Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Quarta-feira, 18 DE Setembro 2013

A JORNADA dupla (17ª e 18ª) do último fim-de-semana do Moçambola foi electrizante com muitos golos à mistura, o que leva a crer que as próximas rondas vão ser ainda mais complicadas para os intervenientes nesta que é a maior prova futebolística do país.



Diamantino Miranda, do Costa do Sol, Vítor Pontes, do Clube de Chibuto, Danito Nhamposse, do Ferroviário, Litos, da Liga Muçulmana, interpelados pela nossa Reportagem no final dos jogos, foram unânimes em afirmar que os seus jogadores tudo fizeram para saírem vencedores, mas criticam duramente a actuação das equipas de arbitragem.

 

 

RESULTADO PECA POR SER ESCASSO – DIAMANTINO MIRANDA, DO COSTA DO SOL


 

 

POR aquilo que o Costa do Sol fez em grande parte do jogo penso que o resultado peca por escasso. O que aconteceu é que desperdiçámos nos primeiros minutos oportunidades claras de golo. No início do jogo podíamos ter ficado logo descansados”, afirmou Diamantino Miranda.


Acrescentou que o triunfo do Costa do Sol não merece qualquer tipo de contestação. “Penso que a vitória é justa, embora tenha havido uma reacção do Chibuto que pautou por um futebol directo, direccionado para um ponta-de-lança forte. Fez um jogo um bocado britânico que sempre complica. Na primeira vez que foi à baliza marcou numa infelicidade de Gervásio. Mas tivemos uma boa reacção e conseguimos gerir o resultado, algo que na primeira volta, não sei porquê, não conseguimos”.




CONDICIONADOS PELA ARBITRAGEM – AFIRMA VÍTOR PONTES, DO CHIBUTO

 

 

A QUESTÃO da coerência e do critério tem de ser reavaliada e ser igual para os dois lados. O nosso jogador é impedido de ir à bola não é cartão e quem percebe das leis de arbitragem sabe que no minímo era amarelo, embora eu considere que seria vermelho, porque o meu atleta se passasse iria para a baliza, solto de marcação. O árbitro marcou falta, mas perdoou o cartão que mesmo que fosse amarelo era o segundo. Fomos claramente condicionados pelos erros da equipa de arbitragem”, reagiu Vítor Pontes, técnico do Chibuto.



 

Vítor Pontes acrescentou que o árbitro Samuel Chirindza voltou a fazer vista grossa ao perdoar dois penaltes claros. “Num duplo lance a mão de um jogador do Costa do Sol e no mesmo lance o César Bento é derrubado dentro da grande área. Portanto, lamento que a gente tenha perdido o jogo da forma como aconteceu. Por outro lado, quero valorizar o espectáculo entre o Costa do Sol, que todos já conhecem, e o Chibuto que, se deixarem, ainda vai incomodar muita gente”.

O técnico elogiou a postura em campo dos seus atletas.


Os meus jogadores deram uma licção de humildade e de grande equipa. Se alguém tinha dúvidas que estavam em primeiro lugar por mérito penso que aqui ficaram dissipadas”.





COMETEMOS ERROS DE PALMATÓRIA – RECONHECE DANITO NHAMPOSSE, DO FERROVIÁRIO



 

 

DANITO Nhamposse, técnico do Ferroviário, atribuiu a derrota aos erros de palmatória cometidos pela equipa na segunda parte da contenda, que resultaram em dois golos. Apesar da derrota, destacou o comportamento da sua rapaziada no rectângulo do jogo, salientando que o Ferroviário merecia outra sorte. Porém, desperdiçou as oportunidades, para além dos erros cruciais, dos quais o guarda-redes Germano foi maior protagonista.



Sofremos dois golos em circunstâncias impróprias e quando tentámos recuperar o tempo já era escasso. Mesmo assim, tenho de elogiar os miúdos. Bateram-se muito bem e estão de parabéns”, elucidou, ajuntando que alguns dos jogadores preponderantes, casos do Diogo, não tiveram o rendimento esperado.


