Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Segunda-feira, 04 DE Abril 2016

 

A LIGA Desportiva de Maputo passou por maus momentos na primeira parte durante a qual o Desportivo do Niassa se bateu de igual para igual, despertando alguma curiosidade no público, em número reduzido, que acompanhou de perto o jogo, acabando por ter algum interesse pela réplica que os visitantes deram ao longo do prélio.

 

O golo madrugador da equipa da casa (aos três minutos), um autogolo do “capitão” do Chimbeta, na tentativa de desviar o remate de Telinho, não foi suficiente para manter o favoritismo que a Liga levava para este desafio perante um estreante no Moçambola. Isto porque não tardou para Skaba igualar a partida num golo bem conseguido na sequência de um contra-ataque rápido, aos seis minutos.

 

O equilíbrio foi nota dominante durante quase toda primeira parte. Apesar do esforço da Liga para sair deste período a vencer, o Desportivo do Niassa soube posicionar-se no terreno e defendeu-se bem, enquanto descia em contra-ataque. E acabou arrancando uma jogada extradordinária, que só não terminou em golo porque o remate de Nelsinho foi frouxo e dirrecionado para as mãos do Artwel, aos oito minutos.

 

Feito isto, assistiu-se a uma luta renhida no miolo do terreno e a Liga foi experimentando saídas pelos flancos e remates fora da área. Liberty atirou, já no fim do primeiro quarto, com precisão, mas para uma defesa fácil de Martinho. E desperdiçou uma grande oportunidade com um remate para alturas no interior da grande área, aos 16 minutos.

 

E por pouco a Liga saía para a segunda parte a vencer. Mas o desvio de Telinho, ao cruzamento de Nando, de cabeça, levou o esférico a embater no poste em cima do minuto 45.

 

A segunda parte começa com a Liga mais aguerrida, daí que em poucos minutos teve dois lances notáveis, primeiro Sonito cabeceou pouco desenquadrado com a baliza, e depois foi Nando que tentou aplicar um “chuveirinho” ante a saída em apuros do guarda-redes Martinho, aos 52 minutos. Era o aviso à navegação, porque Momed Hagy marcou de cabeça, aos 57 minutos, para 2-1, na sequência de um pontapé de canto batido à maneira curta.

 

E não tardou para Sonito fazer o 3-1, aos 62, a corresponder ao centro de Nando no interior da grande área. Estes golos acabaram correspondendo a algumas alterações feitas pelo técnico da Liga, Dário Monteiro.

 

O artilheiro Zicco, que entrou no lugar de Sonito, não levou mais de dois minutos para fixar o “score” em 4-1. A assistência foi de Andro, com um centro atrasado para o remate certeiro do avançado. Com este resultado terminou a partida bem ajuizada por José Maria Rachide.

 

FICHA TÉCNICA

 

ÁRBITRO: José Maria Rachide, auxiliado por Ivo Muiambo e Cláudio Macamo. O quarto árbitro foi Ema Novo.

 

LIGA DESPORTIVA – Artwel; Kito, Bheu, Elias I e Osvaldo; Momed Hagi (Ussama), Nando, Libery, Telinho (Elías II) e Andro; Sonito (Zicco).

 

DESPORTIVO DO SONGO – Martinho; Celso, Pedrito, Duda e Chimbeta; Naftal, Nelsinho (Fidel), Njusta, Balaca (Tazman), Àurio (Mpassear) e Skaba.

 

DISCIPLINA: Cartões amarelos a Osvaldo (Liga); Duda e Nelsinho.

 

 

SALVADOR NHANTUMBO

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 14:14
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O NULO entre Maxaquene e Clube do Chibuto registado na tarde de ontem assenta como uma luva na mão, a julgar por aquilo que foi a produção de ambas as colectividades.

 

A primeira parte foi morna com as duas equipas a levarem algum tempo para assentar o jogo. O Maxaquene, que jogou sem as suas duas maiores referências ofensivas, nomeadamente Isac e o nigeriano Luckman, apostou em Tobias para a frente do ataque, contando com apoio directo de Massaua e Manuelito. Nas alas, embora com tarefas mais defensivas estavam Butana e o experiente Paíto. A vantagem “tricolor” no que diz respeito à posse de bola não se traduziu em jogadas claras de golo.

