Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Quinta-feira, 14 DE Maio 2015

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O desporto em Nampula, em particular o futebol, vive uma situação atípica, isto porque a direcção do Sporting de Nampula tem dois presidentes de direcção. Um eleito pelos sócios e outro empossado pelo Tribunal Judicial da Província de Nampula, após um processo conturbado e cheio de incompreensões. 

 

Este caso é reedição de uma novela dramática vivida em Chimoio no ano de 2012, em que a Associação Provincial de Futebol local tinha dois presidentes, um empossado pelo presidente da Mesa da Assembleia-Geral e outro pelo governo local, respectivamente Luís Oliveira e Afonso Uamusse.

 

Mas, afinal de contas, o que está por detrás desta trama toda? Como é possível uma direcção de um clube ter dois presidentes? Como é que o tribunal aparece a arbitrar este mediático caso? E em que diferem os dois presidentes? Vamos aos factos.

 

Depois de o desafio no mês passado ter efectuado uma visita a Nampula a fim de se inteirar deste complexo caso, foi possível no local dos acontecimentos colher uma série de informações junto dos protagonistas que contracenam neste enredo para melhor entender o que na verdade está a acontecer.

 

Victor Manuel de Sousa, engenheiro de profissão, Zuhairo Hassane Mussagy (Zito), ex-jogador e antiga vedeta do Sporting de Nampula, e, por fim, Brás dos Santos, este último tido como sendo o mais polémico e causador dos problemas no clube, aparecem no centro das atenções desta história, cada um contando a sua versão.

 

Engenheiro Victor de Sousa, como é carinhosamente tratado pela massa associativa do Sporting e não só, e que até então era tido como presidente de direcção do clube em substituição do advogado Carlos Coelho, viu-se obrigado a deixar o seu cargo à disposição numa sentença do Tribunal Judicial de Nampula, Segunda Secção, a 14 de Abril de 2015. Para o seu lugar ficaria o ex-jogador do Sporting, Zuhairo Hassane Mussagy, ou simplesmente Zito, como é tratado.

 

Raimundo Zandamela 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 12:23
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O CANDIDATO à presidência da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), Manuel Chang, lançou no pretérito fim-de-semana, na Beira, a sua campanha designada por “movimento de futebol para futebol”.

 

No encontro, que juntou os desportistas da região centro do país, contou igualmente com a presença das figuras que mais se notabilizaram na modalidade-rainha como são os casos de Tico-Tico, Jota-Jota, Cremildo, Miguel Chau, Orlando Conde, Mabero, Ângelo Jerónimo, entre outros.

 

Falando aos presentes, Manuel Chang disse pretender, caso seja eleito ao alto cargo do futebol nacional, fazer algumas reformas na modalidade para resgatar a boa imagem que o futebol no país conheceu há 20 anos.

 

Chang referiu ainda que, caso seja eleito, vai apostar na formação de jogadores e treinadores, irá potenciar a componente de infra-estruturas, sobretudo campos nos bairros para a descoberta de novos talentos, como também resgatar a imagem dos antigos futebolísticas que já andam esquecidos.

 

Martins, seu nome de guerra, prometeu criar condições para o financiamento dos sindicatos como dos jogadores, dos treinadores para que possam trabalhar para o desenvolvimento do futebol nacional.

 

Aliás, chegou ao ponto de afirmar que pretende colocar o país no topo da região Austral de África.

 

Hoje há muita gente que não vai aos campos. É uma autêntica vergonha. É diferente do que acontecia há 20 anos, onde quando alguém fosse ao campo não encontrava espaço para sentar por enchentes. Hoje, até jogos de grande competição ninguém assiste”, referiu o candidato à presidência da Federação Moçambicana de Futebol.

 

Manuel Chang, que foi Ministro das Finanças e hoje deputado da Assembleia da República pela bancada da Frelimo, sublinhou que o facto de ter exercido outras funções não lhe pode impedir de fazer aquilo que mais gosta na sua vida como ser humano.

 

Isto deve ficar claro que um pintor que ocupou as funções que eu ocupei, terminada a sua função volta a pintar, e estou a voltar a fazer o que fiz desde criança e que mais gosto, portanto não posso ser castigado pelo facto de eu ter exercido outras funções”, aclarou Chang.