Diogo esteve durante muito tempo fora do grupo de trabalho, na selecção. Mas, de modo geral, a minha rapaziada portou-se bem”, realçou.




FOMOS FELIZES NAS OPÇÕES – CONSIDERA LITOS, DA LIGA MUÇULMANA


 

O TREINADOR da Liga Muçulmana, o português Litos, reconheceu a exibição do Ferroviário, mas também destacou a forma como a sua equipa soube reagir contra as adversidades que encontrou em campo, sobretudo na segunda parte, durante a qual fez alterações que trouxeram os golos da vitória da sua equipa.



Há que reconhecer o desempenho do Ferroviário. É uma equipa que está a crescer de jornada em jornada e que promete muito. Joga um futebol directo e deste modo criou-nos muitas dificuldades”, comentou.


Parabenizou, por outro lado, a sua equipa por ter sabido superar os momentos menos bons.


Fomos felizes nas opções, mas nem sempre isso tem ditado o resultado desejado. Cometemos alguns erros, sobretudo no lance do segundo golo do Ferroviário. Esta vitória abre boas perspectivas, pois passámos para frente. Mas há que ter em conta a luta renhida travada nos lugares cimeiros, o que torna as nossas responsabilidades ainda mais acrescidas”, anotou.




Fonte:Jornal Noticias



publicado por Vaxko Zakarias às 10:17
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Segunda-feira, 16 DE Setembro 2013

NUM grande jogo de futebol, o Costa do Sol venceu o Clube de Chibuto, por 2-1, depois de ter estado a perder. O minuto 90 foi de festa para os “canarinhos” quando Maxa, vindo do banco, fez o golo da vitória.O encontro foi disputado a um ritmo electrizante. As duas equipas estavam preocupadas em atacar com o Chibuto a mostrar que não é por acaso que entrou para este jogo como líder.



Mas foram os “canarinhos” que dispuseram das primeiras jogadas de apuro junto à baliza de Zacarias. Aliás, podiam ter inaugurado o marcador logo aos três minutos por intermédio de Manuelito II, que cara-a-cara com o guarda-redes rematou por cima. O mesmo jogador teve nos pés, aos seis minutos, uma soberana oportunidade para fazer balançar as redes, no entanto voltou a denotar muita falta de pontaria para o desespero dos adeptos “canarinhos” que estavam preparados para gritar golo.

 


Após uma entrada algo disparatada, o Chibuto equilibrou o jogo, passando a jogar de igual para igual e esteve perto de gelar as bancadas do Costa do Sol, quando Bush rematou com muito perigo, valeu, na ocasião, o corte “in-extremis” de Manuelito II sobre  a linha de golo. Estava dado o primeiro sinal de perigo junto à baliza de Gervásio.  Os forasteiros passaram, a partir desse lance, a atacar com mais homens e graças a essa atitude chegaram ao golo, aos 29 minutos, por Lalá, que pode-se dizer que esteve no sitio e altura certa na medida para dar o toque final, numa jogada em que a defesa “canarinha” esteve mal ao não conseguir aliviar a bola e este aproveitou para dar um toque precioso.


 

O nervosismo apossou-se dos comandados de Diamantino Miranda que, na ânsia de chegar o mais cedo ao empate, passaram a errar muitos passes.  

 

Na segunda parte, Diamantino Miranda lançou Themba para o lugar de Alvarito, uma aposta claramente de ataque  e acertada em cheio, visto que aos 56 minutos, o sul-africano fez de cabeça o golo do empate.


 

Com Themba  em campo, os “canarinhos” passaram a ter a tal referência de ataque e passaram a optar por cruzamentos  para a área e num desses lances, o avançado falhou por pouco o segundo golo.


 

O Chibuto ficou perto do golo, mas Dário Khan tirou em cima da linha. Antes ficaram a reclamar penalte a castigar mão de Manuelito I na grande área. Em tarde de pouca inspiração, Johane errou no alvo na sequência de um livre directo e quando tudo parecia que o empate seria o desfecho final, eis que Maxa desequilibra a balança com um golo aos noventas minutos.