 

Massaua tentou dar o ar da sua graça com rasgos na direita, mas os “guerreiros” conseguiam debelar o “fogo” deste extremo. O Chibuto com um futebol directo, bem com conduzido pelo tecnicista Christopher e Cedric, dois burundeses que criaram muitos problemas a defesa do Maxaquene. Se o Maxaquene tinha mais bola, já o Chibuto era a equipa que criou mais oportunidades de golo, até porque os treinados de Chiquinho Conde, em alguns momentos estiveram apáticos. Jogavam longe da baliza de Zacarias.

 

Chicualacuala, aos 28 minutos, ganhou espaço na esquerda para a entrada da área rematar forte para a defesa atenta de Guirrugo. Pouco depois, Micheque lançou Cedric num passe na diagonal, mas este rematou fraco da zona de penálti para as mãos de Guirrugo.

 

O Chibuto crescia e era a equipa mais esclarecida. Instantes depois o próprio Micheque tentou a sua sorte de longe, mas o seu remate saiu ao lado. O Maxaquene respondeu aos 34 minutos num cabeceamento de Massaua para a defesa de Zacarias. Mas o Chibuto não se intimidou e voltou à carga, e aos 40 teve a mais flagrante oportunidade de golo falhada por Chawa, que isolado na área tentou fintar Guirrugo que com a ponta do pé direito chutou a bola para fora. Foi-se ao intervalo com sinal mais para o Chibuto. No reatamento, a qualidade do espectáculo não melhorou, o Maxaquene voltou a chamar para si as despesas do jogo, mas o Chibuto soube conservar o precioso ponto fora de casa.

 

Na primeira jogada desta etapa, há uma bela combinação entre Massaua e Manuelito que culmina com o remate deste último ao lado, cá do meio da rua. Já à beira do fim Manuelito voltou a estar em evidência num remate forte na cobrança de livre para uma excelente defesa de Zacarias, 88 minutos. Já nas compensações, Guirrugo foi colocado à prova por Christopher, também na cobrança de um livre, mas conseguiu deter o esférico numa pequena área congestionada. O nulo prevaleceu. Celestino Gimo cometeu alguns erros, mas desculpáveis.

 

FICHA TÉCNICA

 

ÁRBITRO: Celestino Gimo, auxiliado por João Paulo e Carlos Manuel. Quarto foi António Munguambe.

 

MAXAQUENE: Gurrugo; Butana, Nito, Bernardo, Paíto, Dangalira, Mayunda (Talapa), Massaua, Manuelito, Okhan (Eduardo) e Tobias (Fashy).

 

CHIBUTO: Zacarias; Christopher, Cambula, Chicualacuala, Tchocolo (Barrigana), Chawa (Abbas), Obel, Narciso, Nhabanga, Micheque (Jossef) e Cedric.

 

DISCIPLINA: Amarelos para Nito e Manuelito (Maxaquene); Chawa para o Clube do Chibuto.

 

Sérgio Macuácua

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 14:04
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O COSTA do Sol continua a defraudar as expectativas nos jogos efectuados em casa. Depois de ter empatado (3-3) na primeira jornada com o 1.º de Maio de Quelimane, os “canarinhos” foram derrotados pela ENH de Vilankulo, por 2-1, em partida da terceira jornada do Moçambola.

 

Para uma colectividade que se assume como candidata ao título, é preocupante ter perdido já cinco pontos frente a formações que lutam por objectivos bem mais modestos. A verdade é que os “canarinhos” continuam, tal como noutras épocas, a demonstrar serem extremamente irregulares. A equipa da ENH veio a Maputo, jogou abertamente e ganhou com golos apontados por Serginho e Paulo ainda na primeira parte.

 

O Maxaquene, outro candidato ao título, também não esteve bem, visto que empatou, em casa, com o Clube do Chibuto a zero golos. 

 

O Ferroviário de Maputo e a Liga Desportiva de Maputo, outros sérios candidatos ao título, exibiram força nesta ronda, tendo vencido o Ferroviário de Nacala (2-0) e o Desportivo de Niassa (4-1).

 

Mas as honras da jornada vão para a equipa da União Desportiva do Songo que continua sólido na liderança, após uma triunfo convincente sobre o 1 de Maio de Quelimane, por 4-0. A turma treinada por Artur Semedo lidera com oito pontos.

 

O Ferroviário da Beira recebeu e venceu o Desportivo de Maputo, por 2-0, tendo-se posicionado no terceiro lugar, sete pontos, os mesmos da ENH, que ocupa o segundo posto.

 

O Ferroviário de Nampula também mostrou força em casa, tendo goleado o Chingale, por 3-0. Noutra partida, o Estrela Vermelha de Maputo e Desportivo de Nacala não foram além de um empate a zero golos.

