Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Segunda-feira, 20 DE Setembro 2010

 


O FERROVIÁRIO da Beira não conseguiu, ontem, produzir o suficiente para alegrar a sua massa associativa, perdendo diante do Atlético Muçulmano. Quando a partida iniciou, esperava-se por um jogo mais ofensivo por parte dos donos da casa, ante um adversário que entrou algo retraído e muito compacto na defensiva, partindo para contra-ataque também de forma lenta.



Só aos 15 minutos é que os ‘’locomotivas’’ conseguiram produzir uma jogada digna, mas Degato não foi lesto, tendo permitido que o seu remate fosse facilmente neutralizado pelo guardião Anivaldo.

Seriam novamente os comandados de Akil Marcelino a desperdiçar uma soberba oportunidade de golo quando, aos 26 minutos, o brasileiro Victor ficou privilegiado na grande área, mas foi impotente para bater o guardião visitante, numa altura em que todos já esperavam pelo melhor para gritar golo
.

A partir do minuto 30 é que o Atlético conseguiu equilibrar os acontecimentos, passando a jogar de igual para igual, embora os “locomotivas’’ continuassem a ser mais perigosos, mas ineficazes na finalização, situação que se verificou até ao intervalo.

No reatamento, a ingenuidade continuou em ambas as partes, mas as substituições trouxeram alguma genica e emotividade ao jogo, sobretudo do lado dos visitantes, havendo, no entanto, muito individualismo nas hostes beirenses
.

Aos 78 minutos o Atlético chegou ao golo, através de uma jogada de contra-ataque rápido em que o recém-entrado Patolas conseguiu ludibriar a defensiva até entrar na área e, perante a saída desesperada de Rocksana, atirou a contar.

Depois do golo, o Ferroviário foi atrás do prejuízo, mas até ao apito final não teve arte nem perspicácia para no mínimo chegar ao empate.

O juiz e os seus companheiros estiveram bem.

FICHA TÉCNICA

Árbitro: Bernardino dos Santos, auxiliado por Henrique Langa e Domingos Manhique. Quarto árbitro: José Videira.

FER. BEIRA – Rocksana; Ninito, Gildo, Barrigana e Gervásio; Mupoga (Buramo), Nené, Degato (Mitó) e Victor (Timbe); Tick e Elfidio.

AT. MUÇULMANO
– Anivaldo; Henrique (Patolas), Tony, Gito e Hilário; Tchees (Chume), Mouka, Moniz (Fala-Fala) e Ivan; Délcio e Chico.

Acção disciplinar: cartão amarelo para Gervásio, Anivaldo e Mouka.

CASTIANO ANTÓNIO
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 13:58
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AS duas equipas entraram com missões totalmente diferentes. O Textáfrica, que tinha um grande número de adeptos seus idos de Manica, foi o mais entrosado, procurando desde o início o tento, mas tal não acontecia porque os seus atacantes não conseguiam transformar em golo as oportunidades criadas. Enquanto isso, os comandados de Miguel dos Santos remetiam-se à sua defensiva, indo raríssimas vezes ao ataque.



Apesar de se mostrar mais clarividente, o Textáfrica não conseguiu chegar ao intervalo com vantagem no marcador, castigando a sua falta de engodo pela baliza e premiar como a defensiva contrária, sobretudo o guardião Jaimito, conseguiu anular as investidas contrárias.

Depois do intervalo, as duas equipas voltaram a ter o mesmo comportamento, embora, à semelhança do que aconteceu no período inicial, os homens de Manica tivessem maior volume ofensivo. Aos 77 minutos, Nino podia ter colocado o Textáfrica a vencer, mas viu o seu remate a ter, uma vez mais, uma resposta auspiciosa do guarda-redes visitante.

Só que, aos 80 minutos, o Vilankulo pregou um grande susto ao seu adversário quando, numa jogada de contra-ataque, Sergito rematou forte, tendo a bola embatido na trave, numa altura em que o guardião Schumaikel estava batido.