 

Samuel Chirindza, árbitro do encontro, teve uma actuação irregular, pois mostrou-se seguro em alguns momentos e noutros fez vista grossa a situações de alegados penaltes nas duas balizas.



 

FICHA TÉCNICA


 

ÁRBITRO: Samuel Chirindza, auxiliado por Arsénio Marrengula e  Domingos Machava. Quarto árbitro: Ema Novo


 

COSTA DO SOL: Gervásio; João Mazive (Maxa), Dito,  Manuelito I e  Dário Khan;  Mambo, Alvarito (Themba), David e Nelson; Manuelito I (Sanito) e Rúben.


 

CHIBUTO:  Zacarias; Nito, Duda (Sílvio), Nhabanga e Bush; Palatão, Mambucho (César Bento), Ndjusta  e Lalá (Adebayor);  Johane e Stanley.


 

DISCIPLINA:  Amarelos para Nhabanga, Nito, Ndjusta e Johane, do Chibuto;  Alvarito e João Mazive, Manuelito I, do Costa do Sol.


 

GOLOS: Lalá (29 min), Themba (56 min) e Maxa (90 min)





Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 13:52
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A LIGA Muçulmana aproveitou-se dos erros do adversário na derradeira etapa do “derby” com o Ferroviário de Maputo, quebrando o rumo dos acontecimentos, que atribuíram um certo favoritismo aos “locomotivas”, que muito cedo se adiantaram no marcador, com o tento do “capitão” Luís, aos seis minutos.O Ferroviário sobrepôs-se logo de início graças à sua estrutura táctica, que imobilizou a acção ofensiva do adversário, com uma cortina montada junto à linha divisória, que impediu a penetração ao seu reduto.



A Liga sentiu-se pressionada e perdia a posse da bola no meio-campo, sofrendo ainda uma resposta rápida dos “locomotivas”, com meio-campista Danito Parruque a liderar as manobras ofensivas e Barrigana a empreender grandes subidas pelo flanco direito, donde projectava as bolas para o artilheiro Luís. Deu muito trabalho à defensiva da Liga. Quem esteve apagado foi o seu companheiro de ataque, Eurico. Aliás, o Ferroviário não aproveitou as oportunidades criadas, mesmo em vantagem numérica sobre a defensiva muçulmana. E pagou caro por isso, pois a Liga foi forçando a barra, desdobrando-se pelos flancos, onde Cantoná conseguiu arrancar um remate cruzado que encontrou Sonito bem colocado no segundo poste, desviando certeiro para o empate, aos 41 minutos.



 

Aliás, Sonito havia dado aviso no primeiro lance mais vistoso conseguido pela Liga, com um remate em bico desviado pela mão de Germano, aos 12 minutos. Esta foi a melhor defesa do guarda-redes “locomotiva”, que acabou tendo a maior culpa pelo desaire do Ferroviário. Bolas que podia segurar, repelia com os punhos e numa dessas ocasiões o malawiano Josephy aproveitou-se da sobra, atirando de primeira, tendo Mabucho afastado o esférico da trajectória da baliza.



 

A derrota do Ferroviário começou a desenhar-se logo à entrada para a segunda parte, com Reginaldo a esquivar-se dos oponentes a partir do miolo, logo após o pontapé de saída “muçulmano”, tendo arrancado um remate da zona da meia-lua que traiu Germano. Passavam poucos segundos após o apito que deu início da segunda parte e Reginaldo entrava para o lugar de Josephy, pouco produtivo.



 

Foi um balde de água fria para os “locomotivas”, que viriam a sofrer o terceiro golo aos 82 minutos, com Reginaldo a bisar, num lance em que Germano teve culpa. Estava adiantado dos postes.



 

O Ferroviário ressentiu-se dos erros, mas não baixou a cabeça e nesse esforço incansável reduziu a desvantagem para 3-2, por Inocent, e precisava de mais minutos para igualar a partida, pois os quatro de compensação foram insuficientes.A equipa de arbitragem, liderada por Mateus Infante, fez bom trabalho.