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 13:28
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O JOGO entre o Ferroviário da Beira e o Desportivo de Maputo foi de facto uma verdadeira partida de futebol. As duas equipas, que lutam pelos lugares cimeiros, bateram-se ao longo dos 90 em busca dos três pontos. Venceu o Ferroviário que estava a jogar em casa, ante um adversário que, diga-se em abono da verdade, foi um digno vencido, pois teve atitude e valorizou o espectáculo, mesmo tendo perdido.

 

A turma da casa entrou de rompante e marcou logo aos três minutos através de um pontapé de canto cobrado por Gildo e a ser correspondido positivamente por Belito para o gáudio dos beirenses. Estava feito o primeiro golo da partida. O golo madrugador dos beirenses criou algum desnorte na turma “alvi-negra”. Os “locomotivas” aproveitaram para jogar a seu bel-prazer e criarem lances de perigo. Aos seis minutos, Belito ficou isolado, mas fez o pior rematando para a figura do guardião Elton.

 

Depois desse lance, a turma de Uzaras Mohamed foi à procura de melhor entrosamento e, fruto da sua melhor organização, conseguiu equilibrar a contenda. Numa jogada de contra-ataque, os locais ganharam uma falta à entrada da área. Gildo fez um centro e Tsepo saltou mais alto que os defensores visitantes para a defesa incompleta de Elton naquela que foi a melhor defesa do jogo. Mesmo assim, os “alvi-negros” não baixaram os braços. Foram à procura do golo de empate, mas os atacantes estavam num dia “não” porque não conseguiram concretizar as oportunidades criadas. E com este resulto de uma zero a favor dos donos da casa foi-se ao intervalo.

 

No reatamento, os “locomotivas” entraram a pressionar, como fruto disso, Fabrice fez 2-0 depois de muita confusão na grande área de Elton resultante de um canto cobrado por Gildo, isto aos 79 da contenda.Com o resultado a seu desfavor, os visitantes correram atrás do prejuízo e aos 85.

 

minutos o recém entrado Joca cara-a-cara com Soarito remata frouxo, naquela que era a melhor oportunidade para reduzir a desvantagem. Depois disso, assistiu-se a uma partida bastante animada, mas as duas equipa não conseguiam traduzir os seus intentos em golos. O juiz e seus pares estiveram bem.

 

FICHA TECNICA

 

ÁRBITRO: Samuel Chirindza, auxiliado por Osvaldo de Jesus e Carlos Guambe. Afonso Xavier foi o quarto.

 

FER.BEIRA: Soarito; Moniz, Eminem, Cufa, Edson; Thomas Nyirenda, Paíto (Maninho), Fabrice; Belito (Nelito) e Tsepo (Tsepo).

 

DESP.MAPUTO: Elton; Sidique, Laque, Dário Khan, Orlando; Infren (Rachid), Jojó (Joca), Danito Parruque, Calton; Jossias (Henriques) e Cris.

 

DISCIPLINA: Amarelos para Jojó e Orlando, ambos do Desportivo de Maputo. 

     

Laiton Sifa

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 13:22
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DEPOIS de um empate e uma derrota nas primeiras duas jornadas impunha-se ao Ferroviário de Nampula conseguir os três pontos, sobretudo jogando em casa e com um adversário aparentemente acessível. Foi assim que logo aos dois minutos do início do jogo Kuawali entra na grande área da equipa adversária, tendo feito um remate rasteiro que passou no lado direito da baliza de Dande.

 

A equipa de Arnaldo Salvado continuava a pressionar o adversário com muitos contra-ataques que culminavam com uma boa combinação entre Vivaldo e Banda. Aliás, foi assim que surgiu o primeiro golo aos 16 minutos da primeira parte numa jogada que começou do meio-campo, até que Vivaldo oportuno não desperdiçou atirando a contar.

 

O Chingale reagiu tentando equilibrar e restabelecer a igualdade, quando aos 21 minutos o capitão Charly rematou forte, mas para as nuvens.

 

O Ferroviário voltou a mó de cima e o malawiano Kuawali fez a diferença, fazendo o segundo e o terceiro golos da sua equipa para a alegria dos adeptos nampulenses, num jogo onde a arbitragem foi regular.

 

FICHA TÉCNICA

 

ÁRBITRO:Filimão Filipe, auxiliado por Zacarias Baloi e Isak Domingos tendo como quarto arbitro Inácio Sitoe.