Posto isto, o Textáfrica imprimiu mais dinâmica e já nos minutos de compensação conseguiu o golo, por intermédio de Jordão, que concluiu da melhor forma uma jogada rápida de contra-ataque.

A equipa de arbitragem não esteve bem, pois cortou muitas jogadas desnecessariamente, sobretudo em prejuízo dos “’fabris”’.

FICHA TÉCNICA


Árbitro
: Paulo Buque, coadjuvado por Gimo Patrício e Isac Domingos. Quarto árbitro: Amisse Juma

TEXTÁFRICA – Shumaikel; Casimiro, Cesarito (Ângelo), Loló, Dondo; Custódio (Baía), Félio e Mangate (Nino); Jordão, Paulo e Lamito.

VILANKULO FC – Jaimito; Joe, Gonçalves, Bila e Aly; Babo, Jossias, Edgar e Charles; Titos (Gerson) e Félix (Sergito).

Acção disciplinar: cartão amarelo para Joe.

ANTÓNIO JANEIRO
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 13:49
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Sexta-feira, 17 DE Setembro 2010

 


AS grandes decisões já começam a fazer parte do Moçambola. Decisões em relação ao título, para o qual a Liga Muçulmana continua numa posição bastante privilegiada, apesar da cerrada perseguição do Ferroviário do Maputo, que ainda sonha com a renovação. E decisões em relação à manutenção, onde FC Lichinga, Atlético Muçulmano e Ferroviário de Pemba procuram se livrar do poço e puxar para o precipício outras formações que se encontram também numa posição periclitante, como é o caso do Textáfrica. No início das derradeiras seis jornadas – esta é a vigésima primeira – a equipa “muçulmana”, apesar de receber, domingo, às 15.00 horas, um adversário que estamos em crer que ainda não atirou a toalha ao chão na luta pelo título, vai tudo fazer para vencer, até porque aos “locomotivas” também não se reserva missão fácil, diante do Desportivo, amanhã, no Estádio da Machava.



Nesta altura do Moçambola-2010 cada qual faz as suas contas. Para uns, contas mais animadoras e que de jornada em jornada coloca nos seus adeptos um sorriso bastante largo. Para outros, nada melhor do que se conformar com a situação e tentar, na medida do possível, uma classificação consentânea com os seus pergaminhos. Para outros ainda, até dá a sensação de que a máquina de calcular está avariada, que o mundo está completamente parado e nada acontece à sua volta, tal é o aperto da corda no seu pescoço.


Mas porque os campeões são merecidamente os mais sublimados, é com toda a razão que as atenções convergem mais para o topo, com várias interrogações de permeio
: até onde irá a resistência da Liga Muçulmana?

O Desportivo, apesar de já não fazer parte dos candidatos ao título, em face da sua péssima campanha, vai encarar o Ferroviário com verticalidade de um dos grandes da praça.

É verdade que o Vale do Infulene, amanhã, não será o mesmo da última jornada do campeonato do ano passado, quando o Ferroviário-Desportivo decidiu o troféu, mas o interesse à volta da partida se mantém, até pela habitual alegria que os adeptos dos dois clubes proporcionam quando se encontram.

POÇO MAIS PROFUNDO



A ronda transacta não trouxe nenhuma novidade agradável para os três últimos classificados. Antes pelo contrário, o poço tornou-se mais profundo, senão vejamos: Atlético Muçulmano perdeu, FC Lichinga e Ferroviário de Pemba empataram no seu terreno. Um panorama extremamente preocupante e cuja solução não se adivinha fácil. E, desta vez, à excepção dos “locomotivas”, que continuam a actuar no Estádio Municipal da capital de Cabo Delgado, depois de terem feito quase toda a primeira volta fora de portas, os outros dois enfrentam deslocações difíceis.

O FC Lichinga visita domingo o Maxaquene, cujas ambições em relação ao título ainda animam o grupo. Logo, significa que, à semelhança dos niassenses, os “tricolores” também apostam forte nos três pontos e certamente farão valer o seu favoritismo.