 

FICHA TÉCNICA


 

ÁRBITRO: Mateus Infante, auxiliado por Francisco Machel e Teófilo Mungói. O quarto árbitro foi Virgílio Macune.


 

LIGA MUÇULMANA: Milagre; Cantoná; Chico, Miro e Eusébio; Josemar, Liberty, Momed Hagy, Josephy (Reginaldo) e Muandro (Imo); Sonito (Zé Luís).

  

 

FERROVIÁRIO: Germano; Butana, Solomon, Mabucho e Zabula; Barriganan (Buramo), Tchitcho, Danito Parruque e Diogo (Inocent); Eurico (Sankhanie) e Luís. 


 

DISCIPLINA: cartolinas amarelas para Reginaldo, Mabucho e Eurico.





Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 13:29
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Quinta-feira, 12 DE Setembro 2013

O MAXAQUENE passou ontem da sexta para a terceira posição ao vencer, em jogo em atraso da 16ª jornada, o Vilankulo, por 2-1. Os “tricolores” continuam, deste modo, firmes na luta pelo título, visto que passaram a somar 29 pontos, menos um que a Liga e dois que o Clube de Chibuto.Apesar de ter começado a perder, o Maxaquene mostrou, ontem, veia de campeão ao dar à volta ao marcador diante do Vilankulo FC.



 

A missão dos treinados de Arnaldo Salvado, conforme já se esperava, não foi nada fácil. A jogar contra um Vilankulo que precisava de pontuar para fugir aos lugares da zona de despromoção, encontrou muitas dificuldes, pois teve que se bater contra uma equipa aguerrida e que veio com a licção muito bem estudada. Akil Marcelino meteu jogadores combativos, que anularam durante boa parte dos minutos iniciais, Kito, Eboh, alguns dos médios mais criativos.



 

Com o jogo controlado e com mais bola no pé, os visitantes aperceberam-se que podiam colher mais do que um empate, pois, passaram a jogar no meio campo dos “tricolores” e foi numa dessas investidas que Gildo foi para cima da defesa e desprovido de marcação encheu o pé para um grande golo. Acácio até chegou a tocar na bola, mas esta vinha tão “quente” que não foi possível pará-la.



 

A partir daí viu-se um Maxaquene mais solto à procura do golo do empate. A pergunta que se faz é por que razão não teve a mesma atitude antes do golo sofrido? O certo é que ia pagando a factura muito cara. Não pagou para o susto, mas teve que correr atrás do prejuízo durante largo período do jogo e só aos 37 minutos igualou a partida num belo cruzamento de Kito e bem concluído, já dentro da pequena área, por Eboh. O mesmo jogador poderia aos 41 minutos ter avolumado o marcador numa altura em que a turma “tricolor” já explanava melhor o seu futebol. Mas foi com um empate a uma bola que se chegou ao intervalo.



 

O Maxaquene regressou melhor para o segundo tempo. Mais afoita no ataque, mais confiante a defender e preciso a atacar. Acercou-se com maior perigo da baliza defendida por Martinho. Pelo menos por duas vezes ficou perto de passar para frente do marcador. Não fosse a falta de pontaria dos seus avançados, outro galo cantaria. Foi preciso esperar até ao minuto 65 para os anfitriões fazerem balançar as redes outra vez. Desta vez Chikuepo foi o autor do golo que colocou o Maxaquene na posição de vencedor pela primeira.



 

Até ao final do encontro, o Vilankulo ainda tentou chegar ao empate, mas todas as suas tentativas esbarraram na sólida defesa do combinado “tricolor”.

 

 Arão Júnior, árbitro do encontro, realizou um bom trabalho.



 

FICHA TÉCNICA


 

ÁRBITRO: Arão Júnior, auxiliado por Célio Mugabe e Estrela Gonçalves. Quarto árbitro: Paiva Dias


 

MAXAQUENE:Acácio; Calima, Gabito, Moses e Campira; Payó, Macamito, Kito (Jair) e Eboh (Marvin); Maurício e Chikwepo (Mfiki).