 

FER.NAMPULA: Pinto; Gervásio, Salomão, Dondo e Jonas; Paiva, Imo, Banda (Green) e Kauwali; Vivaldo (Rul) e Ndazione

 

CHINGALE: Dande; Júnior, Rogério, Mohamed e Ernesto; Haji (Kelo), Inocenti, Palotão e Osvaldo; Charly e Chena.

 

GOLOS: Vivaldo e Kuawali (2).

 

Rahaia Jamal (colaboração)

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 12:10
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Ferroviário da Beira-Desportivo de Maputo (2-0)

Maxaquene-Chibuto (0-0)

Costa do Sol-ENH (1-2)

Ferroviário de Nacala-Ferroviário de Maputo (0-2)

UD Songo-1.º Maio de Quelimane (4-0)

Liga Desportiva-Desportivo do Niassa (4-1)

Ferroviário de Nampula-Chingale (3-0)

Estrela Vermelha-Desportivo de Nacala (0-0)

 

CLASSIFICAÇAO ACTUAL

 

                                 J          V          E          D         G         P

 

UD SONGO                  4          2          2          0          5-0       8

ENH                           3          2          1          0          4-2       7

Fer. Beira                   3          2          1          0          3-0       7

Fer. Maputo                2          2          0          0          5-0       6

Costa do Sol               3          1          1          1          7-7       4

Liga Desportiva           2          1          1          0          4-1       4

Maxaquene                 3          1          1          1          4-3       4

Fer. Nampula              3          1          1          1          3-2       4

Desp. Nacala               4          1          1          2          2-4       4

Estrela Vermelha         3          0          3          0          0-0       3

Clube do Chibuto        3          0          3          0          0-0       3

1.º de Quelimane        3          0          2          1          3-7       2

Fer. Nacala                2          0          1          1          2-4       1

Chingale                    2          0          1          1          2-5       1

Desp. Niassa               3          0          1          2          1-5       1         

Desp. Maputo             3          0          0          3          3-8       0

 

Próxima jornada (4.ª):Desportivo do Niassa-Ferroviário de Nacala; 1.º de Maio de Quelimane-Liga Desportiva de Maputo; Desportivo de Maputo-União Desportiva do Songo; ENH de Vilankulo-Ferroviário da Beira; Clube do Chibuto-Costa do Sol; Desportivo de Nacala-Maxaquene; Chingale-Estrela Vermelha de Maputo e Ferroviário de Maputo-Ferroviário de Nampula.

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 11:44
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A UNIÃO Desportiva do Songo manteve-se na liderança do Moçambola-2016 ao golear, em casa, em jogo disputado na tarde de ontem, o 1.° de Maio de Quelimane, por 4-0, em jogo da terceira jornada.

 

A equipa do Songo soma agora oito pontos, mais um que a ENH de Vilankulo e Ferroviário da Beira que também venceram nesta ronda. Por sinal, a ENH protagonizou a surpresa da jornada ao vir a Maputo vencer no reduto do Costa do Sol, por 2-1. Já os “locomotivas” da Beira venceram o Desportivo de Maputo, por 2-0. Sublinhe-se que os “alvi-negros” continuam a ser a única equipa que ainda não pontuou na prova.

 

O Maxaquene, outro dos candidatos ao título, esteve igualmente num fim-de-semana frustrante ao consentir uma igualdade a zero golos, em casa, frente ao Clube do Chibuto. Os “tricolores”, treinados por Chiquinho Conde, rubricaram uma exibição abaixo das expectativas, tal como os “canarinhos” na recepção à turma de Vilankulo.

 

O Ferroviário de Maputo somou a segunda vitória consecutiva. Desta vez a vítima foi o Ferroviário de Nacala que acabou derrotado em casa, por 2-0. Os “locomotivas”, actuais campeões nacionais, estão a fazer um bom início de campeonato e mostram que estão dispostos a revalidar o título.

 

A Liga Desportiva de Maputo também não deixou os seus créditos em mãos alheias, tendo goleado o Desportivo do Niassa, estreante no primeiro escalão do futebol nacional, por 4-1.

 

Numa ronda em que importa ressalvar o bom registo de golos marcados, 19 ao todo, o Ferroviário de Nampula impôs-se em casa com um triunfo sobre o Chingale, por 3-0. Dificuldades para a equipa da província de Tete no regresso ao Moçambola.