O mesmo sucederá com o Ferroviário da Beira, hospedeiro do Atlético Muçulmano, enquanto em Pemba poderá se registar algum equilíbrio no confronto entre a turma local e o Sporting, embora haja a destacar a excelente caminhada dos “leões” de Hilário Manjate.

A tarde de amanhã será marcada por mais dois encontros, que se auguram muito interessantes, particularmente aquele que será travado no relvado dos “canarinhos”, colocando frente-a-frente Matchedje e Costa do Sol. Trata-se de duas equipas que nas últimas jornadas subiram extraordinariamente na tabela classificativa, propondo-se a não parar por aí, mas sim melhorar a cada desafio
.

Com o seu campo interditado devido ao “hooliganismo” protagonizado pelos seus adeptos, no embate contra o Sporting, o Textáfrica é obrigado a actuar em terreno alheio, neste caso, no Ferroviário da Manga, na Beira. Recebe o Vilankulo FC, numa partida de difícil prognóstico, dada a característica dos contendores e da pressão que se exerce sobre si face a uma iminente descida de divisão. Coincidentemente, são dois conjuntos que ainda se mantêm em prova na Taça de Moçambique e, por conseguinte, com possibilidades de conquistar esse troféu.
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 12:01
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UMA vez mais, a mão dura da Liga Moçambicana de Futebol se faz sentir sobre diversos prevaricadores no Moçambola-2010, neste caso em relação a factos ocorridos na 20ª jornada, no pretérito fim-de-semana. O principal visado no rol de punições decretadas pelo Conselho de Disciplina daquele organismo é o director desportivo da Liga Muçulmana, Mahomed Ismail Makda, suspenso por três meses, pena acrescida com o pagamento de uma multa de quatro mil meticais.



De acordo com o último Comunicado Oficial da LMF, reportando os acontecimentos registados no passado sábado, no Estádio Municipal de Vilankulo, no final do desafio entre a formação local e a Liga Muçulmana, Makda teria, de forma extremamente violenta, agressiva e colérica, proferido palavras injuriosas contra o presidente do Conselho de Disciplina, em virtude de este órgão ter suspenso dois jogadores do seu clube (Neco e Paíto) por agressão, alegando também que estava em Vilankulo a perseguir os actuais líderes do campeonato.

Outro elemento da Liga Muçulmana castigado nesta mesma onda e praticamente pelos mesmos motivos é o seu delegado, Alexandre Luciano Izidine, que “apanhou” um mês.


Segundo o comunicado da LMF, o presidente do Conselho de Disciplina foi confrontado quando pretendia se inteirar do estado da rede de vedação do Estádio Municipal de Vilankulo, danificada pelo jogador Nelson Ubisse, e das queixas apresentadas pelos adeptos da equipa da casa, alegando que o referido atleta, para além de ter danificado a vedação, havia proferido insultos contra eles.

Aliás, em face destas circunstâncias, foi atribuída à Liga Muçulmana a responsabilidade de efectuar a reparação imediata dos danos causados pelo seu jogador.

Fortemente visada pelas deliberações do Conselho de Disciplina, a Liga Muçulmana viu também o seu treinador citado entre os prevaricadores. Artur Semedo foi notificado a indicar por escrito à LMF, no prazo de cinco dias úteis, os factos nojentos e, para cada caso, apresentar os nomes dos agentes implicados e as circunstâncias de modo, lugar e tempo consubstanciando as suas declarações proferidas aos jornalistas no final do jogo realizado em Vilankulo.

Em relação a outros clubes participantes no Moçambola-2010, referência para a suspensão por 30 dias, e multa de dois mil meticais, do treinador-adjunto do Desportivo, Antero Cambaco, por proferir palavras injuriosas contra o árbitro assistente do jogo realizado em Pemba, contra o Ferroviário local.
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 11:38
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O Maxaquene, terceiro classificado, joga no seu terreno com os olhos postos na segunda posição, e rezando para que o Ferroviário de Maputo descarrile diante do Desportivo de Maputo.