 

VILANKULO FC: Martinho; Serginho (Osvaldo), Norberto, Madeira e Hilário (Félio); Abílio, Cumbula, Ali e Matlombe; Gildo e Fernando (Tenday).


 

DISCIPLINA:Amarelo para Gabito e Madeira


 

GOLOS: Gildo (8 min), Eboh (37 min) e Chikwepo (65 min)




Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 12:39
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Terça-feira, 10 DE Setembro 2013

 

NO final do encontro entre o Matchedje e o Ferroviário da Beira (2-4), a contar para a 17ª jornada do Moçambola-2013, os técnicos das duas equipas tiveram opiniões marcadamente antagónicas, com Alcides Chambal (Matchedje) a queixar-se da falta de atitude por parte dos seus pupilos, e com Vítor Matine (Ferroviário) a congratular a postura da sua equipa em campo.



JOGADORES CUMPRIRAM A MISSÃO - AFIRMA VITOR MATINE


Visivelmente satisfeito com a vitória, por sinal a primeira nesta segunda volta do Moçambola, Vítor Matine teceu rasgados elogios à sua equipa, que soube aguentar a pressão do Matchedje, conseguindo inaugurar o marcador, uma vantagem que durou pouco, mas que fora posteriormente “resgatada”.


Os jogadores cumpriram o que lhes pedimos e os frutos são estes. Vencemos e esta vitória tem sabor especial pois é a primeira neste segunda volta, que à semelhança da primeira estreámo-nos a vencer frente a este mesmo Matchedje. O jogo foi dividido, com o Matchedje a dominar a primeira parte e nós a mandarmos na segunda, disse.



FALTOU AUTO-ESTIMA Á EQUIPA - Alcides Chambal


 

 

Frustrado, Alcides Chambal, timoneiro dos “militares”, não gostou da postura dos seus jogadores, que depois de uma primeira parte esplêndida, na qual operaram uma reviravolta em três minutos, fizeram uma etapa complementar para esquecer.


Faltou auto-estima a esta equipa. Infelizmente não foi desta que conseguimos ganhar mas estivemos perto disso. Faltou espírito de equipa e de sacrifício por parte dos jogadores e o adversário tirou partido disso, lamenta.




Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 09:48
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Segunda-feira, 09 DE Setembro 2013

QUANDO nalgumas vezes se afirma que há jogos em que os resultados são encomendados, este Desportivo de Nacala-Ferroviário pode ser um retrato fiel, por aquilo que aconteceu aos 18 minutos da partida, numa altura em que os “canarinhos” venciam por uma bola a zero, um tento apontado por Mahumane, aos sete minutos.Sem terem o controlo do jogo, os nacalenses abriram o activo muito cedo contra as previsões dos adeptos do Ferroviário que querem ver a sua equipa a melhorar o seu posicionamento na tabela classificativa, com o defesa Mahumane a saltar mais alto para fazer um golo de belo efeito.


 

Contra todas as previsões e porque o Desportivo estava embalado com o tento, eis que o árbitro Estêvão Matsinhe decidiu entrar no encontro, diga-se de registo, pela negativa, quando numa jogada simulada de Hipo dentro da área adversária deixa-se cair e força o árbitro a marcar uma grande penalidade quanto a nós inexistente, ao mesmo tempo injusta.



 

Certamente que esta decisão e o golo dos “locomotivas” causaram alguma animosidade no recinto de jogos, com os adeptos do Desportivo a arremessarem garrafas de água mineral e os dos “locomotivas” ripostando com o mesmo gesto. As duas equipas foram ao intervalo empatadas a um golo, mas em termos de controlo e domínio de jogo só dava Desportivo de Nacala.


 

No reatamento, o Desportivo de Nacala, mesmo estando a jogar em casa emprestada, entrou a pressionar o seu adversário e aos 55 minutos teve um potente remate que passou a roçar a trave da baliza defendida por Simplex.