 

O Estrela Vermelha de Maputo, que também regressou à prova-mor do futebol nacional, empatou pela terceira vez. Desta vez recebeu e empatou com o Desportivo de Nacala sem abertura de contagem. Uma nota curiosa é que os “alaranjados” ainda não marcaram, tendo empatado os três jogos a zero.

 

Na próxima jornada o destaque vai para o embate entre Ferroviário de Maputo e o de Nampula. Eis os restantes desafios: Desportivo do Niassa-Ferroviário de Nacala, 1.º de Maio de Quelimane-Liga Desportiva de Maputo, Desportivo de Maputo-União Desportiva do Songo, ENH de Vilankulo-Ferroviário da Beira, Clube do Chibuto-Costa do Sol, Desportivo de Nacala-Maxaquene e Chingale-Estrela Vermelha de Maputo.

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 11:35
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A SELECÇÃO Nacional de futebol de Sub-20 derrotou, sábado, no Estádio da Machava, as Ilhas Maurícias, por 1-0, em partida inserida na primeira “mão” da primeira eliminatória de qualificação ao CAN-2017, cuja fase final terá lugar na Zâmbia.

 

O resultado peca por ser escasso ao avaliar o desempenho dos “Mambinhas” ao longo do jogo, o qual acabaram dominando, mas sem tirar o melhor proveito às oportunidades por si criadas. Sem tirar mérito ao adversário, a rapaziada treinada por Arnaldo Ouana soube estar no jogo e teve atitude perante um adversário que tentou surpreender, mas sem atinar com a baliza inicialmente defendida por António, que saiu lesionado já na etapa complementar, tendo sido substituído por Leandro.

 

Aos “Mambinhas” faltou alguma bravura no capítulo da finalização e qualidade no remate, pois apareceram inúmeras vezes no último reduto dos mauricianos, que se defenderam bem, sobretudo na segunda parte. Aliás, foi na primeira parte que a turma da casa não pode aproveitar as fragilidades denunciadas pelos mauricianos, que se viram obrigados a recuar para o seu reduto, portanto sem capacidade de travar o avanço dos “Mambinhas” e muito menos de reação contra as investidas constantes da selecção nacional.

 

Apesar do escasso tempo de preparação (três semanas), o combinado nacional demonstrou coesão e um fio de jogo assinalável, com capacidade de retenção e circulação da bola, situação que permitiu aos “Mambinhas” movimentarem-se por toda largura do terreno, com passes acertados e virados ao ataque. Pautando por um jogo progressivo e jogadas de pé para pé, o combinado conseguiu abrir as linhas de passe e romper o meio campo mauriciano, chegando com a facilidade junto ao último reduto do adversário. Porém, não havia atiradores e as tentativas de romper a grande área foram muitas vezes desactivadas.  

 

Contudo, o jogo iniciou com a primeira oportunidade a pertencer aos visitantes, quando, aos seis minutos, Prosper, na conversão de um livre, provocou susto ao atirar para a defesa incompleta de António, que recuperou o esférico nos pés de dois contrários, que tentavam fazer a emenda.

 

A resposta moçambicana não tardou, pois Milton cruzou para o segundo poste, onde apareceu o artilheiro Mário a cabecear de cima para baixo, tendo o esférico sido projectado do chão para cima do travessão. Mas o primeiro auxiliar, Lesupi Puputla, havia assinalado fora-de-jogo duvidoso. O mesmo Mário rematou de seguida cruzado contra o corpo do guarda-redes mauriciano, Nany, aos 15 minutos. Portanto, na incapacidade de penetrar a grande área pela zona frontal, os “Mambinhas” exploraram também os flancos, só que ainda a defensiva mauriciana foi felizarda.

 

Portanto, a primeira parte acabou fechando com o domínio moçambicano, mas diga-se, em abono da verdade, que a Selecção Nacional escapou a um golpe que não saiu certo porque Labour, que fazia dupla de ataque com Ferre, não acertou a baliza com António pela frente numa jogada de contra-ataque. Aliás, a assistência foi mesmo de Ferre, aos 39 minutos.

 

A segunda parte é caracterizada pela melhoria da actuação dos mauricianos no miolo, onde a batalha passou a ser dura. Os mauricianos optaram por jogo duro, causando lesões aos jogadores moçambicanos. Foi na sequência de um golpe engendrado por Monvoisin que o guarda-redes moçambicano teve de ser substituído ainda no primeiro quarto da contenda.

 

Entretanto, a segunda parte começa com o livre batido pelo “central” e “capitão” moçambicano Bruno. O remate sai tenso e direccionado, mas pouco desenquadrado com a baliza.