O jogo Ferroviário de Maputo vs Desportivo é tão apetitoso que já mexe com algumas sensibilidades, principalmente daqueles adeptos ferrenhos que sabem que, sempre que estas duas equipas se encontram, há faísca, independentemente da posição que cada uma ocupa. Os “locomotivas” estão na segunda posição com 41 pontos, enquanto os “alvi-negros” estão no oitavo lugar com 25 pontos.

Mas quem deve estar a babar são os “muçulmanos” que recebem o HCB de Songo pois, para além de se preocuparem com eles mesmos, os resultados do Ferroviário de Maputo são do seu interesse.

Os “locomotivas”, certamente, estarão mais pressionados do que os “alvi-negros”. O primeiro lugar sempre foi ambicionado por qualquer participante neste Moçambola e o Ferroviário não quererá ficar cada vez mais longe, seja qual for o preço, ainda por cima quando sabe que transporta consigo um pesadelo chamado Liga Muçulmana, a quem persegue com uma desvantagem de seis pontos no comando da prova.

A avaliar por aquilo que tem sido o comportamento do Ferroviário de Maputo e Desportivo nas últimas jornadas, o Ferroviário está em melhores condições de vencer o jogo, ainda com vantagem de jogar no seu ambiente. Mas, como já o dissemos, tudo não passa de prognóstico, porque no “teatro das operações” outro galo pode cantar! Na primeira volta, os atletas de Chiquinho Conde venceram por 2-0.

A Liga Muçulmana, equipa que comanda o Moçambola de forma isolada, recebe o HCB de Songo, de Mussá Osman, que na primeira volta ganhou por 2-0. Será desta vez que a união “muçulmana” vai fazer a força? Tudo indica que nos bastidores deve haver um trabalho profundo para que a Liga, melhor classificado, fique mais solta no comando. Atenção, Artur Semedo, o terreno pode ser lamacento.

O Maxaquene, terceiro classificado, joga no seu terreno com os olhos postos também na segunda posição, mas rezando para que o Ferroviário de Maputo descarrile diante do Desportivo de Maputo. O adversário chama-se FC de Lichinga, penúltimo classificado e é um aflito. Mas nem com isso os homens do Niassa se deixarão abater. Até porque, matematicamente, ainda não desceram de divisão como se propala por aí! Na primeira volta o desfecho foi de 1-1
.

O Costa do Sol, outro histórico candidato mas nesta época não é sério ao título, recebe o Matchedje. Os “canarinhos” têm uma missão espinhosa, porque os “militares” já não são pera-doce como dantes. Até porque a luta pelo melhor posicionamento na tabela classificativa interessa aos dois. As duas formações têm, neste encontro, a oportunidade de chegar ao quinto posto, mas isso não depende só deles, mas de terceiros. No desafio da primeira volta, o Costa do Sol triunfou por 2-0.

O Ferroviário da Beira, que está a fazer uma recuperação depois do regresso de Akil Marcelino ao comando técnico, recebe o aflito Atlético Muçulmano. Vai ser um tira-teimas se se atender que os “locomotivas” estão numa posição confortável, mas precisam de melhorar a sua prestação. É preciso ter em conta este jogo, porque pode criar alguns calafrios aos adeptos ferrenhos, pois o Atlético ainda acredita na manutenção. Um a um na primeira volta.

Crescêncio José
 
Fonte:O Pais
publicado por Vaxko Zakarias às 10:34
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Sexta-feira, 27 DE Agosto 2010

 


OS surpreendentes resultados dos quartos-de-final da Taça de Moçambique, para além da natural influência na própria prova, a segunda maior do calendário futebolístico nacional, obrigam as equipas a uma atitude diferente em relação ao Moçambola-2010, atirando mais achas à fogueira da discussão do título, que se perspectiva mais ao rubro nas jornadas que se seguem.

É que, por exemplo, se a Liga Muçulmana já estava somente com os olhos postos na sua carreira no campeonato, de que é comandante isolado, o Ferroviário de Maputo ainda se via em duas frentes, qualquer delas com possibilidades de renovar o reinado, mas agora, com a derrota em Vilankulo, o seu campo se reduziu para um único caminho, curiosamente, onde será obrigado a escalar uma montanha dificílima para atingir o cume.