 

Mas o momento do jogo viria aos 58 minutos. Entrada fulminante de Daudo na ala direita do seu ataque e quando se preparava para invadir a grande área é travado em falta, onde Estêvão Matsinhe não teve dúvidas para castigar a infracção.



Chamado a cobrar, o capitão Coutinho fê-lo de forma primorosa, atirando para o fundo da baliza de Simplex.Foi desilusão total no 25 de Junho, com os donos da casa a procurarem a todo o custo o golo da igualdade, que até poderiam ter almejado esse objectivo, mas porque os pupilos treinados por Nacir Armando tinham a lição bem estudada e com perspectivas de sair com os preciosos três pontos fecharam-se em copas.

 



O Ferroviário de Nampula, treinado pelo português Rodrigues Gonçalves, mesmo depois de ter beneficiado das benesses do árbitro em algumas situações, não conseguiu reunir argumentos suficientes para anular a desvantagem no marcador, apesar de em duas ocasiões o perigo ter rondado a baliza à guarda de Romeu que com segurança anulou as investidas contrárias.Apesar da grande penalidade que Estêvão Matsinhe assinalou, quanto a nós muito injusta e forçada, a equipa da arbitragem esteve à altura do encontro.



 

FICHA TÉCNICA


 

ÁRBITRO: Estêvão Matsinhe, coadjuvado por João Paulo e Alberto Miambo


 

DESPORTIVO – Romeu; Joa (Mboma), Billy, Mahumane, Tawinha e Rodjas; Délcio, Coutinho e Daudo; Gito (Magido) e Lamah (Essien).


 

FERROVIÁRIO– Simplex; Vasil, Dondo, Hipo e Skaba; Ernest (Massua), Nando e Samito; Kalanga, Quaresma (Belito) e Vivaldo.


 

Acção disciplinar. Cartões amarelos a Délcio, Gito e Coutinho do Desportivo de Nacala e Dondo do Ferroviário de Nampula.




Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 12:42
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DEPOIS de um ciclo de quatro derrotas consecutivas, Vilankulo FC regressou às vitórias ao bater sábado, em casa, o Chingale, por 1-0.Akil Marcelino escalou uma equipa diferente. Cumbula, que sempre jogou no miolo do terreno, foi recuado para trio dos centrais e Madeira flectiu para o centro do terreno desta feita na ala esquerda. Esta nova disposição táctica do xadrez dos marlins conferiu mais consistência no reduto mais recuados dos donos da casa, sector que nos últimos jogos estava a meter muita água.


 

Com esta nova arrumação das pedras, Akil Marcelino até se deu ao luxo de deixar no banco Osvaldo, Félio e Tenday. Sergito teve três oportunidades soberanas de maçar aos três, seis e dez minutos, tendo nesta última enviado o esférico para o ferro quando já se gritava golo.


 

Porém, os tetenses não eram meros espectadores. Silvério e Zé, jogadores que muito bem conhecem os cantos da casa, eram os inconformados da ligeira superioridade dos anfitriões, procurando espevitar os colegas para subirem no terreno.


 

Foi nestes instantes que aos 12 minutos Silvério, depois de um canto curto executado pelo lado direito do ataque do Chingale, engana uma série de jogadores, invade a pequena área e levanta o esférico, tendo sido devolvida pelo ferro. Era iminente perigo. Na resposta, Vilankulo chega ao golo, aos 16 minutos por intermédio de Madeira ao concluir de cabeça um livre com mestria executado por Sergito.


 

A segunda metade do desafio iniciou-se com os visitantes algo transfigurados, procurando chegar primeiro à bola, uma pretensão que por alguns minutos surtiu efeito, pois assaltaram momentaneamente o meio-campo, onde, uma vez mais, Zé e Silvério assumem as despesas da contenda.



 

Não obstante esta ligeira ascendência do jogo jogado, as oportunidades de golo continuavam a minguar para o Chingale que  fez  toda segunda parte sem o seu treinador principal expulso ainda no decorrer dos primeiros 45 minutos do jogo. Ao cair do pano, Vilankulo em resposta das substituições operadas, Osvaldo, Félio e Tenday, esbanjou ocasiões para dilatar o marcador. Félio e Fernando foram os principais protagonistas destas falhas.Filimão Filipe, árbitro do jogo, realizou bom trabalho.