 

Os “Mambinhas” jogavam a estas alturas mais pelos flancos, donde surgiam cruzamentos para a área. Continuaram a fazer circular a bola, enquanto os mauricianos optaram por uma defesa em bloco na espectativas de explorar contra-ataques.

 

E foi em mais um contra-ataque rápido que os “Mambinhas” escaparam a mais um golpe de rins. Ferre galgou pela direita superando um contrário antes de atirar, tendo a bola se escapulido pelo meio dos pés de António e embatido na base do poste, aos 49 minutos. 

 

Mas a equipa da casa estava mais galvanizada com as mexidas feitas. Nilton esteve mais em evidência nesta etapa, quase fez a bola roçar o poste, em mais um cruzamento que se seguiu a um lançamento pela esquerda, aos 68 minutos. E foi ele que deu início à jogada que culminou com o golo do artilheiro Dinis, aos 74 minutos. Foi à linha de fundo tirar um defesa do caminho e cruzar para Dinis, com um remate meio-acrobático, colocar o esférico o fundo das malhas, para o gáudio dos moçambicanas que quase encheram a bancada sombra da “catedral” da Machava.

 

Os “Mambinhas” ainda tentaram aumentar a vantagem, mas os mauricianos estavam mais consistentes e fechavam-se a copas no seu último reduto, enquanto esperavam pelo deslize da rapaziada da casa e continuavam com o seu jogo duro perante o olhar impávido do árbitro sutho Lebalang Mokele. Não influenciou no jogo, sendo que peca por ignorar algumas infracções contra a turma de casa e por não penalizar os mauricianos.

 

FICHA TÉCNICA

 

COMISSÁRIO: William Shongue, da Suazilândia.

 

ÁRBITRO: Lebalang Mokete, auxiliado por Lesupi Puputla e Mapholo Mapholo, todos do Lesotho. O quarto árbitro foi Osiase Koto, também do Lesotho.

 

MOÇAMBIQUE – António (Leandro); Cândido, Osvaldo, Bruno e Danilo; Mapangane, Milton (Neldinho), Mussa e Nilton; Dinis e Mário (Kapa).

 

MAURÍCIAS – Nany, Vicent, Monvoisin, Jeetou e Arasan (Nicolin); Sarah, Gukoola (Julicoeur), Manie e Prosper; Ferre e Labour (Ova).

 

DISCIPLINA: cartões amarelos para Danilo e Monvoisin.

 

SALVADOR NHANTUMBO

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 11:01
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A ESCOLA Secundária Nelson Mandela, construída pela Mozal, no posto administrativo da Matola-Rio, distrito de Boane, no âmbito da responsabilidade social desta empresa de fabrico de alumínio, transformou-se, de há alguns anos a esta parte,  num grande centro de forja de talentos para o basquetebol.

 

Numa iniciativa de singulares, que se juntaram para projectar a pequenada para o Torneio Inter-Escolar Basket-Show, da empresa de telefonia móvel mcel, em representação da “Nelson Mandela”, surgiu um grande projecto de prospecção de talentos que já integram alguns dos grandes clubes da cidade de Maputo. Cleto Chissico, funcionário alfandegário e antigo jogador de formação nalguns clubes históricos, outros já desaparecidos do mapa basquetebolístico nacional, e Sérgio Chivure, professor de Educação Física na Escola Nelson Mandela, são os promotores da nobre iniciativa e que já produziu mais de 30 atletas federados, que fazem actualmente parte das equipas de iniciados, juvenis e juniores de alguns dos grandes clubes da cidade de Maputo. Na entrevista que se segue, Cleto Chissico conta a história deste que se tornou num grande projecto de formação, que chama a atenção a muitos clubes nacionais que pouco ou nada se preocupam com a formação.

 

(NOT.) – Como é que surge esta ideia de criar um projecto de prospecção de talentos para o basquetebol federado?

 

 

CLETO CHISSICO (CC) – Foi em 2013, numa altura em que trabalhava no Parque Industrial de Beloluane, no posto administrativo da Matola-Rio, próximo da Escola Nelson Mandela, que identifiquei, neste estabelecimento de ensino, um campo de basquetebol com boas condições para a prática da modalidade. Aproximei-me e conheci lá um professor de Educação Física de nome Sérgio Chivure, que trabalhava com crianças no mini-básquete e propus-lhe que trabalhássemos juntos num projecto de formação de talentos sem fins lucrativos.