 

O movimento futebol para futebol será lançado igualmente na próxima sexta-feira na cidade de Nampula num acto que vai juntar os desportistas da região norte do país.

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 11:37
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O MAXAQUENE venceu, na tarde de ontem, o Costa do sol, por 2-1, em partida mais importante da Taça de Moçambique, fase da cidade de Maputo. O Costa do Sol tornou-se, desta forma, o primeiro gigante a sair da prova, vítima de um rival que o derrotara há sensivelmente um mês no Moçambola.

 

Noutras partidas que tiveram lugar ontem, o Desportivo de Maputo goleou a Academia Mano-Mano, por 3-0, o mesmo resultado conseguido pela Liga Desportiva de Maputo na recepção ao 1.º de Maio. O Ferroviário de Maputo cilindrou as Águias Especiais, por 4-0.

 

Nas províncias, o destaque vai para a goleada imposta pela HCB ao Ochowa FC, por 7-0, em Tete. Em Inhambane, a ENH derrotou com muitas dificuldades o Baleia FC, por 1-0. Em Nampula, o Ferroviário bateu o Sporting, por 2-1, e o Ferroviário de Nacala foi surpreendido pela Liga Desportiva de Monapo, com quem perdeu por 0-1.

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 11:32
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A PROPOSTA de Lei de Autorização Legislativa para o Estabelecimento do Regime Jurídico das Sociedades Anónimas Desportivas (SADs) vai hoje a debate na Assembleia da República (AR) depois de ontem ter sido apresentado aos deputados pelo Ministro da Juventude e Desportos, Alberto Nkutumula, em sessão plenária.

 

A criação das SADs é, segundo Nkutumula, um assunto do quotidiano no desporto nacional, que se debate com dificuldades a todos os níveis.

 

Actualmente, o desporto nacional debate-se com o complicado cenário de muitos clubes desportivos possuírem fracas possibilidades de sustentabilidade, por falta de fontes de rendimento ou auto-financiamento, facto que tem implicações directas no desenvolvimento da actividade desportiva”, disse Nkutumula. 

 

Segundo o ministro, o Governo considera que a premissa para que clubes funcionem em moldes empresariais e possuam mecanismos que lhes permitam criar liquidez para a prossecução dos seus interesses é a adopção da forma de sociedade anónima desportiva. 

 

A adopção da forma de sociedade com fins lucrativos, de entre outros aspectos, prosseguiu Nkutumula, concorrerá para uma gestão qualificada e transparente dos assuntos desportivos dos clubes, viradas também para o rendimento económico-financeiro, concedendo aos sócios e à comunidade a possibilidade de aquisição de acções.

 

Nkutumula disse, num outro desenvolvimento, que estarão lançadas as bases para que haja mais investimento na pesquisa de talentos e seu aprimoramento, para que tenham valor acrescentado no mercado de transferências.

 

As SADs terão a possibilidade de participar na Bolsa de Valores, investirem em participações financeiras e outros negócios que tragam mais-valias, para além de se garantir que os negócios desportivos deixem de passar à margem da vida fiscal do país. 

 

O Projecto de Lei ontem apresentado ao Parlamento é constituído por seis artigos.

 

FRELIMO E RENAMO DIVERGEM

 

A proposta acolheu apreciação positiva do Grupo Parlamentar da Frelimo na Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade, também denominada 1.ª Comissão da AR, e foi chumbada pelo Grupo Parlamentar da Renamo.

 

A Frelimo justificou a sua posição com base no disposto no número 3 do artigo 179 da Constituição da República, que preconiza a autorização do Governo pela Assembleia da República para legislar sob forma de decreto-Lei. Já a Renamo justificou a sua posição alegando que o regime jurídico para as sociedades desportivas devia ser aprovado por lei e não por um decreto-lei.

 

Posto isto, a Comissão concluiu que a Proposta de Lei de Autorização Legislativa para o Estabelecimento do Regime Jurídico para as SADs tem mérito e é oportuna, pois tem como escopo revestir os clubes ou equipas desportivas profissionais de uma personificação jurídica que visa conferir um estatuto que permite que possam ter natureza, personalidade e capacidade jurídicas de uma sociedade anónima, adequado às especificidades do negócio desportivo.