 

FICHA TÉCNICA


 

ÁRBITRO: Filimão Filipe, auxiliado por Júlio Muianga e Daniel Viegas.


 

VILANKULO FC: Martinho, Norberto, Ali  Cadre, Cumbula e Madera, Abílio, Gildo, Hilário (Félio), Mathombe, Sérgio (Osvaldo) e Fernando (Tenday).


 

CHINGALE: Godfrey, Silvério, Clarêncio, Stélio, Nelsinho, Ernesto, Zé, Charly, Parkim (Sengo) Magaba (Alon) e  Hadji ( Geraldo).


 

DISCIPLINA: Cartões amarelos para Clarêncio do Chingale  e  Gildo do Vilankulo FC. Vermelho para Stélio do Chingale.


 

GOLO: Madeira (16 minutos)




Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 12:07
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FOI um autêntico filme que se assistiu na tarde de sábado no campo do Matchedje, na Machava. Filme de terror? Talvez sim, até porque os “militares”, para fazerem descarilar a “locomotiva”, utilizaram uma artilharia pesada, mas tudo terminou numa batalha no mínimo perdida.


 

A ofensiva era muito forte, o Matchedje entrou a pressionar em cima da área do Ferroviário da Beira, um domínio acompanhado de muitas oportunidades desperdiçadas. Os “locomotivas” tentaram reagir, mas tudo saía mal, era o Matchedje a mandar em campo e sem dar espaços ao adversário para mostrar o que vale.


 

Mas foi contra a corrente do jogo que os homens que viajaram da Beira inauguraram o activo. Há um contra-ataque na esquerda, o endiabrado Nelito consegue enganar dois contrários para de seguida servir Timbe de bandeja para fazer o 1-0.


 

Os “militares” não acusaram o golo sofrido e logo a seguir “operaram” uma reviravolta. A bola é bombeada para a área “locomotiva” e Caló comete falta sobre Jamal, e o árbitro manda marcar um penalte superiormente convertido por Bila, aos 43 minutos, era o empate e logo a seguir Eká faz o segundo golo, num lance em que a defensiva “locomotiva” não fica isenta de culpas, passavam 45 minutos.


 

No reatamento esperava-se um Matchedje mais motivado e, acima de tudo, aguerrido, qual quê? Pelo contrário foi o Ferroviário da Beira que tomou as rédeas do jogo, tendo chegado ao empate logo no primeiro minuto, por intermédio de Nelito, que, sem dúvida, foi a melhor unidade em campo.



 

O Matchedje tentou voltar à vantagem, mas Jamal não teve arte para violar a baliza de um Sozinho batido, atirando ao lado. Doravante, tudo só deu Ferroviário da Beira, que aos 56 minutos voltou à vantagem por intermédio de Timbe, na sequência de um livre directo, no qual o guardião “militar” fica mal na “fotografia”.



 

Sem “pernas”, o Matchedje tentou discutir o jogo, mas o Ferroviário da Beira não dava tréguas, daí que a equipa “militar” não chegou a ameaçar a baliza à guarda de Sozinho.E quando todos esperavam o 2-3, Valério comete falta na grande área sobre um avançado “locomotiva” e Dionísio Dongaze não hesitou, assinalando uma grande penalidade. Caló executou de forma airosa, era o 2-4 final.Dionísio Dongaze, árbitro do encontro, e a sua equipa dirigiram bem o encontro.



 

FICHA TÉCNICA


 

ÁRBITRO: Dionisio Dongaze, auxiliado por Mário Albino e Abibo Adinane. Quarto foi António Massango.


 

MATCHEDJE: Valério, Nito(Beto), Amade, Zola, Bila, Abdul, Sací, Benício, Eká, Penza (Tchotchó) e Jamal.