 

E, uma vez que já existia o projecto “Basket-Show”, virado ao basquetebol juvenil, apostámos num projecto visando inicialmente preparar uma equipa para aquele torneio em representação da escola, no mesmo ano de 2013. E conseguimos, na estreia, alcançar o quinto lugar. Continuámos a trabalhar no ano seguinte, já também com femininos, e a nossa meta era conquistar o torneio em masculinos e conseguimos. Pela primeira vez, a “Nelson Mandela” sagrou-se campeã e, em femininos, conseguimos qualificar a equipa para a fase final, tendo terminado o campeonato em quarto lugar.

 

NOT. – Qual tem sido o destino desses talentos?

 

CC – Alguns clubes já beneficiaram e continuam a beneficiar deste nosso projecto. A equipa masculina está a representar a Autoridade Tributária. São 12 jogadores juvenis, a maior parte dos quais nascidos em 1999, e que ascenderam aos juniores este ano. Tínhamos uma equipa de iniciados femininos, também a representar a AT, e que também ascendeu aos juvenis. Houve reclamações porque a equipa de juvenis masculinos (agora júnior) superou todos os adversários no Torneio de Abertura recentemente terminado, e acabando por conquistar a prova. Portanto, associámo-nos à Autoridade Tributária no âmbito da campanha de popularização do imposto.

 

E foi por via de uma conversa que tivemos com Elman Nhatitima, jogador da equipa sénior do Desportivo de Maputo e que trabalha no Gabinete de Comunicação e Imagem naquela empresa, que firmámos uma parceria com a AT. Na conversa, explicámos que tínhamos muitos miúdos que fizeram o “Basket-Show” e que haviam superado a idade-limite para continuarem no torneio. E que, para não se perderem, solicitámos que a AT pegasse nas equipas em sua representação. Foi assim que a AT se lançou para o basquetebol, através das nossas equipas.

 

O nosso acordo com a AT é preparar os talentos para representarem a empresa no basquetebol federado. E assim acabámos nos transformando em treinadores destas mesmas equipas nas provas oficiais de juvenis e juniores a nível da cidade de Maputo. Mas temos outros atletas por nós projectados noutros clubes, como Ferroviário e Desportivo. Aliás, passámos também 12 atletas para a iniciação no Ferroviário de Maputo, alguns dos quais (5) ainda com idade para continuar no “Basket-Show”. O nosso MVP no “Basket-Show” da edição 2015, em masculinos, Elton Bem, joga pelos juvenis e juniores do Ferroviário de Maputo.

 

NOT. – Pode falar-nos das contrapartidas nesse acordo com a AT?

 

CC – Em contrapartida, a AT apoia-nos em equipamento para os atletas, lanche e transporte. Como se trata de um projecto, esperamos ter outro tipo de contrapartidas no futuro. Por enquanto, trabalhamos por amor à camisola. As coisas podem fluir como não no projecto com a AT em termos de contrapartidas, mas como é de coração estamos felizes. Aliás, fazemos a formação porque gostamos. Ninguém nos obriga. Queremos é apoiar o desporto, em particular o basquetebol, a ir mais longe. Já produzimos quase 30 atletas para federados.

 

A AT está em todo o lado e o nosso sonho é ter uma equipa da zona a representar o distrito de Boane, onde a “Nelson Mandela” está sediada. Não interessa o nome que vamos dar, mas o importante é permitir que as crianças continuem a praticar o basquetebol, o que eles gostam, porque quando acaba o “Basket-Show” desaparecem. Também contribuímos para a formação social das crianças. Aconselhamo-las que primeiro são os estudos e depois o desporto.

 

NOT. – Qual é o vosso regime de trabalho e como conseguem trabalhar com equipas para o “Basket-Show” e basquetebol federado.

 

CC – Considerados inicialmente como um centro de forja de talentos, actualmente, com o acordo com a AT, trabalhamos com projectos da escola e de federados. Deste modo, apenas estudantes da “Nelson Mandela” estão no projecto do “Basket-Show”. Aqui, trabalhamos com o apoio de alguns amigos. A AT, por enquanto, deu-nos bolas. A escola só nos cede o campo, mas existem algumas empresas que nos apoiam no projecto de “Basket-Show”. Quanto aos federados, dizer que a equipa feminina treina das 16.00 às 17.30 horas e a masculina das 18.00 às 19.30 horas, às segundas, quartas e sextas-feiras. Aos fins-de-semanas jogam. Entretanto, orientamos as equipas com o apoio de técnicos de formação, alguns dos quais foram nossos atletas. A expectativa é trabalhar na perspectiva de termos equipas de seniores no futuro, visto que temos alguns atletas nossos noutros clubes.