Agora em igualdade de circunstâncias, isto é, ambos virados apenas para o Moçambola, Liga Muçulmana e Ferroviário de Maputo vêem-se agora numa luta titânica e na qual se encontram a seis pontos do líder. Mas a turma de Artur Semedo, a despeito do sossego no topo, entende – e muito bem – que ainda não chegou o momento do relaxamento, daí as suas contas se centrarem para a conquista do maior número possível de pontos, única garantia para o almejado título.

Na 19ª jornada, nenhuma formação da capital do país efectua uma viagem para além das fronteiras da cidade, sinónimo de que teremos embates entre si, a começar pelo Liga Muçulmana-Costa do Sol, amanhã, a partir das 15.00 horas, no campo dos “muçulmanos”, até ao Matchedje-Desportivo, domingo, no relvado dos “canarinhos”. Os outros dois, Ferroviário e Maxaquene, recebem adversários doutros pontos do país, respectivamente Ferroviário de Pemba e HCB do Songo.

O encontro entre Liga Muçulmana e Costa do Sol será um autêntico tira-teimas, senão vejamos: na primeira volta, os “muçulmanos” triunfaram de forma categórica, naquilo que ainda era um ensaio para a sua assumpção como sérios concorrentes ao primeiro lugar; mas, na Taça de Moçambique, os “canarinhos” vingaram-se e levaram a melhor, deitando abaixo o sonho dos pupilos de Semedo em relação a uma presença vitoriosa também nesta competição.

Ora, frente-a-frente pela terceira vez amanhã, a pergunta que se coloca é a seguinte: quem ganhará, em definitivo, a guerra entre si, já que se regista um empate nas batalhas que foram travando? Teoricamente, a Liga Muçulmana apresenta-se em melhores condições de sair do seu campo com os três pontos na algibeira, a avaliar pela alegria competitiva que apresenta em cada jornada, particularmente agora que se vê na iminência de conquistar o campeonato. Porém, porque os “canarinhos” são verdadeiramente imprevisíveis, isto é, são capazes do bom e do mau, a prudência deverá ser a bandeira de intervenção de Neco, Mayunda, Cantoná, Carlitos, Fanuel, Micas, Maurício e companhia.



PONTAPÉ NA CRISE?


Apesar da crise que já se assume, o Ferroviário de Maputo terá uma ronda de certo modo tranquila e que pode ajudar na transfiguração que se espera da equipa. O seu adversário, Ferroviário de Pemba, embora esteja empolgado em virtude dos bons resultados que vem conseguindo desde que começou a jogar no seu terreno, não deverá ser um time à altura de atrapalhar a mudança que Chiquinho Conde e seus homens pretendem ver concretizada, de modo que a chama do título não se esfume tão cedo.

Será necessário trabalhar muito e, acima de tudo, resgatar a grande capacidade de aproveitamento de oportunidades que os vinha caracterizando, nomeadamente através de Jerry, Luís e Ítalo. Igualmente, impor-se-á, amanhã, que tire partido do factor Estádio da Machava para o triunfo que pode representar um pontapé na crise.

Nada está definido quanto ao terceiro posto, todavia, não resta a menor dúvida que Maxaquene e HCB do Songo vêm se digladiando por esse lugar. Neste momento, as duas equipas somam o mesmo número de pontos (34), daí que quem vencer no embate entre si, aprazado para domingo, no relvado dos “tricolores”, na Machava, passará à dianteira com uma vantagem de três pontos.

Do ponto de vista de inspiração, Maxaquene e HCB encontram-se em alta e os percalços que tiveram não deverão ter influência no seu embate. Para os “tricolores”, em particular, serão 90 minutos de vingança da derrota sofrida no Estádio 27 de Novembro, no Songo, na primeira volta.