 

A 1.ª Comissão sustenta, por outro lado, que a proposta respeita os limites substanciais, formais, materiais e temporais impostos pelo artigo 180 da Constituição.

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 11:16
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O HERÓI, como de costume, Isac foi a imagem da reacção pronta do Maxaquene após sofrer o golo de empate (1-1). É caso para dizer feriram o búfalo, já que Isac tratou de pôr os pontos nos ii aos 73 minutos.

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Mas vale a pena contar o filme do Maxaquene-Costa do Sol do início. A primeira parte foi jogada a um bom ritmo e com o Maxaquene a ser perspicaz e eficaz no ataque. Com uma linha do meio-campo melhor organizada e mais esclarecida nos processos defensivos e ofensivos roubou muitas vezes a bola ao seu adversário em zonas capitais e depois lançava a velocidade de Isac ou Lukman. Não estranhou por isso que o primeiro sinal de perigo tenha sido protagonizado por Isac que com um gesto técnico consegue tirar Dário Khan do caminho e servir Lukman que atirou ao lado.

 

Aos 17 minutos surge o golo de Muniz aproveitando uma defesa incompleta de Soarito a remate de Lukman. Diga-se que este golo foi fruto do trabalho individual de Lukman, que após tirar dois defensores do caminho ainda sentou o guarda-redes.

 

Uma fífia de Simplex que deixou passar a bola que nem manteiga derretida no Verão entre as mãos valeu o corte pronto de Moniz quase em cima da linha de golo.

 

O Maxaquene, com mais perigo, até porque tirava proveito do adiantamento do bloco defensivo dos “canarinhos”, para em contra-ataque fazer estragos, ficou perto de marcar por Lukman que não conseguiu acertar no alvo após assistência primorosa de Okhan.

 

O Costa do Sol tinha pouco espaço para atacar e de longe tentava a sorte.  Numa dessas tentativas Ussama quase marcava muito por culpa de mais uma intervenção desastrada de Simplex que deixou fugir a bola, sorte que esta foi embater no poste para alívio dos adeptos “tricolores” que já temiam o pior.

A segunda parte começa com Isac a aquecer as luvas de Soarito com um excelente remate em jeito.

 

Os “tricolores” estavam mais perto do segundo golo, minutos depois, mas valeu uma grande defesa de Soarito com os pés para evitar que o cabeceamento de Butana transpusesse a linha de golo. Mas lá está, o futebol não é uma ciência lógica e quando nada fazia prever, o génio de Mfiki soltou-se, arrancou um passe de trivela para Parkim que cara-a-cara com Simplex rematou certeiro.

 

O empate, aos 58 minutos, trouxe mais vibração e emoção à partida, já que os pupilos de Chiquinho Conde, que, depois de entrarem num período de sonolência, passaram a atacar novamente e a verdade é que sempre a dupla Lukman e Isac combinava muito bem e criava enormes dores de cabeça à defesa “canarinha”. Foi visível no passe de ruptura de Lukman para Isac que com um toque de classe tirou Soarito do caminho mas com o seu pior pé, o esquerdo, fez um remate sem nexo quando tinha toda a baliza à sua mercê. Mas estava reservado para o minuto 73 o grande momento para o melhor goleador moçambicano.

 

Isac, ao seu estilo, sempre no momento certo, introduz a bola dentro da baliza depois de uma assistência de cabeça de Butana. Até ao fim, o Costa do Sol tentou restabelecer a igualdade, mas Simplex mostrou-se seguro a duas tentativas de Ruben.

 

Simões Guambe, embora tenha cometido alguns erros técnicos, merece nota positiva.

 

 FICHA TÉCNICA

 

ÁRBITRO: Simões Guambe, auxiliado por João Paulo e Ivo Muiambo. Quarto árbitro: Felisberto José.

 

MAXAQUENE: Simplex; Butana, Zabula, Nito e Mayunda; Whisky, Okhan,  Moniz e Fachi; Isac e Lukman

 

COSTA DO SOL: Soarito; João Mazive, Dário Khan, Gerson e Dito; Ussama (Dainho), Chimango e Elias (Rodrigues); Paulo (Ruben) e Parkim

 

DISCIPLINA: “Amarelo” para Moniz, Isac e Nito, todos do Maxaquene;  João Mazive, do Costa do Sol

 

Ivo Tavares

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:58
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EM primeiro lugar, tenho de saudar a coragem e a determinação que o ex-ministro das Finanças Manuel Chang demonstrou ao manifestar publicamente a intenção de se candidatar para as próximas eleições da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), numa altura em que o actual titular do cargo, Feizal Sidat, por força da lei, não mais poderá concorrer.