 

NOT. – Nisto tudo que tem estado a fazer por amor à camisola qual é o seu maior sonho?

 

CC – O meu maior sonho é que eles se transformem em homens novos. Esse é que seria o nosso maior ganho. O meu apelo vai aos encarregados de educação para que nos acarinhem, porque nós ajudamos a educar os seus filhos. Notamos que nalgumas saídas que tivemos com as crianças para competir na vizinha África do Sul, em torneios inter-escolares a convite de entidades escolares locais, nem sequer nos contactaram para saber como foi a nossa viagem. Falando da África do Sul, já tivemos três convites para torneios inter-escolares.

 

Em 2014, tivemos um para participar, com ajuda de algumas empresas, num torneio em Joanesburgo, aonde levámos uma equipa masculina, tendo alcançado o segundo lugar, depois de transitarmos para a fase final também em segundo lugar, num grupo de cinco equipas. No total, eram quatro grupos, portanto 20 equipas. Com a experiência que adquirimos no torneio sul-africano, apostámos já em atacar o segundo título consecutivo no “Basket-Show”, em masculinos, porque fomos campões em 2014.

 

E conseguimos também no ano seguinte, em femininos, e ficámos em terceiro lugar no “Basket-Show”. Em Janeiro deste ano, tivemos um novo convite desta vez feito pela Escola Americana em Joanesburgo para um torneio no qual participámos apenas com a equipa feminina, num total de 16, subdivididas em quatro equipas. Dominámos a nossa série e chegámos à final, na qual curiosamente cruzámos com a Escola Americana e sagrámo-nos vencedores. Já em Fevereiro, fomos novamente à África do Sul e participámos num novo torneio, em masculinos, no qual ficámos em quarto lugar.

 

NOT. – O que será feito daqui para a frente. Tem novas ideias, novos projectos?

 

CC – Daqui para a frente é continuar a trabalhar, na perspectiva de desenvolver o basquetebol em particular na província de Maputo, distrito de Boane. Infelizmente, não existem campeonatos localmente e assim a única saída é projectar os talentos para os campeonatos da cidade de Maputo. Mas o nosso objectivo é ter uma equipa a representar o distrito em federados. Aliás, já estamos a trabalhar com um novo grupo que está a ser projectado para o “Basket-Show” em masculinos e femininos para atacar o terceiro e o primeiro títulos, respectivamente. Temos 30 atletas, de 14 a 15 anos, que foram recrutados em finais do ano passado. Temos ainda perto de 25 com idades que variam de 13 a 14 anos que estão a aprender a prática do basquetebol. Temos igualmente crianças (15 meninas), também com idades de 13 a 14 anos, que estão a ser preparadas para participar no Torneio NBA, promovido pela ex-basquetebolista Clarisse Machanguana. Este terá início já no dia 13 deste mês.

 

A perspectiva é de o distrito de Boane ter uma equipa de basquetebol federado de iniciação. Portanto, o nosso projecto de prospecção de talentos para o basquetebol federado, no campo da “Nelson Mandela”, está aberto para todos os meninos interessados à volta ou nas proximidades, mesmo a nível do distrito. Isso vai encurtar a distância para aqueles meninos que gostam de jogar basquetebol e que são obrigados a ir à cidade de Maputo na ausência de um movimento federado na província.

 

PERFIL DE CLETO CHISSICO

 

 

ANDOU no basquetebol como atleta na década 80, na iniciação. Jogou primeiro no Desportivo de Maputo e Cajú de Moçambique, uma das empresas que no passado abraçaram o desporto, como iniciado, e terminou como júnior no Ferroviário de Maputo, em 1988.

 

No ano seguinte, abraçou a carreira de treinador de basquetebol, começando pelo desporto escolar na Escola Secundária de Lhanguene, onde era aluno aos 18 anos. Treinou uma equipa feminina desta escola. Já em 1990, abraçou o projecto da Emplama e trabalhou com mini-básquete e iniciados masculinos. Já em 2013, integrou o projecto de “Basket-Show” na Escola Secundária Nelson Mandela, preparando as equipas para o torneio.

 

SALVADOR NHANTUMBO

 

 

Fonte:Jornal Noticias

 

publicado por Vaxko Zakarias às 10:08
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