Sempre à procura de aproximação aos lugares cimeiros estão Matchedje e Desportivo. São adversários nesta jornada, em partida marcada para domingo, no campo do Costa do Sol. Os altos e baixos que caracterizam a sua caminhada não inspiram muita confiança e nem tão pouco um prognóstico quanto ao vencedor. Os “alvi-negros”, no entanto, devem precaver-se da possível super tarde de Gregório, curiosamente, emprestado pelo Desportivo aos “militares”.

Nos restantes confrontos, atenção especial ao Ferroviário da Beira-Vilankulo FC, amanhã, no Chiveve, em que a discussão reside nos lugares do meio da tabela. Os inhambanenses atravessem um bom período de forma, comprovado por duas vitórias perante os grandes Maxaquene e Ferroviário de Maputo.

Na Soalpo, mais um “derby” da zona centro, entre Textáfrica e Sporting, enquanto no Estádio Municipal 1º de Maio enfrentar-se-ão FC Lichinga e Atlético Muçulmano. Dois desafios essencialmente equilibrados, mas com algum favoritismo para os visitados.
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 10:43
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Sexta-feira, 20 DE Agosto 2010

 


OS jogadores da equipa principal de futebol do FC Lichinga boicotaram os treinos na manhã de quarta-feira passada, em protesto contra o atraso no pagamento de salários.

Segundo os atletas, o clube não paga salários há sete meses, situação que se vem arrastando sem justificação convincente por parte da direcção da colectividade.

Na véspera da deslocação ao Songo, semana passada, para defrontar a turma da HCB em partida do “Moçambola”, a direcção prometeu saldar a dívida logo que os jogadores regressassem a Lichinga, promessa que não se efectivou.

O treinador da equipa, Gentil Escrivão, fez-se presente no Estádio 1º de Maio quarta-feira para orientar mais uma sessão de treino em preparação do jogo de domingo diante do Sporting da Beira, para a Taça de Moçambique, mas os jogadores não se equiparam, justificando que só voltarão a jogar depois de receberem os salários em atraso.
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 12:10
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Atlético e Ferroviário de Pemba têm até ao dia 31 de Agosto para procederem à recuperação.

A onda de protestos em relação à “” qualidade do Estádio Municipal de Pemba e do campo Olympáfrica, em Boane, província de Maputo, por parte de alguns clubes, obrigou a Federação Moçambicana de Futebol a reunir-se, na passada terça-feira, em sessão ordinária para analisar esta situação.

E, como decisão, o organismo que superintende o futebol moçambicano deu prazo aos Ferroviário de Pemba e Atlético Muçulmano, que utilizam os campos, a procederem à recuperação destes recintos até ao próximo dia 31 de Agosto, com estrita observância das recomendações deixadas ficar aquando da vistoria.

Caso não os clubes acima mencionados não o façam até à data estipulada, a Federação Moçambicana de Futebol vai interditar a realização de jogos que faltam nesta competição.
 
Fonte:O Pais
publicado por Vaxko Zakarias às 11:51
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No mundo de futebol, são frequentes as chicotadas psicológicas, em várias equipas, durante a realização de um campeonato. Umas são lógicas e outras chegam a ser forçadas, pois a vítima nem sempre tem tempo para se explicar, porque as causas dos maus resultados podem ter uma origem conjuntural. Mas o facto de haver necessidade de se encontrar um culpado, nestas situações, o treinador acaba sempre por ser a vítima.

As chicotadas são formas de desanuviamento da tensão psicológica dentro de uma equipa desportiva, mormente colectiva, que se encontrando numa situação de aflição na tabela classificativa ou pouco habitual, para o estatuto competitivo da colectividade, procura-se um culpado, ou melhor, o bode expiatório, passe a expressão, da situação que a mesma vive.

Se tivermos uma equipa desportiva com um sistema fechado, distinguimos como elementos principais estruturantes o dirigente, treinador e atleta. Estes elementos são os mais importantes e fazem mover, como uma força convergente única, o sistema competitivo da equipa.