 

A aparição de Manuel Chang é bem-vinda à família do futebol moçambicano, pois a sua experiência, acumulada ao longo de muitos anos como governante, poderá trazer uma mais-valia para a modalidade, só que, caro Chang, quem avisa amigo é.

 

Em abono da verdade, candidato Chang, as pessoas que o rodeiam, em algum momento, não lhe estão a ser fiéis. Elas não lhe transmitem fielmente a actual realidade do futebol nacional. Quando lhe aconselham a dizer que hoje em dia muita gente não vai ao futebol, induzem-no em erro ou seja, não estão a ser realistas. Não é verdade que as pessoas não vão ao futebol. E não é verdade que os campos andam às moscas. O que deve estar a acontecer, na minha modesta opinião, é que as pessoas que o rodeiam devem ser elas primeiro que não vão aos campos. Por consequência, estão totalmente desfasadas da realidade futebolística do país.

 

Eu, que por obrigações profissionais tenho ido aos campos aos fins-de-semana, não posso admitir que haja pronunciamentos deste género, porque nos jogos do Moçambola, principalmente nas províncias, os campos andam abarrotados. Por exemplo, quando os “Mambas” jogam, mesmo que os resultados não sejam abonatórios, tanto o Estádio Nacional do Zimpeto como o Estádio da Machava ficam prenhes de espectadores.

 

Afinal de que campos estão a falar os seus sequazes, Manuel Chang? Acho que de todos menos dos que eu, como profissional, frequento com muita regularidade, sobretudo em cobertura dos jogos do Moçambola. Acho que deve haver outros campos algures, onde essa gente deve praticar outra modalidade que não seja futebol.

 

Aliás, entristece-me quando se fala do que acontecia há 20 anos. Queremos trazer o futebol de há 20 anos? Onde se jogava nos pelados e os atletas treinavam depois das horas normais de serviço? É isto que queremos trazer de volta? Gosto muito de comparações, sobretudo quando elas são sustentadas com dados, o que não deve estar a acontecer. Neste caso, acho que estamos diante de discursos infundados, elaborados por pessoas que não conhecem a actual realidade do futebol no país.

 

Afinal o que move esta gente toda a andar atrás do ex-ministro das Finanças? Será mesmo por questão de pura e simples vontade de ajudar o futebol nacional a desenvolver? Abra o olho, Chang, sob o risco de manchar o seu “bom” nome e a reputação de que goza em vários meandros do país.

 

Uma outra vertente, Chang, talvez por indicação dos seus seguidores, terá dito na Beira, na sua campanha, que quer potenciar a componente de infra-estruturas, sobretudo através dos campos nos bairros para a descoberta de novos talentos.

 

Não acredito que isto tenha saído da boca de uma figura idónea como Manuel Chang, um ex-governante que durante muito tempo teve o “saco azul” deste país nos seus pés. É muito delicado falar deste assunto, porque já tem “barbas brancas”.

O que o candidato Chang devia ter feito, quando governante, era ter evitado que esses espaços nos bairros destinados à prática desportiva fossem usurpados por pessoas que não são da área para fins ilícitos como a construção de barracas, bombas de gasolina, etc., etc.

 

Não acho que este assunto de infra-estruturas nos bairros seja da competência da Federação Moçambicana de Futebol. Talvez seja, em dose maior, do Governo que tem a função de proteger o seu cidadão de qualquer que seja a infracção. O bem-estar do povo é competência exclusivamente do Governo e do Estado.

 

Portanto, se o ex-ministro Chang quer granjear a simpatia dos amantes do futebol tem de falar mais do futuro do que do passado, porque efectivamente o que nos preocupa a nós todos são os resultados desportivos que raramente aparecem, principalmente nas competições internacionais. A não ser que Chang queira ser presidente de uma Federação Moçambicana de Futebol de Veteranos.

 

Abra o olho, Manuel Chang, sob o risco de cair no descrédito!

 

Gil Carvalho

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:49
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