 

FERROVIÁRIO DA BEIRA: Sozinho; Ramos, Caló, Bernardo, Edson, Reinildo, Finho, Timbe, Goodcent, Carlitos (Chiganda) e Nelito.


 

DISCIPLINA: Amarelo para Valério (Matchedje).




Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 11:53
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A HCB recebeu e goleou ontem o Têxtil do Púnguè, por 5-1, no duelo da zona centro da décima sétima jornada do Moçambola-2013, que ficou amputada em virtude de três jogos terem sido adiados devido à participação dos “Mambas”, em Harare, na fase africana de qualificação para o Mundial-2014.



Esta ronda ainda ficou marcada pelas vitórias do Ferroviário da Beira, em Maputo, sobre o Matchedje, por 4-2, do Desportivo de Nacala, em Nampula, sobre o Ferroviário local, por 2-1, e do Vilankulo, em casa, sobre o Chingale, por 1-0. Depois dos jogos do fim-de-semana o Chibuto, mesmo ficando de fora, continua a liderar com 31 pontos, enquanto abaixo da linha de água se encontram o Chingale, Têxtil do Púnguè e Matchedje.


A próxima ronda contempla os encontros Chingale Tete-Estrela Vermelha, Fer. Beira-HCB,Fer.Maputo-Desportivo Nacala, Fer. Nampula-Matchedje, Maxaquene-Liga Muçulmana,Têxtil Púnguè-Chibuto e  Vilankulo-Costa do Sol.

Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 11:33
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Sexta-feira, 06 DE Setembro 2013

A DÉCIMA sétima jornada do Moçambola tem agendado um jogo entre formações que por estas alturas lutam por objectivos bem diferentes. Trata-se do Matchedje-Ferroviário da Beira, partida a realizar-se no estádio da Machava a partir das 15.00 horas de amanhã.



 

Enquanto os “militares” procuram o que já parece ser impossível escapar: a despromoção; os beirenses ainda sonham com o título, apesar do mau arranque da segunda volta.Será, portanto, um despique entre formações com metas bem antagónicas e que vão claramente lutar pelos preciosos três pontos. A equipa “militar”, que ao cabo da décima sexta jornada soma apenas seis pontos, vem de um resultado bem motivador.



Foi, curiosamente, à Beira impor um empate ao Têxtil do Púnguè, equipa que se tem mostrado personalizada a jogar diante do seu público, e pode apegar-se a esse resultado para ganhar a inspiração de que precisa para “roubar” pontos a outro representante da mesma cidade, que até vem de um empate caseiro diante do Desportivo de Nacala. Sublinhe-se que os “locomotivas” ainda não ganharam na segunda metade e somam 25 pontos, menos seis que o líder, Clube do Chibuto.



 

Numa ronda que será outra vez jogada à meio gás devido aos compromisso dos “Mambas”, o que obriga que os jogos Chibuto-Costa do Sol, Liga Muçulmana-Ferroviário de Maputo e Estrela Vermelha-Maxaquene sejam adiados, disputa-se o “derby” de Nampula entre o Ferroviário local e o Desportivo de Nacala.



 

Surpreendentemente, os nacalenses, novatos neste tipo de competição, estão a ter uma prestação mais vistosa que o seu rival com muito mais traquejo na alta-roda do futebol nacional. Separados por cinco pontos, antevê-se um despique aceso com os “locomotivas” a quererem mostrar o seu maior poderio (ainda adormecido) e a equipa portuária a provar que não é por acaso que é vista como uma das equipas sensação do Moçambola.



 

Em Vilankulo vive-se um momento de tensão devido aos maus resultados da formação da casa. É por isso fácil de adivinhar que o Vilankulo FC jogará com o Chingale sob pressão da sua massa associativa. Um outro desfecho que não seja um triunfo dos anfitriões pode aguçar ainda mais a crise que se vive por aquelas bandas.

A HCB recebe o Têxtil do Púnguè e é indubitavelmente favorito a conquistar os três pontos, embora os “fabris” não estiquem o tapete, pois precisam de pontuar para rapidamente deixarem a zona de despromoção. 





Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:13
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