinado às federações de basquetebol e futebol, para atender à participação das respectivas selecções no Mundial da Turquia e na corrida ao CAN.

 

 

Inácio Bernardo negou as acusações, afirmando que houve, no caso do basquetebol, um reforço orçamental no início do ano para a “Operação” Turquia, para além de outro movimento feito, ao nível do sector privado, para a busca de parcerias que também aumentaram a capacidade da federação de basquetebol para acomodar algumas despesas.

 

 

Reconheceu não ter sido colhido muito desse movimento, mas anotou que houve alguns apoios. Relativamente ao futebol, aquele dirigente lembrou que foi logo em Janeiro que os “mambas” participaram no CAN-Interno, na vizinha África do Sul, tendo igualmente beneficiado de um reforço do Ministério da Finanças no sentido de acomodar a sua participação naquela competição continental.

 

 

Inácio Bernardo falou de despesas que não são tratadas ao nível do movimento corrente do FPD, como é o caso da participação nas fases finais, visto que nunca se sabe qual será a sorte de cada uma das selecções.

 

 

Quando se trata da presença numa fase final, sentamos e concertamos com a federação da respectiva modalidade para sabermos o que fazer e como fazer. E é esta ginástica que foi feita mesmo ao nível das federações que foram obtendo bons resultados, que foram se destacando, como é o caso do atletismo para a pessoa portadora de deficientes, vela, entre outras que se destacaram ao nível internacional.

 

 

Portanto, são algumas que ultrapassaram as suas capacidades e outras que não chegaram a lado nenhum. Aliás, para algumas federações tudo é prioridade e fim ao cabo nem chegam a concretizar as metas definidas. Mas para nós, depende do que somos capazes de fazer em termos de resposta. Então, acho que esta é a tal mudança, mesmo ao nível da premiação. Antes tínhamos 2,5 milhões de meticais e não gastávamos, mas actualmente, devido ao crescimento do rendimento das nossas selecções e nossos atletas, já não conseguimos cobrir a todos. Portanto, desde 2011 que os resultados não são os mesmos e isso exige de nós maior capacidade financeira para responder a esses desafios”, comentou.

 

 

Questionado sobre como o problema de fundos não foi acautelado, tendo em conta que os Mundiais da Turquia e o CAN-Intermo estavam previstos, uma vez que a selecções sénior feminina de basquete e de futebol e os “mambas” qualificaram-se no ano passado, o nosso entrevistado lamentou o facto de algumas queixarem-se e outras estarem satisfeitas. Porque, no seu entender, algumas não contavam até com alguns fundos para participarem em certas competições, mas conseguiram.

 

 

É normal quando a capacidade financeira não é a desejável, porque tal como o FPD, eles também conhecem as dificuldades que têm. Mas há um esforço muito grande que o Governo está a fazer e acho que o desembolso financeiro que o Estado fez este ano para o movimento associativo desportivo nacional não tem nada a ver com o que inicialmente tínhamos previsto. Subimos demasiadamente, mas nunca chega. Quando planificámos para as eliminatórias, quando demos por elas, algumas selecções já estavam qualificadas. E quando nos planificamos, por exemplo, para as finais, acontece que nem nas eliminatórias passam, portanto, é um bocadinho desta problemática. O que nós sentimos é que a capacidade do FPD e das federações normalmente não têm a dimensão de onde podemos ou não chegar definitivamente”, elucidou, acrescentando que não foi por aqui onde a corda rebentou.    

 

 

A corda rebentou mesmo nas ditas selecções nacionais que, se calhar, não tivessem expectativa de chegar às finais e acabaram por lá chegar. Tivemos o caso da Federação do Atletismo para deficientes, o desporto universitário, portanto há vários exemplos que podíamos trazer aqui. É esta dispersão que fazemos aqui para atender ali e acolá que acaba culminando com este tipo de situações, isso porque nunca temos “budget” suficiente para fazer tudo o que temos, mesmo depois de o Estado ter aumentado a balança de pagamentos para as federações”, explicou.

 

 

 

BASQUETEBOL E FUTEBOL MAIS PRIVILEGIADOS

 

 

AS federações de basquetebol e futebol foram as mais privilegiadas no orçamento destinado à comparticipação do Estado no desporto. Aliás, como tem sido apanágio, estas duas modalidades são as que recebem maior parte do bolo destinado às federações. Contudo, a preocupação das restantes federações surge quando se deparam com a informação de que não receberão o resto dos valores prometidos e numa altura em que, maior parte delas, preparavam-se para a realização dos campeonatos nacionais e participação nalguns eventos internacionais. E o descontentamento exacerba-se com as informações segundo as quais os montantes a si destinados foram desviados para atender à agenda de outras modalidades, com destaque para o basquetebol.

 

 

Dados disponíveis dão conta que ao basquetebol e ao futebol foram alocados montantes acima do que têm normalmente vindo a receber. O basquetebol, cujo orçamento anual está fixado em x, recebeu mais y meticais para atender os compromissos internacionais, nomeadamente a participação no Mundial da Turquia e os respectivos estágios competitivos em preparação para o evento para o qual Moçambique qualificou-se pela primeira vez, depois de se sagrar vice-campeão africano em seniores femininos no Afrobasket realizado ano passado, em Maputo. 

 

 

Por seu turno, o futebol recebeu, para além dos nove milhões alocados no âmbito do contrato-programa com o FPD, mais incentivos para atender aos encargos de participação nas qualificações para o CAN Marrocos-2015 dada a insuficiência do montante inicialmente disponibilizado.

 

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

 

publicado por Vaxko Zakarias às 11:43
 O que é? |  O que é? | favorito
Novembro 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
15
16
22
23
24
28
29
30
tags

todas as tags

mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
últ. comentários
Joga se hoje em Lichinga ataça de Moçambiqui as fo...
Eu acho que já é o momento para a Federação Moçamb...
MANOSTAXXMapa Europeu dos Salarios por Paíshttps:/...
MANOSTAXXMapa Europeu dos Salarios por Paíshttps:/...
MANOSTAXXMapa Europeu dos Salarios por Paíshttps:/...
MANOSTAXXMapa Europeu dos Salarios por Paíshttps:/...
MANOSTAXXMapa Europeu dos Salarios por Paíshttps:/...
Para auxiliar no treino nada melhor do que receita...
Entao e em 2016 nao havera????
Gostaria de salientar que a tentativa de mínimo nã...
blogs SAPO