Os dirigentes desportivos, por terem o poder de decisão dentro do grupo, podem atribuir a culpa aos outros dois elementos importantes, treinador e atletas. Contudo, pelo facto de os atletas serem muitos, estamos a falar de desporto colectivo, o sacrificado acaba por ser sempre o “coitado” treinador, com culpa ou sem ela no cartório. (Este ano, no nosso Moçambola, exemplos abundam: Akil Marcelino, Uzaras Mahomed, João Chissano, Alberto Gimo, Alex Alves e Euroflim da Graça).

Muito antes de ser encontrado o acusável, todos têm o peso de consciência relativamente ao problema que a equipa esteja a viver e que se manifesta em maus resultados competitivos. Logo, todos se sentem culpados e o clima de desconfiança instala-se na equipa. O stress cresce com o evoluir do tempo e todos procuram encontrar a solução para o problema. contudo, isto passa inicialmente por se encontrar um transgressor ou os acusáveis.

Várias têm sido as razões que levam uma equipa desportiva aos maus resultados, entre as quais a falta de pagamento de salários (o FC Lichinga está há sete meses sem receber e já está em greve) e prémios de jogos, credibilidade do treinador junto aos atletas, mau relacionamento entre estes e o primeiro, incumprimento pelos atletas dos regimes de recuperação, condições de treinamento desportivo, alojamento ou alimentação.

Para um dirigente desportivo, seria fácil resolver a situação dos salários e prémios de jogos, mas como aquele depende do voto dos sócios, antes do pagamento dos salários e prémios, tem que encontrar um culpado a fim de não aparecer como sendo responsável pelos maus resultados, daí que, o único “criminoso” é o treinador.


Crescêncio José
 
 
Fonte:O Pais
publicado por Vaxko Zakarias às 11:40
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."O mais importante é trabalhar para serem iguais ou melhores que o Maxaquene, o Costa do Sol, o Desportivo"

Nada fazia prever que o treinador Euroflin da Graça, mais conhecido por FLIN, ainda este ano, fosse vítima de chicotada psicológica depois de um brilhante trabalho realizado de 2009 a esta parte. O bom trabalho de FLIN começou no Campeonato Provincial de Inhambane, passando pela “Poule” de Apuramento para o Moçambola-2010, para terminar num trajecto tranquilo até à 17a jornada do presente campeonato nacional, onde o Vilankulo FC ocupa a 9a posição. Em sua substituição, foi contratado Miguel dos Santos, um veterano do futebol nacional e com passagens em várias equipas da Pátria Amada.

Como se sente após esta “chicotada psicológica ?

Permita-me dizer que estou satisfeito. melhor do que fiz aqui, não sei se teria acontecido. Sei que houve uma era passada, de pessoas que criaram o clube, os seus alicerces, fizeram trabalho, e eu vim dar uma continuidade expressiva. A equipa saiu do anonimato, pois conseguimos colocá-la no Moçambola. Acabei de sair e entreguei a equipa a uma outra era, e gostaria que deixasse a equipa numa posição digna no campeonato e numa boa posição na Taça de Moçambique – os quartos de final.

O que estará na origem da sua saída inesperada?

Não conheço nenhum treinador que tenha ficado durante muito tempo na direcção de uma equipa. Eu vim substituir outros que também saíram. Neste momento, saio eu para entrar outro. E o ciclo será assim. Apraz-me dizer muito obrigado à população de Vilankulo que é muito boa.

A população não mente e orgulho-me por fazer parte desse povo. O que poderá ter acontecido aqui ou acolá deverá ser respeitado. Aliás, o desporto ensina-nos a saber viver em paz e é essa paz que gostaria que continuasse a prevalecer. É no desporto onde o rico e pobre convivem, o alto e baixinho também, o bonito e o feio igualmente, o gordo e o magro idem, etc., etc.

Há legado que deixa no Vilankulo?

Penso que poderei ter contri-buído para que a juventude de Inhambane, em especial de Vilankulo, pudesse acreditar que aqui também nascem estrelas.
 
Fonte:O Pais
publicado por Vaxko Zakarias às 11:34
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